Poemas sobre Dias
Alguns dias de ausência física tua Papai. A saudade aperta mais. Eita vida.
Esse pai me protegeu de tudo, sinto falta.
Muita.
Obrigada aí Deus.
Nosso laço de amor é além.
Te amo infinitamente papai Jarcy Andrade!
Olhe através da janela e veja o sol brilhar...olhe como brilha...
Mesmo em dias nublados você sabe que ele está lá...
Então não se apegue as nuvens...elas passam...já o sol...ah, ele sempre continua a brilhar...
Olhe para dentro, para seu interior através do silêncio...
A Luz está aí..
A Fortaleza que Habita em Nós
Nos dias de calmaria, muitas vezes esquecemos do tamanho da força que trazemos guardada na bagagem da nossa alma. É nas horas de tempestade, quando as lutas diárias parecem pesadas demais, que essa energia oculta desperta e nos sustenta. Você não caminha sozinha e nunca recebe um fardo maior do que a sua capacidade de carregar. Confie na sabedoria da vida e na centelha divina que habita no seu peito. A mesma força que ajudou você a vencer os tombos do passado está ativa agora, pronta para guiar seus passos rumo às próximas conquistas.
Busque evolução todos os dias.
Porque grandes construções não acontecem de uma vez, são levantadas tijolo por tijolo, escolha por escolha, superação por superação.
Continue construindo. O seu crescimento de hoje será a força da sua versão de amanhã.
Insta: @elidajeronimo
Tédio
Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve
Viver com medo de decepcionar os outros é carregar um peso invisível todos os dias. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a agradar, corresponder expectativas e esconder sentimentos para não serem rejeitadas. Aos poucos, passam a medir o próprio valor pela aprovação alheia e deixam de ouvir a própria voz. O problema é que, nessa tentativa constante de ser suficiente para todos, corre-se o risco de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.
Esse medo pode parecer cuidado, responsabilidade ou até amor, mas, quando se torna excesso, vira prisão. A pessoa começa a dizer “sim” quando queria dizer “não”, aceita caminhos que não deseja seguir e silencia partes importantes da própria essência. Com o tempo, já não sabe mais o que sente, o que quer ou quem realmente é.
Por isso, amadurecer também significa entender que decepcionar faz parte da vida. Nem sempre será possível atender às expectativas de todos. E tudo bem. Mais doloroso do que desapontar alguém é olhar para dentro e perceber que, para agradar o mundo, você abandonou a si mesmo e esqueceu seus sonhos pelo caminho.
Às vezes imagino um relógio que anda para trás. Os ponteiros giram devagar, desfazendo os dias, trazendo de volta momentos que já se foram. As palavras duras que disse voltam para dentro da boca. As lágrimas que caíram secam e desaparecem. O tempo, que costuma correr sem piedade, de repente obedece ao meu desejo mais secreto: voltar.
Nesse relógio invertido, eu poderia consertar erros, abraçar quem perdi, dizer “eu te amo” antes que fosse tarde. Poderia viver de novo as risadas simples, os cafés tranquilos, os sonhos que deixei dormir. Mas será que eu realmente mudaria tudo? Ou será que, no fundo, esses erros e dores são o que me trouxeram até aqui?
O relógio que anda para trás nos faz sonhar com uma segunda chance. Ele revela o quanto carregamos arrependimento no peito. No entanto, talvez a verdadeira sabedoria esteja em aceitar que o tempo só anda para frente. Os ponteiros não voltam. O que podemos fazer é olhar para trás com carinho, aprender com o que ficou e viver o agora com mais presença e menos pressa.
Entre o Indizível e o Infinito.
Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.
E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.
Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”
E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.
Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.
Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.
O Meu Tormento
Todos esses dias têm sido um tormento em minha vida,
A incerteza dos sentimentos e o silêncio
Têm me tirado o sono e a vontade de viver.
Os dias se passam,
E eu estou ali, no meio de todos,
E ao mesmo tempo não estou.
Assim estou,
Perdida em meus próprios pensamentos.
Poderia amar todos os dias
da minha vida coma mesma intensidadeque me apaixonei.
Talvez até mesmo me perder
no meio do caminhocom a ilusão de quepoderia te esquecer.
Quanto de peso você adquiriu nos últimos anos? E nos últimos dias?
O peso a que me refiro é aquele que você carrega em seu coração. Aquele peso que ficou depois que você ouviu aquela palavra dura, aquela crítica de quem você menos esperava...
Aquele peso que ficou, depois daquela discussão que poderia ter sido evitada...
Aquele peso de quando você se decepcionou com quem nunca esperou.
Pra quê carregar tudo isso? Porque não se livrou dessas bagagens desnecessárias? Sabe, continuar carregando esse peso, além de comprometer a sua saúde (física e emocional), te impede de progredir, de trilhar seu caminho. É cansativo demais,penoso demais.
Carregar tanta carga, é o que tem te impedido de chegar onde você merece e precisa estar.
Faça as pazes com seu passado; livre-se desse sentimento que te magoa tanto, fale sobre o assunto; resolva todas essas pendências emocionais. Perdoe e permita-se ser perdoado. Decida deixar o que não deu certo para trás, a livrar-se, de uma vez por todas, desses pesos que o incomodam e impedem de progredir. Agarre-se ao que você tem agora: o seu presente. O seu futuro depende disso! Invista em si, em sua paz interior e siga mais leve e vá mais longe
Nos dias de hoje, o que não falta, a cada esquina das redes sociais, são orientadores, influenciadores e doutrinadores, pretensos paladinos da verdade e supostos condutores para o sucesso, ávidos por likes e compartilhamentos, que se materializam em grana, e grana fácil, sem suor.
Quando a internet era ficção, as pessoas conversavam mais. O contato físico emanava melhor percepção, seja pela sensibilidade e intuição do que se ouvia, seja até pelas expressões faciais.
O livro físico cumpre papel essencial. O autor de uma obra, seja ela assertiva ou disfuncional, faz com que a leitura e a releitura exijam do cérebro maior atenção, crítica, avaliação e, sobretudo, filtro pelo pensar, sem condicionamentos por likes, compartilhamentos e comentários; ou seja, apenas você e o autor.
Concluindo: sou do time do filtro, do pensar e do raciocinar e, em alguns casos, da meditação sobre o que é divulgado nas redes sociais, antes de emitir juízo de valor e construir uma opinião.
Há dias que nunca se esquecem.
Sejam de glórias, de dores, de tristezas ou de intensas alegrias,
as lembranças desses dias sempre provocarão o marejar dos olhos.
Num dia, chora-se.
Noutro, celebra-se.
Viver é experimentar de tudo:
lágrimas e sorrisos, perdas e conquistas, despedidas e reencontros.
Porque a vida não é feita de um único sentimento,
mas da soma de tudo aquilo que nos transforma.
- MEDO DO MEDO
Todos os dias eu sigo um caminho.
Por trieiros novos e as vezes por calçadas velhas;
Enquanto ando percebo portas fechadas...
E janelas abertas... Sinto o cheiro do medo.
Vejo pessoas que me espiam...
Pessoas que olham para a rua
E parece que se escondem de tudo...
Outras vezes, parece que buscam inspiração para a vida.
Eu passo devagar, tento adivinhar o que sentem...
São prisioneiras de seus próprios medos?
Ou os seus medos são só do mundo?
Janelas que se abrem e fecham todos os dias;
Por trieiros novos e calçadas velhas.
Ando logo que o dia começa...
Também tenho meus medos;
Não é o medo do mundo.
Sinto o medo de me tornar prisioneiro dos meus medos.
O corpo despenca,
Exaurido de forças,
No silêncio do tempo,
Que arrasta os dias
Sem promessa de alívio.
O amanhã já não importa,
Apenas o fim do hoje,
Enquanto a frustração
Se enrosca na alma
Como sombra que não parte.
Semana passada, pensei em você.
Todos os dias.
Hoje também.
E ontem.
E amanhã, com certeza, em algum momento,
Vou me lembrar do teu sorriso,
Da tua voz chamando meu nome.
A parte que dói
É saber que você partiu
Sem a mínima intenção de voltar.
Mas eu ainda insisto
Em te esperar.
Espero a poesia chegar,
No tempo dela,
Sem pressa.
Horas, dias e meses
Sentado no sofá,
Na expectativa do momento certo
Para escrever
O sentimento da alma,
Que transpassa o corpo
E vai além da mente.
Faço esforço para acreditar
Em dias melhores,
Esperando uma ligação
Que jamais irá tocar.
Porque ao meu redor,
Tudo já acabou…
E, mesmo assim,
Aprendo a seguir.
Carrego dores na alma,
o cansaço dos dias tristes.
Sigo sem parar,
posso até lamentar,
mas jamais fraquejar.
Caminho com calma,
pois na vida tudo tem
o seu tempo certo.
Da solidão
Da solidão... porque todos temos dias assim...
Solidão não quer dizer unicamente estar sozinho em sua casa... você pode sentir a maior solidão rodeadíssimo de gente.
Manter o sentimento de solidão pode causar doenças... e ninguém quer isso.
Então é interessante que tomemos algumas atitudes quando percebermos que a solidão encheu toda a mochila que carregamos nas costas. O primeiro passo é aceitar que o sentimento está aí... vivê-lo em toda a sua intensidade... mas isso não significa que iremos segurá-lo pra sempre... ou ‘carregá-lo’ em nossa pesada mochila pelo resto de nossa caminhada.
Aceitou!? Viveu!?
Agora vamos começar a sair desse ‘espaço’ da solidão, vamos aliviar o que nos pesa nas costas... vamos pensar nas coisas boas que têm o poder de fazer esse momento passar. Cada um de nós têm as SUAS coisas boas, sim!
Ah! E nesse momento de aceitação da solidão e (con)vivência com ela é interessante buscar o que a causou... e cortar esse mal pela raiz... resolver a situação. Lembre-se de que é a sua saúde mental está em jogo; e nos queremos saudáveis, não é?
Ocupar-se com atividades diferentes também ajuda bastante. Mas sem muita cobrança... descubra formas de combater o tédio, encontre maneiras de ocupar seu tempo com atividades que lhe causem prazer... e faça tudo com muita tranquilidade... nada de atropelos e autocobrança exagerada.
E sempre é bom lembrar que fazer nada já é fazer alguma coisa. Você tem o direito de tirar um tempinho todo dia pra fazer nada, tem sim!
e... lindo e profundo este texto da nossa amada Clarice Lispector:
“Que minha solidão me sirva de companhia Que eu tenha a coragem de me enfrentar
Que eu saiba ficar com o nada E mesmo assim me sentir
Como se estivesse plena de tudo”.
Que sua solidão seja exatamente assim!
Rosangela Calza
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