Poemas sobre Ate breve Abraco

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A gente briga
Até mesmo com a barba que cresce
Olha a própria cara no espelho
Pára, fita ...se encara
Meu Deus
Acho que conheço esse cara!
Eu já vi esse rosto numa foto antiga
...esquece!
Diacho!
Não lembro com quem parece
Devagar, me afasto
Me bastam os apelos jamais atendidos
E tantos pedidos
Perdidos no silêncio
Me arrependo por ter esquecido
Foram só ruídos de passos
Que deixei pelo chão
Igual a mim
A cada qual
A solidão igual e contrária
Um baú lotado dela
Aquela
Que ninguém sabe por que merece
Sem mesmo caber merecê-la
Em cada noite sua escuridão
Em cada escuro uma estrela

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

O Labirinto da Alma.

As coisas
Elas sempre são
do jeito que as coisas são
Pode até parecer-te redundante
Mas é algo a entender no final
Interessante é o sentido
Intenso
E que de alguma forma
Você sempre procurou
no ruído do silêncio
A lava incandescente
Que você pensa escondida
Sob a paz aparente da rocha perene
A estrela na ponta dos dedos
E em segredo reluz, lá no Céu
A alma humana é um lugar
Um labirinto que esconde
As peças de um quebra-cabeças
Que ninguém jamais
Poderá montar
ou remontar completamente
Simplesmente porque as peças
Já estavam no lugar desde o início
Mas você
Na sua ânsia pela vida
As espalha
Pro depois declará-las perdidas
É por isso
Que desde o tempo da infância
Tem gente que fala
E tinha a gente, que não entendia
de que havia muita coisa
Pra aprender com as crianças
A máxima desse paradoxo
É que só depois
de percorrer o labirinto
A gente percebe as informações
Que por parecerem redundantes
A gente deixou passar
Pra mais tarde descobrir
Que a chave da porta
Sempre esteve no mesmo lugar
dentro das nossas casas
Mas a imaginação
Com suas impiedosas asas
Nós leva a pensar
Que estavam lá no quintal
E são infinitos
Os quintais existentes no mundo
E imensos portões
Que admitem apenas a saída
Uma vez a pedra lançada
A alma arrependida
Lição aprendida
Não há que fazer mais nada
Após a palavra falada
Pois as coisas, elas são
do jeito que as coisas são
Um dia uma dor aborrecida
Vem doer dentro do peito
Mas veja que você
Só vai perceber lá no final
A oportunidade que foi perdida
Nem que seja o final da vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Todo mundo é de esquerda, até que alguém que ele ama vire estatística"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A escuridão só pode existir
até determinado ponto
à partir do qual ela já nem cresce
A escuridão simplesmente
não mais escurece
Assim também pode ocorrer
Com a claridade
Com a sua idade
e até mesmo com a vaidade
Existem limites latentes
embutidos ou inerentes
Existem limites para a nossa paciência
A nossa ciência também
é por demais limitada
Existe sim, um fim para o nada
Assim como os há para quase tudo
Mas não existem limites
Para o amor e o conhecimento
Apesar de nós mesmos
Através do uso
de todas as nossas limitações
Impormo-nos limites
a todo momento
Porém para todo momento
Também existe um fim.

Inserida por edsonricardopaiva

Te espera o Mar
Quando você vai até lá
Querendo te engolir
Morto de vontade de te afogar
O Mundo já te engoliu
E você nem mesmo viu
Riu, enquanto teu melhor amor partia
E assim se deixou ficar
Feliz, por ter escolhido
Quem não te quis um dia
Hoje, pensa em tudo que fez
E chora, com o coração partido
Será que riria ainda
Se aquele grande amor
Não tivesse ido?
Nestas idas e vindas da vida
Ninguém pode responder
Minha querida!
Ainda resta hoje
Todo aquele imenso Mar
de dúvidas e perguntas
Eu velo que estejas contente
Em algum Universo Paralelo
Existem duas almas
Que nunca vão descobrir isto juntas
Pois
Aquele amor que deixaste partir
Não há de lembrar de você
Se acaso um dia o vir voltar
Ele Não ficará junto a você no fim
Nem mesmo se a ambos o Mar afogar
Nem mesmo assim.

Inserida por edsonricardopaiva

Esperanças se perdem
Sonhos se desfazem
e os amores um dia se vão
Até aquela imensa saudade
Que todo dia
Lhe invadia o coração
Com o tempo; esmorece
A vida passa depressa
Por mais que a gente pense
Que não
Com os anos tudo se vai
O que permanece
É somente
Uma certa serenidade
Que antes não existia
E que a gente de vez em quando
Até se ria
Quando a via
Nas pessoas mais experientes
Que a gente devia ter respeitado
e muitas vezes não o fez
Se é este o seu caso, neste momento
A resposta
Um dia vem no vento
A vida passa depressa
Sem pressa
Um dia de cada vez

Inserida por edsonricardopaiva

De vez em quando
Tudo que eu preciso
É respirar um pouco
Pode até parecer
uma ideia louca
Mas não é todo dia
Que a gente atenta
Nesses desalentos
Que nos atingem a alma
de forma tão costumeira
E a gente nem pensa
Em sair um pouco lá fora
Ou pelo menos abrir a janela
Inspirar o ar pelo nariz
Soltar pela boca
e acalmar-se
Pensar em tantas coisas que eu quis
e não aconteceram
Lembrar das coisas erradas que fiz
E simplesmente me perdoar
Jogar pra fora todo arrependimento
Juntamente com o ar
E olhar as coisas ruins
Indo embora; no vento da noite
Simples assim
A vida se renova
Com uma pequena porção
Pura e nova
desse presente da natureza
Simplesmente
Basta querer
Pois
De vez em quando
Todo mundo precisa atentar para o fato
Que o ato de respirar
É algo um pouco além de somente
Inalar e exalar o ar

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Pode até parecer
Que a gente entende
Nas horas de amigos
A gente conversa
Confessa promessas
Que o tempo esqueceu
E que a gente trocou
Por outras
que também não fez
Pode parecer que não
Mas há muitos segredos
escondidos
nos desvãos da vida
Que, na dúvida, guardamos
Na lista dos planos
deixados pra depois
Coisas das quais
hoje a gente se arrepende
Algumas porque fez
Outras
Porque deixamos passar
Aguardando pacientemente
a nossa vez
Que nunca chegou.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

No dia em que a gente nasce
Se esquece de tudo que disse pra Deus
Esquece-se até de que Deus existe
Deus permite e não Se esquece
de cuidar da gente, em nenhum dia
Ao longo da Estrada
Encontramos
Os presentes que Deus nos envia
Muitas vezes não percebemos
Que muitas daquelas dificuldades
São lições
Escritas num livro, difícil de Ler
Mas Deus zela pela gente
Com aquele cuidado
Que poucos pais deste mundo tem
E ao longo desta vida
Põe subidas e descidas
Nos desenhos repletos de sombras
e a gente nunca percebe
Que também recebe o carinho
De um Pai que Está olhando
A nossa lição
Por cima dos nossos ombros
Segurando a mão da gente
Pra ensinar a firmar o traço
E fazer o desenho sair mais bonito
Mas sempre chega o dia
Em que a gente
Começa a perceber
Que no nosso papel da vida
O desenho e todas as demais lições
Vai aos poucos
Tomando aquela forma
Que a gente combinou com Deus
A missão que recebeu
e depois se esqueceu
Naquele momento confuso
Em que nasceu
É por isso que o Tempo de Deus
é muito diferente do nosso
E o traço de Deus
Só depois de muito tempo
faz a gente ter noção de espaço
Aquela dor que sentíamos nas mãos
Era apenas uma fase
Que todo mundo precisa passar
Pra aprender a lição recebida
Agora
Eu olho o desenho e a lição
Que Deus desenhou
Segurando em minhas mãos
e vejo
Que desde o último minuto
O desenho começou a tomar forma
E está ficando bem bonito
Só agora
Juntando letra com letra
Percebo também
O que é que Deus
Havia Escrito
Amém.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Se você chegar lá
Vai perceber a diferença
Entre ter alguém
Que lhe acompanhe com o olhar
Até você sumir na curva, ou não
E me contar se você viu
O frio, a cara de riso
Na tempestade negra que caiu
E o momento em que foi preciso
Fazer a exceção tornar-se regra
São essas coisas assim
Que tem o valor do que são
Portanto, enquanto ainda houver
Cura para os cortes...use!
Porque
Um laço de fita, um olhar
Prende a alma pelo encanto
Se você chegar lá, vai entender
Que pra quem não sabe o que quer
Tudo sempre se encaixa
E qualquer coisa serve
Mas que nada preenche a vida
Pois a vida é breve
Então, enquanto existir atalho
Ao caminho da morte...recuse
Pois, é sim, sempre possível
Encontrar o que tanto procura
E depois deitar tudo fora
Quando você chegar lá
Finalmente, vai saber
A razão
da lição que dizia
Que um mais um, são dois
E outras coisas que não sabia
No dia em que descobrir
Que o vazio
Ocupa um espaço imenso
Penso
Que nesse momento
Teus pés vão pisar no chão
Pois, quando a alma apenas voa
É sinal que viveu à toa
E, que pena, voou em vão!
Pois a visão era turva
Se você chegar lá
E descobrir
Que ainda existe sorte...não abuse
Tomara que tenha ao seu lado
Alguém que te ame de verdade
Te olhando, até sumir na curva
Porque, se não existe igualdade
Todo dia é do mesmo jeito
E tudo é igual, tristemente.
Pois é preciso ter amado de verdade
Pra ter o direito a deixar saudade.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Até onde alcança a minha visão
Pra dentro do coração
Pra além de onde enxerga a vista
Onde estão as pistas deixadas
Há momentos em que correm os ventos
Num torque que não resta nada
E é hora do ataque, do desembarque
Um dia o parque da nossa infância
Regressa pra vila onde a gente brincava
E novamente há meu nome no muro
Na mais pura escuridão
Que o tempo distante
Demonstra um talento inato
Quando o rabisca
Num autêntico nunca mais
Um sapato que machuca os pés
A saudade curiosa
Daquela fotografia que só se viu uma vez
O passo impreciso
De quem precisa aprender a andar
Era um azul de mês de setembro
Em cada lugar era um nome
Aquela rua, que era tão bonita
Mal iluminada e triste agora
A vida insiste, irredutível
Passei por lá noutros tempos
Ela estava pintada de abril
Nada mais que a bela e triste poesia
Que não podia ser recitada
Era assim que a gente obedecia
Pois nada nunca foi
Mais decidida que a própria vida
Uma conquista a mais
Outra alegria abrandada
Outra risada perdida
Escondida em algum lugar, lá dentro do coração
E que a vista faz questão
De pra sempre esquecê-la
E chega mesmo a duvidar que foi de verdade
Mas que a gente se lembra de vez em quando.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não existe nada no vazio
Além do frio
Que faz arrepiar
Até a alma
Toda vez que foge a calma
Na mais pura paz da madrugada
Não faz mal
Cada qual sabe a dor que lhe cega
No calar madrugada
E ela traz
Uma dor de cada vez
Escondida, bem guardada
Pesada e desembrulhada
Não precisa assinar
Nem nada
Se ela tem que entregar
Ela entrega.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu duvido
Quase nunca
Ninguém
Há de saber
Qual é
Devido
À fé que não se tem
Até que não se tenha
É como apanhar
Um espinho num jardim
Apanhe
Sem saber qual é
Até que assim ele te arranhe.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Ventania
Era dia de vento lento
Até que soprou
Soprou até
Sobrou até pro pé de ipê
Levou até não sei o quê
Que não se vê
Ventou até
Levou a paz e o pensamento
O tanto faz e eu tô atento
E eu tô à toa e eu vou até
Até que eu não fosse mais
Não dá mais pé
Assim, de momento
Levou-me a fé num pé de vento
Deixou-me aqui, por enquanto
De tanto que trouxe o vento
Pelo tanto que ele levou
Hoje é doce o desencanto
Surge um pranto que doeu
Doeu-me um tanto
e eu sozinho
Sentado ao pé do caminho
Parado
Procurando espinho. ou mais
e foi-se...foi-se até
Foi-se até não ser esquecida
Depois de ensinar a vida
Doer, sem mostrar onde é.

Edson Ricardo Paiva,

Inserida por edsonricardopaiva

Pode até
Parecer poesia
Mas não é
O modo como a gente
As diferencia
Conta muito mais
Uma coisa entre o vento
que corre e que varre
E o ventre da terra
que produz e reproduz em paz; que multiplica
Entre a morte, que não morre e que não erra
E o tempo, que apesar de não ser eterno
Ao que tudo indica
Corre eterno, eternamente
A noite que se vai, pra dar lugar ao dia
A noite que chega no final do dia...e fica
Pode parecer poesia
Porém, essas são perfeitas
Outras, hoje a gente ajeita
Amanhã, as modifica
Pois precisam ser refeitas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠A gente tenta entender
Tem horas que parece até
Mas a vida, essa é senhora do silêncio
Dona da verdade
Na paz dessa oportunidade de calar ou não
E de novo a gente morre
De novo e de novo e de novo
Morre dessas coisas que te vem do coração
E que te corre sem sangrar
Que te sangra sem que se perceba
Te vai numa oração que também morre
Sem subir aos céus
Oculta atrás de um véu
Na tristeza que outra vez se oculta
Na beleza das palavras por dizer
Que na verdade, elas também são ditas
No segredo da oração que não se escuta
Mortas, mas também bonitas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Melhor que tudo
Tudo que é de fato conhecido
Maior até que o amor
Amor, por muitas vezes
É algo que precisa ser contido
Melhor que tudo
Maior até que a felicidade
Felicidade, tantas vezes
Calcada em desconhecimento
Nada chega a ser tão triste
Só não chega a ser
Tão bonita quanto a infância
Abstrata como a lembrança
Impalpável, igual o azul do céu
Doce e imperecível
É como se fosse um mel
Melodia que passa pela cabeça
Sinfonia de anjos
Passos em sintonia
Felicidade que não se alcança
A própria calma sentida
De viver a vida
Sem que ninguém exija
A sua alma como garantia
Coisa que fica sempre pra outro dia
Mas que seria bom
Tão certo quanto a melhor certeza
Te garanto que seria.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Sonhei que caminhava
por uma estrada florida
pensei até que fosse primavera
mas as primaveras existem
assim como a fé;
apenas em nós
perguntas sem respostas
O paradoxo do céu estrelado
num campo de Girassóis
O Mundo às minhas costas
À minha frente
Dez milhões de Universos
Pequenos grãos de areia
pelo infinito dispersos
Que se fazem realmente imensuráveis
diante desta vida tão pequena
revestida de eventos miseráveis
vida que existe por algum absurdo
longa, diante de um sonho tão curto
Objetos luminosos distantes
Quasares gigantes, gigantescos
irradiando seus raios farsescos
Que não me atingem
assim como o imenso amor
que envolve o mundo
nunca me atingiu
nem haverá de me atingir
sequer por um segundo.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu preciso ir buscar uma planta
Que alguns até chamam de flor
Entre tantas outras existentes
Sei que é esta e somente esta
Que agradará o meu amor
Vai fazê-la me olhar com carinho
E querer ficar perto de mim
E gostar de mim pra sempre
Como um dia prometeu
E apesar de eu gostar muito dela
Esqueceu-se quem sou eu
Porém, esta planta delicada
Chama-se dente-de-leão
Quando aberta o vento a carrega
E a espalha pra Terra do Adeus
Mas ela ainda está em botão
Isso me dá algum tempo, então
E eu preciso chegar até ela
Caminhando devagar
Sentindo paz no coração
Eu sei que acabou de brotar
Num lugar inquietante
Um pouco mais longe de além
Mais além do ponto mais distante
Que eu posso enxergar
Quando eu olho do Mirante
Esta flor está lá me esperando
Sei que eu vou chegar lá
Não sei quando
Tenho pressa, pois sei que nasceu
Lá na Terra dos ventos uivantes
E peço ao vento por favor
Tenha calma, me espera chegar
Não carregue este presente
Que eu agora estou indo buscar
Pra ofertar ao meu amor.

Inserida por edsonricardopaiva

Até quando há de durar
Quem poderá dizer
Aonde morrem os ventos
Será que é la no lugar
Onde nascem os sonhos?
Os momentos vão passando
A vida corre
Em passos lentos
A vida passa
Esquecemos impulsos contidos
Doutros tempos
há muito idos
Novamente se descobre
Não saber
O que se achava que sabia
Aonde tudo haverá de, finalmente
Dividir-se em dois
Quando é que termina o "antes"
Pra fatalmente vir o "depois"?
Será que estarão presentes
Aqueles sorrisos isentos
Sempre ausentes
Aqueles em que a gente vê
todos os dentes
Invento motivos
Procuro razão
Arranjo uma desculpa
Pra continuar seguindo
O caminho que a vida aponta
Vou contando o tempo
E vivendo além da conta

Inserida por edsonricardopaiva