Poemas sobre as Ondas

Cerca de 2018 poemas sobre as Ondas

⁠
Araranguá Poética


Ventos do Extremo Sul erguem

as areias, as conchas e as ondas,

poesia aberta pelas patas

das heróicas mulas dos tropeiros

ergueu-se e fez Balneário

Morro dos Conventos

por beleza, por agraciada natureza

por um povo cheio de grandeza

e foi escrita a Araranguá poética.



É no rio desaguando no oceano,

nas trilhas românticas

nas dunas bailarinas,

no penhasco poético,

nas falésias contemplativas,

no mágico Balneário Ilhas,

no farol do teu olhar me encontro

e na imensidão do mar

do teu amor eu me entrego.



Inscrição perpétua e sambaqui

trago em mim a vibração guarani,

xokleng me faço intrépida

e cerâmica poética do amor

eterno que passou e se perpetua

com a fé da tua gente originária

e com fé de quem veio de longe

e fez a primeira capelinha,

assim és a Araranguá infinita.



Pelas mãos indígenas, africanas,

europeias continentais e açorianas,

encantadoras prósperas e artesãs,

que enfrentaram o mar e por ti

se fizeram herança na lavoura,

na cultura na pesca

e na memória afetiva,

e por tudo isso e muito mais:

és a minha Araranguá poética.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.

As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.

Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.

O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Imaruí Profunda

Nos braços do vento
que balançam as ondas
do mar de Laguna
para Imaruí deixo
levar este poema
repetindo a trajetória
de quem chegou
para ficar nesta parte
da Região dos Lagos.

Teus farrapos foram
acompanhados
para chegar nesta
freguesia que hoje
virou cidade erguida,
e me recordei da tua
gente originária
que vivia por aqui.

Cachoeiras, lagoas,
ilhas e trilhas vou
revivendo com
leveza um passado
nada fácil resultado
de um massacre
conhecido e orando
continuo piedosa
por seus mártires.

Só sei que minhas
letras têm igual
leveza das asas
de maruim que
dizem que te nomeia,
E o descanso
da tua lagoa que é
a maior do Estado,
e por ti o meu
coração continua
ainda hoje apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bem antes de mim
o meu sangue
cruzou o oceano,
as estepes podem
ser vistas nas ondas
dos meus cabelos,
as montanhas
na altura do olhar
das caravanas
o meu passo calmo
e o imperceptível.

Luar de Ramadã
que pode ser
visto nos teus
olhos lindos,
os sonhos não
podem faltar,
e o nosso apego
e o zelo para tudo
o quê dizem
ser impossível.

O reflexo do Luar
já pode ser lido
pelo destino
nas palmas
das minhas mãos.

O meu véu tecido
pela Via Láctea
regressará
entre as ruínas
de Merv e de tudo
aquilo que trago
e sempre calo,
intrigando alguns
e é reconhecido.

A Rota da Seda
tenho escrita
na silente poesia
e no coração a tenda
para o mundo abrigar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sou filha do mar
espalhada nas ondas,
Mãe de muitas pérolas
e poesia de amor,
A sua madrepérola,
a inspiração e pendor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Yañı Qapı

As ondas do mar
brindam Yañı Qapı,
Tudo o quê tinha
entre nós encaixe,
Nada mais vai embaralhar,
o destino vai nos encontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quebram as ondas do mar
em ritmo da Salsa gloriosa,
Balançando está a magnífica
Orquídea do Espírito Santo.

Parte de mim também é por
destino centro-americana,
Que você me ama o meu
coração não se engana.

Deste mar sou a sua sereia
absoluta sou poema
e poesia latino-americana.

Você está chegando com
o seu jeito todo discreto
ocupando o meu Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ilha dos Cardos

Há pausa até entre
as ondas do oceano,
Entre os humanos
nunca será diferente.

Ser flor simplesmente
na Ilha dos Cardos,
Um espírito que acende
como o gentil farolete.

Ter pacto com o Céu,
a Terra e o tempo,
com a tinta do sentimento.

Tornar-se carrilhão
no toque da ventania
e história pro seu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo está mudando
e as ondas quebrando
nostálgicas e fortes
na Ilha das Pombas.

Na embarcação antiga
poemas geográficos
abertos e alcance
sem caleidoscópios.

Razões do dia e da noite
cumprem a missão
de ordenar o coração.

Uma busca para aportar,
colocar os pés no chão
e esperar a chuva passar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠memória revisitada no barco
de pesca artesanal nas ondas
em plena Ilha dos Negros
enquanto liberto os medos

de como será o futuro
na heróica Baía do Babitonga
que o tempo nem conta
de tudo o quê o mangue suporta

de tudo o quê coração
precisa para a bater
e a gente continuar a viver

nas mãos a rede está
para capturar no teu olhar
indelével o mar de amor inabalável

Inserida por anna_flavia_schmitt

Saudade é uma dor difícil de suportar e quando fica insuportável, escorre e se mistura com as ondas do mar!!"

“” Sacanagem prender alguém a um relacionamento
Ou se é livre para amar ou se é prisioneiro de um simples desejo...””

Olhar nos olhos dela foi como olhar o mar pela primeira vez...

Você sonha, se imagina lá, cria expectativas mas é surpreendido. Quando você vai se aproximando já consegue ver e fica admirado, quando chega bem pertinho já não surgem palavras para expressar tamanha admiração. É maravilhoso, você fica parado observando cada onda se formando e quebrando vindo de encontro a areia. De repente, enquanto aquela leve brisa toca o seu rosto, só observar já não te satisfaz, você vai de encontro para sentir, e com bastante cautela você apenas molha os pés, a inexplicável sensação te faz querer se jogar por inteiro na água, mas é preciso ir devagar, até uma pequena onda pode te derrubar. Esse é o momento que você precisa decidir entre guardar na memória ou enfrentar o medo das ondas e se jogar.
Olhar nos olhos dela foi como olhar o mar pela primeira vez.

Simplesmente, poeta!

Sou o poeta no divã da vida
Pernoitando no labirinto do sonho
Sem rua, sem travessa e sem esquina.
Onde não há mapa definido;
Só há papel e tinta.
Sinto nas ondas do sentimento
A inspiração dos poetas mortos...
E, tomado por uma força estranha,
Sobrenatural, ouço o eco para todas as reflexões
E me realizo e me proponho,
Criptografando ilusões e pânicos...
E ontem e hoje e sempre
Revelando tristeza e felicidade,
E decodificando sonhos vivos e mortos...
Assim eu sou,
Um eterno aprendiz da vida.
Simplesmente, poeta!

Hoje em dia os homens não são mais galantes, eles galanteiam somente por trás de seus aparelhos de comunicação.
o olhar nos olhos se perdeu.
o medo do não, protegido por uma via que não deixa transparecer a vergonha e a falta de jeito.
os versos copiados e colados de uma pagina nesse imenso mar navegante por fibras óticas ou surfantes de ondas...
ondas que não tem água e nem sal, nem mesmo é influenciada pela lua.
ondas de internet móvel que nos aproximam dos distantes de nos distanciam dos próximos

É tempo de Paz....

É tempo de paz, e sinto uma brisa
Suave e refrescante tocando em meu
Rosto trazendo-me a tranquilidade
De viver em tempos de paz,
Olho para o céu, e vejo as nuvens brancas
Bordadas no céu azul onde os pássaros
Voam em todas as direções compondo
Um cenário digno de se apreciar.
Ao anoitecer, as luzes coloridas
Refletem ao espelho d'água, que forma
Pequenas ondas produzidas pelo chafariz
Que jorra em forma de cascata aguçando
Ainda mais os meus sentidos, e fazendo-me
Acreditar que a paz existe e está em
Todos os lugares, no sorriso de uma criança,
Em um abraço afetuoso, ou nas nuvens brancas
Em forma de véu, bordadas no céu azul.

“” Pessoas entram em nossas vidas por diversas razões
Algumas pela beleza física
Outras pelos encantos da alma
E ainda as que entram e fazem morada, no coração
E essas, só Deus para explicar por que ficam para sempre...””

Filha do vento e tempestade
Sou intensidade
Amante do mar
Sou maré da diversidade
Alegre gargalhando
Se triste, vem o pranto
Esse desnível causa espanto
À outro olhar até encanto
Na ladeira sou descida
Ao sol aquecida
Pela maldade esquecida
Sempre protegida
Ao som das ondas me revelo
Sou Cristina.

Inserida por CristinaMarafiga

De Olhos Abertos

Mar revolto, ondulações constantes,
Conversas distantes, inconstantes.
Emoções flutuantes nos instantes,
Que passam, que ficam,
Que rasgam e esticam,
Casam, confirmam...
Sou ar, são águas.
Ímpar, sem mágoas.
Sem par, sem ar,
Sem lágrimas.
Sigo o voo para o norte,
Torço que nades de volta do sul,
Pro sol, pro céu, azul...

Inserida por eusousalvi

há sempre um mar invisível
despejado a conta-gotas
pingando nos olhos de quem sofre

o sal que queima a retina
e as veias
violentas ondas de miséria

só quem sofre
[por amor]
pode saber

as algas presas aos meus cabelos
e o sempre-mar
na ressaca dos meus olhos

Inserida por pensador