Poemas sobre arte
Dialogar com
cada um dos
seus sentidos
com muita arte,
Levar-te pela mão
para onde você
muito bem sabe,
Até a tentação
surgir e dela
não mais sair,
Para comigo
da realidade foragir.
O quê procurava
na vida em mim
você já encontrou,
Agora da tua parte
é arte e charme,
Lá na mesa tem
Mingau de Carimã
porque agora
sou eu a sua casa,
e não há mais nada
o quê procurar fora
daquilo que você sonhou.
A minha arte poética
leva as cores do carinhoso
Jacarandá-do-litoral
espalhando as suas pétalas
amáveis e belas por São Paulo,
Apreciando tanta beleza assim
fico com o coração calmo.
A minha arte literária leva
as cores do Jacarandá-do-brejo
reverenciando o Universo,
Amar o meu Brasil Brasileiro
é o meu destino certo
mesmo que tudo tente me desafiar
porque o amor abrigado
no meu peito é forte e eterno.
Na minha casa
com fome
de arte picante
na ponta dos pelos
do meu pincel,
A única pena que
tenho no coração
é que você não
está aqui comigo
Os doces detalhes
ficam por conta
da sua imaginação...
A arte postal
em poemóbiles
ágeis é a rima
andaluz que em ti
sempre me seduz,
Vem comigo,
vamos escrevendo,
Somos poetas
nos conhecendo...
Arte como via pessoal
para a transcendência
pede inspiração autêntica,
Arte registro de uma
época do passado
e do presente para quem
sabe deixar uma memória,
E sobretudo fazer história,
Porque o quê penso hoje
é apenas cópia do ontem,
Conheço muito bem
a mim e sempre procurei
tentar alcançar a herança remota.
(Não vivemos mais uma novidade).
Todas as obras de arte são de acesso bastante difícil. Se um leitor as julga fáceis é porque não soube penetrar no coração da obra.
A arte tem o dom de expiar pecados. Ela nos devolve a coragem no momento em que a fragilidade insiste em soprar em nossos ouvidos a frase da desistência, do abandono da luta.
Nosso maior prazer neste mundo são os pensamentos agradáveis e a grande arte da vida consiste em tê-los no maior número possível.
A Desculpa é a arte de se redimir da maneira mais simples,
porém, o uso excessivo dessa expressão, anula seu poder de redenção!
O autor aos seus versos
Chorosos versos meus desentoados,
Sem arte, sem beleza e sem brandura,
Urdidos pela mão da Desventura,
Pela baça Tristeza envenenados:
Vede a luz, não busqueis, desesperados,
No mudo esquecimento a sepultura;
Se os ditosos vos lerem sem ternura,
Ler-vos-ão com ternura os desgraçados:
Não vos inspire, ó versos, cobardia
Da sátira mordaz o furor louco,
Da maldizente voz e tirania:
Desculpa tendes, se valeis tão pouco,
Que não pode cantar com melodia
Um peito de gemer cansado e rouco.
“Questione tudo, não confie em nada. Nas palavras do meu modelo, Sherlock Holmes: ‘Elimine o impossível. O que sobrar, não importa quão improvável seja, deve ser a verdade'.”
Artistas são pessoas motivadas pela tensão entre o desejo de se comunicar e o desejo de se esconder.
O alvo da minha pintura é o sentimento. Para mim, a técnica é meramente um meio. Porém um meio indispensável.
A tragédia em cena já não me basta. Quero transportá-la para minha vida. Eu represento totalmente a minha vida. Onde as pessoas procuram criar obras de arte, eu pretendo mostrar o meu espírito. Não concebo uma obra de arte dissociada da vida.
