Poemas sobre Apoiar o outro
Homer para Bart:
Agora é a melhor hora de afeto, sentar um do lado do outro, ficar em silêncio e olhar fixamente para a televisão.
Que nunca, nunca, nunca mais esta bela terra experimente novamente a opressão de um pelo outro e sofra a indignidade de ser a escória do mundo. Que a liberdade reine!
Nós, que conhecíamos tão bem um ao outro, somos hoje perfeitos estranhos. Horas poderiam ser gastas falando sobre tudo que nos aconteceu, e não bastaria. A gente pensa que amizade é pra sempre, que, quando a gente for velhinho e lembrar tudo que aconteceu. Hoje, caminhamos na mesma direção; talvez juntos, mas afastados. Não poderia ser de outro modo. Jamais seria. Preferiria um mundo menos cinza, menos irônico e auto-defensivo. Só que não é uma questão de escolha. Nunca foi. Não brigamos, mas nos afastamos. Estranho ver alguém que, em certa época da vida, já foi confidente, de trocar segredos, e emprestar consciência. E hoje é um desconhecido. Alguém que já soube de minhas dores, risos e desamores, das minhas rimas cafonas, das inseguranças noturnas e paixões oblíquas. Como uma roupa usada, que ficou pequena ou gasta com o tempo: não cabe mais e tão pouco reconhecemos sua utilidade no presente, sequer há falta ou ausência latente – se houvesse, teria mantido junto, e não sumido. Mas já fez parte de alguma história, da minha vida. De mim.
O tempo é como uma ponte, posto que nos permite fazer a travessia para o outro lado, percorrer novas estradas, buscar novos horizontes, talvez esse tempo nos permita voltar, talvez jamais voltemos, mas o certo é que se tivermos medo da travessia, acabamos morrendo sem saber o que tem do outro lado...
Liberdade de expressão que não reconhece o outro como portador dos mesmos direitos é discurso de ódio.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Eu abraço a mim mesmo com uma silenciosa alegria, balançando-me de um lado para outro, acolhendo a possibilidade de que ela possa gostar de mim por um breve momento.
Em um relacionamento, ninguém deve mudar pelo outro, devemos aceitar os defeitos alheios. Quem cede é fraco.
É engraçado e ridículo quando a gente começa a gostar de alguém e acha que tudo o que o outro faz é um sinal ou uma pista.
Não se deixe influenciar pelo mau-humor do outro. Apenas sorria para ele, sem deboche ou malícia. Pois o sorriso tem o poder de mudar o mau-humor das pessoas.
Hoje idolatram um, amanha qualquer outro. E assim continuam na imbecilidade os idólatras do modismo.
Eu só mudo aquilo que está em mim, nunca posso mudar aquilo que está no outro. É necessário entender isso para evitar o desgaste emocional tentando condicionar o outro às nossas conveniências pessoais. Podemos sim tentar abrir caminhos para a nossa evolução e para a evolução do outro, mas sem transformar isso em uma obsessão ou desejo egoísta de mudança alheia. Saúde mental é compreender onde e como podemos agir, filtrando o necessário e deixando de lado aquilo que nos desgasta.
Olhamos o outro com as lentes de nossa percepção, e quando julgamos os seus atos nem sempre lembramos que há também um outro mundo por trás dos olhos daquele à quem julgamos.
"Para nós, que vimos os noivos individualmente separados, que os vimos viver um aqui outro acolá, com nomes diferentes, em bairros diferentes — para nós a união tem caráter moral, mas fisicamente nos aparece como um fenômeno acidental. [...] Para a criança, ao contrário, a união dos pais é física, metafísica e necessária. Melhor do que os filósofos e teólogos, a criança vê [...] o vínculo que faz dos pais um bloco, uma base. É uma experiência afetiva e intelectual de uma importância enorme para a criança essa primeira apreensão da realidade familiar."
Ao invés de julgarmos o erro do outro, deveríamos nos preocupar com os nossos 'pecadinhos' porque, desses sim, daremos conta!
Quem reivindica o "direito" de "redistribuir" a riqueza produzida pelos outros, reivindica o "direito" de tratar os seres humanos como bens móveis.
Chega um tempo em que precisamos conhecer melhor o nosso outro lado, o de dentro. É lá que repousam nossas verdades.
Quando eu era pequeno pensava que de um momento para outro eu cairia para fora do mundo.
Não basta que as condições de trabalho apareçam num pólo como capital e no outro pólo, pessoas que nada tem para vender a não ser sua força de trabalho. Não basta também forçarem-nas a se venderem vonlutariamente. Na evolução da produção capitalista, desenvolve-se uma classe de trabalhadores que, por educação, tradição, costume, reconhece as exigências daquele modo de produção como leis naturais evidentes.
