Poemas sobre Apoiar o outro

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Na minha perspectiva, liderar significa pôr se no lugar do outro e ajudá-lo(a) a se superar!

Homer para Bart:
Agora é a melhor hora de afeto, sentar um do lado do outro, ficar em silêncio e olhar fixamente para a televisão.

Que nunca, nunca, nunca mais esta bela terra experimente novamente a opressão de um pelo outro e sofra a indignidade de ser a escória do mundo. Que a liberdade reine!

Nelson Mandela

Nota: No discurso inaugural de celebração em 1964, Pretoria

Nós, que conhecíamos tão bem um ao outro, somos hoje perfeitos estranhos. Horas poderiam ser gastas falando sobre tudo que nos aconteceu, e não bastaria. A gente pensa que amizade é pra sempre, que, quando a gente for velhinho e lembrar tudo que aconteceu. Hoje, caminhamos na mesma direção; talvez juntos, mas afastados. Não poderia ser de outro modo. Jamais seria. Preferiria um mundo menos cinza, menos irônico e auto-defensivo. Só que não é uma questão de escolha. Nunca foi. Não brigamos, mas nos afastamos. Estranho ver alguém que, em certa época da vida, já foi confidente, de trocar segredos, e emprestar consciência. E hoje é um desconhecido. Alguém que já soube de minhas dores, risos e desamores, das minhas rimas cafonas, das inseguranças noturnas e paixões oblíquas. Como uma roupa usada, que ficou pequena ou gasta com o tempo: não cabe mais e tão pouco reconhecemos sua utilidade no presente, sequer há falta ou ausência latente – se houvesse, teria mantido junto, e não sumido. Mas já fez parte de alguma história, da minha vida. De mim.

O tempo é como uma ponte, posto que nos permite fazer a travessia para o outro lado, percorrer novas estradas, buscar novos horizontes, talvez esse tempo nos permita voltar, talvez jamais voltemos, mas o certo é que se tivermos medo da travessia, acabamos morrendo sem saber o que tem do outro lado...

Liberdade de expressão que não reconhece o outro como portador dos mesmos direitos é discurso de ódio.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.

Eu abraço a mim mesmo com uma silenciosa alegria, balançando-me de um lado para outro, acolhendo a possibilidade de que ela possa gostar de mim por um breve momento.

Em um relacionamento, ninguém deve mudar pelo outro, devemos aceitar os defeitos alheios. Quem cede é fraco.

É engraçado e ridículo quando a gente começa a gostar de alguém e acha que tudo o que o outro faz é um sinal ou uma pista.

Não se deixe influenciar pelo mau-humor do outro. Apenas sorria para ele, sem deboche ou malícia. Pois o sorriso tem o poder de mudar o mau-humor das pessoas.

Hoje idolatram um, amanha qualquer outro. E assim continuam na imbecilidade os idólatras do modismo.

Eu só mudo aquilo que está em mim, nunca posso mudar aquilo que está no outro. É necessário entender isso para evitar o desgaste emocional tentando condicionar o outro às nossas conveniências pessoais. Podemos sim tentar abrir caminhos para a nossa evolução e para a evolução do outro, mas sem transformar isso em uma obsessão ou desejo egoísta de mudança alheia. Saúde mental é compreender onde e como podemos agir, filtrando o necessário e deixando de lado aquilo que nos desgasta.

Olhamos o outro com as lentes de nossa percepção, e quando julgamos os seus atos nem sempre lembramos que há também um outro mundo por trás dos olhos daquele à quem julgamos.

"Para nós, que vimos os noivos individualmente separados, que os vimos viver um aqui outro acolá, com nomes diferentes, em bairros diferentes — para nós a união tem caráter moral, mas fisicamente nos aparece como um fenômeno acidental. [...] Para a criança, ao contrário, a união dos pais é física, metafísica e necessária. Melhor do que os filósofos e teólogos, a criança vê [...] o vínculo que faz dos pais um bloco, uma base. É uma experiência afetiva e intelectual de uma importância enorme para a criança essa primeira apreensão da realidade familiar."

Ao invés de julgarmos o erro do outro, deveríamos nos preocupar com os nossos 'pecadinhos' porque, desses sim, daremos conta!

⁠Quem reivindica o "direito" de "redistribuir" a riqueza produzida pelos outros, reivindica o "direito" de tratar os seres humanos como bens móveis.

Ayn Rand
The Virtue of Selfishness (1964).

Chega um tempo em que precisamos conhecer melhor o nosso outro lado, o de dentro. É lá que repousam nossas verdades.

Quando eu era pequeno pensava que de um momento para outro eu cairia para fora do mundo.

Clarice Lispector

Nota: Nota escrita por Clarice em um dos parágrafos do livro "A hora da estrela".

Não basta que as condições de trabalho apareçam num pólo como capital e no outro pólo, pessoas que nada tem para vender a não ser sua força de trabalho. Não basta também forçarem-nas a se venderem vonlutariamente. Na evolução da produção capitalista, desenvolve-se uma classe de trabalhadores que, por educação, tradição, costume, reconhece as exigências daquele modo de produção como leis naturais evidentes.