Poemas sobre Apoiar o outro
O roseiral celestial
floresceu suavemente
sobre a bela Rodeio
que fica no verdejante
Médio Vale do Itajaí,
Ofereço a minha poesia
e a minha devoção para ti
nesta véspera de São João
para quando o destino
nos unir sejamos
a tal inequívoca querência,
e nada venha consumir
a chama da fogueira
do amor e da nossa paixão,
e assim por antecipação
no brindo com o meu Chimarrão.
Anoitece sobre os sonhos
de muitos e eu apenas
espero para ver as estrelas
sobre o Ipê-amarelo-cascudo,
Como a poetisa de todos
os ipês ainda quero crer
que existe solução para tudo
e que o amor pode sobreviver
diante de tanta rudeza deste mundo.
Suavemente repousa sobre
o Hemisfério Celestial Sul
a aurora vespertina,
Sob um majestoso
e belo Jacarandá-da-Bahia
Não nego que você
é o amor da minha vida.
Os Hemisférios Norte e Sul
fazem os seus bailes de gala
sobre os nossos destinos
soprando as suas ventanias
enquanto floresce no canteiro
uma constelação numa
única Petúnia-céu estrelado
deixando-me em levitação.
As minhas convicções são
como escudos cristalinos
que não as renuncio
nem por mesmo por paixão,
a minha porção indígena mira
nos astros com os pés no chão.
A vida da outra pessoa
também é a nossa vida,
mesmo que você não creia
a semiótica da convivência
se apresenta em detalhes
sensíveis por todos os lugares.
Não tenho nada de aventureira,
vivo sempre atenta aos sinais
que perigosamente
podem vir a se tornar habituais,
e depois para voltar aos tempos
de paz pode vir ficar a cada dia mais
distante neste mundo alucinante.
Sem titubeios e sem delongas,
repitam comigo:
- Quando o Deus da Guerra
em ti faz pátria e a vida
passa a ser menosprezada,
a nossa vida também passa
a ser menosprezada
e depois não vale mais nada.
A Lua divina paina
no firmamento
o coração encanta
sobre Rodeio
no Médio Vale do Itajaí
e aconchega o peito
de quem a aprecia por aqui.
A aurora vespertina vem
com a sua saia multicor
dançando sobre os meus
Versos Intimistas de amor
e tocando o Ipê-branco-do-cerrado
com todo o seu esplendor,
Você sabe que nunca mais
a sua vida será a mesma por
te conhecido a minha doçura e calor.
Ipê-roxo com a sua
aura envolvente
fez cair as pétalas
sobre a nossa gente,
E nos brindo com
o meus Versos Intimistas
para fazer parte
da sua vida inteiramente.
A alvorada vem sobre nós,
a Ara macao cruza o céu
escuto a sua palavra de mel
e tudo isso faz festa em mim.
Não tenho interesse em nada
que me tire fora daquilo
que diminua o amor na rota
para ser sua no destino.
Estar com os pés descalços,
com uma flor na orelha
e deixar leve e livre a cabeça.
Somente viver o quê temos
para viver sem nenhuma pressa
é o quê no final realmente interessa.
Com os meus olhos
cosmonautas fui buscar
na Lua Crescente
sobre o Médio Vale do Itajaí
a tranquilidade que sinto
por ser visitada por ela aqui.
Minha Cidade de Rodeio
de todas e muitas luas
com o seu esplendor
inspira o meu poético andor.
Dormir, acordar e viver
em paz é algo caro
que nos dias de hoje
muitos já não têm mais
condições de desfrutar,
e no nosso lugar cabe cada
um de nós pela paz zelar.
Porque há outros pelo mundo
afora que não tem nem
noção de que a guerra
pode estar a se aproximar.
Então, pequena Amélie, os teus ossos não são feitos de vidro. Podes levar algumas pancadas da vida. Se deixares escapar esta oportunidade, eventualmente o teu coração vai ficar tão seco e quebradiço como o meu esqueleto. Então, vai apanhá-lo!
Pode ficar irado como um cão raivoso da forma como as coisas acontecem... pode praguejar e amaldiçoar o destino... mas quando chega perto do fim... tem que perdoar.
A vida é como uma estrela
Não deixe o universo te levar
A vida é como uma estrela
Quando termina tende brilhar
É lindo ver galáxias estrelas inclusive a vida terrestre
Para os astrónomos, no universo
Não a nada que não preste
Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.
É preciso planar sobre o que fazemos. É necessário saber muito mais por cima e por baixo, ao lado e de todos os lados, rodear o seu objeto e tornar-se o seu dono.
Os moços são tão solícitos sobre o seu vestuário, quanto os velhos são negligentes: aqueles atendem mais à moda e à elegância, estes à sua comodidade.
