Poemas sobre Alma
De alma
Perdida ou achada
É exatamente o que sinto
Perdida pelos devaneios
E achada pelos sonhos
De alma lavada
Constante
E interna
Na busca
De si perder
Dentro de si
E achar o profundo
Do ser
Perdida e achada
Essa é a melhor
Forma de lidar
Consigo mesma
No intrínseco da alma
Se eu pensar em mim perder
No intrínseco da minha alma
Consequentemente acharei
O que eu procuro
Conhecer
O meu ser
Os meus limites
As minhas loucuras
Os meus devaneios
A minha forma de lidar
Com a vida
Com as pessoas
E o mundo
Acharei consequentemente
Liberdade
Autenticidade
E o mais puro amor
Em busca da verdadeira
Felicidade
Talvez as palavras é ser acalento para minha alma
É buscar descrever momentos, lugares e pessoas
É tentar conexão entre
O passado
O presente
E o futuro
É dar significado
Aos sentimentos vividos
Entre o corpo e a alma
É andar
Pelas nuvens
Da imaginação
E examinar
As emoções
Nas perspectivas de se encontrar
Nas vivências do sentido da vida
Despir a alma
Em um belo momento de carinho
Deixando os mais intensos
E improváveis desejos
Aparecer
Em busca de despertar o que
Chamamos de amor
Olhares que se cruzam
Dizem que são as portas da alma
E que podem revelar se existem sentimentos
Olhares que se cruzam
Deixam os seres perdidos
Querendo disfarçar
O que já se é perceptível
O início da paixão avassaladora de corpos e almas
Quando se tem coragem de ser o que se é
A alma fica leve
O coração tranquilo
E o ser gozando da verdadeira felicidade da vida
É perfeito quando se tem o encaixe
da alma e do corpo físico.
A mistura dos seres envolvidos nos desejos.
"O ser da pessoa
fala mais alto
quando os olhos brilham
e a alma se mostra presente
nos movimentos do corpo".
O amor
Atravessa o corpo físico
Vai até a parte interna do ser
Adentra na alma
E faz o sentimento
Preencher o vazio
Que o tempo se encarregou de ter
Poesia é a janela
Da alma
Que busca
Mostrar conexão
Dos sentimentos intrínsecos
Com a realidade subjetiva
Por meio de palavras
Transpondo barreiras
Que se dizem impossíveis
Ela é o combustível do ser
Amante das escritas
Minha alma poeta é que me deixa assim
A buscar o que nem sei se existe em mim
Sou esse ser de misturas, não gosto de lamentos
A todo instante eu mudo e a todo momento
E não quero a ilusão de viver ensaiando
Uma felicidade estranha que não passa de planos
Minha alma borbulhante insiste em não caber em mim, gosta de derramar-se pelos cantos e encantos do caminho.
Sou um pássaro em pleno voo tentando aprender a arte de fazer ninho, desejo pousar minhas asas antes de seguir em busca de outro verão.
Tenho alma de fagulha, eterna centelha e aprecio as incompletudes dos silêncios e das palavras ditas e não ditas.
Tenho a alma leve e suave como a brisa se uma manhã de maio. Gosto da beleza do caminho, mas insisto em construir a minha estrada.
Não é fácil ter alma de borboleta, exige doação e desprendimento.
Busco por metamorfoses que me proporcionem crescer e evoluir, mesmo que as pedras do caminho pareçam maiores que a coragem que estou aprendendo a ter.
Mágoas, para que mágoas?
Coisa amarga que corrói a alma
Que enfraquece o coração
Haverá realmente alguma cura?
Ou apenas liberar o perdão?
Trágica confusão.
Reencontro
Reencontro nessa vida
O que em outra foi criada
Um amor de corpo e alma
Uma história inacabada
Há razões motivos
Desse amor reencontrar
Que o passado interrompeu
E hoje estamos a nos amar
Um sentimento lindo
Invadiu meu coração
Concretizando finalmente
A nossa eterna união
Momentos bons
Sua voz ao meu ouvido
Transformando em êxtase
Profundamente meus sentidos
Hei de amar
Até a eternidade
Convivendo nessa vida
O que em outra foi saudade
Com a certeza desse amor
Reencontrei a felicidade
Amizades reais são como tesouros! Feliz é aquele que os possui!! Eles recreiam a nossa alma. E nos fazem crescer...
Mas esses são os outros amigos...
Melhor que todos eles, só o Amado e Fiel Jesus! Esse será sempre incomparável.
O Amigo Inenarrável. O maior.
O melhor Amigo.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Por ti, através de mim
Eu choro com alma,
sem medo, sem calma.
Eu choro com dor,
no rastro de um amor.
Choro em silêncio,
choro em brado,
choro no verso
que nasce apertado.
Choro no peito,
no tempo calado,
no sonho desfeito,
no fim não falado.
Choro o que fui,
choro o que via,
choro Lucci —
chora a poesia.
Havia amor,
havia esperança,
restou a dor
na lembrança criança.
Mas mesmo chorando,
me ergo do chão ...
meu choro é semente,
meu peito é vulcão.
