Poemas sobre Alma

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Mais fria que a madrugada
é a dor que sinto em meu ser.
Minha alma espera cansada
entre sonhar e esquecer.

Minha alma é de poetisa
Sensível como uma flor
Triste como o palhaço
Melancólica como o amor

Se lhes falo com severidade, é unicamente
para o seu bem. Meu coração, minha alma, estão cheios de compaixão por vocês;
e em minhas palavras, aquelas aparentemente mais duras, há na realidade mais
amor que nos discursos agradáveis daqueles que lhes dizem Paz, Paz! Quando
não há paz.

CHAMO-ME AMOR...

Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;

Quando te julgares incompreendido e vires em torno a indiferença, acerca-te de mim: eu sou a luz;

Quando se te extinguir o ânimo e te achares na eminência de desfalecer, chama-me: eu sou a força;

Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o refúgio;

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a paciência;


Quando te abateres na dore tiveres a alma ulcerada grita por mim: eu sou o bálsamo, que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração, clama por mim: eu sou a alegria;

Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: eu sou a esperança;

Quando a impiedade se recusar a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o perdão;
Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a crença;

Quando já não provares uma afeição sincera e te desiludires do sentimento de seu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a renúncia;

Quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda.
Chamo-me AMOR
o remédio para todos os males que te atormentam o espírito.

Se quer tamanho vou despir a alma
E afogar a calma salivando um beijo teu
Siga a seta e diga que sou seu

Ah, meu maior amigo, nunca mais
Na paisagem sepulta desta vida
Encontrarei uma alma tão querida
Às coisas que em meu ser são as reais.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Poesias Inéditas (1930-1935). Lisboa: Ática, 1955 (imp. 1990).

O invejoso(a) morre de raiva de mim
Porque no fundo sabe que minh'alma
é de menina sonhadora
Moleca e traquina
que não me deixa mentir:
A maldade de fora jamais irá me atingir !

Mudar o mundo

Meu coração está cheio de amor
Mergulhado em muita tristeza
Sofre minha alma com imensa dor
Ao ver o mundo destruindo a pureza

Paro e reflito sobre tudo o que vejo
E surge um sentimento tão profundo
Descobri que o meu maior desejo
É ser instrumento para mudar o mundo

Talvez seja um sonho impossível
Talvez o mundo não queira mudar
Mas para quem crê no que é impossível

Sempre valerá a pena tentar
E que a mudança comece no Brasil
Como essa nação nunca antes viu!

Se ao sol do Amor abrires a tua alma,
E afastares do egoísmo a sombra escura,
Vivendo em alegria, paz e calma,
alcançarás a Suprema Ventura.

CANÇÃO DO OUTONO

Os soluços graves
Dos violinos suaves
Do outono
Ferem a minh'alma
Num langor de calma
E sono.

Sufocado, em ânsia,
Ai! quando à distância
Soa a hora,
Meu peito magoado
Relembra o passado
E chora.

Daqui, dali, pelo
Vento em atropelo
Seguido,
Vou de porta em porta,
Como a folha morta
Batido...

Paul Verlaine

Nota: Tradução: Alphonsus de Guimaraens

De corpo e alma

Menina tenha calma
e não diga que o ama
foste com gosto ao pecado
e ele novamente a chama.

Lembre do seu passado
a dor que o ontem deixou
e que apesar do pecado
ele nunca lhe amou.

Sei que carnalmente ama a alma
e com a alma, ama a carne
mas mesmo que se entregue de corpo e alma
a possível rejeição lhe tira a calma.

Sei que o ama ardentemente
contudo, ofusque isso por enquanto
desse sentimento se abstinente
e procure escrever outro canto.

Mulher E Lua

Há um mito muito antigo
Onde narra à criação
Da essência e alma feminina.

O Criado fez as mulheres e
Da lua extraiu os fragmentos
Para criar as suas almas.

Pra cada alma criada
De suas entranhas
Uma estrela surgiria,
Assim todas as mulheres
são gêmeas com a lua.

É a fonte dos seus enigmas,
Mistérios, beleza e mudanças
de fases.

Quer Compreendê-las?
Desbrave a lua sinta sua
Magia Contemple seu luar.

Para que eu possa colorir a minha alma
de felicidade, e assim gravar em meu peito,
as cores do amor, dos sonhos e dos desejos,
precisarei só de você

Livrai-me Senhor, de tudo que possa empobrecer-me a alma. Livrai-me do gosto pelas coisas pequenas, abjetas,e mesquinhas que o mundo oferta em quantidade. Livrai-me dos jardins sem flores, dos corações vazios de amor, dos olhares sem brilho nem cor, dos abismos cavados pelas discórdias, do caminhar sem respeito e de toda brutalidade humana. Amém!"

☆ Haredita Angel

"ESSÊNCIA DA ESCRITA"

Em minhas poesias tento colocar a essência da minha alma
Em cada verso tento ser o mais sincero e objetivo.
Tento colocar cada frase em seu lugar. Minha inspiração?
Pode ser qualquer objeto, o tempo, um ser, a chuva ou até a lua.
Para mim escrever é como respirar, se tirar a poesia ou esse dom de mim
Seria muito melhor logo me matar,
Pois eu vivo colocando frase por frase, em seu devido lugar.
Mais antes de escreve-las, eu uso toda a essência da minha "VIDA"

Quero me encontrar...
despedir-me de tudo que me afugenta a alma.
Me encontro presa em um casulo.
Observo meus dias passando...
o relógio é meu pior inimigo.
Sinto fome de amor, paz e brilho nos olhos...
Minha alma tem gritado por socorro
Se existe inferno, eu me encontro nele.
Renunciei-me...
abri mão, de tudo que um dia sonhei.
A menina imatura cresceu, eis aqui uma mulher...
ainda menina, só que mais madura.
Quero encontrar um caminho um lugar em busca de mim mesma.
Quero sentir-me viva, pronta, no ponto, desejo me possuir com toda exatidão.
O ímpeto do meu ser anseia liberdade...
vento no rosto...
gargalhadas sinceras...
espontaneidade...
Olhares sedentos sempre em busca de si mesmo, do outro, da vida...
Ao amanhecer, quero sol no meu jardim...
e que a as flores voltem a sair.
E a vida que anseio venha fluir em mim...

LUZES D`ALMA
(Ademir Ladislau)

Quando o amor nasce da alma;
Trás em seu esboço, um sonho lindo;
Que num foco de luz, vai construindo;
Uma fonte de prazer, que nos acalma!

Acelera o coração e nos embala;
Numa viagem de paz, doce e divina;
Onde o aprendizado, nos ensina;
Que o amor... é a voz que não se cala!

E só produz amor, quem sente amor;
Com toda intensidade e fulgor;
Na concepção mais ampla da verdade!

Não há um sentimento mais profundo;
Capaz de encantar e elevar o mundo;
Gerando em cada ser... felicidade!

Meu Doce Vapiro

Oh! Meu Doce Vampiro
Que zela por meu ser
Que protege minha alma

Onde você está?
Por que não estás a me guardar
Nesta noite triste?

Você, que caminha pelos meus sonhos
Que não sai da minha mente
Que habita meu coração

Meu Doce Vampiro
Que me faz rir
Que me faz chorar

Meu guardião...
Meu amigo...
Meu amor...

Estou só
Um novo tempo se inicia
Você me deixou nesta noite fria

Meu Doce Vampiro
Não quero perder você
Não me deixe aqui

Sinto o vazio de tua ausência
Sinto a dor da distância
Sinto falta do olhar

Oh! Doce Vampiro
De olhar distante
De feição séria

Doce Vampiro
De alma pura
De coração bom

Meu amado guardião
Sei que não posso vê-lo
Mas sei que está aqui

Posso sentir tua presença
E me sentir confortada
Mas não posso tocar tua face

Meu Doce Vampiro
Tão distante
Tão perto

Vampiro que confunde minha mente
Vampiro que me embriaga com tua presença
Vampiro que me encanta com teu carinho

Amigo que me ensina a viver
Mas que me faz desejar morrer
Apenas pelo fato de estar longe de você

Doce Vampiro
Que vela meu sono
Que me protege do mal

Guardião
Que salva minha vida
Que me faz sentir querida

Meu Vampiro
Que enxuga minhas lágrimas
Que sorri para mim

Doce Vampiro
Por vezes se esconde atrás de uma máscara
Para não se mostrar para mim

Deixe-me olhar nos teus olhos
Deixe-me saber quando estiver aqui
Deixe-me ouvir tua bela voz

Apenas mostre-me como
Diga-me o que fazer
Segure minha mão

Mostre-me o caminho
Leve-me para a saída
Me traga de novo a vida

Não me deixe cair
Aqui em cima parece tão alto
Leve-me em seu voo

Meu doce vampiro
Serás tu um guardião da noite
Ou serás um anjo solitário?

Oh! doce vampiro
Que caminha comigo
Para onde quer que eu vá

Desejo tua felicidade
Agradeço sua lealdade
Obrigada por ser meu protetor.

...Alma cega
Que sente a escuridão
Que grita em silêncio
Que sofre calada
É alma penada
Que vive sentindo
As dores de um nada
Esperando a passagem
Da sua liberdade
De volta à eternidade...

UHUM:

Quando você me olha com calma, olhos azuis me devorando a alma,como um lobo prestes a atacar a presa (ele voraz,ela indefesa), começa a minha entrega.
Quando com voz macia você concorda dizendo "uhum" quase sem perceber,fico sem saída, salto pra vida, nada mais tenho a perder. Emoção bandida me assalta,a palavra não dita (bendita) me falta,meu corpo treme, anseia e teima por te ter (mesmo que por um instante). Amigo,homem,amante...Você é a única exceção, é o encaixe perfeito.
Quando por fim (tim-tim) olho pra esse sorriso que é tocha na escuridão,nada mais nego,solene e profana me entrego,assino logo (grosso modo) com paixão...
... minha humilde rendição!