Poemas sobre Alma
Não consigo me libertar. Esta alma endurecida só sabe gritar e gritar – teu nome.
E o eco me responde, e as paredes repetem minha dor.
Dor que não dorme, dor que se faz fome – dor demais, dor-amor.
Eu sobrevivi
há dias em que ninguém me viu sangrar.
Sorri com a alma em pedaços,
andei sem rumo,
calei gritos,
engoli dores.
O mundo não foi leve comigo,
mas eu fui mais forte que ele.
Porque quem carrega fé no peito
não desiste,
ressurge.
Mas no canto tenso das 03:00 da manhã,
Em estado de desvario minha alma se encontra.
Sobre meu amor, silêncio perpétuo.
Sobre o lenitivo viva o provoca.
“O tempo é um espelho sujo.
Mas quem tem coragem de se olhar nele, enxerga a alma.”
- Kaique Nascimento
Quantas vezes nesta vida
Tive e terei que retomar o caminho
Para reacender a minha alma
Escutar o som da vida
Vestida da música que me é própria
Impura e simples
Tentando ultrapassar a mim mesma
Para me realizar plenamente
No que sempre fui
Perfeita aos olhos de Deus.
Um sonho esquecer
Se sonhar, lembre-se do sonho, pois esquecer um sonho entristece a alma, tira a calma e traz pesar. Pois um sonho esquecido, não lembrado, é como não ter dormido ou ter adormecido amarrado. Traz agonia, faz impotente o homem que em sonho era rei e em terra apenas cristão. Que ironia do destino, uma noite bem dormida, mas um sonho esquecer, é como se sentir perdido, sem caminho, sem poder!
O MELHOR SORRISO
É aquele que vem da alma
De um jeito que contagia
Sorrir não precisa de motivos
Basta ter alegria.
O sorriso ilumina a vida
Não precisa de fantasia
O mundo fica colorido
Sorrir é uma poesia.
Quem sabe exibir um sorriso
É capaz de transmitir amor
Uma boa gargalhada
Demonstra bom humor.
Sorria com o coração
De forma contagiante
Espalhe o melhor sorriso
Suave ou extravagante.
Sorrir não precisa de maquiagem
Ele transborda emoção
Quem recebe é um brinde
Benefícios e admiração.
Irá Rodrigues
.
Vou decorar su'alma
com flores e os sabores mais inimagináveis...
Plantar orquídeas em sua boca, meu jardim
com desespero em florir
Soprar teus olhos...
Só p'ra te fazer sorrir
Só p'ra mim...
Eu amei te ver
Não escondo o quanto gosto de você
Seu sorriso de alma gêmea criou raiz
Você é algo
Que há muito tempo eu não via
Igual o caiz para um barco
O amor se faz, te levando além
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar
"O corpo sem Deus é uma máquina em busca de combustível; a alma sem Deus é um abismo tentando se preencher com o que é raso."
-Dr. Diogo Sena
Num dia de sol, num parque em flor,
Cercado por risos, calor e amor,
Uma garota de alma tão pura,
Viu algo no chão que pedia ternura.
Um corvo caído, sujo e ferido,
De olhar apagado, peito oprimido.
Os outros diziam: “Não toque, não veja,
Ele vai te ferir, trazer só peleja.”
“Esse corvo é livre, não sabe ficar,
Mesmo se curado, vai te abandonar.
Leva doenças, te fere em vão,
Não merece abrigo, nem teu coração.”
Mas ela, teimosa, quis insistir,
Achou que amor pudesse redimir.
Cuidou com carinho, limpou sua dor,
Mesmo sendo arranhada sem pudor.
Com dedos sangrando, ainda assim sorria,
Mesmo quando a alma já não resistia.
Ignorou alertas, deixou-se doer,
Acreditou que amor pudesse o corvo deter.
E então, num dia tão claro quanto o primeiro,
O corvo se ergueu, virou passageiro.
Abriu suas asas, cortou o céu,
Sem olhar pra trás, sem um gesto fiel.
Não foi por maldade ou falta de afeto,
Mas o corvo é assim — livre, inquieto.
A garota ficou, com o peito em pedaços,
Percebeu que amor demais também deixa espaços.
"Com Deus, o corpo se torna templo e a alma encontra o seu descanso, não na ausência de problemas, mas na presença da Paz."
-Dr. Diogo Sena
O Porto Invisível
Minh’alma, náufraga e exausta,
Interroga o horizonte em vão:
Onde se oculta o porto, a margem,
Se hoje habito o vácuo da própria mão?
Sob o açoite de ondas bravas — sentimentos —
O silêncio é um nó que o peito aperta.
Alma, bússola partida em desalento,
Quando verás, enfim, a rota aberta?
O sentir, que outrora era asa e vento,
Esvai-se em brumas, solto pelo ar.
Minha alma, meu mais íntimo sustento:
Não te deixes de mim... não me deixes partir no mar.
Poesia de Islene Souza
Sim!
Sempre valerá a pena cantar!
Enquanto houver ao menos;
Uma alma que deslumbre o canto!
Valerá a pena;
Tornar canto o encanto,
Por haver ao menos um outrem a escutar, e encantar.
(Nepom Ridna)
Consciência, a manifestação da alma vigente.
O invólucro da alma, ou seja, o corpo que munido dos meios ou membros necessários para a subsistência, manutenção e preservação do hospedeiro da alma.
Membros direitos e esquerdos, igualmente necessários enquanto existência.
A solidão não é ausência.
É presença de si.
É quando o ruído do mundo se cala
e a alma finalmente se escuta.
A solidão não é solidão —
é evolução, força amadurecida, sabedoria em silêncio.
É reconhecer a própria nobreza
sem precisar de aplausos ou testemunhas.
É estar em paz vivendo no caos,
inteiro mesmo quando tudo ao redor se fragmenta.
Quem abraça a solidão não foge do mundo:
aprende a caminhar nele sem se perder.
DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO
Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...
PRAZER
Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.
