Poemas sobre Alma
Algumas cicatrizes do corpo às podemos ver e não mais doerem, mas as cicatrizes da Alma, mesmo que invisíveis, podem doer muito.
Ei, psiu! Você mesmo! Onde você deixou sua alegria de viver? Em qual estação ficou sua magia? Onde você se abandonou?
Para filosofar, o homem deve colocar toda a sua alma em jogo, da mesma forma que, para correr, ele deve usar o coração e os pulmões.
Os seres humanos não morrem nunca; suas almas migram para um outro lugar, assim como as andorinhas fazem quando sentem a chegada do verão.
"E quando cai a noite o que somos?
Somos tristes almas perdidas procurando se encontrar por essas tristes e vazias ruas"
Quando a razão tenta se livrar do que o coração deseja, usamos todas as forças contra nossas próprias fraquezas e sofremos com os próprios ataques às nossas próprias defesas.
Coloque seu sorriso mais doce no rosto, vista sua alma de amor, deixe seu espírito se contagiar com o que te faz bem. Esqueça por hoje àqueles que não sabem amar e faça o amor ser o seu maior presente porque foi Deus quem te presenteou.
Um cachorro que parece faminto, malcuidado, que mora na rua, sem dono... - ele não recebeu qualquer cuidado: ele não tem cara de cachorro que recebeu amor. – E eu contemplo este olhar moribundo e agora riu dentro de mim, porque, pensando bem, eu começo a me sentir bem parecido com este cachorro.
Numa hora eu falo de dor, e noutra hora eu falo de amor. Mas em todas as horas eu falo de ambos, pois os seus limites são tênues demais para serem notados pelos distraídos, pois tudo é imiscuído: é tudo misturado dentro de mim!
Eu sou todos os beija-flores, a cheirarem todos os aromas de todas as flores que existem no mundo. – e eu sou também o beija-flor que muitas vezes já morreu, por cheirar a flor errada.
Esta é a minha grandeza, a minha beleza e a minha tristeza de ser eu, pois o mundo inteiro cabe dentro de mim, e eu o carrego, mas eu não caibo no universo inteiro, e ainda menos dentro de mim mesmo!
Depois de um dia exausto, cheguei em casa, tomei um banho de água quente; quando me despi - junto com as roupas - tirei todos os aprioris, os preconceitos, os estigmas, ali estava eu, genuinamente. Aos poucos, a água quente foi bailando em meu corpo, escorrendo, com ela, iam as impurezas, um pouco de mim, senti-me energizado. Por um momento pude sentir a pureza de está ali sendo eu em uma das mais lindas demonstrações de autenticidade: a nudez, do corpo, da alma. A pureza invadiu um espaço em mim. Nesse encontro de energias, de uma alma fria com uma água quente, houve a fusão de duas forças. Houve um equilíbrio. Chega o momento tênue de fazer as pazes comigo mesmo depois de um dia longo que me roubara. Dessa pureza que agora me encontro, consigo destilar o que ainda não sei nomear. Mas sei que quero sentir. Só sentir.
Quando eu entro em contato com as minhas emoções, afetos e sentimentos, fica mais fácil para eu compreender o outro, para tocar o mundo do outro com delicadeza. É como se, aos poucos, a seara fosse inundando intempestivamente o meu peito cheio de sentimentos soterrados, e que sempre estiveram ali. Quando me permito, deixo transbordar o melhor que há em mim, eu posso ser o que genuinamente sou: um ser humano. Sou feito de afetos e emoções, por vezes, emudeço e silencio-os, mas não por muito tempo. Eles gritam! e, vêm sorrateiramente bradando em meu peito o desejo de voar. De criar conexões. De abrir janelas. De pular muros. De viver intensamente cada emoção. O frio gélido que muito se demonstra, vai se transformando numa labareda cada vez mais quente e presente, diria que afetuosa. Quando entro em contato comigo, me permito viver, me permito sentir, me permito tocar-me para além da imaginação. É coisa de louco! E é dessa loucura que precisamos para nos tornarmos mais humanos: ser congruente com as nossas emoções!
Os sentimentos são teimosos e indomáveis, não os queremos muitas vezes mas eles estão ali a revelia de nossa vontade.
O que verdadeiramente se voluntaria, não importa se sol ou chuva em seus lombos; vai lá e faz sem reclamar. Na verdade, é poção nutridora para sua alma; e sente prazer no que faz.
O quadro ainda falta muito a pintar. Quanto ao corpo, me preocupo desde o meu despertar, está capa que a mim foi cedida emprestada, um dia vou ter que devolver, já as outras horas do meu dia, me dedico a cuidar do que para mim é mais importante, o que exige um cuidado à notar e só pode ser visto por quem já descobriu que o mesmo existe em você.
Ao evitar a inanição do corpo, não percebi que havia adquirido uma espécie de anorexia da alma, o vazio dos sentimentos.
