Poemas sobre Água
Água e o fogo
O mundo pode temer o encontro do fogo e da água, mas você nasceu da floresta que dança com a chama.
Enquanto o Rato foge do Cavalo,
você cavalga com ele,não para fugir da sombra,mas para iluminar os caminhos que só os bravos atravessam.
Seu Tigre sabe:
o verdadeiro fogo não consome, ele
transforma o que já está morto em semente.
... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se
traduzem no peito..."
Fazer tempestade
em um copo d’água?!
Não é para mim.
Quando é hora de ser furacão,
eu me torno um Tsunami
servido numa simples xícara de café...
Tempestade em copo d’água?
Dispenso essas fraquezas domésticas.
Quando o mundo exige minha fúria,
não borbulho, transbordo.
Viro um Tsunami aceso,
espremido numa xícara de café
que mal contém o terremoto
que me atravessa...
Tempestade em copo d’água
nunca coube em mim.
Quando o destino pede vento forte,
me ergo inteira,
e o que deveria ser só furacão...
vira Tsunami silencioso,
agitanto a superfície mansa
de uma xícara de café
que me acolhe e detêm
como pode...
Não sei fazer tempestade,
com chuvas, raios,
relâmpagos, trovões,
trovoadas, ventos e etc...
uma única Onda
é o que sou capaz de fazer.
Afinal,
aprendi a ser Tsunami
com as tempestades.
✍©️@MiriamDaCosta
Quando a ansiedade bate.
O meu coração acelera.
Me sinto como uma gota de água no mar.
A mesma gota que cai dos meus olhos.
Pessoas são assim:
Sem te exigir nada te botam na gaiola e te dão um puleiro, água e comida.
Já outros irão te ensinar a voar, caçar e localizar água de qualidade, com todo seu sacrifício e no final irão te entregar a liberdade...
Moisés
Rio, doce manancial de água purificadas.
Berço de suave esperança.
Entoando cantos de niná, tráz a criança.
Num lindo e açucarado cestinho.
À tua margem se teceu um ninho.
Onde, ansiosamente aguarda,
dois braços abertos que mais parecem asas.
Berço guardião terra...desembocadouro Mar!
☆ Haredita Angel
"Beba o café enquanto ele está quente.
Reflita sobre a sabedoria da água que não discute, desvia-se dos obstáculos.
Fale com calma,
saboreando cada palavra.
Abrace-se.
Ame -se.
Cuide-se.
Aprenda que ninguém fará nada por você se você não fizer primeiro."
Haredita Angel
31.10.25
PROMESSAS NA ENXURRADA
Olhei para o céu e vi uma imensa nuvem escura e dela começou a cair água cristalina;
Olhei de novo o céu e os relâmpagos cruzavam fogo com os raios resplandecendo sua luz em meio a escuridão
Novamente olhei para o céu, a chuva caia continuamente e dos céus as nuvens gritavam feito trovão
Trovão este que ensurdecia os que podiam ouvir e tremiam o peito dos surdos e, como se fosse a fúria da natureza, começou uma tempestade de vento, a chuva já não era mais cristalina, os relâmpagos já não tinham luz e os trovões faziam menos som que o desespero daquela gente
Quem não andava aprendeu a correr, olha o que o desespero faz com quem não quer morrer, a estrada se fechou com a lama na TV, o congestionamento faz um grande drama, e que fama
A chuva que lavava as calçadas para economizar um pouco d’água, hoje não enche nem uma bacia e as pessoas se tornavam cada dia mais vazias, querendo salvar o mundo até 2030 vendendo mais e mais hipocrisia.
E as dívidas, queimando mais que sol no deserto, nas prateleiras da cozinha, só o fundo de concreto de 4 em 4 anos eles aparecem e dizem que isso não é certo, você dá o seu voto pensando ser o correto .... Que bobeira ajudar alguém tão esperto!
Às vezes pensando no que fazer, qualquer bobeira pode ser, se deixa levar pelo que se vê, a fome é inimiga de quem não tem o que comer, não faz pergunta porque não sabe ler, mas corre de quem sabe escrever
E seus panfletos na calçada foram levados pela enxurrada, feito promessas que não valem nada e eu trabalhando com uma velha enxada, em meio a tempestade ou sol na cara.... Essa é uma ferida que no Brasil não sara!!!
Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.
VERDADE DE UM DESASTRE
Um dia me disseram que a água nunca iria acabar, e é verdade, só esqueceram de avisar que essa água era a água do mar!
A pergunta que ninguém ouviu, onde está essa estrada que era um grande rio? Era tão cheio, mas tão cheio, que de repente tornou-se vazio e ninguém mais o viu, a resposta que dão é que simplesmente tudo sumiu.
Mas não pode faltar água na caixa d’água, senão as pessoas ficam encanadas, dizem que é seu direito e se tornam bravas, está tudo sujo e precisam lavar as calçadas, desperdiçam nossa água doce como se fosse um nada, que não se acaba, estão todas essas pessoas muito erradas.
E o céu que suas cores eram brancas e azuis, também se tornou preto de dia de tanto urubu, e estão apenas fazendo sua parte, pois se tornou uma grande carniça todo esse desastre.
As nuvens não se fecham mais, o céu e a terra se abrem, o que antes era certeza, hoje é um talvez quem sabe... e até quando vamos viver tudo isso? Talvez até que os dias se acabem...
Os animais já não têm mais moradia, se encontram cobras dentro de casa, embaixo da bacia, sem direito algum sofrem grande covardia, mais um bicho morto, mais um bicho sem vida....
E a grande caçada é pela solução, ser humano no lugar dos pés arranca com as mãos, não sabe onde é a lata de lixo, joga tudo pelo ar um grande perigo e isso tudo tem poluído, o que só se aumenta e não tem diminuído... por favor inventem um remédio logo para tudo isso e que seja logo distribuído, em vacinas, doses e em grandes comprimidos.
Quero ver esse mundo de novo com mais água e um inverno frio, quero que as pessoas se esvaziem do mal e possam encher os rios, que entendam que agora já é tarde e amanhã será tardio;
Espero que eu e você façamos nossa parte, ajudar sempre foi obra de arte, que assim tudo mude, tudo se encaixe e eu possa mudar de assunto que não seja desastre uma verdade que invade de forma covarde.
BRASIL OU SAARA???
Como era belo... toda aquela água no horizonte, onde se tinha abundância de vida, longe da fome, todos pescavam comiam, bebiam, para tudo era fonte, hoje é só terra, miséria e a água se esconde, por onde?
Um lugar difícil até de se atravessar de barco, nada sobrou, está tão seco que se anda até de carro, onde era tanta água não se tem nem barro...
Quem fez tudo isso se diz estar preocupado, mas nada tem feito para mudar esse grande fato.... que pecado!!!
Cadê aquele menininho? Chamado ribeirinho, se perdeu no seu caminho, tentando pescar um só peixinho, que não vai comer sozinho, em casa com fome espera 3 irmãozinhos, que quando crescerem, se crescerem não saberão o que é pescar... vivem a chorar.
Aqui, o que tenho feito por todo momento, é pedir para Deus diminuir esse sofrimento, não é só os peixes, animais e humanos que estão morrendo, mas o planeta todo está se equivocando, com meus próprios olhos isso estou vendo, não é algo passageiro, é o novo tempo e oro pra tudo isso logo mudar... e salvar.
No Brasil ainda não sabe o que está errado nem certo, olha o que fizeram na Amazônia, um grande deserto, é algo que não queria ver, mas eu enxergo, diziam que isso nunca iria acontecer, não estavam corretos.
Algo que parece estar longe, cuidado, pode estar perto.
A pergunta é: O QUE FAZER? Nessa eu me pego, e a resposta eu sei e não me nego, é só parar de fazer o errado e agir pelo certo, assim espero!!!
Rapidinho ali a água ferveu, e fui coar um café.
Enquanto o pó descia pelo filtro, meus pensamentos subiam em espiral, misturados com o aroma do café fresco.
Caramba… a semana voou!
Nem vi passar, e já é sexta.
Que dia feio, chato… tomara que não chova.
Será que amanhã faz sol?
O final do ano já piscando na esquina…
Os dias estão passando rápido demais.
Nossa, preciso voltar a correr… olha essa pochete!
O que será que minha amiga vai fazer hoje?
Será que eu desliguei o ferro de passar?
Preciso marcar a consulta com o endócrino.
Ah, preciso revisar minha agenda da semana que vem.. é o trabalho está ficando puxado.
Tomara que aquele evento de moto chegue logo… vai ser massa!
Aff, esqueci de responder à mensagem da minha mãe... dois dias já!
Como será que ela tá?
Putz, marquei drenagem mais tarde, vou colocar um alarme.
Ainda falta comprar o presente pro aniversário do meu afilhado domingo.
Não posso esquecer de pegar o vestido na lavanderia. Uma semana já!
Quando será que chega aquela minha encomenda da Shopee?
Acabou o sabonete líquido.
Preciso arrumar tempo pra ir ao mercado.
Quantos anos será que meu afilhado vai fazer?
Nove ou dez?
Meu Deus, parece que ele nasceu ontem!
Lembrei que hoje tenho reunião na primeira hora... não posso me atrasar.
Enquanto isso, o café terminava de coar:
calmo, paciente, no seu tempo...
o oposto de mim.
E foi aí que percebi:
talvez o café saiba de algo que a gente esqueceu.
Ele não se apressa,
não pula etapas,
não tenta resolver tudo de uma vez.
Só passa.
Quente, perfumado e presente.
Talvez a vida fosse mais leve se a gente aprendesse com o café:
filtrar o que importa, deixar o resto escorrer...
e aproveitar o aroma do agora.
A rendição
De joelhos a rendição foi covarde,
Na podridão da futilidade a água suja era servida, mas as suas taças quebraram ofuscadas pelo brilho perpétuo do pecado,
Um grito muito forte umedeceu a sala fria e despertou a inquietude de um corpo teimoso, preso na melodia da recusa,
Na promessa quebrada a confissão veio como canção melancólica e de sabor agridoce,
Quem não soube dividir o mundo comigo, jamais poderia ter levado o meu coração junto a si.
Papéis invertidos
Te carreguei nas minhas sombras,
Te dei pão e água quando precisou,
Te apresentei um mundo que você não conhecia,
Sou grato hoje pôr os papéis terem se invertido,
São tantos ensinamentos, são tantas experiências,
O acaso abraçou o que causou impacto e agora vive da razão.
Doce foi o veneno experimentado inocentemente,
A água bate na rocha e ela não corresponde, mas sente,
A neve cai, o tapete na floresta é branco, o lobo ruiva sagaz na escuridão, mas a fogueira continua acesa,
A lua ficou escura por breves minutos deixando o mar agitado, depois voltou a iluminar o céu e tudo se acalmou, o rio corre solto levando os troncos secos e os podres, a coruja vigia a noite, alguns pássaros dormem, a natureza sabe se organizar,
O amor não é algo a temer escuto estes ruídos por aí, então me ensinem a viver sem medo de amar.
Verso inquieto, pensamento que voa,
Sou fogo que queima e água que entoa.
Não me prende a superfície,
não me doma a razão,
Geminiana, sou caos e canção.
De tanto usar o mar...
Na parede chapisco
Na areia rabisco
Na água arrisco
absurdamente insisto
usucapir o mar
Serei poeta
nem que seja por usucapião
