Poemas sobre Água

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A visualidade da aparencia é bebida como o ultimo copo d'água.
É uma luta constante para mostrar ao outro uma imagem que você nega a si mesmo.

"Estou regando a minha mente com água de resiliência para que amanhã nasçam flores de conquistas que a minha árvore genealógica nunca viu."

Só quem já esteve no fundo do poço, sabe o verdadeiro gosto, que aquela água tem...

A água pode até parecer frágil na aparência — mas em sua essência suave habita uma força primordial para a vida.

Se passa água no rio, não fica imaginando que é a mesma que passa nele o tempo todo. São assim as pessoas que passam em nossas vidas, que vão como as águas do rio.

"" No fundo do poço tem a areia que é fundamental para ajudar a purificar a água...

A verdade é como a água, vai inundando aos pouquinhos, nada escapa de sua inundação...

"Devemos nos adaptar às mudanças, assim como a água se adapta ao percurso que lhe é oferecido. Ela flui, contorna obstáculos e encontra novos caminhos, sem jamais perder a sua essência."

Assim como a terra árida se estende em silêncio, implorando pelo alívio de algumas gotas de água, também eu me prostro diante da memória das antigas promessas que um dia me foram feitas. Elas ainda cintilam dentro de mim, frágeis e leves como plumas, como dentes de leão que o vento leva para sempre, belas como enganos. E, no entanto, é delas que me alimento, como quem bebe a própria sede, como quem encontra no vazio a única forma de sustento.

A vida é como estar em um barco em alto mar, sem remos, sem motor, âncora e sem água... Sobreviver só depende de você.

Quebrei expectativas alheias, surpreendi as minhas, reescrevi limites como linhas de água, agora planto rotas onde havia muros.

O deserto não é um erro de percurso, é a escola forçada onde a água tem, finalmente, o seu verdadeiro valor.

O reflexo na água é mais honesto que o espelho, pois ele se move com a verdade.

As manhãs me recebem com perguntas que não sei responder. Então respondo com pequenos atos: água, roupa, café. A rotina vira tábua de salvação nas ondas das incertezas. E quando a coragem retorna, ela vem na forma de hábito. Pequenas repetições fazem com que eu me reconheça novamente.

A vontade de desistir é um animal que aparece ferozmente. Eu o observo, ofereço água e digo seu nome. Nomeá-lo enfraquece o monstro e devolve-lhe forma humana. Com isso, a desistência perde parte de seu reino. E eu continuo, passo a passo, com pés que querem aprender.

A vida me ensinou a ser fogo e água, queimar o que me destrói, e acalmar o que me consome, entre extremos encontrei paz, e nessa paz reencontrei minha essência.

O tempo é a água ácida que dissolve a superfície, levando a espuma e o adorno, o que resiste à erosão é a densidade bruta da essência, o mineral que não se rende ao esquecimento.

Deixe o choro ser a chuva ácida que lava os escombros do que se foi, a lágrima é a água benta que purifica o olhar para o recomeço.

Às vezes sinto que estou gritando debaixo d'água, vendo as bolhas do meu desespero subirem à superfície sem que ninguém entenda a mensagem que elas carregam. Escrever é aprender a desenhar na areia do fundo do mar, esperando que a maré alta leve o recado para alguém que saiba nadar.

Há orações que não saem da boca; nascem no peito como lampejos de água para uma sede antiga.