Poemas sobre a Temporalidade da Vida

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⁠Resumo sobre o mal:
1º O mal não é uma substancia;
2º Portanto, não foi criado por Deus;
3º O mal é a deficiência da ação de um agente livre;
4º O mal não é um entidade, mas ausência do bem;
5º O mal existe como uma sub-existência na realidade.

⁠Levíticos 6.13: "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará."

Precisamos estar onde o fogo nunca se apaga.

O Pensamento sobre as Eras:


​O Passado:O Silêncio Forçado
​Durante séculos, a sabedoria feminina foi confinada ao ambiente doméstico, sob a égide de um patriarcado que via a mulher como coadjuvante. A estrutura familiar era uma hierarquia de comando, não de parceria. O "lugar da mulher" era um conceito geográfico e social rígido, onde o silêncio era a maior virtude esperada.


O Presente:O Despertar e o Atrito
​Vivemos o tempo da transição. As conquistas são inegáveis: ocupação de espaços de poder, independência financeira e o direito à voz. Porém, esse progresso gera atrito.


​A Violência: O aumento visível da violência muitas vezes é a reação desesperada de estruturas antigas que se recusam a morrer.


​A Família e Sociedade: Estamos renegociando o que significa ser família. O desafio atual é equilibrar a autonomia individual com o cuidado coletivo, combatendo o preconceito que ainda rotula a mulher que escolhe caminhos fora do padrão tradicional.

O Futuro: ASabedoria da Integração
​O futuro que o sábio vislumbra não é uma inversão de poder (a substituição de uma opressão por outra), mas a superação do gênero como limitador de humanidade. A sociedade sábia será aquela onde a "conquista" de uma mulher não seja vista como um evento extraordinário, mas como a normalidade de um potencial humano sendo plenamente exercido.


​A reflexão central:


A sabedoria da vida nos ensina que o patriarcado não feriu apenas as mulheres, mas desumanizou os homens ao proibi-los de sentir e cuidar. O Dia da Mulher é o marco dessa correção histórica: uma busca por um mundo onde a força não precise ser violenta e a sensibilidade não seja vista como fraqueza.

que exatamente eu fiz de tão grave assim?

Eu realmente teria controle sobre tudo?


Eu cobraria outra pessoa do jeito que me cobro?

“Você devia se cuidar mais.”
“Há um tratamento.”
Sobre mim mesmo eu disse: “Eu nunca me cuidei ou me tratei.”

Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.

Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.

Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.

E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.

Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.

Relacionamento 3+1


Se você não entender isso sobre relacionamentos… você vai se frustrar.


Não é falta de amor que acaba com a maioria das relações.


É a incapacidade de lidar com a vida adulta.


As pessoas entram achando que química resolve tudo.
Que vontade sustenta rotina.


Mas não sustenta.


Relacionamento no mundo real exige estrutura.


E existe uma regra simples:
3 + 1.


Primeiro: compatibilidade intelectual.


Se vocês não conseguem se entender no básico, toda conversa vira desgaste.
E onde não há comunicação… o respeito morre.


Segundo: compatibilidade emocional.


É maturidade pra aguentar pressão sem descontar no outro.
Porque ninguém foi feito pra ser depósito de frustração.


Terceiro: compatibilidade sexual.


Desejo. Conexão. Entrega.


Sem isso, vocês são só dois amigos dividindo contas.


Só que a vida não é perfeita.


Esses três pilares nunca vão estar fortes ao mesmo tempo.


Vai ter fase com muito desejo e pouco diálogo.
Fase com parceria, mas sem química.


E é aí que muita gente desiste…


Quando na verdade deveria entender:
os pilares fortes sustentam a relação até os outros se alinharem.


Mas tem um quarto fator.


O mais importante de todos.


Alinhamento de rota.


Porque não adianta se gostar…
se um quer crescer e o outro quer parar.


Se o futuro não é o mesmo, o relacionamento vira peso.


E mais cedo ou mais tarde…


alguém afunda.


Isso não é sobre romance.


É sobre realidade.

“Aprendemos coisas
que não sabíamos sobre
— o amor e agora —
estou aqui quando você
quiser falar comigo.”

O erro comum é tratar a Bíblia como um livro que fala apenas sobre Deus. Ela fala também sobre você. Sobre seus mecanismos internos. Sobre seus padrões de fuga, de orgulho, de medo, de negação. Os personagens não são apenas figuras históricas. Eles são arquétipos psicológicos. O traidor vive em você. O justo vive em você. O covarde vive em você. O fiel vive em você. E o conflito entre eles é diário.


Quando alguém afirma que sua interpretação é a única correta, essa pessoa revela mais sobre sua necessidade de controle do que sobre o texto em si. A Bíblia não se submete ao ego humano. Ela o atravessa. Ela o expõe. Ela o relativiza. Não existe leitura neutra. Toda leitura passa pelo filtro da história pessoal, das feridas, das crenças, das defesas. Por isso, duas consciências diante do mesmo versículo jamais estarão no mesmo ponto.


Isso não significa que tudo é relativo ao ponto de não haver verdade. Significa que a verdade é grande demais para ser capturada de uma vez só. Você acessa fragmentos conforme sua capacidade de sustentar aquilo que vê. O arquiteto do universo não errou ao fazer assim. A perfeição não está na rigidez. Está na adaptabilidade simbólica. Um texto que ainda conversa com você milhares de anos depois não sobreviveu por acaso.

Se o arrependimento matasse,
não restaria sopro algum sobre a terra —
nem vento, nem voz,
apenas o silêncio pesado
de tudo o que poderia ter sido diferente.


Carrego comigo essa estranha sina:
a de nunca pisar sem antes duvidar do chão,
a de nunca falar sem antes ensaiar o eco do erro.
Cada gesto meu nasce já cansado,
como se soubesse que será revisto,
revirado,
remoído até perder o nome.


Penso antes, durante, depois —
e, ainda assim, falho na paz.
Há sempre um segundo pensamento
que corrói o primeiro,
um sussurro tardio que diz:
“não era isso”,
“não assim”,
“não deveria ter tentado”.


Minhas palavras saem vestidas de despedida,
como se cada uma carregasse em si
um pequeno morrer —
o morrer daquilo que poderia ter sido dito melhor,
ou calado por inteiro.


E então me recolho,
refaço diálogos que já não existem,
reescrevo frases em um tempo que não volta,
tentando salvar, em atraso,
o que nunca esteve seguro.


Se o arrependimento matasse,
eu já teria partido incontáveis vezes.
Mas permaneço: erguendo versões de mim
sobre os escombros do que pensei ter errado,
pintando o quadro da aquarela de meu engano e soprando o vento do meu amago.


E, ainda assim,
há um sopro teimoso em mim
que insiste em continuar,
mesmo sabendo
que amanhã também haverá dúvida,
e então depois,
e depois.

Uma verdade que muita gente aprende tarde
A traição revela mais sobre o caráter de quem trai do que sobre o valor de quem foi traído.
Você sentir dor só mostra que você tem consciência, amor e profundidade emocional.

SOBRE ESTA ANSIEDADE

Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...

AZUL
Seu cabelo caia sobre os olhos
Como se sua juventude,
Fosse a franja sobre testa,
A cortina caia na minha frente
Como se o show
Fosse de um mamulengo
Ou um ser teatral qualquer,
Como marionetes sádicas e sarcásticas...
Seu olhar se perdia na janela
Como se convidasse as estrelas...
Eu sou mais que um olhar no passado
Quando eu passo a olhar para o mar
Mas o que é o azul além do azul
Alem da vela encardida da jangada...
A imensidão que tenho em mim tem mil navios,
O meu pacífico tem mais que calmarias
Tem continentes a desbravar...
E o nativo que eu tenho em mim
É uma espécie de indio , de escravo e de ave
Que se catequiza, escraviza, e faz voar...

Ela pegou a vassoura
e saiu voando pela janela,
ainda vejo sua silhueta sobre a vassoura
em contraste com a lua cheia...
mais cedo fez chover pétalas de rosas
me falou da essência do amor...
e cheirando a jasmim
levitava entre entre as bromélias do jardim,
ela me disse que era pra sempre
que era infinito, sempre que acontecesse
deitamos a luz da lua
acordamos a luz das estrelas
e tudo que era poesia invadiu minha rua...

⁠Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.

Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.

Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.

Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.

Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.

Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.

Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.

A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.


Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.


Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.


A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.

⁠Não podemos servir a dois senhores;
Portanto, não permita que o maligno tenha poderes sobre você.
DEUS É SUPERIOR A TUDO E A TODOS.

E pensar que pra esquecer de algo,
antes é preciso esquecer quem você é,
e assim,
(sobre)viver.

⁠Pessoas pequenas falam sobre os outros, fofocam e espalham discórdia.
Pessoas boas falam sobre acontecimentos bons, motivam.
Pessoas excelentes falam sobre idéias boas, dão as mãos e fazem acontecer.

Às vezes, não percebemos o quanto é cruel fazer conjecturas sobre o silêncio.
Ele não se defende, não se explica, não corrige os nossos medos.
E, nesse vazio, inventamos sentidos, colocamos palavras que nunca foram ditas, intenções que talvez nunca existiram.
Talvez o silêncio não seja silêncio, mas apenas algo que ainda não aprendemos a escutar.