Poemas sobre a Temporalidade da Vida
Peso morto
Pasto sem gado
Tesouro sem ouro
Vida Severina
Nem tudo é rima.
Beleza sem nobreza
Destreza na tristeza
Palavra sem certeza
Completa pequeneza.
Criado nem sempre é mudo
Guarda-sol que guarda a chuva
Molha mas não inunda
Não tem lógica, barafunda.
Pobreza eterna
Olhos profundos
Observação deletéria
Sentimento imundo.
Ave que não voa
Cigarro apagado
Bebida sem álcool
Superficialidade no palco.
Grito rouco
Pele e osso
Noite esquecida
Regateando a vida.
Sem noção
A vida é assim
A gente vai a todo o vapor
trabalhando que nem cão
do meu conforto não abro mão
até divido o meu pão
e tem aquele que fala mal da minha razão
não tem coração
não aceita o meu casarão
nem o apartamento de magnífica visão
leva um pontapé no bundão
e depois pede perdão
perdão - não
e passa a viver de ilusão
perdido na escuridão
vai se desgraçando para ter satisfação
cai por terra toda a sua condição
perde totalmente a noção
pensa que todos são iguais nessa Nação
sente-se bem em morar num prédio caixão
de usucapião.
Lápide
Lapidei durante toda uma vida
As coisas mais coloridas
Nas artes que criei.
Hoje, já quase morta,
Em preto e branco vou tentar
deixar em minha futura porta
Os dizeres que nunca pronunciarei.
- Aqui jaz uma niilista agnóstica que
almas fez sofrer e nem se deu por isso-.
Nenhum dizer será mais importante
Incrustado no granito frio
Que também da natureza vem.
E se abrirem a minha nova porta
Não terei como recebê-los, pois
em nenhum lugar estarei.
Sem destino II
Viveu e viu as façanhas da vida
Armou-se em seu campo de força
Arrebanhou todas as ovelhas
Caricaturou a própria vida.
Fumou, bebeu, iludiu
Construiu e destruiu
Sem arregaçar as mangas.
Vida fácil, vida bruta,
Enquanto encontrou certezas
Que não fez por merecer.
Agora, homem, chegou a verdade
Das incertezas incondicionais.
Ontem o seu passado
Hoje o seu futuro impensado
Resultando na sua tormenta.
Escreveu a vida e criou os próprios tropeços
Devido o seu desajeito e negligência
Da sua bússola desordenada
Que insistiu seguir.
Não tem como seguir mais caminho
Vai navegar sozinho
No mundo único que construiu.
Mané
Nasceu ignorante
Sem berço para levá-lo adiante.
Sem esforço
Descambou para a vida errante.
Teve muitas amantes.
Sua felicidade?
Deitar-se com as Maneias,
Eram as suas odisseias.
Pensava só com o falo
O que de mais honroso tinha,
Só poderia se tornar inábil.
E agora Mané, que o seu corpo,
Chegou ao desmonte?
E desmoronou.
Mas, o caminho já foi percorrido,
A herança é da inconsequência
Restando os poucos fragmentos
Da vida que você traçou.
Virtualidade
A vida, amigos, amantes, exposições,
Tudo virtual.
As músicas, poesias, filosofias, psicologias,
Tudo virtual.
Os sonhos, as flores, as paixões e os amores,
Tudo virtual.
As religiões, as crenças os mitos e ritos,
Também virtual.
Ódios, rancores, dissabores,
Mundo virtual.
E quando tudo isso foi real?
Poema: Estou cansado
"Estou cansado de olhar pra vida
Cansado de não ser notado,
De viver de não ser amado.
Sem ser ouvido, sem ser correspondido
Estou cansado de andar só,
Olhando e pensando
Pra o que nunca irá voltar.
Estou cansado de chorar
De ser um ingênuo, estou...
Cansado de olhar o brilho falso,
Estou cansado e sigo andando só...
E só tenho medo...
De nunca sentir
Como é que é o amor verdadeiro?"
Campina Grande-PB.Abril.04/04/13.
Meu objetivo é claro; tornar a vida das pessoas mais fácil através do transporte.
Pouco me importa se hoje o meio mais convencional é o ônibus, o metrô ou o teletransporte.
Eu estou disposto e me coloco em perfeita harmonia para fazer isso, todos os dias.
Há apenas uma coisa que assegura sua vida na terra: Seu propósito.
Descubra ele, ou melhor, permita que o universo lhe mostre ele.
Feliz Natal!
Paz na vida.
Vida com saúde.
Amigos de montão.
Comida na mesa.
Família em harmonia.
Amor no coração.
Um lar abençoado
Caminhos de luz
E fé em Jesus.
A vida é bela não pura,
O amor é bonito e não perfeito,
O mundo é lindo e não maravilhoso,
A paixão é encantadora e não verdadeira,
A família é unida e não perfeita,
O sonho é difícil e não impossível.
A vida é única por ser a última.
Saiba diferenciar como essa verdadeira realidade é, e saberá como viver...
O que eu não consigo falar em palavras,
eu escrevo em letras, através de folhas,
dando vida e sentimentos a elas,
e distribuindo sabedoria a quem as lêem.
A vida passa em um piscar de olhos,
não há despedisse em coisas ruins,
porque a vida é um dom, faça dela
cada dia valer a pena.
"O amor vem e vai, mas sempre haverá alguns que permanecerão para toda a vida em seu coração.
Não precisa ter pressa e nem ser muito paciente.
Porque o amor é quando olhamos para uma pessoa que está disposta a olhar para nós como únicos no mundo, te olhará como uma obra de arte e não como um painel de pintura.
Ele não tem hora e nem dia para acontecer, mas quando chegar o dia "abrace e não solte".
Nem todo amor é para sempre, mas um dia alguém chega e muda o seu olhar diante de tantas estrelas."
Enquanto não houver um amor que segure a sua mão no caminho, coloque às mãos em seu bolso e siga em frente.
Ser poeta, mas não o poema
Ser poeta é tecer versos com a alma,
É dar vida às palavras, à dor e à calma.
É pintar com tinta de sentimento,
E entregar ao mundo o fruto do pensamento.
Mas ser poeta é também caminhar na solidão,
Ouvir o eco dos versos sem encontrar a canção.
É ver as palavras voarem sem destino,
E sentir o silêncio onde deveria haver carinho.
Ser poeta é viver entre a luz e a sombra,
É desenhar sonhos em cada linha que assombra.
É ser o criador de mundos que ninguém vê,
E encontrar beleza onde ninguém quer crer.
Assim, ser poeta é ser o guardião da emoção,
Mesmo que os poemas se percam na escuridão.
É continuar a escrever, mesmo sem plateia,
Pois ser poeta é viver a arte, mesmo sem plateia.
A vida se torna mais bela quando deixamos
de focar nos tons amargos e começamos a
enxergar de uma nova forma.
A vida é como um livro de receitas.
se você não escolher os ingredientes certos, o sabor do resultado pode não ser o que esperava.
Oh! Oceano Atlântico!
Eu sempre sonhei em ser como Vós Mercê
naquelas tardes em que a vida
sopeava na ternura do meu tempo
que brotava na beira-mar
do seu horizonte.
O caminho da vida já tinha lhe doado umas calosidades e rachaduras...
por isso essa audaciosa delicadeza nos passos lentos e firmes.
Ah! A menina com aparência frágil
já caminhou descalça em solo árido e quente.
