Poemas sobre a Ironia do Sorte
Ser de paz não
é ser banana,
É só alguém
que evita o quê
a guerra traz,
Ser de paz não
é alguém tolo,
é apenas alguém
que evita
entrar em rolo,
No fundo quem é
o verdadeiro Banana
é que busca provocar
e depois escapar daquilo
que si mesmo plantou.
Ser toda para você a sua
pombinha mansa e rara,
a sua Pomba de Granada
pela qual o seu peito dispara.
Divina e poética ambição
embaladora do coração
que me põe em preparação
para não querer outro não.
Sem te ver e sem saber
a hora e o dia de acontecer,
fiz a jura de assim permanecer.
Em nome da minha intuição
assim mantenho-me porque
sei que do amor não vamos correr.
Esplende a Aurora Boreal
desabrocha a Dwarf Fireweed,
Ouço a música celestial
misteriosa do Hemisfério Norte
Tenho confissões de amor
que penso que nunca vou te falar,
Melhor deixar assim mesmo
continuo embalando o segredo
Ao menos tenho o quê com
as estrelas conversar
enquanto o amor em ti não falar
Podemos até juntos não ficar,
mas os meus sonetos nunca
você e nem ninguém irão olvidar.
Durante aurora matutina avistei
a Águia de cauda branca
Um sinal de vida e esperança,
para uma alma que não se cansa
Num mundo um do outro se cansa,
busco mesmo é preservar
tudo aquilo que a mão alcança
para o coração continuar a vibrar
Não sou eu que escrevo poesia
é a poesia quem me escreve
os sinais que o destino indica
Os caminhos da glória e do encontro
para manter vivo em nós o sonho
indestrutível para que se cumpra.
Mais uma alma
miserável unida
a outras almas
ainda mais miseráveis
que só encontram
a glória na destruição
levando a Humanidade
toda a extinção,
Não preciso falar
nada porque todos
sabem quem são,
e apenas são mais
da mesma aberração.
Tomar as cicatrizes
do seu interior,
Beijar uma por
uma com amor,
Embora ainda você
esteja resistente
e me evitando,
Continuo serenamente,
embora não negue
ainda curiosa,
Para nas tuas mãos
entregar o jasmim
branco do jardim
do meu coração.
Todo mundo se esquece
que antes da saideira
tem sempre a abrideira,
Um alguém há de
amar uma vez na vida
queira ou não queira
(Poema da sexta-feira)
Colocaste um Acangatara
em mim e os teus olhos
dentro dos meus olhos,
Assim inteiro passaste
a morar nos meus sonhos.
Ver o Sol nascer e de pôr
em companhia do amor,
No alto das montanhas
onde o Tocororo faz ninho.
Mesmo sem saber quem
és e quando vens,
Percebo a sua existência
como deuses me cantassem.
Quando o Tocororo cruzar
o nosso caminho daí terei
a certeza da mensagem.
No final que não haverá,
saberemos que um ao outro amorosamente pertencerá.
Te emprestar o sono
como se fosse um
inquieto Acutipuru,
Porque ainda tens
tudo de levado curumim,
Nasci para você
e nasceste para mim.
Sentido único por alguém
tal qual a magnífica existência
de uma linda Cigua Palmera,
algo que busco a vida inteira.
Quando o tão esperado grande
dia chegar desejo que sinta
com amor o mesmo também,
e queira que seja o maior bem.
Todos os instantes têm sido
plenos e dedicados a preparação
para deixar de prontidão o coração.
Porque haverá a união inoxidável
e titânica de mais de sete sentidos:
Os nossos destinos serão reunidos.
O Torogoz pertence a duas
pátrias assim como tudo
aquilo que reciprocamente
sentimos avassaladoramente.
Para nós dois construímos
um ninho de amor seguro
no peito num mundo movido
pelo ódio, raiva e capricho.
Porque sem dizer uma
palavra até o silêncio orienta
um ao outro no meio do nada.
Quando chegar a nossa hora
só será preciso viver sem se preocupar com o quê passa lá fora.
A beleza de uma
pequena flor fala
muito do sentido
de pactuar com
a real fortaleza
que é não abrir
mão jamais daquilo
que mantém a delicadeza.
No canto do Sabiá-da-praia
tenho o primeiro solfejo
da trégua tão desejada,
é preciso superar qualquer
mágoa, pensar na terra
adorada e abraçar
com afeto profundo toda
a possibilidade de viver
com paz e felicidade.
No Hemisfério Celestial Sul
floresceu o Ipê-Branco
da Via Láctea do destino
da Corujinha-das-Guianas
que cruzou no meu caminho,
Ouvindo "Guayana Es"
prevejo a volta do Esequibo
e entregarei os meus poemas
para onde poderei ver
de perto e tocar as estrelas.
Os meus direitos autorais conheço todos, ainda não busquei colocar em prática porque estou adiando me "aborrecer".
Empresas de IA que se atreverem a plagiar os meus poemas responderão internacionalmente pelas suas asneiras.
O Brasil têm leis nacionais e é signatário da Convenção de Berna e o Direito Autoral está previsto na Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Cabeça pequena, ruído forte
e costas cor de esmeralda
ciscando pela trilha assim é
o Jacamim-de-costas-verdes
ingênuo pela floresta adentro,
De vez em quando me vejo
parecida com ele quando vou
caminhando pelo desconhecido
num mundo onde muitos não encontram mais nenhum sentido.
Madrugada ímpar
e profunda que se
revela sutilmente
nas primeiras flores
de Ibirapitangas,
Um mínimo sinal
que seja traz de ti
sempre traz esperanças
de um dia que aqui você
venha, permaneça e fique
como cidadão honorário
do meu amor sem limite.
A minha poesia é o meu
cavalo infinito que levo longe
sempre que for preciso,
seja para as festas do Espírito Santo
ou a de São Benedito,
O importante é continuar indo;
Porque meu folguedo de vida
imparável é continuar
de Cavalhada em Cavalhada
interminável até conseguir
fazer que muita seja acordada
e vir comigo com o seu cavalo
de Cavalhada em Cavalhada
se apaixonando a cada dia
de uma maneira diferente
pelas belezas da nossa Pátria.
