Poemas sobre a Escrita
Escrever é um ato solitário, é colocar-se em palavras.
Palavras são como folhas de plátino soltas ao vento... em direção aos novos horizontes.
Deixá-las voando irreverentes, sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem, sempre a favor do vento.
Assim é o ato da escrita, deixar fluirem palavras que, voando devagar, ao cair, adubarão terras distantes.
Aprendi que ninguém se torna poeta, a menos que nasça com o coração de um. Aprendi que não desperdicei meu tempo estudando latim. Aprendi que alma e espírito diferem um do outro. Aprendi que o amanhecer é uma ilusão, é só o crepúsculo de baixo pra cima - ou não? Aprendi ocultismo, embora pouco tenha praticado. Aprendi que a obra de Fernando Pessoa não deve ser lida em um instante - entenda por "um instante" a contagem de tempo que preferir - mas sim no decorrer de uma vida. Aprendi, da pior maneira, que depressão não é apenas uma fase, e que hora ou outra ela passa, e fica. Aprendi que amores passageiros são os mais gostosos e que quem jura amor eterno mente descaradamente. Aprendi a não negar os prazeres da vida, a vida é curta para que eu o faça. Aprendi que professoras são os primeiros amores da infância - as bonitas. Aprendi a desapegar do que antes - com apego - me fazia mal. Aprendi que as virtudes transforma-se em vícios se não as ponderarmos e, com Shakespeare, aprendi que nossas dádivas são traidoras. Aprendi que "mais" é antônimo de menos e "mas" é conjunção adversativa. Aprendi que amigos e família são importantíssimos em nossas vidas. Aprendi a adorar os superlativos. Aprendi que escrever logo pela manhã, enquanto o sol nasce, é delicioso. Aprendi que café é bom, mas fazer amor pela manhã é melhor ainda. Aprendi quê: “SÓ O QUE ESTÁ MORTO NÃO MUDA!”.
- E que mudo a cada palavra escrita!
O verde sempre foi meu sentimento favorito!
O verde está em toda parte, como se fosse o modo de Deus dizer “Sim”.
A maioria das coisas vivas é verde. A relva, a árvore, o caule, o início.
É por isso que é a cor mais cheia de possibilidades.
Quando o sinal está verde, é porque há caminho.
O verde é a cor da vida que segue.
Talvez, seja por isso que Deus tenha escolhido o verde para cobrir a maior parte do planeta.
Para lembrar, sem palavras, que podemos viver.
Que temos permissão para crescer, para seguir, para recomeçar.
O verde está no campo, mas também na cidade, nos sinais.
Está no meio do caos, dizendo: ainda dá.
E talvez viver bem seja isso: reconhecer os verdes do caminho.
E aceitar o convite silencioso do Criador que, com essa cor, nos autoriza a ser.
Mesmo que distante
Trilhar um longo percurso
Na busca da essência.
Vê-la distante, e acompanhá-la.
Assim… Querer-lhe perto
Em cada momento.
O desejo faz parte de quem
Tanto se quer, e quando
Se quer, vai na busca
Vou partir… – em sua busca,
Somente não sei qual destino tomar.
Não desistirei em momento algum.
Lá, em algum lugar a encontrarei
Para matar a minha sede
E a minha angústia.
Acontecimento da vida
Nunca vi
Nada tão escuro
Como hoje.
Talvez entrara
Em uma ilusão,
E os acontecimentos
Da vida
Ajudaram.
A gente até tenta escrever a própria história.
Mas, a Dona Vida nos obriga a apagar o escrito da gente.
E seguir o script que ela escreveu...
Ao poeta, três são os seus martírios:
Primeiro, perder aquilo que pensou antes que pudesse escrever.
Segundo, viver aquilo que com palavras não se pode descrever.
Terceiro, reler aquilo que deixou escrito e ver que o tempo tratou de reescrever.
Um amor tranquilo
Sabe aquele amor leve, natural, espontâneo? Amor sem pressão, amor sem amarras, amor sem padrões.
Ah, um amor recíproco. Um amor de amantes, mas também um amor amigo.
Um amor sem medo, um amor sem máscaras. Um amor transparente, um amor sem omissões.
Um amor vulnerável. Ah! A tal vulnerabilidade tão temida. Ninguém a quer, mas todos a tem. Quem dera não quiséssemos parecer tão perfeitos o tempo inteiro.
Um amor de vulneráveis em construção.
Um amor que conheça as bagagens do outro, aceite-as e queira evoluir junto. Um amor compreensível, um amor simples.Ah! Um amor tranquilo, um amor sincero.
Um amor leve como a brisa da manhã.
As minhas palavras mais do que tudo, declaram em gritos a confusão que existe dentro de mim.
Enquanto escrevo, até entendo, pois entrego-me de corpo e alma ao sentimento presente. No dia seguinte por sua vez me faço de leitor para tentar entender, pois um novo sentimento já ergueu-se em mim.
Talvez a chave para interpretar o que digo, não seja apenas lê o que escrevo, mas se entregar ao sentimento que senti.
Gosto de escrever os poemas
que vem de minha inspiração
não aprecio escrever sobre temas
cujos versos não vem do coração
Todas as coisas que segurei
Dentro de mim, segurei tantas coisas…Abstratas, pequenas, grandes, confortantes.
Desenvolvi barreiras para guardar todas essas coisas que segurei, constantemente, estava ali comigo, independente do que houvesse, elas haviam se tornado atemporais, o tempo não transcorria, nada poderia apagá-las na nitidez em que se mantinham firme dentro de mim.
Um desejo incansável de controlar o incontrolável e por ego, não reconhecer a beleza da liberdade. Havia tanto em mim, que pesou. Pesou nas profundezas do interior que já nem era mais meu, entretanto, estava se tornando propriedade daquilo que eu guardava em mim e estava me moldando aos poucos.
No nascer do dia e no fim dele, percebo repetidamente que a vida são fases, ciclos, estações. E tudo de intenso que há no meu peito jamais transformaria-se em concreto eternamente. Não posso guardar, tocar, manter sempre dentro de mim. É preciso soltar, libertar, encontrar o equilíbrio, pois tudo o que realmente nos pertence, jamais vai embora, apenas ressurge em sensações melhores.
Os melhores sorrisos,
os melhores abraços
são os nossos!
A mais linda história de amor
está sendo escrita
com duas letras que
representam felicidade!
Lealdade
Sê, ó amigo, como a cama
Que com a alta lealdade
Espera todos os dias sua ama
Sê, ó caro, como o nobre cão
Que mesmo maltratado
Tira seus donos da solidão
Age como o tronco caído
Mesmo sabendo que morrerá
É leal ao machado que o fará
Mas não sê como o fraco
Que chora quando sofre
E não cumpre seu trato
Ou o traidor imundo
Das palavras em vão
Do escárnio profundo
Cultiva a tua lealdade
E abre teu coração
Para a alma da bondade.
PENSADOR
Um pensador quando expõe um pensamento, não relativisa à sua autobiografia, ou mesmo, o memorial da sua existência. Não refere-se ao seu passado distante muito menos recente. Na arte da redação, a mente do escritor viaja de modo sensato e ao mesmo tempo desvairadamente. Observa-se de tudo e a todos, para que a inspiração possa fruir e provocar o encantamento e o legado ficar eternizado.
O tumblr me ensinou sobre respeitar a diversidade do mundo.
A comunicação me ensinou que o silêncio e a observação são armas irrevogáveis no excercício do verbo.
E de fato, escrever é perigoso.
Ultimamente eu escrevo só na madrugada
Onde os sussurros do silêncio vêm me auxiliar
Os barulhos de tiro não deixam eu dormir
Me lembram que eu não posso errar
Desalento
De tristeza minh’alma está completa;
A sentir furadas de espinhos;
Na noite em que me sinto sozinho;
Revendo conversas trocadas com você.
Na impossibilidade de ter, caminhei na contra mão do destino, E agora, eu dissipo meus sentimentos sozinho, escrevendo em folhas;
Pensando em você.
-Wesley Giovanny
Trabalhe em dois livros, simultaneamente.
Dedique a maior parte do seu tempo ao livro 1.
É nele que você colocará os melhores poemas.
No livro 2, escreva o que vier à cabeça,
sem muitas preocupações temáticas ou estilísticas.
Ele vai funcionar como um caderno de exercícios
e provavelmente nunca será lido.
Enquanto isso, continue trabalhando com afinco
nos poemas do livro 1.
Ao final do processo,
jogue fora os poemas do livro 1
e publique o livro 2.
