Poemas românticos pequenos
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O amor nascente é tão melindroso, pueril e tímido, que receia desagradar até com o pensamento ao ídolo da sua concentrada adoração.
O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.
Não se esqueça que o amor, tal como a medicina, é só a arte de ajudar a natureza.
A clemência dos príncipes não passa muitas vezes de uma política para conquistar o amor dos povos.
Os raciocínios do amor-próprio não gozam do crédito das melhores consequências.
No amor o mais importante é não fazer mal à outra pessoa. É secundário que se atinja este objetivo pela mentira ou pela honestidade. Infelizmente quase toda a gente odeia ser enganada.
O amor é como a febre, nasce e extingue-se sem que a vontade tome minimamente parte nele.
A honestidade das mulheres é muitas vezes o amor da sua reputação e da sua tranquilidade.
O amor é o mais agradável episódio do romance da vida, e o casamento o apagador do amor.
Os camaleões alimentam-se de luz e de água: / O alimento dos poetas é o amor e a fama.
O amor veemente, o amor apaixonado, por mais perfeito que o queiram pintar, tem sempre intercadências de desalento e de tédio que assassinam a felicidade.
Assim como o amor de Deus é raiz de todas as virtudes, assim o amor-próprio é a de todos os vícios.
O amor, no seu estado social, talvez não tenha nada razoável senão a sua loucura.
O amor cede diante dos negócios. Se queres sair / do amor, entra nos negócios: estarás seguro.
Ovídio
OVÍDIO, Os Remédios do Amor
Nunca um amante, por eloquente que seja, crê ter dito o bastante no interesse do seu amor.
Quem não sente qualquer amor, tem de aprender a lisonjear, senão não se arranja.
O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor: esta é a lei eterna.
O amor agrada mais que o casamento, pelo mesmo motivo que os romances divertem mais que a História.
A gente sabe que o amor existe graças aos crimes passionais que a imprensa regista diariamente.
O amor retorna sempre ao coração nobre / como o pássaro aos ramos da selva; / a natureza não fez o amor antes do coração nobre, / nem o coração nobre antes do amor.
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