Poemas Reflexivos
Ser humano é tropeçar, cair e se levantar com os joelhos ainda sangrando, sem a promessa de vitória, mas com a certeza de que a jornada precisa continuar.
O Reino do Céu é como um artesão que trabalha pacientemente em uma peça de arte. Ele molda, esculpe e aperfeiçoa com cuidado. Embora demore tempo, a obra final é uma criação de beleza incomparável, refletindo a habilidade e o amor do artesão.
O insensato recicla suas falhas como o cão que se alimenta de seu próprio vômito, sempre consumindo, nunca se nutrindo.
Às vezes, cruzar os braços é sinal de sabedoria, não de desistência, porque tentar mudar quem não quer mudar é pura perda de tempo.
O sábio prefere preservar a paz a alimentar o ego, pois ele sabe que o ego inflado é uma prisão para a alma.
Para alguns homens, mexer no bolso é tocar na área mais sensível de sua vida, porque o bolso é a morada de seu coração.
"Às vezes, a maior jornada que fazemos é dentro de nós mesmos, navegando pelos mares turbulentos da nossa própria mente."
Cada boa ação é como uma nova nascente de água, escondida e frágil em sua origem, mas essencial e gigante em sua importância, sua pureza é fonte de vida que transforma e segue em sentido único, se unindo a outras afluentes que fortalecem seu impacto, arrastando tudo que encontra, contornando pedras e precipícios, modificando relevos, diluindo contaminações, alterando caminhos e criando belas paisagens, até ser um só com a imensidão do Oceano.
A Dança das Cadeiras
Certa vez, sentei em um restaurante e vi que um ex-patrão estava lá, conversando com um fornecedor que eu conhecia há uns dez anos. Eu estava com uma mochila nas costas, pois tinha acabado de chegar de viagem. Tirei a mochila, sentei, comi e, em seguida, levantei para ir embora. Por educação, ao passar pela mesa dos dois "homens em posição de poder", parei para cumprimentá-los. Ao ler as expressões deles, fiquei um pouco intrigada e logo fui submetida ao que poderia chamar de interrogatório: “E seu curso, acaba quando? O que vai fazer depois disso? Como é a área comercial? Isso dá algum dinheiro?” e assim por diante. Consegui responder sucintamente às questões enquanto ainda observava as expressões. Apesar de lembrar claramente do fornecedor e do seu nome, e sabendo que ele também se lembrava de mim, já que nos víamos com certa frequência, percebi uma hostilidade velada, e algo como uma surpresa (sou alguém que ele não conhece mais?). Desses que vulgo julga a sociedade, ocupam posições de "poder", havia um amargor quase palpável por estarem no mesmo ambiente que uma ex-funcionária, agora autônoma e graduada. Após perceber os tons ofensivos e os olhares capciosos, meu ex-patrão comenta: “É a dança das cadeiras.” Levanto, sorrio hostilizando o comentário e vou embora.
As pessoas têm que parar de querer organizar a vida dos outros como se convivesse com aquela pessoa. O tempo que você perde se preocupando com a vida do outro, você poderia estar organizando a sua.
O caminho da humildade está na compreensão sensata do que somos: Um ser finito, perecível e limitado ao tempo, espaço e circunstâncias.
As tempestades existem pra nos mostrar o valor que tem o sol, ninguém dá valor ao que não faz falta em sua vida
É preciso um olhar de artista para notar que o fim da vida não difere de uma fruta madura tombando da árvore.
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