Poemas Reflexivos
Boa é a vida que levo;
Sempre indo em frente, nunca me entrego;
Com Deus no coração, minha guitarra na mão;
Alguns amigos eu carrego;
Não muito inteligente, mas um tanto consciente.. e não nego;
Talvez se fosse diferente, mesmo com toda essa gente;
Maior satisfação, não me faria tão contente.
Às vezes é preciso largar a mão, deixar de lado e simplesmente não fazer questão de nada para manter a paz interior e ver realmente onde é o nosso lugar...
No trabalho;
Em casa;
No relacionamento;
Na família;
Na comunhão com Deus;
Pois uma coisa é certa onde está o nosso coração, ali também estará o nosso maior tesouro!
Bom dia! ☕🍪
A história da vida, pode ser contada de várias maneiras, cada um tem o próprio ponto de referência, é o agrupamento de conhecimento relativo ao passado, presente, que irá caracteriza o futuro da vida pessoal, e a sua evolução, depende da experiência e importância do desenho que se projeta na formação da ideia e sonho. É impossível não parar para pensar na relação entre as escolhas, por haver várias opções em nossa direção a seguir, o que "vier não é lucro", porque à vida, não é tão efêmera, é renovação contínua, porque celebrar a vida e dar a vida, e as "coincidências" não se acham por aí, porquê nascemos exatamente para solenizar às nossas histórias, respeitando e acreditando num futuro melhor, com mudanças dos velhos hábitos, do modo de viver, é o mundo dos movimentos dos nossos planos e sonhos, cada um tem sua própria vocação, sua missão individual, para a qual precisa executar tarefas específicas, ninguém pode costurar e remendar o seu coração, desde que haja a permissão do roteirista, porque à ilumenência da vida tem seu próprio eixo no prisma da vivência no seu tempo, não se pode explicar a existência, mais podemos ter fé e esperança, e torna um contador de história, lembrem-se, que contar uma história, não precisa-se mentir, apenas ter uma boa referência moral de quem é o melhor modelo a si confiar, porque o passado é apenas uma ferramenta referencial entre o positivo e/ou negativo, este é meramente um ponto alusivo das nossas particularidades, nas perspectivas das projeções do mundo-futuro da vida. 🙌🏻
JCA
Saúde e paz! 🌷
Brilha prosperidade e gratidão! 🌷
UM SOL PRA CADA DIA
Amanhece!
E todas as manhãs o sol vem
Dia após dia ele aparece
E pra todo tipo de clarear, sol tem
Tem sol recomeço
Que vem depois de um tropeço,
De uma noite “cumpriida”
A refletir sobre a vida
E tem sol continuidade
Que é esperado com ansiedade
Por quem já criou o seu amanhã ideal
E que acredita e deseja torná-lo real
De sol a sol, na correria
Que a gente possa algum dia
Pelo sol agradecer
Por além de luz ser sinal
De que amanhã, apesar de hoje
Tudo volte ao seu normal
Muitas vezes, corremos atrás de fama e dinheiro buscando um status junto a sociedade, e acabamos esquecendo do mais importante que é a família e os amigos.
Porém
Temos que lembrar que todas as vezes que temos um problema, é junto a família e amigos que recorremos primeiro, então repense suas prioridades!
Exílio Nublado
O lençol me afaga a pele
Suave, mas é traiçoeiro
Ele me cura a angústia
Mas é na cura que ele me fere
E eu me levanto ao avesso
Triste, mas com esperança
De evitar o pedregulho
Que já me causou o tropeço
E eu insisto nas erratas
Ingênuo, mas já sabendo
Que o caminho que percorro
Já tem minhas pegadas
E eu não estou sozinho
Isto é, fora eu mesmo
E eu tento me abraçar
Mas eu sou só espinhos
É muito importante você não se ABANDONAR, pois ninguém irá voltar para te buscar.
Esse autocuidado é necessário caso a vida te leve a solitude.
Hoje ela leva lírios onde outrora havia sua alegria
A menina acreditava e rugia
Mas viver e seus iguais
Seus iguais e seus sorrisos
Sorrisos gentis, mas que escondiam questões
Arrancaram-lhe a poesia
A poesia tomada aos poucos
Aos poucos com a esperança
E a esperança foi cedendo
Cedendo lugar para consternação
A consternação não durou
Não durou e fez-se realidade
Menina, menina mulher
E hoje, aliviada, ouve o cantar do rouxinol
A menina leva lírios onde outrora
Outrora havia sua alegria
Em uma terra longínqua, havia uma pequena cidade. Cidade que tinha várias pessoas e que tinha várias casas. Em meio a estas casas havia uma que ao longe saltava aos olhos. Era a única sem cor, porém a que tinha mais flores.
Nesta velha casa sem cor e visitada por poucos morava uma velha. Velha que se alimentava de brotos e bebia os raios do sol. Todo o dia saia à noite para apreciar as estrelas. Necessitava das estrelas. Acreditava que as mais bonitas e cintilantes eram pessoas queridas que tinham lhe deixado. Seus dias passavam, as horas corriam e tudo permanecia inerte. E pensar que anos atrás sua casa era cheia de filhos, de amigos e de luzes que cresceram e dissiparam dela como a sua mocidade.
O relógio marcava três, quatro, cinco horas e a velha olhava. Olhava mais não via. Sentada em sua cadeira aquecia-se com suas lembranças. Lembrou de sua infância de seu casamento, de seu primeiro filho. Lembrou dos sentimentos eufóricos de outrora, lembrou… Apenas lembrou.
Adormeceu assim nas terras de sua memória. Viu-se jovem novamente, os filhos pequenos pedindo-lhe amor. E ela vos dava amor e recebia amor. O marido fazendo-lhe surpresas, os amigos reunidos em dias de feriado, o velho pôquer na sala de jantar. De repente todas as chaminhas se foram apagando; o calor também partiria. Ela expirou.
Cansei das pessoas e dos seus hálito
Cansei do amor e de amar sempre só
Cansei da beleza e do valor
Cansei da inteligência e da soberba
Cansei dos vocês dos enganos e das promessas
Cansei da esperança e do pesar
Cansei de estar sempre só em meio a multidão
Cansei da ironia e do cinismo
Cansei das incertezas e dos nãos
Cansei dos recomeços e da desistência
Cansei do doce e do amargo
Cansei das lágrimas e dos sorrisos
Cansei das noites vagas
Cansei dos dias de sol
Cansei da frigidez da rigidez
Cansei das teorias
Cansei das histórias das estórias
Cansei das festas das palavras
Cansei do álcool e do Prozac
E…
Cansei sobre tudo de estar cansada.
Toda noite despedaça-se
E ao amanhecer se reconstrói
É o ciclo da menina
Que aos doze pintava o céu
Aos quinze imaginava as estrelas
Aos vinte e cinco pisava em flores
Aos trinta alimentava os pássaros, e dialogava com o sol
Aos quarenta partiu-se em duas
Partiu-se em duas e assim nasceu Aurora
Aurora virou estrela
A menina virou anciã
Despedaçou-se a noite
Amanheceu ao se reconstruir
Para meus amores, cinza de velhas cartas.
Para meus pais, sempre a esperança.
Para meus amigos, minhas eternas dúvidas de sua índole.
Para o tempo, minha luta contra a estagnação.
Para meus inimigos, meu perdão.
Para os que não me conheceram, um talvez.
Para o silêncio, o sopro raro da minha alegria.
Para os lugares que não fui, um curto lamento.
Para a angústia, fecho meus olhos
Para o passado, a convivência.
Para as queixas, a razão… As magoas… Mas o esquecimento.
Para o futuro, tentativas… Erros e acertos
Para a vida, um singelo sorriso.
"Tenho a impressão de que a intuição nos avisa, mas não ouvimos ou não queremos ouvir."
Será que estamos preparados para falarmos sobre isso?
"A gente nunca sabe quem nos receberá em algum lugar que seremos obrigados a entrar..."
Rubenita Simey
Cada dia uma nova história
Cada sorriso um motivo
Cada abraço um sentido contido despertando um sorriso.
►Anotações de Junho
Sei que vários dias se passaram
Sei que te ignorei tempo de mais
Perdoe-me pela ausência, estava sufocado
Tudo o que desejei foi um minuto de paz
A vida se tornou um fardo tão pesado,
Que acabei me deitando em qualquer lugar, sei lá
Só queria respirar um pouco, sabe? Dormir um bocado
Por isso não te liguei... não liguei para você
Perdoe-me, não fiz por mal, me desculpe, adoro te ter
Tantas foram as noites em drama que vive por semanas
Que nem mesmo minhas lágrimas tiveram permissão para chover
Sei que ainda me amas, então me escute... não me abandonas
Que reencontro ilustre, retornar com tamanha dor em soluços
Senti saudades de você, do seu apoio, de sua simplicidade, de verdade
Fiquei muito tempo no escuro, só agora estou melhor, seguro
Sofri tantos ataques nestes últimos dias, que me senti em um combate
Respiro, aliviado e preocupado com o fim de junho
Aliviado por ter sobrevivido, junto aos meus pais, o que está em toda parte
Preocupado, no entanto, com a saúde daqueles que amo, prezo e cuido.
.
Quando decidi voltar para você, pensei que seria em liras românticas
Mas, acabei apenas desabafando, sem me ater as linhas das folhas brancas
Não sei se ficarei, não sei se ao escuro me abrigarei novamente
Queria voltar a escrever como antigamente, cinco a seis textos por dias
Mas, agora estou cercado, sem refúgio para pensar e criar contos amantes
Por isso, deixarei aqui essas anotações de fim de mês,
Quem sabe eu volte a escrever,
Talvez.
►Madrugadas Infernais
Sonhei contigo hoje, Marina
Não sei se tive uma boa noite de sono
Acordar e não te ver acabou com a minha alegria
No sonho, estávamos na varanda, em fim de ano
Ficamos aguardando os fogos e, de repente, gritaria
Festejamos a virada da maneira mais linda que conhecíamos
Beijando, enquanto te carregava nesses meus braços finos
Acordei bem chateado, madruguei pouco sonolento
Partimos para tão longe, não é?
Hoje moramos em mundos distantes, você aí e eu aqui, escrevendo.
.
Não sei bem o que pretendo com essas palavras
Não sei mesmo, talvez só desabafar
Sei que não me tem mais em pensamentos, disse até que fomos uma farsa
Falei para os esquilos do bosque sobre você ontem, para aliviar
Pesa tê-la em minha mente como uma assombração que não acaba
Letras atrás de letras e, nada de você se apagar do meu pensar.
.
Pensei até em comprimidos para fechar meus olhos
Maracugina não surtiu efeito, tão pouco Dramin
Os últimos dias não tem sido dos melhores
Para conseguir descansar tenho vivido assim.
.
Ainda não sei como escapar dessa tormenta
Parece até as bermudas malditas
Preciso escapar e voltar a viver sem sofrência
Mesmo que eu tenha que madrugar em festas, Marina
Abaixarei essas cortinas, para sempre, e viverei alegremente
Em pura essência.
Tempo que estouvadamente esbanjamos
Achando que somos dele donos
Ele ri-se de nós tolos Humanos ecoando a força de Cronos...
►Contemplação à Madrugada
Me sinto perdido
Sozinho neste mundo obscuro
Me sinto como um menino
Com medo do céu noturno.
.
As ruas barulhentas
O ar pesado que acoberta a cidade
As pessoas moribundas junto as suas algemas
Em fileiras encadeadas em várias partes.
.
Em noites turbulentas,
Pela janela enferrujada
Bem longe, estrelas espalham-se em beleza
Vê-las me preenche, como rosas perfumadas.
.
O aroma da morte em repouso sobre meus ombros entristece
O peso não desaparece na neblina
Passo, como um carvalho, a enraizar preces
Refletindo o que fiz de errado em minha vida.
.
Fiz versos como meu íntimo tanto pede
Pernas padecem pelas ladeiras que desci
Neste caderno confesso meus piores remédios
Doutor, espero melhora, mas, irei embora a sorrir.
