Poemas Reflexivos
Não posso ver mas sentir!
Sua força não pode ser medida!
Seu alcance não pode ser calculado!
Quando verdadeira, não pode ser apagada e nem mesmo morta!
Essa é a Fé que move meu coração a Deus!
Se tiver de chorar, chore!
Se tiver de sorrir, sorria!
Se tiver de amar, ame!
As máquinas criadas pelos homens não tem sentimentos, mas nosso coração Criado por Deus tem todos.
Seja sempre um ser humano e não uma máquina!
Um dia o coração conheceu o amor.
E o amor conheceu a paixão.
E a paixão foi viver junto com o amor dentro do coração.
E agora as estrelas do amor e da paixão iluminam o céu do coração!
Amor em suas formas.
Há pessoas que cruzam nossas vidas, deixando marcas eternas,
Independente do que ocorreu, o amor perdura pelas jornas.
É válido amar alguém que já não está em nossa história,
Pois o amor transcende o tempo, é uma eterna memória.
Histórias foram vividas, passagens marcaram presença,
Mas isso não impede de seguir em frente com recompensa.
Amar quem já se foi não diminui o amor por quem está,
Pois o amor é perene, em formas diversas há de perdurar.
Assim, segue a vida, acolhendo outras almas maravilhosas,
Pois o amor não é efêmero, em suas múltiplas formas preciosas.
Amando com intensidade, sem limites ou restrições,
O amor é eterno, multiplicando-se em múltiplas direções.
Que os Emocionados se Encontrem
Que os emocionados se encontrem
Em um abraço acolhedor
Onde as lágrimas se transformem
Em sementes de amor
Nesse encontro de almas sensíveis
Há espaço para a dor e a alegria
Onde os corações mais suscetíveis
Encontram força na harmonia
Que as emoções fluam livremente
Sem o peso do julgamento alheio
E que cada ser, profundamente
Seja visto em seu próprio anseio
Nos encontros dos emocionados
A vulnerabilidade é coragem pura
E nos laços assim formados
Há uma cura que não se mede em altura
Que cada lágrima derramada
Seja um elo de compreensão
E que toda alma cansada
Encontre acalento na comunhão
Que os emocionados se encontrem
E, juntos, descubram a beleza singular
De serem quem são, enquanto aprendem
Que na emoção está a verdade a brilhar
LIBERDADE E DEVER
Uma luta inglória dos homens em busca da liberdade.
Quer ser livre no pensar, no falar, no olhar, no fazer, no sentir, no não sei o quê...
É uma busca incessante sem rumo e sem paz.
Nunca será realmente livre sem ter o mínimo do saber, do querer, do ser:
Do saber - saber que ser livre é dá liberdade...
Do querer - querer o necessário para não ser prisioneiro...
Do ser - ser em si o que quer do outro...
E quando luzir em sua mente que a liberdade de fazer o que se quer esta condicionada a liberdade de fazer o que se deve...
Ai encontrará a liberdade.
Paz e bem
CRIADOR E CRIATURA
Devemos ter cuidado no que pensamos, falamos e desejamos...
Pois estaremos esculpindo e sendo esculpido a cada instante de nossas vidas.
Na realidade somos resultado desta interação incessante estando na matéria ou fora dela.
Há os que dizem ter opinião própria e livre pensar mais na realidade estão reproduzindo conceitos e ideias apreendidas ou rejeitadas no seu caminhar...
Poderão dizer ainda que este dizer nos tira a individualidade...
Acredito que não...
Na realidade estamos construído através da personalidade passageira a nossa individualidade eterna...
"gravitar para unidade divina é o grande objetivo da humanidade..."
Portanto, diminuamos nossa prepotência em muito saber pois todos estamos certos e errados dentro do que acreditamos e aceitamos como verdade.
Paz e bem
A gente sempre acha que tem tempo suficiente para tudo.
E nesse meio tempo, mais fugimos de nossos objetivos do que corremos atrás.
Como se pudéssemos utilizar nossa perda de tempo como desculpa.
Apenas para camuflar cada gota de incerteza que tomamos como medo.
Você pode não ter mais nada a perder, mas abrirá mão de tudo para não perder nada.
Seduzido plea ilusão de que outro dia será melhor, ou mais fácil, do que hoje.
E o que sabemos sobre o futuro? Nada.
A não ser que o recheamos de esperança e pronto. Agora é só esperar.
Deveríamos chama-lo de presente. Não pelo o tempo em que vivemos nele. Mas pela forma com a qual o queremos.
Embrulhado, com fitas e entregue em nossas mãos.
Se o tempo não tem gosto, pq tão amargo?
Se não tem cor, nem forma, pq tão feio?
Se é tão rápido, pq tão lento?
Se é sempre tão preciso, pq tão perdido?
Se é o futuro, pq o presente?
Se é o passado, pq passou?
Tempo.
Quem é você afinal?
Tá roubando, ou tá me dando?
Me criando, ou me matando?
Tempo,
Não sei quem é você,
Mas você poderia ser mais legal.
O futuro é mudo como um sonho.
O presente é cego como somos.
O passado é surdo e não pode te escutar.
Reclamar e dar risadas.
É tudo que um neném sabe fazer.
Parece um adolescente usando a internet.
A mulher falando com o marido,
Um idoso no mercado,
Você agora há pouco,
Eu puxando um assunto.
Em terras d'alma,
onde a saudade impera,
Nos meus sonhos, idos
alma tua, me revela.
És sol, em dias sem a
luz do luar,
Fulgor que me guia,
no ermo da noite,
Estrela que a senda
desvia.
As vezes procuramos respostas
Em lugares que não existe pergunta
Nos perguntamos por coisas que não existe respostas
Vivemos em um mundo sem volta
Não existe volta
Não existe recomeço
Não existe
O que existe é tudo NOVO
Por que o passado não volta
Não existe controle remoto
Procure viver
Sem pensar no tempo que te resta
Por que se eu conseguir voltar no tempo
Vou virar um robô
Um robô sem erros e falhas
Com apenas acertos e conquistas
Sem existir DERROTAS.
'SER...'
Sou rima,
lençol,
pecado...
Semente esparramado,
seca,
freático...
Soldado ferido,
insensato,
solitário...
Calabouço,
místico,
para-raios...
Perdido em multidões,
nuvens,
bárbaros...
Embatucado,
solstício,
açoitado...
Sou pedras,
lanças,
armaduras...
Loucuras,
ferraduras,
homem de aço...
'HIPERTEXTO'
Absorvo cliques secretos,
cursor entre páginas,
colunas.
Anônimo sem eco.
Virtual,
visceral,
subscrito...
Ausento realces,
linhas,
endereços.
Incógnito 'fontes',
cobertores,
diálogos.
Plagio códigos,
bibliotecas...
Ratifico o abandono,
trilho embaraçado.
Invento faces,
ego gelado.
Sou impressão nos dias de chuva,
'Web matéria',
punhados de agravos...
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'ANO POLÍTICO'
Tempo de cidadania,
dos indecentes.
Das escolhas dos representantes,
do 'NADA SERÁ COMO ANTES'.
Dos reflexos que não mudam,
mudas que não brotam em meio a tantos fertilizantes,
terra boa para plantar,
cultivar...
Elegemos nossos reflexos.
Elegantes estampados na tribuna,
triunfantes.
Roedores sem identidade?
Que nada!
Fazemos parte!
Há muito da nossa cultura no palanque,
cultura irritante...
É também o ano das equivalências,
cidadãos plantando esperanças em meio ao sol.
Dos que tentam transformar o desequilíbrio das formas.
O céu não transmudará repentinamente,
já é tarde!
Esperarmo-lo ei há tantos anos.
A 'identidade' já estar enraizada em naufrágios,
sufrágios,
símbolos covardes...
'DECODIFICAR'
Nas margens do rio Tapajós,
na ribanceira,
a casa de taipa,
coberta de palha e uma paisagem deslumbrante à frente.
O rio enorme provocara admiração.
As casas eram próximas uma das outras.
O acesso dava-se por uma trilha,
onde,
na escuridão,
dificilmente se saía dele...
Nas noites de lua cheia,
sempre nos reuníamos,
sentados à frente da paisagem para ovacionar aqueles reflexos que batia na face.
O retrato ainda é real e intrigante.
Sentados em 'rodas',
ficávamos a cantar em coro com a ajuda de um velho violão abatido.
Nas tardes frias e cinzentas,
gostávamos do frescor dos ventos.
Eles falavam uma linguagem que só agora,
depois de muito tempo,
começamos a decodificar....
'ESPERA'
Mãos cruzadas e o olhar breve não vira a noite passageira,
desnorteada.
Ainda respiro a escrivaninha que não perdura.
Olhos intrigam as paixões que rodeiam.
Sou grito,
aflição.
Melodia sem compasso,
noites sem luar...
Mergulho expectativas sombrias,
avulsas.
Permuto passos que conspiram a ação do tempo.
Abraço palavras duradouras,
persistentes.
Tenho excelência pelo azul da aurora.
Relógios que não andam,
aguardos...
Tudo passa tão velozmente.
O coração imóvel ainda pulsa tua espera,
solidão.
Sou criança nas circunstâncias do tempo.
Respiro sequelas.
Murmuro abraços.
Dilacero interrupções,
proteção...
por Risomar Silva.
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