Poemas que Rima com o Mundo

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O mundo é como uma roda-gigante que nunca para de girar.
Nada é definitivo, nada permanece para sempre.


Hoje você contempla o horizonte do alto,
amanhã pode sentir o chão frio sob os pés.


Assim é a dança silenciosa da vida:
um movimento constante entre subir e descer,
ganhar e perder, chegar e partir.


Nesse giro infinito, certezas não existem.
O que chamamos de certeza
são apenas desejos vestidos de esperança,
pedindo baixinho ao destino
que tudo corra bem. 🌙

O mundo além dos olhos


Muitos dirão que o coração não possui olhos, mas eu digo e afirmo: não existe nada que o coração não possa ver em cada detalhe.


Seja no físico ou no mental, pode ser expresso sem dizer uma única palavra,
mas revelado em ações que demonstram o amor.


Porque o amor vai além de qualquer outra coisa que exista,
pois o seu tom é único e especial.


Quanto aos olhos, se enxergarem apenas o que é lógico,
serão vazios e sem cor.


Da mesma forma é com a vida:
veja o mundo além dos olhos.


E descubra que, no silêncio do coração,
há cores que os olhos jamais poderiam enxergar.

Em seu tempo
A águia de ROMA dominou o mundo


E hoje


É o AMOR quem domina tudo

Bruxo/a
caminha
entre os ruídos
do mundo não físico
e escuta o que
não se diz:
a respiração
da Natureza.

A tua respiração reclama-me,
o teu sedento beijo,
suplica a minha porosidade .


O mundo evapora-se, resta o pulso, a dança cega do querer. Há luz nas sombras do impulso, há vida em tudo o que é desejo .
Toco-te — e o tempo desmaia,
em curvas de seda e marfim.
A tua pele é onde a alma ensaia o que o corpo quer sem fim. E quando o fogo se faz calma, encontro-te em mim, inteira e nua
não de roupa, mas de alma,
ardendo na mesma lua.


O teu corpo chama o meu em febre, num convite sem palavra, sem pudor.
A pele fala — vibra, pede,
respira o vício do calor.


O teu cheiro cerca-me , domina-me, ferve o ar, faz-me perder a razão; o toque, brasa que ilumina cada sombra em combustão.


As nossas bocas
procuram-se, descobrem-se,
num ritmo que o mundo esqueceu , é fome antiga, sede desértica,
o amor carnal que nasceu.


E no instante em que nos fundimos, carne e alma, suor e luz, é como se a lua ferida, ardesse inteira dentro de nós dois.

Invicta


Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.

Vencer uns aos outros
num mundo vencido é
a derrota final. O ser humano
separa-se para compreender
a natureza une-se para existir.

⁠Relação com o Mundo




Descobrimo-nos não apesar do mundo, mas através da nossa forma única de o habitar.

Ser pleno não é ser ilimitado, mas ser conscientemente limitado. E ser autêntico não é ignorar as influências, mas orquestrá-las conscientemente.

A ipseidade não se encontra, constrói-se, dia após dia, escolha após escolha.

Mudanças


O mundo que não imaginei...
A ingenuidade ou pequenez...
Tudo mudou tão rápido...
Sem que volte outra vez...
Somos outros,somos iguais...
Somos maus como os demais...
Somos egoistas e malvados...
Somos o esquecimento dos educados...
Somos o que não devia acontecer...
Sermos menores que um ser...
Loucos ,atrevidos,corajosos e mal medidos...
Destruidores do normal...
Preconceitos adormecidos...
Somos o espaço mal medido..
O valor que só escondido...
Volta pra nós sem ser medido...
Perdemos ,não por nossa culpa...
Mas talvez dalgum bandido...
Células do mal...
Numa via de um só sentido...
Mas afinal...Nasci para Viver...
Ou Viver já Morrido...


António José Ferreira

Observo que,
nas guerras pelo mundo afora,
existe dentro e no entorno delas
um mundo de mentiras
guerreando
contra as verdades.


Dentro e em volta de cada batalha
existe outra guerra,
mais silenciosa,
mais suja.


Um mundo de mentiras
marchando em fileiras
contra as verdades
que tentam sobreviver
entre os escombros.


Há sempre uma guerra escondida,
quase invisível,
onde mentiras vestem armaduras
e avançam ruidosas,


enquanto as verdades,
feridas e quase nuas,
tentam permanecer de pé
no meio da poeira da história.
✍©️@MiriamDaCosta

No mundo, ninguém está só. Estamos todos no mesmo planeta.


Quando se sentir só, olhe para sua sombra, e ela te dirá que a única pessoa que te abandona é você mesmo, pois até ela está com você.

Ontem, nós sabíamos um no outro.
Éramos um abrigo que se inventava em cada abraço, um mundo inteiro feito de pequenos gestos, de olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Eu sabia o compasso da tua respiração e o teu sorriso sabia abrir todas as janelas do meu peito.
Fomos dois corpos dançando na mesma luz, fomos casa e tempestade, fogo e calmaria, fomos eternidades enquanto durou o instante.
Tudo em nós éramos grandes, urgente, como se o amor não soubesse esperar.
Mas o tempo, esse ladrão silencioso, foi apagando as luzes acesas em nós.


Primeiro, um beijo menos demorado.
Depois, um toque que se perdeu no caminho.
Até que um dia, sem perceber, paramos de procurar um ao outro na escuridão.


Hoje, caminhamos como dois desconhecidos com memórias brilhando nas mãos. O nosso amor, que já foi incêndio, agora é cinza que o vento leva devagar, e só resta o cheiro de fumaça na lembrança. Não houve briga, não houve grito, só o silêncio que cresce quando dois corações desaprendem a falar a mesma língua.


Te vejo de longe, e ainda reconheço o contorno do teu mundo, mas ele já não me pertence. O nosso caminho se cruza na memória, não mais na vida. E por mais que a saudade tente gritar, aprendi que não se chama de volta o que já se tornou passado.


Mesmo assim, quando fecho os olhos, ainda sinto o toque da tua mão no meu inverno, ouço o teu riso correndo pelo meu peito, vejo nós dois, imensos, construindo planos que nunca nasceram.


Ontem fomos universos. Hoje somos constelações distantes, cada estrela brilhando sozinha, lembrando que um dia fomos parte da mesma noite.


E, no fundo, é bonito e cruel perceber: há amores que não morrem, apenas se transformam em eternas lembranças que nos acendem por dentro toda a vez que a solidão sopra.

Por que a Sabedoria NÃO Viraliza e a Ignorância Domina o Mundo?
Porque o Ser Humano ainda guarda no seu DNA os tempos das cavernas, onde tinham que se proteger dos predadores em grupos!!!
Então até hoje estas pessoas se sentem protegidas quando estão em MANADAS e REBANHOS, mesmo que seja para seguir quem está ERRADO!!!
PS: Por estas e outras a ignorância domina o TicToc e as Redes Sociais, falou besteira VIRALIZA!!!

O Estreito de Ormuz
que agora, de faíscas reluz,
ficou estreito para o mundo,
culpa do imperialismo iracundo
de Trump e Netanyahu, esses nauseabundos,
que vivem estreitos e imundos
nos seus sórdidos ideais infecundos.

"Eu vivo nesse
mundo com focono
Reino de Deus
Pois essa será a minha
maior Vitória na Vida"

Segui na mesma frequência,
Te abracei sem medo, sem enxergar,
Se o fim do mundo fosse hoje eu sei que estaria seguro, pois fiz de você o meu abrigo.

Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.

Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.

Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.

Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.

Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.

Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.

Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.

Tenho a impressão, cada vez mais nítida, de que o mundo muda em ritmo acelerado, enquanto a capacidade média de raciocinar com profundidade não acompanha essa velocidade. Há progresso técnico, mas pouco avanço na forma como muitas pessoas analisam decisões simples do cotidiano.
Com frequência, necessidades concretas são descartadas não por razões objetivas, mas por ideias futuras ainda não estruturadas. Troca-se o que é real e funcional por projetos que existem apenas como intenção. Visões de longo prazo são importantes, mas não substituem ações mínimas no presente. O que ainda não foi construído não pode cumprir a função daquilo que já é necessário agora.
Chama atenção o modo como o questionamento passou a ser mal recebido. Argumentar de forma lógica, pedir coerência ou exigir critérios tornou-se, para muitos, sinal de confronto, quando deveria ser parte natural de qualquer processo racional. Em vez de diálogo, surgem reações defensivas.
Percebo também uma dificuldade crescente em sustentar pensamento próprio. Muitas ideias são repetidas sem exame, assimiladas por conveniência ou pertencimento. Não se trata de má intenção, mas de ausência de método. Repetir é mais fácil do que pensar; aderir é mais confortável do que avaliar.
O resultado é um empobrecimento do discernimento. Confunde-se convicção com volume, opinião com verdade, intenção com resultado. Falta rigor intelectual — e, sobretudo, disposição para lidar com limites, dados e consequências reais.
Nesse cenário, supervisionar vai além de orientar tarefas. É manter os pés no chão quando o discurso se afasta da realidade. É lembrar que decisões precisam se sustentar em fatos, prazos e condições concretas. E que responsabilidade intelectual não é rigidez, mas respeito à realidade.

Aerton caminha frequentemente na contramão das tendências dominantes do mundo moderno. Em um tempo marcado pela indiferença emocional e pela superficialidade das relações humanas, recusa-se a aceitar a insensibilidade como norma.


Não se contenta em permanecer como mero observador dissolvido na multidão anônima. Há nele uma inquietação moral que o impulsiona a compreender, questionar e agir.


Se alguém perguntar quem é Aerton, talvez a definição mais precisa seja simples e rara ao mesmo tempo: um homem orientado pelo senso de justiça.

Observe atentamente os homens que caminham contra a corrente do mundo moderno.
Reflita sobre aqueles que se recusam a aceitar a indiferença como regra da vida.
Perceba que, entre muitos que apenas seguem a multidão, existem poucos que escolhem permanecer justos.
Lembre-se deste nome: Aerton Luiz Lopes Lima.
Pois, em tempos de silêncio moral, permanecer justo é uma forma rara de coragem.