Poemas que Falam quem eu sou Evangelico
DELEITE
À noite me empenho
ao que eu não tenho da tua alma
convém que eu diga amém
a tudo teu que silencie este encanto
e mudo permaneço,
não mereço tudo, deveria te esquecer
mas esqueço tudo ...
eu sou assim,
a tarde vem e vai...
percebo universos em verbos,
em proverbios
e faço versos,
é o meu jeito,
eu sou isso, assim de descompor
até desexistir neste compor
a essência do amor,
mas ante tua presença
silencio é sinfonia
e eu me deleito...
VINTE ANOS DE MENTE
Mas se não for eu,
seja feliz assim mesmo
nem tudo é completo...
completo vinte anos
no ano que vem ,
vinte anos de mente, de mentalidade...
e se essa cidade fosse minha,
galerias de jóias seriam suas,
seriam suas as sorvceterias...
meu maior prazer é tua alegria ,
é o teu prazer,
mas se não for eu,
seja feliz assim mesmo,
nem todo amor
tem o mesmo tamanho
o mel dos meus olhos castanhos
aliviam a dor,
meu coração tem o suporte
para qualquer adeus,
mas se não for eu
será alguém com muita sorte
seja feliz do seu jeito..
nem tudo é perfeito guarde
no peito a lembrança
do que é ser criança.
E se a esperança ainda arde,
se a paixão te consome
aguarde, tenho todo amor
pra matar essa fome...
arraigada
Nada que eu fizesse antes...
Nem flores, nem diamantes,
Nada que eu desse...
Primavera ou paraíso,
Nada que eu prometesse...
Paixão ou amor,
Nada que eu cantasse...
A emoção de olhar e querer,
Nada que me encantasse...
Tempestade ou lágrima,
Nada que eu morresse...
Nada que me matasse
Como o silencio indiferente
Nada que me dizimasse
Como se jubilasse
Diante da presença vil
Do estafeta de perfil marginal,
Nada lhe faria ver a luz do dia
Arraigada nas trevas do que lhe saciasse
Procurando a felicidade, como um ancião
Procura os óculos, que está na sua face...
REFLEXO
Eu quero esquecer o passado
Mas tenho medo
Eu quero esquecer o medo
Mas tem o passado
Eu quero esquecer o sorriso
Vermelho do palhaço
Mas tem o espelho
Eu quero esquecer o vampiro
Mas não tem reflexo no espelho
Eu quero esquecer que sou fraco
Mas tenho meus complexos
sou fraco, caio de joelhos
Eu quero esquecer a lua
mas tem a janela como uma moldura
Tem o lago prateado com a sua candura
tem o seu reflexo
Tem o lobisomem que resistiu ao folclore...
.Tem a estrofe de um soneto feito uma tocaia
Tem a lembrança de tua saia
Ao vento tem este querer imenso...
STRAUSS
Daqui a pouco talvez eu esqueça,
Depois dessa noite,
Depois da lua minguante,
Depois de todas as luas,
Se a magia de tudo
Ainda mantiver suspensas as estrelas,
Todos os satélites,
Se ainda existir magia...
Talvez algum dia eu esqueça,
Se eu cair e bater a cabeça,
Quem sabe uma amnésia aconteça,
Se o mundo explodir talvez eu desapareça
E comigo a lembrança da tua boca pedindo,
Das tuas mãos pegando
Das tuas pernas valsando... valsando...valsando...
Nenhum movimento
Eu não quero o meu nome
Em nenhuma rua,
Eu não quero ir a lua ou a marte,
Eu não quero ir a nenhuma parte,
Não quero fazer nenhuma revolução,
Não quero fazer parte
De nenhum movimento,
Não quero saber de sem terra,
Apartheid, klu, klux, klan...
Eu não quero saber de greve,
Da queda da bolsa, do islã,
Ou do afã de qualquer religião ou mito
Maomé já foi pra montanha,
Jesus Cristo mostrou seu amor
E os filhos de Gandhi não ficarão órfãos
John deu a chance que a paz pedia...
E eu só quero fazer poesia...
Tadeu Memória
PASSARADA
Bem te vi cantou teu nome...
Eu sempre quis te amar,
Quando vem manhã na serra,
Bem te vi me faz lembrar,
Que o amor engana,
Já que canta bem te vi,
E voa para bem longe...
Quando chove no sertão,
A passarada se agita,
Mil pardais no mangueiral,
Juriti foge pra serra,
Anuns a lamuriar
na caatinga espessa,
Corrupião na mangueira
Furando manga jasmim,
Sanhaçu voa de par,
Querendo fruta madura,
E a candura do algodão,
Clareando pela tarde,
Do teu sorriso e ternura,
Lembra-me felicidade...
CARAMBOLA
Eu sempre fui assim...
Assim se eu fosse um bicho
Eu seria um cachorro perdido,
Se eu fosse vegetação eu seria carrapicho
Se eu fosse uma estrela
Eu estaria tão longe
Eu sempre fui assim
Então se eu fosse um desejo
Eu olharia a montanha
A derramar-se no rio em larvas e ouro
Se eu fosse um morcego na caramboleira
Vendo o vale de ponta cabeça
O ocaso seria o nascente
E quando o sol se perdesse
Atrás da carambola
O que eu faria com o com a ponte,
Com a fonte e com o horizonte...
Eu tenho versos nos dedos
e um poema no coração
mulheres despidas na mente
sol a pino na caatinga
rimas de despedidas
feridas abertas
é minha sina
penso que sou poeta...
ah, mas se eu sonhei demais
não foi só culpa minha
seu corpo fomentou a minha fantasia
e se eu quis ser feliz perdoa
nunca mais vou sonhar assim,
nunca mais vou querer ser feliz
nunca mais vou pensar
que a vida pode ser boa
COLÍRIO
madrugada é uma estrada tão distante pro passado,
sono é estágio pra morte,
eu tenho sorte,
eu tenho o olhar
num outro trópico, num outro signo ...
meu verso é um mendigo,
indigno de jornais ou revistas...
eu quero entender sargitario
e entender por que qualquer otário
pensa que é o “bicho”
cancer e capricórnio não são mais que carrapichos
não sei dizer te amo, todos sabem disso
queria entender Cristo, todos sabem...
queria durar tanto quanto Matusalém,
queria pertencer a tribo de Araquém ,
a madrugada ´´e uma estrada tão solitária
meus lábios suplicam ósculos
meus olhos suplicam óculos
tua figura é um colírio pros meus olhos
como deixar de ser poeta???
Nada mais que eu diga
mudará nossos destinos
nada mais que eu faça
mudará o sentimento
meu melhor momento
é me sentir bem pequenino
tua ausência é o meu maior tormento
Já fui feliz um dia
ou pensei que era
mundo de fantasia,
mundo de quimeras
agora sigo aflito nessa ansiedade
só o instante da tua presença traz felicidade
Quando eu cheguei a ser eu mesmo
eu ainda era uma caixinha de surpresa
dentro de outras dez caixas maiores...
Quando eu pensei que eu já era eu mesmo
Havia ainda muita coisa a descobrir
Quando eu pensei que já tinha me descoberto
Havia ainda muitas caixas pra abrir
Quando eu pensei que eu era eu mesmo,
Eu ainda era uma caixinha
Dentro de outra dez caixas maiores
Quando eu pensei que te conhecia
Havia ainda muitas coisas a se encaixar
A vida é assim mesmo
Há sempre algum invólucro a se desempacotar
São caixinhas de surpresa
Que a gente vive encaixando e desencaixando
Até descobrir que nenhuma surpresa há...
A OUTRA MARGEM
Se eu soubesse de mim há muito tempo
não teria perdido tantos ocasos;
me perdi nos olhos de gurias farsantes, acanhadas e recatadas;
em seus sorrisos de pérolas,
ou nos perfumes de rosas campestres de suas presenças.
Do outro lado do rio, onde caía todas as pipas,
onde se escondia o resto do arco- Iris
e o sol cochilava no final de tardes tépidas de verão
morava um outro eu.
Mas vovó falava de um lobisomem daquele lado.
Eu chegava à sua margem e acenava àquela silhueta magra do outro lado;
a noite sonhava com uma trilha de pegadas gigantes
e imaginava uma figura horrenda
acordava afobado, rezava o credo
e corria pro lado de mamãe na outra cama .
um dia um balão caiu no outro lado do rio
e incendiou parte das minhas fantasias,
mas eu já conhecia o perfuma campestres de rosas
e o sorriso de pérolas de algumas gurias.
Agora percebo que as pipas gostam de transpor fronteiras
e as vezes o vento sopra para o nosso lado;
os ocasos jamais se perdem,
eles ficam de uma forma ou de outra guardados em nossos olhares
e quanto aquela silhueta magra
que me acenava do outro lado do rio;
o meu outro eu, me impõe uma única dúvida:
quem é a outra margem??
O abismo me veio em forma de grito,
Aflito eu olhei procurei o infinito
Sonhar é cair na imensidão
Não tenho teto e nem tenho chão...
O meu juízo viaja no rastro de um cometa..
.meu caminho é Alfa e Ômega
Paixão é o meu desvio, minha perdição...
Se eu conduzisse a noite à uma esquina
e entre brilhos e ébrios as estrelas se derramassem
se eu me perdesse no quarto minguante d’alguma cratera
desenterrando as quimeras de um outro passado
ausências, somente ausências são pertinentes às reminiscências,
os ébrios serão poetas e boêmios nas esquinas,
as noites serão lembranças saudosas ou não,
lacônicas ou perenes cheias de brilhos,
esquecidas pelos ébrios declamada pelos poetas
as mulheres serão amadas por seus maridos,
possuídas pelos amantes,
machucadas pelos vagabundos...
e onde estarão agora as mulheres?
Seus corações estarão com seus maridos,
seus corpos com seus amantes
e suas almas alimentando o espírito materno
tentando ser mãe de vagabundos
Penso as vezes,
as vezes de ficar triste
Que se eu fosse alegria,
se é que alegria existe
Eu andaria nos guetos,
secando os olhos tristes
Que vivem ensaiando o samba,
desfilando fantasias
Tentando enganar a vida
mostrando tons e matizes
Formas brilhos e adornos
num carro de alegoria
escondendo todo o medo
cantando seus sambas enredos
inventando o carnaval
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