Poemas que Falam quem eu sou Evangelico
Hoje
Eu ouço as vozes do passado
Claramente confusas
Como se fossem sementes
Que cairam no chão ao acaso
É preciso agora
O prazo de algumas vidas
Pois algumas vão germinar
Outras não
Mas olhando-as espalhadas
Não sei nada sobre elas
Entendo perfeitamente
Aquilo que meu coração me fala
E quando eu olho o campo das sementes
Ele apenas me aconselha
Pra eu deixá-las à distância
E jamais pisar em nenhuma delas
Desconhecendo a maneira correta
Em distinguir as boas novas
Daquelas que ultrapassaram
A iniqüidade de ser só ruins
Meu peito fala pra mim
Que afaste qualquer desejo de ir até lá
Hoje
São confusas as imagens que vejo
Como se fosse um nevoeiro sobre o campo
O Sol deponta entre nuvens
Em raios difusos
Após a chuva que caiu de madrugada
Agora, meus pés não são mais como antes
De instante em instante, passou-se a vida
E, em todo caso
Aguarda-se o prazo de algumas delas.
Edson Ricardo Paiva.
Brumas.
Desde que eu estou aqui
Tenho aceitado
A tudo que o destino impõe
Desde menino, assim tem sido
As coisas que tentei mudar e consegui
Só deram certo porque
Meu destino era tentar
Eis aqui todo sentido
Desde o primeiro colo
À derradeira queda ao solo
Desde a primeira hora
Mesmo não concordando
Pois de vez em quando
Todo mundo se revolta
Porém, cada volta que o mundo dá
Cada prece escrita
Cada coisa que achei bonita
Estava lá para eu vê-la
Alguma coisa as põe no caminho
Assim como estrelas no céu
Que todos veem
Porém, tê-las não se podem
Aparecem sempre as brumas
Que vem do nada e as escondem
O destino nos quer assim
Assim como quer que não queiramos
Isso nos molda
Como as peças de um quebra cabeças
Onde tudo se encaixa
Quando a gente acha
Uma ou outra parte
Destarte nunca acharmos outras
Pois pra isso existe o tempo
Que parece curto, que parece longo
Porém, jamais outra peça
Apesar de ser
Ele faz parte do engano
E da arte de viver
Desde a primeira vez
Que nossos pés tropeçam
E aprendemos nos reeguer
Sem que o mundo estenda a mão
Minh'alma, que um dia foi tola
Se molda, se encontra, se encaixa
Em meio à uma imensa engrenagem
Entre o pássaro e a semente
Entre a folha e o vento
Entre o homem e Deus
E a revolta e a escolha
Entre a estrela e a paisagem
Entre a vida e o momento
Cada volta do mundo sem conta
Faz parte do engano do tempo
Que parece curto, que aparenta andar mais lento
e faz parte do jogo...e está contando
desde que eu estou aqui.
Edson Ricardo Paiva
Ademir Oliveira
Apenas diz que quer ir em frente...
Que eu te aponto o caminho...
Ao lembrar de você começo a sorrir sozinho, até sua indecisão me faz decidir-me por você,eu entendi que pessoas como você proporciona mais alegria em cinco minutos do que algumas a vida inteira, e entendi que a tristeza é só um motivo para sentir sua falta...
Juntos eu sei que os dias não mais parecerão infinito,mas que infinito será nossa história juntos e que acordar ao seu lado será o sonho que sempre foi sonhado; e serei amado serei realizado...
Eu andei léguas ansioso eu superei novamente meu medo eu consegui mover meus pés...
Nossa como estou orgulhoso de mim, eu coloquei de novo para fora eu consegui sabe, eu amei intensamente eu quis dar-te todo o prazer na cama beijei como deve-se beijar, abracei como deve-se abraçar, o Amor a ti bela flor perdi o pudor, perco tudo seja lá quantas vezes preciso for...
Mas me sinto impossibilitado pelo descaso isso me leva ao fracasso?...
Ele levantou e preparou seu próprio café sentou-se e pensou:Eu posso suportar...
Ouviu aquela canção que fez com que ele não conseguisse nem se mover ao termina-la ele pensou:Não é tão ruim assim...
Respirou fundo antes de sair para o trabalho e para lhe dar confiança pensou:Eu dou conta...
E quando veio a noite e o cansaço já lhe dominava sentou-se na calçada e pensou nas três frases que regeu seu dia para ter forças para levantar de novo:
Eu posso suportar,Não é tão ruim assim,Eu dou conta...
Hoje eu vou
Passear com meu amor
do jeito que a gente queria
Vamos rir e nos divertir
esquecer um pouco
dos problemas desta vida
e vivê-la
Vamos caminhar na praia
Antes que o Mar se esvaia
Ver o nascer o e pôr do Sol
Se Sol houver
Se não tiver praia e nem Sol
Não tem nenhum problema
Estaremos na companhia um do outro
e isto, na vida
é tudo que vale à pena.
Tantas lembranças eu tenho
Algumas afogadas em taças de vinho
Outras eu queria não ter visto
E que a vida houvesse sido
Qualquer outra coisa
Exceto isto
Todas deixadas ao longo do caminho
Algumas dessas dores eu cobri com flores
E de uma maneira ou outra
Nós vamos vivendo
Bebendo essses remédios que a vida dá
Sem ao menos ler as bulas
Sorrindo quando o Sol
Sem me dar alternativa
ilumina a minha cara
e chorando de forma furtiva
No silencio impenetrável
das infindas noites escuras
Em que à beira de fogueiras
Às vezes minh'alma dança
Triste ou feliz
Por haver em minha vida
A sorte ingrata de haver no coração
Tantas lembranças.
Enquanto os povos, os reinos e os governos
Judiam e vilipendiam desta pobre nave
Eu rezo aqui no meu canto uma Ave-Maria
E quando este mundo se encharca de vinho
Eu, aqui permaneço sozinho
e desço ao inferno
No final de cada dia
Eu sei que todos pensam
Que tudo isso aqui é eterno
Porém ninguém sabe
Que eu cavei pra mim uma sisterna
Cuja entrada, escrustada de diamantes está
E tudo será diferente
De hoje, de ontem ou de antes.
Hoje em dia eu nem sei mais
O que é claro e o que é escuro
Nem sei mais a diferença
Entre o raro e o banal
Hoje eu não mais compreendo
O que é vento e o que é mar
O que é lento ou está parado
O que é fumaça e o que é ar
O que não tem graça
e o que é pra rir
Quem está contra mim
e quem está ao meu lado
Quando eu vou dormir
está de um jeito
Quando eu acordo
Não sei se acho feio ou bonito
deixaram tudo misturado
Não sei se o Mundo anda esquisito
Ou se sou eu
Que ando meio pirado
Hoje em dia eu nem sei mais
O que é claro e o que é escuro
Nem sei mais a diferença
Entre o raro e o banal
Hoje eu não mais compreendo
O que é vento e o que é mar
O que é lento ou está parado
O que é fumaça e o que é ar
O que não tem graça
e o que é pra rir
Quem está contra mim
e quem está ao meu lado
Quando eu vou dormir
está de um jeito
Quando eu acordo
Não sei se acho feio ou bonito
deixaram tudo misturado
Não sei se o Mundo anda esquisito
Ou se sou eu
Que ando meio pirado
Agora mesmo eu estava lendo
Um artigo que dizia
Que aquele problema antigo
Que parecia resolvido
Será recebido de volta
e com festa
E nessa festa haverá música
e serão cantadas
canções sem nenhuma poesia
dizem que a moda agora é esta
Eu olho pros lados
e não sei dizer quem é homem
Parece que o normal
hoje em dia é ver a fome
Como coisa natural
E que os salvadores
na verdade
São aqueles
Que a todos comem
Me disseram que agora a cobra voa
Eu concluo que por mais que eu diga
Estarei falando à toa
Pois hoje o mal é coisa boa
Outro dia, em sonho, entrei na mata
E à beira de uma cascata eu vi sentado
Sem qualquer possibilidade de fuga
Não sei se era tartaruga
Não sei se era Jabuti
Não sei se era Cágado
A única certeza que eu tenho
É que foi numa tarde de sábado
Num galho pertinho dele
Me olhava manso, o Sabiá
Não me canso de lembrar
Que cansado que eu estava
Disse quase resfolegando
Fica tranqüilo meu amigo
Em minha presença não há perigo
Hoje ando quase tão lento
Quanto a Preguiça e quanto a ti
Minha passagem por aqui
é coisa que invento
Pra espantar a solidão
Nem trago no coração
A antiga maldade de outrora
E somente o que peço agora
É um pouco de companhia
E então o bicho respondeu
Pois eu há muito espero este dia
Pois já te vi correr como o vento
E percebi
quando começaste a ficar lento
No meu íntimo,
também conheço os teus intentos
Apesar da aparência de bicho
Sou alguém que há muito conhece
e nunca andei depressa
Apesar das tuas preces:
Meu nome é tempo
Aquele, que mesmo quando você me esquece
Te encontra nas ruas
e ainda te reconhece
Quando do tempo eu tentei fugir
O Pássaro encantado
Que até então, se encontrava calado
Olhou pra mim como que rí
e simplesmente falou:
Bem-te-ví
As coisas que faço
E as coisas que eu digo
Não pretendem conquistar nenhum espaço
Nem ligo
Não pretendo ser quem não sou
Sou aquele que Deus fez
A minha vez já chegou
é hoje, foi ontem e amanhã será
Meu tempo é este
E eu sou apenas eu
Apesar de todos os meus defeitos
Vivo apenas do jeito que posso
E te ajudo, se precisar
Às vezes me iludo
Pois sou gente igual você
Mas não quero o que não me pertence
Nem penso ser mais que ninguém
Estou na vida pra aprender
dividir e amar a vida
Por ser assim
e não saber mentir
Vivo sozinho
Quase que isolado
Não haverás de ver ao meu lado
Muita gente
Desejo que sejam felizes
Longe de mim
Não existe nenhuma garantia
Que eu não vá terminar meus dias
Embaixo de algum viaduto
Um desconhecido morto
Que viveu no anonimato
Não teve nada
e nem foi ninguém para este Mundo
Mesmo assim, se procurar
Não há de encontrar
A quem eu tenha feito o mal
O mal que me fizeram
Morreu em mim
Eu afoguei o mal, não o perpetuei
Portanto
Se terminar os meus dias
Sem ninguém ao meu lado
Eu mesmo me julgarei
Um bem aventurado.
Meu coração é algo assim
Duro e versátil
Parece tecido de brim
As lágrimas verdadeiras
eu as escondo
Vou pondo onde ninguém acha
Você pode até pensar
Que eu tenho baixa auto-estima
Meus segredos estão todos
Guardados nas rimas
Pois é nas palavras
Que eu faço sangrar
Desfaço-me assim das tristezas
Tem sido assim por anos
Não faço planos impossíveis
Posso voar por todos os Céus
e todos os níveis
Pra todas as portas que se fecham
Eu tenho uma chave-mestra
O que hover de canhestro em meu passado
Eu corrijo com a destra
Se o bem não alcanço
O mal não me pode alcançar
Meu coração é algo assim
Duro e versátil
Parece tecido de brim
As lágrimas verdadeiras
eu as escondo
Vou pondo onde ninguém acha
Você pode até pensar
Que eu tenho baixa auto-estima
Meus segredos estão todos
Guardados nas rimas
Pois é nas palavras
Que eu faço sangrar
Desfaço-me assim das tristezas
Tem sido assim por anos
Não faço planos impossíveis
Posso voar por todos os Céus
e todos os níveis
Pra todas as portas que se fecham
Eu tenho uma chave-mestra
O que hover de canhestro em meu passado
Eu corrijo com a destra
Se o bem não alcanço
O mal não me pode alcançar
Olho pro Mundo, hoje há chuva
No silêncio deste mágico momento
Eu tento entender a lógica
Que faz a Terra girar pra um lado
e a gente caminhar pro oposto
É mês de novembro
e eu respiro um ar de mês de agosto
Só não sei de qual ano ele é
Parece que igual a mim
Muita gente que se encontra nesta Cidade
Simplesmente perdeu-se no tempo
O coração se deixa invadir
Por uma estranha alegria tristonha
Houve dias em minha vida
Em que as unhas do tempo
arranhavam minha porta, que eu abria
Entravam sonhos
dos mais variados tamanhos
Eu os mesclava à realidade e vivia
da maneira que o Mundo deixasse
Alguns estéreis e fecundos
Outros profundos
O Mundo e os sonhos
Também foram me deixando aos poucos
Agora, nestes loucos dias que correm
O tempo anda pra trás
O Mundo parece parado
De vez em quando
as águas chovem
E eu ainda vivo
os poucos sonhos que me vem
Enquanto eles também não morrem
Aqui em casa tem um gato que não mia
E o meu telefone está quebrado
Esta é a vida que eu queria
Passo o dia com os dois
Curtindo o jeito perfeito de cada um
E permanecemos os três calados
Vida minha, amada vida
Te agradeço por vivê-la
Mesmo que às vezes eu sinta
Que talvez eu não mereça tê-la
Cresce em mim a cada dia
A alegria de poder viver
Vida, te prometo
Que até o meu último suspiro
Você não há de ser perdida
E que mesmo nos piores
Momentos de delírio
Não haverei de sentir
Medo de vivê-la
Tenho sim
Vontade de fazer
Muita coisa que eu não faço
Aquelas que, portanto
Você, minha vida, permitir fazer
Se acaso pra longe eu tenha que ir
Eu vou até lá para vivê-la
E viverei, durante a viagem
A alegria de enxergar
A linda imagem da minha chegada
E mesmo que lá não haja nada
Viverei a alegria da volta
Vida, imensa vida
Cuja existência, muita gente acha
que deve ser vivida animalescamente
Permita, vida
Que o vento leve estas palavras
E as entregue a alguém
Que mereça recebê-las
Diga à ela, vida
Que antes que você se acabe
Eu gostaria muito de poder
Conhecê-la
E que ela finalmente
Reconhecesse o que me faz.
Vê-la
Sentí-la
Beijá-la
E, quem sabe, dizer que por ela
Valeu-me viver minha vida.
Quando eu era jovem
Prometi que um dia eu ia
Realizar um sonho que eu tinha
E buscar a Lua pra ela
A Lua seria dela
E ela seria minha
De mão dadas nós iríamos
caminhar até aquela linha
Onde o Sol encosta na Terra
Hoje
Eu olho pro Céu e não vejo mais
As mesmas coisas que eu via
Agora as nuvens são verticais
Os olhos dela também
Não exibem aquele brilho
Que pareciam dizer
"Se eu estiver com você
então, tá tudo bem, meu filho"
Olho pro espelho e percebo
Que não foram apenas o Céu
E o brilho nos olhos dela que mudaram
Meus traços também se alteraram
e muito
Porém aquele espaço
Que eu tenho no coração
pra guardar um amor
E a vontade de dar um abraço
toda vez que eu a vejo
São ainda muito grandes
E muito
Muda a maneira de vêr e olhar
Hoje
Até mesmo as ondas do Mar
Parecem quebrar diferente
Mas tem coisas
Que por mais que o tempo passe
Não passam
Portanto
Basta querer que eu te abrace
Que meus braços, felizes
te abraçam
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas românticos para declarar todo o seu amor
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas de amor
