Poemas que Falam quem eu sou Evangelico
As coisas não têm estado bem nos últimos anos
E eu não sei mais onde guardar as minhas lágrimas.
Ainda dói muito tudo isso, mas eu me tornei um personagem da minha própria tristeza
A cada dia eu acordo com vontade de não acordar mais
E viro a cabeça na cama e olho para o teto e não consigo enxergar a luz
Ainda dói muito tudo isso
A cada passo que dei tentando fugir, eu acabei por seguir um caminho que me levou a um grande precipício.
E todos os sorrisos que eu dei foram uma farsa
Eu tento, tento, eu tento todos os dias me tornar uma pessoa forte e poder reconstruir o meu caminho
Mas, ainda dói muito tudo isso.
Eu grito, grito, eu grito, mas eu estou sozinho
Me desculpem por eu não gostar de despedidas
Me desculpem por querer ir embora
Me desculpem por não saber onde guardar as minhas lágrimas
Mas ainda dói muito tudo isso
Quando eu chegar aí, serei uma ilha. Não invadirei o continente... Muito embora não se feche para que o continente me alcance...
(Sobre relações familiares e suas vertentes)
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Eu sei que o seu amor não me pertence, acredita, eu não conheço a falta por não ser meu,
mesmo parado vou adiantar sem pressa de buscar,
como se a ausência tivesse um gosto sem sabor, não posso da nome sem provar o doce desconhecido do seu amor.
O vazio passou,
nem notou meu canto
lá estava eu, jururu,
sem reação, sem encanto.
Aqui, o vazio não fala,
não diz palavra,
nem acena um olá.
Na imensidão,
o frio não tem piedade
assola o corpo,
sem ninguém,
sem metade de nenhuma metade.
Eu não corro atrás — não há necessidade de tal atitude.
Antes, me doei por inteiro, fiz o melhor de mim.
Minha dedicação foi tamanha que transbordou na tua vida.
Hoje, o que te resta é a saudade do capricho que um dia te acalentou.
Mas acabou.
Passou o tempo do amor que te ofereci.
Agora é adeus.
Minha declaração será forte, franca, humilde.
Não escondo, não disfarço, eu te amo.
Queria transformar essas palavras em melodia singela,
e nela cantar tudo que por ti.
Eu te amei te amei tão forte que fiquei parecendo criança.
Mulher você se perdeu em meu amor ficou embriagada errou o caminho então me perdi de você,
Foi simples comum porém era tanto acalanto derramado em você que eu sentia teu cheiro até em minha pele.
Lembro o dia e horário do desligamento foi o fim não era nem para começar, porque algo dizia que o espelho ia se partir em pedaços,
Até o encanto se perdeu a graça não mais seria e a magia, a magia não brilhou no palco o espetáculo tingiu em cinza o grande final,
Não há lembrança recordação nem saudade felicidade no ato consumado em lamentação,
Até a experiência reiniciou sozinha desbravando a desforra,
A bondade devastou a Inocêncio enterro-se num deserto vazio,
Restando apenas a extravagância mergulhado embriagado errando no caminho,
O amor está vivo explodindo essência na devastação até voltar ao caminho,
Então vou me encontrar com meu eu.
Eu não espero nada de você, mulher:
nem promessa ao vento,
nem carinho momentâneo,
nem gesto que me faça acreditar de novo.
O que era chama virou cinza,
o que era sonho virou brisa
e se perdeu no teu jeito de nunca ficar.
Já cansei de te entender,
de te buscar, de te querer,
e você, sempre tão distante,
mesmo quando diz que é amor.
Eu não espero nada de você, mulher:
meu coração já aprendeu
que amor que cobra e não devolve
é só um espelho quebrado no chão.
Hoje sigo sem olhar para trás:
a dor virou coragem,
o medo virou passagem
para quem sabe amar de verdade.
Eu não espero nada de você, mulher,
mas espero tudo de mim:
força para recomeçar,
alma para florescer
e paz para te deixar ir.
Eu não espera nada de você mulher.
Mulher.
fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Esse verso já traz uma potência sensível que mistura amor e incerteza. Aqui está um texto poético forte e romântico, que desenvolve essa ideia com intensidade e emoção:
Fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Foi na aridez do teu silêncio que busquei molhar minha sede,
esperando que a promessa da tua voz fosse chuva,
mas encontrei tempestade, fogo e areia.
Sei que cada passo até você foi uma travessia –
de esperança e medo, de entrega e cautela.
E mesmo assim, decidi habitar teu corpo e alma,
porque entre o vazio e o infinito,
prefiro arder no teu fogo do que morrer no frio da ausência.
Amar é arriscar-se no perigo da imensidão,
é lançar-se no abismo sabendo que o amor é equilíbrio
entre cair e voar – entre ser abrigo e se perder no deserto.
E mesmo que tua sombra tenha me confundido,
sei que no teu abraço encontrei a única verdade:
o amor não é solo fértil ou deserto,
é caminho onde, mesmo com pedras, escolho caminhar contigo.
Um pouco de meus devaneios:
Eu tenho uma linha de pensamento bem particular, pois tenho uma visão de mundo diferenciada, algo que às vezes até pode chocar alguns professores e pensadores de plantão, não concordo com tudo imediatamente, eu tenho desconfiança até do que é óbvio, preciso de calma para me adaptar a ideia natural, pois o natural é sempre o que eu entendo... Cada um de nós pode criar uma realidade diferenciada, pois cada entendimento e visão de mundo se torna particularmente único!
Sendo um escritor, eu dependo das palavras...
.
A palavra é uma arma poderosa, ela pode ser mais destrutível do que qualquer outro artefato fabricado pelo homem, mas ela também pode confortar e alegrar até o mais triste dos seres... A palavra deu origem a tudo, pois foi com ela que em sete dias Deus criou o mundo, a palavra se fez carne e habitou entre nós, da mesma forma, através da palavra Cristo se entregou ao seu algoz... Tudo começa com a palavra, coisas ruins e coisas boas são criadas. Por isso devemos saber entender o que Deus nos ensina, o pecado é a maldade que sai de nossa boca, não o que entra, pois Jesus também disse um dia: "A boca fala do que está cheio o coração." Se a sua boca não puder dizer algo de bom, feche-a!
Como dizia Roberto Carlos naquela linda canção: "Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar"...
Ouvindo esta canção, fiquei a meditar, pois em pensamentos percebi que isso não corresponde à nossa realidade...
De amigos, quero ter bem menos que isso, mas aqueles que comigo se importam de verdade...
Desta forma, tendo apenas alguns ao meu lado, já seria incrível, pois saberia que apesar de poucos, o que vale mesmo para exaltar o valor da amizade, não é e nunca será a quantidade, mas sim, sem sombra de dúvida, a qualidade!
Cada vez mais eu compreendo o isolamento de vários pensadores, da mesma forma já aconteceu com antigos poetas e escritores...
Os mesmos se escondiam do mundo exterior, evitavam aglomerações e conversas entediantes, estudavam e criavam obras de grande valor, desta forma, seguiam escrevendo e disfarçando a sua própria dor...
Do contrário, muitos outros se entregavam a depressão e aos vícios mundanos, tentando se adaptar ao ambiente natural, de outros normais seres humanos...
Triste realidade de uma mente criativa, evoluída de tal forma, que às vezes era impossível de ser entendida...
Realidade depressiva, de escritores e artistas, aqueles que poderiam mudar o mundo, talvez melhorar um pouco mais a nossa vida...
Mas o escritor também sabia, que tal ideia, entre simples mortais, jamais seria reconhecida...
Ah, a velha política, que cega e coloca uns contra os outros, mesmo em tempos de pandemia...
Eu escolho um lado e o defendo com unhas e dentes, meu candidato ganha e não importa mais o presente, pois agora sou o seu inimigo, sua opinião é indiferente...
Eu perdi e não concordo com o que aconteceu, por isso vou atacar o seu lado eternamente, seja por qualquer escolha diferente, Vereador, Prefeito ou Presidente...
União de ideias? Nem pensar! É muito mais fácil e divertido, com palavras chulas atacar...
Puxa para cá, puxa para lá, eu é que estou certo, você tem é que lutar...
Ah, como seria bem mais fácil, bem mais útil, sentar e conversar, debater ideias de crescimento, ajudar o mundo em seu desenvolvimento e nunca mais brigar...
Mas creio que é apenas uma utopia, ilusão, pois faz parte da velha política, onde todos nós queremos e exigimos ter a única opinião...
Pois o desenvolvimento e o bem de uma cidade, Estado e Nação, só poderá acontecer se for feito por alguém que eu votei, do contrário, não terá nunca a minha atenção...
Assim eu fui criado, se estivesse com bermuda ou camiseta, nem perto eu chegava do que era sagrado...
Com boné, nem pensar, pois seria um absurdo entrar na Igreja assim para rezar...
Uma reverência eu fazia, me curvava com respeito e devoção, mostrava apenas meu olhar, isso quando não me lembrava de alguma oração...
Tempos de fé e de emoção, de pedir a benção ao Padre, de dar valor em receber a Santa Comunhão...
Ao passar em frente a uma bela Igreja, em sinal de respeito, fazia um poderoso sinal com a minha mão, pensando em Cristo e em seu sagrado manto, em formato de Cruz: Pai, Filho e Espírito Santo.
DESEJO ABSURDO:
Eu desejei ser adulto, crescer e ser respeitado, entendido e valorizado...
Eu desejei ser adulto, para adentrar em outra realidade, ser um senhor de verdade, deixar o meu mundo de criança, para criar e poder modificar a minha própria esperança...
Eu desejei ser adulto, para abandonar a imaturidade, viver de forma séria, alterando a verdade, criando expectativas e modificado a minha própria realidade...
Que desejo absurdo, deixar aquele mundo de fantasias, de vitórias e conquistas, de descobertas e expectativas, de brincadeiras divertidas...
Ah, se eu pudesse no tempo voltar, desfazer aquele desejo de ser adulto e poder crescer devagar, aproveitar cada segundo e com a vida não me preocupar...
Que desejo absurdo, pois hoje crescido e adulto, sonho com o que tinha, pois tenho saudade das brincadeiras e dos amigos pestinhas, de chutar bola e apertar campainhas, de sair correndo e brigar na escolinha...
O que eu tinha era a verdadeira felicidade, por isso, mesmo adulto de verdade, me sinto ainda uma criança, pois o meu desejo agora, é de voltar para aquela realidade.
MEU EU
Em relação a sentimentos, eu sempre me entreguei demais, seja em relações amorosas ou mesmo de amizades.
Quando menino, eu me doava, minha vida de bandeja eu entregava, demais eu cofiava, deste modo, sempre acreditei em tudo, no amigo que dizia ser parceiro, na menina que dizia que me amava.
Por acreditar demais, as decepções vinham em dobro, de um lado, era o amigo que mentia, do outro, era a menina que me traía, deste modo, a vida, pouco a pouco eu conhecia.
Eu chorava, eu sofria, mas dia após dia, entre decepções e amarguras, eu crescia.
Eu chorei, em meu rosto a lágrima descia, era doloroso, dentro da minha alma, doía, era o mundo se apresentando, estava aprendendo com a vida.
Ainda hoje sou assim, acredito, confio e me entrego, mas tenho algo diferente, o que conquistei com anos de estrada, a experiência, algo que me deixou com a visão muito mais aguçada.
Vejo melhor e percebo a maldade, isto eu conquistei com a vivência da idade, não quer dizer que não me decepcione, pois esta fraqueza ainda tenho, mas não demonstro como antes, ainda choro, ainda sinto a dor, acredito haver em cada ser humano a presença do verdadeiro amor.
Meus sentimentos são os mesmos, mas a minha força e confiança, esta mudou!
(Jean Carlos de Andrade)
FELICIDADE?[2]
Minha Mãe perguntou o que é felicidade e eu tentei responder:
Felicidade é uma caixinha de surpresa mãe!
Não tem hora de chegada.
Ela pode estar num abraço apertado.
Num sorriso prazeroso.
Às vezes reflete um amigo ausente que apareceu inesperado.
Na troca de olhares sincero entre as pessoas.
Felicidade pela sua simplicidade,
ultrapassa o entendimento dos homens que a complicam ao extremo.
Felicidade é saber que temos pessoas que se preocupam com a nossa felicidade.
Pode estar distante,
mas na maioria das vezes,
está ao nosso lado e não percebemos...
'24 HORAS'
Eu tinha 24 horas e apenas isso! Não dava para mudar o mundo, lógico! Mas tinha tempo de sobra nos bolsos. E com um pouco de atitude, espalhei grãos de gentilezas. Plantei algumas árvores para que futuramente, meus filhos sossegassem à sombra. Até corri atrás de borboletas que vinham ao meu encontro...
Visitei uma tia que morava próximo, mas que não visitava há anos. Fiz bolhas de sabão e deixei que o vento os levassem. Cantei canções de ninar, tinha deixado de fazer isso já há algum tempo. Voltei a regar as plantas que estavam secas pelo sol de verão. Fiz lembrancinhas para minha querida mãe e irmãos. Inventei uma chuva e esbocei um enorme sol para que ela parasse...
24 horas podem durar uma vida toda, ou apenas alguns segundos! Pode ser apenas uma questão de escolha. Mas temos tempo de sobra para fazermos o inacreditável. Quem sabe não vivamos durante uma vida e consigamos fazer isso em apenas poucas horas. Se soubéssemos que poderíamos transformar o nosso mundo interior, talvez seria fácil cena...
Eu não mudei o mundo, mas o resumi como gostaria de tê-lo feito durante as milhares de horas que tive. Os reflexos nas bolhas de sabão, perdurarão por muito tempo. Minha tia até chorou quando viu-me inesperado num abraço. As pequenas lembranças, serão guardadas e lembradas, talvez por décadas. Nas poucas horas que tive, esbocei tantas outras realidades/abstrações. E corri muito de encontro ao vento, igual a uma singela criança, momentânea e feliz por seu pedaço de doce...
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