Poemas que Falam quem eu sou Evangelico
Alma -
Sou Alma sinuosa
de cal e madrugada
de lirios, alabastros
camélia cor-de-cravo
terna, doce, imaculada!
De alfazema e alecrim
sou jaspe de tristeza
cansaços de poeta
sou fado de cetim
cabelo negro pelas costas!
Sou Alma, sou amêndoa
sou loucura, coração,
sou garça, corpo esguio,
sou ausência e lamento
sou eu a solidão!
Eco de Saudade -
Sou pedra de silêncio sem sentido
um eco de saudade pela rua
a sombra de um passado, ressequido,
ausência, meu Amor, mas sempre tua.
Sou um longo xaile negro d'ilusão
aos ombros de um destino que é o meu
ó Deus o que será de um coração
que tanto se entregou e se perdeu?!
Duas vidas tão unidas, separadas
dois seres que se amaram, sem sentido
duas Almas incompletas, mal-amadas
dois amantes sem destino, proibidos.
Meus olhos já nem choram esta dor
meu canto já vacila nestes versos
já não sei o que fazer a tanto amor
perdido na carência dos desejos.
Talvez um dia oiças, quem me dera,
o Fado que hoje canto à despedida
de ti meu coração já nada espera
amor que tanto amei além da vida.
...
Tão bom quanto ruim
Saber que sou tanto
Para tão pouco
Tão bom quanto ruim
Saber que meu canto
Vai me deixar rouco
Tão bom quanto ruim
Saber que seu espanto
Vai me deixar louco
Tão bom quanto ruim
Saber que meu acalanto
Embala tampouco
Tão pouco
Tão rouco
Tão louco
Tampouco
Tão poesia quão prosa
Saber que meu pranto
Regou sua rosa
Tão poesia quão prosa
Saber que seu manto
De linho airosa
Tão poesia quão prosa
Saber que, no entanto
Tem mente invejosa
Tão poesia quão prosa
Saber que, entretanto
A inveja é onerosa
Meu pranto
Seu manto
No entanto
Entretanto
Não sou o único viajante que ainda não acertou seu erros,
E também não sou o único procurando um novo caminho para novamente seguir.
Quero voltar à noite que juntos nos dançamos.
Talvez assim poderia dizer à mim mesmo o que fazer,
Assim poderia disser: ' Não tire ela para dançar!'.
Por favor, me leve de volta à noite em que juntos nos dançamos.
Naquele abraço, eu tive tudo, talvez quase tudo, ou mesmo só um pouco de você,
Mas depois, certamente não tive nada seu, ou quase nada,
Por que hoje não sei como viver apenas com sua doce lembrança me acordando todas as noites.
Deus, deixe-me voltar à noite em que juntos nos dançamos,
Voltar para o momento em que a noite ainda era assustadora, mas que eu ainda não a tinha tirado para dançar.
Hoje, continuo preso aquele momento, por que não posso voltar a noite em que juntos nos dançamos, e pedir que a música nunca acabe.
Inspirado na música 'The Night We Met' de Lord Huron.
O cheiro doce do amor
Se for pecado sonhar,
Confesso que sou um pecador!
Pois quando vejo o seu olhar
Penso sim em pecar
Mas pecar com amor,
Como uma abelha perdida
Que encontra um jardim
E peca mesmo ali
Retirando néctar de uma bela flor.
E nessa fonte de pecado,
Eu quero ser um condenado
A amar sem sentir dor.
Com o pecado canonizado,
No coração santificado,
No peito purificado
Que o prisma dos seus olhos
Faz nascer em mim o valor.
E esse valor valorizado
Fez minha face vulcanizada
Com os olhos escancarados
Ver uma luz na sua face,
Que despertou em mim o amor,
Como o meus que se fabrica
Pela abelha em uma flor.
Que um dia morreu, depois desnasceu,
E agora posso falar baixo ou gritar;
Que dentro desse teu lindo olha
As flores perdem o seu exalar:
porque você me fez poder cheirar
O seu perfume do amor!
O amor é como o perfume,
Tem que ser reposto a cada dia.
É a lâmpada dos bons olhos,
É verdade é fantasia.
E quem perde a alegria
Porque perdeu um amor
Na sua alma escaldada,
Fervida ou estraga
Como agua chocada
]Não sente mais aquele cheiro
Dos seus olhos lindos como a flor
Que um dia me perfumaram
E quando durmo ainda sinto
O cheiro doce do amor.
Por Martins da Cachoeira
sou um desperdício
estou sempre esperando um reinicio
há... serei mais feliz quando ou depois daquilo, depois disso...
parece que nada nunca é o suficiente
estou sempre sedento por um novo começo
estou sempre esperando o momento em que tudo dará certo
porque nunca estou satisfeito.
RASCUNHO IMPUBLICÁVEL
Sou daqueles que defendem a ideia de que, em uma prova de múltipla escolha, por exemplo, o professor oriente seus alunos a dosarem as energias para não ver a avaliação como um instrumento de tortura.
Essa função de "torturar" o leitor é coisa de concurso, em que cada oponente representa uma 'ameaça' direta para se alcançar uma das vagas oferecidas no edital. Contudo, certamente, essa não é a função das avaliações em um contexto pedagógico como o ambiente escolar.
Cabe ao docente indicar à turma quais questões devem ser respondidas primeiro e quais em último lugar. Penso que, desse modo, corre-se menos riscos de se fazer injustiças com aqueles bons alunos que morrem de pavor diante de um teste, simulado ou exercício afin. Além disso, parece ser também uma forma de trabalharmos a elevação da autoestima dos alunos 'preguiçosos' ou daqueles que sofrem de algum complexo de inferioridade.
Por outro lado, para que isso aconteça, de fato, é necessário que o mestre tenha conhecimento prévio da prova que será aplicada, que analise as coerências e contradições das questões para somente, assim, poder ajudar o estudante. É o mínimo que pode ser feito a fim de suavizar o processo de leitura silenciosa na hora de uma prova escrita em que o corpo de muitos alunos gostaria de ler em voz alta, gesticular e até andar na sala ou fora dela.
Sou poesia
Todas as poesias
São como o som
Vindo de dentro de uma caixinha de música bem lá no fundo,
Que movimenta
Um lugar está lá dentro do meu eu
Que não percebemos,
Mas colocar
Até um pensamento de muitas
Imaginações!!
Sem palavras sou escrito
com palavras sou feito
De todas as maneiras
No papel
Em cada poesia definir
quem somos nós por dentro.
Quem sou eu, sou o que é simples palavras criada do nada
Lá estou eu percorrendo no meio de um caminhos de linhas escritas
num papel sem voltas.
Lucidez -
Sou noite, sou distância, solidão,
madrugada que me arrasa o pensamento
sou na vida o que não morre, o sentimento,
sou loucura, tenho Amor no coração.
Donde venho e não venho, desespéro,
onde estou, aonde vou, onde me dei,
há em mim uma dor que já não quero
na verdade porque a tenho eu já nem sei.
Já nem sei o que hoje sou e onde vou
já nem sei se o que vivi foi perdido
não me digam por onde ir porque não vou
prefiro os meus passos sem sentido.
Verdade, Agrura e Lucidez -
Sou noite e solidão!
Minha Vida um acidente!
Num sentir que se ressente!
Tenho cal no coração!
D'onde venho não quero.
Onde estou não sei.
Onde vou desespero.
E afinal onde irei?! ...
Quem dizem não sou.
Quem pensam também.
Só estou onde não vou.
Num vazio que vai e vem.
Mas vou! Mas vou!
E alguém me espera?!
Ninguém me sente!
Estou só. Quem dera!
Todos são ausente!
Sou passo. Sou nocturno.
Sou da estrela Firmamento.
Sou da noite e nunca durmo
no meu próprio pensamento.
Que seja! Que seja!
Um fruto apodrecido.
Um corpo que medrou.
Um morto esquecido.
Um sonho que voou.
Alguém que não veio.
Ninguém que chegou.
Meu corpo. Teu seio.
Quem sou?! Quem sou?!
Minha Vida parou...
Minha Vida Passou...
Sou noite e solidão!
Minha Vida um acidente!
Num sentir que se ressente!
Tenho cal no coração!
Sou um simples viajante
Que viaja sem destino
Querendo te encontrar
Sou um simples viajante
Por onde eu passar
Lembranças vou deixar
Sou um simples viajante
Que está a procurar
Emoções que me faz suspirar
Sou um simples viajante
Que ao encontrar
Vou viajar para nunca mais voltar
Na estrada da vida, sou uma mera, simples e pequenina pedrinha,
Que se move a cada vento que sopra,
E aos poucos,
Vou chegando ao final da minha jornada.
Confissão sem Padre -
Sou Poeta
um sem-nome
alguém que nunca veio
alguém que sempre foi
esquecido de existir
turvo de pensar
desejoso de morrer
cansado de rezar!
Sou Poeta
um sem Pátria
sem familia nem destino
com destino de ficar
a caminho de onde vai ...
E aonde vai
este neto de si-mesmo
sem mãe nem pai?!
Sou Poeta
por caminhos de ninguém
sem ninguém a quem falar
com vontade de comer
a dor, a solidão,
meu destino é sofrer
onde irá meu coração
nessa ânsia, a correr?!
Sou Poeta
de si perdido
por Deus esquecido
de nadas feito
palavra amarga
ser Poeta
estar desfeito!
antes de me conhecer
precisa entender que sou caos
mas também sou primavera
sou oceano
mas também sou deserto.
O mundo é um campo minado
Sou um ser despedaçado
Minha vida é injusta
Por sofrer à sua custa
Corpo,
Mente,
Alma,
Coração,
tudo se colidindo freneticamente em uma só canção
Lágrimas das nuvens choram pela janela
caindo aos pedaços como meu amor por ela
As provas da vida
não suporto sozinho
cada vez mais complicadas
sem o teu carinho
Em minha fortaleza
o dia todo passo
pensando em ti
e no teu abraço
Sinto-me como um prisioneiro
onde amar foi meu crime
No qual me entreguei por inteiro
Nesse amor que me deprime.
'PERSISTÊNCIA'
Sei que as vezes sou vaso de barro quebrado em mil pedaços
Mas tenho um oleiro que me faz um ser vaso novo
Não desisto dos meus sonhos, sempre há um recomeço, uma restauração,
E tudo começa de novo
Em meu código de leis penais existe a lei da resistência,
Onde não se pode de nada desistir
O lema é seguir em frente
Olhando sempre pra frente
Mesmo que seja difícil é preciso persistir.
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
Sou apenas um sonhador.
Perco o meu tempo pensando no amor.
Meu coração está em pedaços, meus sentimentos frustrados,
Completamente abalado.
As vezes penso se um dia terei sucesso em algo e enfim ter a felicidade.
A minha inocência acaba com o meu raciocínio, estou acabado,
Mas mesmo sozinho, sempre estarei bem acompanhado.
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