Poemas que falam do Silêncio

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Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.

“Tem hora que a gente só quer silêncio mesmo. Recomeçar é coragem disfarçada de solidão.”

o silêncio não resolve nada,
só deixa feridas abertas em quem ama de verdade.

A grande crueldade do silêncio é essa: Ele não mostra nada de quem partiu, mas deixa quem ficou com todas as perguntas e nenhuma resposta.

"Entre notas, palavras e cores, sou quem transforma silêncio em sentido, e momentos em eternidade."

A ironia da vida é que muita gente só percebe o valor de alguém quando o silêncio ocupa o lugar da presença.

Quem não valoriza o laço hoje, não deve se surpreender com o nó desfeito amanhã. O silêncio da ausência é a resposta para quem não soube ser presença.

A voz do seu silêncio e o prazer da sua ausência deve ser notório com quem não te valoriza.

O silêncio não é uma partida, é o resultado de você ter apagado o espaço que ele(a) ocupava.

Às vezes, o silêncio ou o desinteresse contínuo dizem mais do que qualquer conversa.

Dói ver como o "bom dia" diário virou um silêncio gelado, e perceber que o afeto que antes transbordava, tornou-se unilateral. É triste aceitar que aquela cumplicidade virou apenas uma lembrança de alguém que escolheu se afastar e deixar a relação morrer.

"Sob os panos sagrados do altar, o silêncio se veste de ouro.Questiono o céu se a luz da verdade tem olhos apenas para o rebanho, enquanto a sombra do pastor repousa protegida pela mesma fé."

O rigor do Inverno de Vivaldi me ensina que a força, muitas vezes, é o silêncio. Um calor lento acende por dentro enquanto o vento lá fora protesta.

⁠Existem almas feitas de templo, onde o silêncio guarda o saber. Não cobram aplauso, viram exemplo, ensinam a arte de compreender.

A verdade é o eco inevitável que o silêncio devolve com perspicácia, uma afronta à máscara das aparências e um furo no olho da água que desfaz o veredito inescapável de que o mundo que inventamos só existe em nós.
Reno Fioraso

Juliana Hoffmann Liska
“Escrevo aquilo que a alma não consegue dizer em silêncio.”

“As palavras, uma vez ditas, jamais voltam a se juntar ao silêncio de onde vieram.”

"O silêncio também machuca. Quando a sociedade se cala, a violência encontra espaço."

"Não escrevo para criar ideias. Escrevo para encontrar aquelas que já habitavam o silêncio."

Se você esmaga uma barata sob o sapato, o mundo aplaude em silêncio: herói anônimo, salvador do asco, executor do invisível inimigo que rasteja nas sombras da cozinha. Ninguém chora pela carapaça estalada, pelo corpo achatado que some no lixo. É justiça prática, vingança contra o repulsivo, o que fede e contamina. Mas mate uma borboleta — ah, que crime! Suas asas iridescentes, pintadas pela alquimia da natureza, tremem no ar como um verso de Mallarmé. Esmagá-la é vandalismo contra a beleza, profanação do frágil milagre que dança no jardim. De herói a vilão em um piscar de antenas. Eis o enigma: o julgamento não reside na morte, mas no estético que a encobre. A barata é o feio encarnado ,crocante, marrom, legionária das trevas, merecedora do extermínio por sua mera existência. A borboleta, em contrapartida, é o belo efêmero, embaixadora do verão, cujo voo evoca a alma poética que lateja em nós. mata-la fere nossa própria sensibilidade, como se o sangue colorido manchasse o quadro da vida. Aqui começa a tirania do olhar: a moral não julga atos, mas aparências. O que repele é punível; o que encanta, sagrado. Essa dicotomia revela o abismo humano: vestimos a ética com roupas de nosso gosto. O herói mata o monstro disforme; o monstro, ele próprio, devora a flor alada. Filósofos como Kant sussurraria sobre o sublime no terror da barata, enquanto Nietzsche riria da fraqueza que poupa a borboleta por vaidade. No fim, somos prisioneiros do espelho: o que é belo absolve, o feio condena. E assim, entre o estalo da barata e o adeus da asa, ergue-se o tribunal supremo, não da razão, mas da retina.