Poemas que falam do Silêncio
Não é falta de força. É excesso de peso carregado em silêncio. São histórias que ninguém viu, guerras que ninguém nomeou, e ainda assim me cobram como se nada tivesse acontecido.
Nem todo silêncio é paz. Às vezes ele é o som mais alto que eu não consegui dar. É o acúmulo de tudo que ficou preso. É o eco de sentimentos sem saída. E o que não foi dito acaba vivendo, pesado, dentro de mim.
Tornei-me especialista em esconder tempestades. Aprendi a transformar caos em silêncio e dor em um sorriso suficientemente discreto. Talvez por isso tantos me vejam inteiro. Mal sabem o quanto já naufragou por dentro aquilo que aparenta firmeza.
Aprendi a sobreviver em terrenos áridos, onde o afeto era escasso e o silêncio, regra. Hoje, mesmo diante do amor, a leveza ainda me causa estranhamento, como se meu corpo tivesse desaprendido o descanso.
Existe um ponto da dor em que as palavras deixam de servir, e tudo o que resta é o silêncio contemplando as próprias ruínas.
A tristeza mais funda não faz alarde, ela se senta ao lado da alma e a convence de que o silêncio também é um idioma.
Se deseja que algo dê certo, trabalhe em silêncio. Deus ouve os pensamentos, e o inimigo ouve o que sai da sua boca.
Como uma panela de pressão enterrada sob o mar — mestra em enganar pelo silêncio —, o magma acumula seus gases — até que o eco de Krakatoa faça a terra gritar a fúria do seu poder.
Reno Fioraso
O silêncio nunca foi vazio, ele apenas aprendeu a esconder tudo aquilo que as palavras seriam pequenas demais para carregar.
Carregamos nas veias o silêncio de uma terra inteira, onde cada sopro de vida hoje é apenas o eco de uma ausência que decidiu não nos sepultar.
Reno Fioraso
Ver todo mundo avançando enquanto você parece parado é uma das dores mais comuns (e mais silenciosas) da vida adulta.
O silêncio que o homem busca está oculto no Himalaia, um espelho estéril onde o topo do mundo descobre que, para tocar o céu, é preciso dar as costas à própria terra.
Reno Fioraso
No Baú, onde a névoa desenha o silêncio repousa como o último enigma de pedra que o horizonte insiste em contemplar, mas jamais ousará decifrar.
Reno Fioraso
Quando ninguém mais acreditar em você, não grite, não fuja, não se perca. Respire e, em silêncio, escute Deus sussurrando o seu nome.
