Poemas que falam do Silêncio
Onde o silêncio dinástico de Ankhesenamon intercepta a mirada atemporal de Reno Fioraso, o limiar entre os dois mundos desaba, costurando eras distantes em um único nó infinito e revelando que a eternidade do passado e a vertigem do presente são apenas a mesma margem de um rio que a consciência ainda tenta decifrar.
Reno Fioraso
"Trocamos o silêncio dos altares pelo ruído frio das moedas, e os joelhos agora se dobram diante dos templos do lucro. Quando os santuários da fé perdem espaço para as catedrais do dinheiro, a humanidade perde o seu céu e passa a venerar apenas o que o saldo pode comprar."
"Culpamos o vento por não trazer o amor em silêncio, esquecendo que o outono também desfolha o que é imperfeito. Talvez o outro não seja a resposta que falta; talvez você seja o avesso do que procura, o avesso necessário para finalmente desvendar a própria alma."
O silêncio absoluto da mente não é a ausência de pensamento, mas o instante em que a própria existência esquece que precisa se traduzir.
Reno Fioraso
Quando você percebe que a tristeza alheia é o combustível de certas pessoas, o seu silêncio e a sua indiferença se tornam a maior vitória.
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"Ser minha própria Igreja é entender que o Espírito Santo habita no meu silêncio e na minha luta. Hoje, troquei o cansaço do mundo pela fortaleza da oração. Não é sobre o que o lobo quer fazer, é sobre o que Deus já planejou. Sigo com sede de esperança e o coração incendiado por quem me guia."*
Diante do ruído do julgamento humano, recolhi-me no silêncio da Tua Verdade Imutável. Dialogar contigo, ó Criador, em vez de responder às criaturas, restaurou o meu ser.
O silêncio do cristão diante da cultura não é neutralidade; é uma falha de mordomia do Evangelho. Nossa responsabilidade perante o Criador não se resume aos pecados que cometemos, mas abrange o amor e a verdade que decidimos reter do mundo.
A voz de Deus ressoa por toda a criação e nas Escrituras. Quem reclama do silêncio divino, muitas vezes, ignora que Deus já falou por meio do Livro Sagrado.
Aquilo que muitos chamam de 'silêncio' divino é, muitas vezes, apenas a recusa deles em abrir a Palavra e o coração para ouvir a vontade de Deus.
A pior omissão de um cristão é permanecer em silêncio enquanto o mundo corre para o inferno; o sangue daqueles que se perdem será cobrado por cada verdade que ele ocultou.
Ainda que minha alma caminhe por temporadas de aridez e aparente silêncio do Alto, meu coração permanece constrangido por um amor incomensurável, resgatado pela efusão de sangue e graça no Calvário.
No silêncio do Éden, antes que o coração de Adão formulasse o desejo, a graça de Deus já havia preparado a resposta. O Criador habita o futuro de nossas carências, providenciando o auxílio antes mesmo que a necessidade desperte.
O refúgio é, por vezes, a mais sublime morada da alma: nele, o silêncio depura os excessos, a distância reorganiza os pensamentos e a solitude restitui aquilo que o tumulto cotidiano nos subtrai. O grande paradoxo, contudo, reside no fato de que até o abrigo pode perder sua nobreza quando deixa de ser escolha consciente e se converte em permanência fútil. Afinal, refugiar-se é sabedoria quando nos reconstrói; torna-se vazio quando apenas nos distancia daquilo que, inevitavelmente, precisamos enfrentar.
A mentira precisa ser bem contada para sobreviver; a verdade, mesmo em silêncio, dura a vida inteira.
Nada é mais ensurdecedor do que
o silêncio hipócrita de pessoas barulhentas, quando percebem que estão erradas.
