Poemas que Fala sobre Adeus

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⁠Nesta madrugada em meio
a balada das estrelas
sobre o Médio Vale do Itajaí
acordei pensando em ti.

Ando lendo inexplicáveis
sinais que não vou sentir
frio nunca mais porque
terei os teus braços fortes
para me manter aquecida.

Ouço o Quero-quero
cantando aqui em Rodeio,
é um sinal de que terei
você romântico e inteiro.

Porque tudo aquilo que
normalmente se fala
por certeza a gente se cala;
entre nós não há mistério
conhecemos o quê é desidério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se você se veste bem
ou se você veste mal,
não me diz a respeito,
Sobre a sua classe social
não tenho preconceito,
O importante mesmo
é que o seu coração
seja bom sem moderação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não preciso me antecipar,
você sabe que eu quero
deitar ao seu lado sobre
a grama no final da tarde
neste Médio Vale do Itajaí
coroado com as flores
do tempo desabrochadas
de cor-de-rosa-claro
aqui na nossa Rodeio.

Perceber as sutilezas
das Begônias Maculatas
no auge do sarau visual
para receber as estrelas,
te cobrir com poemas,
dar morango do amor
na sua boca e beijar
cada um dos teus beijos.

Mais explícita impossível,
deixo nas mãos do tempo
que é senhor da minha confiança
e aliado incomparável e perfeito,
porque com amor tudo tem jeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não gosto de conversar contigo,

Gosto de sussurrar ao pé do teu ouvido;

Sobre o nosso tempo e as suas areias:


Eles podem até se desencontrar ao [vento,

Todos no fundo possuem um oásis,

E ao mesmo tempo uma história de [deserto.

Em matéria de amor só temos duas opções:

Podemos ser oásis ou [deserto.

O amor não aceita ambiguidades,

Ele só enxerga o [concreto.



Do teu ser quando em posição horizontal,

Garimpo o quê há de mais dourado,

e mais [belo.


O desencontro só existe para aumentar

Ainda mais a poesia,

Porque só o tempo educa o amor.

Para amar existe tempo de ser:

Veludo, seda, cetim e organza.

Depende sempre do deslanchar da hora

[até se for durante a aurora],

Não importa, para amar não existe hora,

Mande a vergonha embora!


Deixa a vida se encarregar,

Apenas se entregue,

Permita que o prazer te deixe levar,

Ame em todos os tons e texturas,

O amor requer dedicação e bravuras,

Ele te conduzirá até as alturas,

Traduzindo além das falas,

Fluindo como um rio de água doce

- mil ternuras -

Extraindo dum beijo - mil doçuras.



A fulguração do desejo em teu rosto,

Aumenta o sentido e me dá gosto,

Faz com eu prepare algo ainda

Mais saboroso,

Para que eu me torne mais do que tua mulher:

uma poesia inteira.

Rompendo métricas [sem perder]

a estética,

Uma prece faraônica - perfeita.



Para revirar os teus sentidos,

E fazer-te perder a noção de quem comanda

ou obedece,

Sou a diversão que lhe mantém

entretido,

Com os meus lábios mantenho os teus

emudecidos,

Com poesia mantenho os nossos

corpos aquecidos,

Tracejando em nós segredos infinitos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Protegidos estamos sobre o céu azul esmalte,

O teu amor é a minha fortaleza,

Desejo-te como um lindo amanhecer,

Sei que me amas com grandeza,

Estamos fazendo história com beleza.



Nos descaminhos do destino,

Sabemos que há muita rudeza,

Superamos com poesia e grande sutileza,

Vamos com fé preparando o nosso caminho

Caminhando para buscar o ninho

No campo elísio.

Por quê? Por quê escrevo tanto?

Escrevo para distrair as saudades,

E para nos ver de mãos dadas

Entre as florações lilazes dos jacarandás,

Que ainda sequer visitamos...

Escrevo para dizer que lhe tenho amor,

E que ocupa não só esse,

Mas todos os meus e inteiros planos.



Não me pergunte o porquê,

Resolvi te pertencer,

Porquê até o teu gesto tem um 'quê',

Capaz de me endoidecer,

Penso em nós atravessando o anoitecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ontem a noite estava fria,

A Lua pousou sobre a janela,

Senti a carícia plena...,

- a mais bela

Ela fez mais rosa a rosa cor-de-rosa,

A roseira estremeceu inteira...





Eis aqui um coração de pomba,

E você com esse teu charme

Que amacia, toma-me por tua conta!

Transformou-me a comportada menina

Em mulher faceira que só pensa

Em poesia - e na entrega perfeita.





Quem te tem no coração,

Não é mais sozinha,

Você esquenta e faz amorosa

A mais baixa temperatura,

Estou à espera de teus beijos,

E por eles escrevendo versos de ternura.





No itinerário a ser percorrido,

Há desejos a serem encaixados,

Dois corpos para serem acariciados,

Duas volúpias para não serem contidas,

E beijos para não serem findados,

As nossas mãos se farão incontidas.





Estou sentindo o amor primeiro chegar,

Chegou o tempo das nossas possibilidades,

É tempo particular das ternuras aconchegadas,

Saberemos o quê fazer,

E como fazer com as nossas docilidades

Vamos mais do que nos apaixonar:

- Nós vamos é nos (entregar)!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ser como a canela
sobre o doce ou sobre
a sua fruta predileta,
Ser o doce ou a sua
fruta predileta
enquanto escolhe
com ou sem creme.

Dominar os teus
meridianos e ser
a parte mais selvagem
dos teus oceanos,
Te colocar em ponto
de fogo e rebelião,
e sem luta te ganhar
com o poder de sedução.

Ser poesia e persuasão
por corais negros
coroada para tomar
posse dos teus segredos
e me divertir com eles
quando as luzes da cidade
as estrelas forem acesas
pelos meus poemas. Assim seja.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Agradeço

⁠Depois de um dia
de calor intenso
sobre nossa amada
cidade de Rodeio
ao vento que encontra
a rota graças
ao Rio Itajaí-Açu
sempre agradeço,
porque é com ele
que me refresco,
tranquilizo e deito
encontrando o quê
preciso no sono noturno
para ter o meu corpo refeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sudaq

Sobre as rochas de Sudaq
pintei a minha aquarela
com os tons da alvorada
com as cores inesquecíveis
para que seja a terra adorada
seja sempre recordada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O sobrevoo silencioso
do condor sobre
o nosso continente
anda mais forte,
Não há possibilidade
de ficar contente,
Com o massacre
Senkata e Sacaba
que matou tanta gente.
Eis-me a poética
pelos anônimos
que insiste em saber
como são os rostos
dos desaparecidos
e para onde
ele foram levados,
Não saber quem
são e como são
tem deixado o meu
coração aos pedaços.
A América do Sul
de ponta a ponta
está sequestrada
por controle remoto,
Buscando saber
o quê aconteceu
com a tropa castigada,
E com o General
que foi injustamente
preso no meio
de uma reunião pacífica
no dia treze de março
há quase dois anos,
Por todos eles
e o tempo todo
tenho escrito versos
latino-americanos
porque sem eles
não sei o quê será de nós;
Sem exagero sei
muito bem aquilo que falo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É noite de escuridão
tenebrosa,
Troca de olhares
profundos,
Falso positivo
sobre explosivos,
Ele foi desmaiado
a golpes,
Ao menos é
o quê dizem...,
Tudo o quê aqui
está escrito é para
ser investigado.

Os milicianos
na marcha
com caixas
em fidalguia cordial,
À eles está
conferida
uma missão especial.

O autoproclamado
foi nesse até
a porta do Inferno
de cinco letras
do jeito dele;
Bendito seja
o povo que marcha
em prol dos seus
militares torturados
e ele merece
ser para sempre
respeitado,
E os coletivos
passaram
enigmaticamente
na avenida,
Foi bem nesse dia.

O conhecido militante
de esquerda
preso ilegalmente
na aldeia universitaria,
E para que você
não se esqueça:
Sem notícias
do General
preso injustamente
há mais de um ano,
Não é correto deixar
que uma Família
inteira padeça(...)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A escuridão
da noite
caiu sobre
as nossas
cabeças,
A inflexão
da razão
não tem
dado paz
a coração.

Vivemos
num mundo
onde meia
dúzia
fala mal,
e acaba
gerando
matriz
de opinião,
Porque o quê
convém é não
se aprofundar,
para não dar razão
a quem de nós
é divergente.

Do Inferno
de cinco letras,
O General dos
meus poemas
foi levado
para o cárcere
da Polícia Militar
de Fuerte Tiuna,
Não há como não
se escandalizar,
Ele foi carregado sem
dar o último abraço
em quem ele ama,
Do lamento o quê
me pertence é
a poética para
deixar claro que
o quê segue
vigente é ignorar
o quê o outro sente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sentada no banco
da Avenida Rio Branco,
Descanso a agonia
e dialogo mentalmente
sobre a perplexidade
ante a covardia,
A beleza da bouganville
me faz companhia,
E logo recupero
a coragem e a alegria.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Esse excesso de campanha sobre a violência contra a mulher não tirou o Brasil da 5a posição dos países mais violentos para as mulheres viverem.

É preciso de uma revolução cultural para fazer com que homens e mulheres fiquem mais calmos e mais engajados para superar pontos de vista diferentes para não chegarem ao extremo que nos afasta um dos outros.

A violência contra a mulher ela é mais ampla do que uma simples convivência afetiva ou social, ela também é praticada todas as vezes que o Poder Público (mesmo de maneira legal) priva uma mulher de ter o acesso a tudo o quê é essencial para a inclusão social.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Convidada à flutuação
do meu corpo colado
ao teu e os meus
pés sobre os teus
e a música das estrelas
a nos rodopiar,
é uma indomável
e sublime premonição.

No meio desta savana
temperada a dançar
sob a luz da querida Lua,
o meu afeto de namorada
para você vou devotar,
e à ele tu se renderá;
amor insubstituível amor
a nossa hora chegará.

Os raios amáveis da Lua
que passam as folhas
das suntuosas árvores
desenhando sobre nós
rendas que nos enfeitam
para esta festa
que na minha intuição
já tem acontecido
por antecipação
nestes olhos cansados
desta distância
que se enchem de brilho
quando você ouve
ou alguém fala no meu nome.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Suave regato
que acarinhando
a bela floresta
em noite estrelada
e de imenso luar,
sei que sobre mim
não consegue
parar de imaginar.

Os desejos teus
têm se unido
todos aos meus,
e algo em nós
tem persuadido
à um romance
a ser bem vivido
unidos aos astros.

Os sentidos teus
têm se conectado
todos aos meus,
carícia indômita,
busca assumida
pelo paraíso perdido
neste planeta Terra,
do meu coração
tomará inteiro conta.

Algo tem me dito
que pouco a pouco,
mesmo tendo
os resquícios
de criança medrosa,
não vou resistir
e cairei de amores
hipnotizada
por este teu feitiço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua paixão macia
põe sobre a minha
uma ânsia amorosa
a cada inspiração
nova que provoca.

Ao derredor da Lua
e em pleno rebento
tal qual Saturno,
o teu paciente amor
tem me alfabetizado.

A expectativa tem
decorado envelopes
a espera de enviar
o amor declarado
para que seja notado.

Por onde a notícia
do meu amor passar
que ouse a encorajar
a multidão distraída
que no amor não acredita.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Só não vê quem não quer
que a lei do mais forte
sempre acaba pesando sobre
quem tem a boa fé de crer
na liberdade de se entregar
de corpo, alma e coração.

Em vez de condenar planos
de poder por covardia,
eles optam em calar vozes
como a do General que foi
preso numa reunião pacífica
e que espera sem êxito até
hoje por liberdade e justiça.

Só não vê quem não quer:
a jogatina geopolítica
jamais reconhecida
que pisoteia toda a gente,
e a roda da vida que vem
se suportando porque
quase nada está evoluindo.

Eles fingem que não
veem tal problemática
porque para eles
anda sendo conveniente,
O quê menos importa
é a dor da tropa
que também é gente.

Eles optam por gosto
com quem é conivente
com a dor famigerada
da espera gota a gota
do diálogo da rodada
em pleno México,
porém se esquecem
que Deus está vendo....

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
tenho escrito um poemário
sobre a História de um General
preso injustamente no meio
de uma reunião pacífica,

(Não me esqueço jamais da tropa vítima
de igual injustiça
e cito fatos da América Latina).

Cada verso que vem se
construindo pelos fatos
é de minha inequívoca
e total responsabilidade;
De olhar erguido assumo
porque sei que ainda há
vestígios vivos de crueldade.

Depois de mais de três anos
sem audiência preliminar,
Dos seis crimes que o General
foi injustamente acusado,

(Persiste o ar pesado
da semana passada);

Porque uma severa e falsa acusação
de instigação a rebelião militar
nela ainda persistem e insistem
abusivamente em aprisionar o General,
Sou poeta e não posso me calar;
escrevo para a História não se apagar
e para que não tentem a recontar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Entre condenados e absolvidos,
Nada se sabe sobre muitos,
E igualmente sobre o General.

Inserida por anna_flavia_schmitt