Poemas que dizem sobre Contos de Fadas
Quando uma pessoa boa
estender a mão não se esqueça
de que ela não se trata
de uma pessoa boba,
e sim de uma pessoa poderosa
que é capaz de viver apesar
da zombaria, do pouco
caso e superar qualquer traição.
Quando uma pessoa boa perdoa,
ela se reconcilia sempre
em nome do que é respirável
e em nome da memória
mesmo presente em algumas
situações de convivência
ela não está mais ali e se afasta
para não viver de aparência.
Quando você deixa de ser
uma pessoa boa, reduz
mente ou permite que lancem
dúvidas sobre uma pessoa boa,
não se esqueça da ironia do destino
e que pela sua autodestruição está agindo,
uma pessoa boa é uma pessoa boa,
e não é como você uma pessoa fútil e tola;
Cedo ou tarde uma pessoa boa
conquista a reconstrução,
os ciclos da história sempre se repetem,
um raio sempre cai no mesmo lugar,
e uma pessoa boa é sempre insubstituível,
e uma pessoa ruim como você não.
Magnólias acima da onde
nós nos encontramos,
Pétalas de magnólias
sendo suspensas pelo vento.
Sob o Sol, a Lua, os astros
e as cinco luas de Urano,
Estou escrevendo poemas
para te amar sem engano.
Magnólias e suas pétalas
suspensas pelo ar,
E eu olhando as estrelas
querendo te alcançar.
Não há nada de errado
te desejar em silêncio,
E planejar mil rotas longe
deste mundo em desespero.
Magnólias acima de nós
constelando o campo,
E enfeitando a visão
serão um bouquet na mão.
Titânia, Oberon, Miranda
Ariel e Umbriel dançam,
Como ciganas na órbita
sob a regência mística.
Magnólias falam muito
a respeito do que será feito,
E por nós será perfeito
e sem hipótese de regresso.
Como selvagem assumida
não preciso de jóias na vida,
Apenas preciso de gente
de verdade e paz para ser feliz.
Quando as minhas letras
não forem capazes
de alcançar onde estás,
buscando eu estarei
a força de quem das trevas
conseguiu se salvar,
Com o punhal do destino
na boca resolvi dançar.
Trago impressa a herança
dos poetas que passaram
por noites tão escuras,
e fizeram o melhor
de si com punhadinhos
de estrelas, noites de luar
e ainda conseguiram amar.
O meu peito encarregado
será de te embalar
com a chama de amor,
e no mel do silêncio
embebidos serão o afeto
e o tão divino apego,
depois de saber que existo
você não é mais o mesmo.
Mercúrio estará no ponto
mais alto do céu,
visível acima do pôr do sol
inspirando além mar
utopias e canções
encantando as estações.
Nada do que nos pertence
passará nem por aquilo
que transita freneticamente
pelos mapas astrológicos,
arrancando todos os véus iremos,
porque viver de braços cruzados
ambos nunca fomos criados.
Olhe na direção Oeste,
porque adentro ardente
o melhor de ti sou eu,
me amarás eternamente
porque sob medida
inteiro para mim você nasceu.
Ainda vendo você
como a miragem
de um paraíso perdido
em meio a primeira
Lua Cheia do ano
num rumo sem receio
que para nós antevejo.
Parece que foi
ontem que cruzastes
o meu caminho
com teus akhal-tekes
de fogo hipnotizados.
Busco por antecipação
fixar extensos territórios
que serão todos nossos,
Onde haverão pedágios
feitos de beijos, abraços
que vão transitar livres
nos recônditos espaços.
Ombros, quadris,
Norma et Regula que
em ritmos inequívocos
têm nos beijado e revela
em passos cadenciados
um futuro que nos espera.
Desta vez sem erro
me propus a jogar alto,
porque a felicidade
nos encontrará cedo
ou tarde livres do medo,
É só questão de céu
e mar aberto porque
de ti sei que já pertenço.
Você me traz para dentro
quando me distraio
com este mundo sombrio,
e me faz esquecer de tudo.
Como o Sol entretendo
a Lua Cheia no Universo,
me tocas do jeito certo
e ocupa o pensamento.
Você me seduz do alto
com encanto, salto
e este jeito macio
de se tornar a urgência.
Como Galáxia Circinus
me cobrindo de carinhos,
te quero meu e rendido
com toda a competência.
Você me coloca no peito
anjo lindo, bom e divino
sempre para me acalmar,
és ímpar para ser meu par.
Como fios convergentes
e Aglomerado do Esquadro
em breve longe do passado,
juntos estaremos lado a lado.
Nada desta tragédia humana
nunca nos vestiu, a carapuça
não nos pertence: prevenidos
preservamos o melhor da gente.
Alfa Centaurídeas
no lado esquerdo
do Cruzeiro do Sul
hão de chover
do início da noite
até o amanhecer.
Pendurei cada verso
e minh'alma de cordel
no varal do Universo,
porque não quero
voltar a pisar em falso.
Porque não quero
que meu coração
de novo tropece
por quem não merece.
O amor verdadeiro
haverá de aparecer
em tempo previsto
e antes das treze luas
cumprirem o ciclo.
É assim que eu desejo,
e d'um lindo jeito será:
constelação tu me pertencerá.
Que ninguém se importe,
não veja ou não creia:
continuo sempre a mesma.
Sou a poesia desta cidade,
traçando rotas que tragam
você em alta velocidade.
Sei que você não é mais
o mesmo de antes,
e me deseja de verdade.
Vem em ti surgindo muito
antes do Ano Novo
Lunar imparáveis desejos.
Por adivinhação algo diz
que todo o dia você tem
me colocado no seu ritmo
para me colocar junto
ao calor do teu peito.
Em fascinante silêncio
desfruto em segredo
a sua capciosa sedução,
porque este romance
como o Sol está se erguendo.
Poema primogênito,
eco gutural ao vento,
da guitarra o lamento
de todo o mês feito
de memória e de mar.
Da memória nunca
vai apagar porque
não faz pacto
de rendição:
a vida ensinou
do que é justo não
se deve abrir mão.
A Bolívia e o Chile
continuam sem
o mar e com a tal
lei longueira que
não permite o povo
na vida se emancipar,
a história ainda não
voltou ao seu lugar.
O mundo não
aprende com
os seus erros,
e mesmo
conhecendo
a história
do Holocausto
que começou
com discursos
de ódio persiste
neles sem receio.
Gerando todos os
dias um holocausto
novo um atrás
do outro e sem pudor,
ensinando a apatia
como nobre andor.
Podem permanecer
a conta de mais
de duas centenas
de desaparecidos,
muito reagem alheios,
as dezenas de mortos
não os comovem,
porque eles não
foram os atingidos.
Flexibilizando erros
e deixando barragens
à revelia assim vamos
nos matando todo dia
sempre mais um pouco,
e até mesmo com ironia.
Cantam que o Carnaval
está proibido enquanto
choro pelos meus filhos,
e escrevo poemas sobre
e entre os escombros.
Não existe
cultura
de prevenção,
passaram
três anos
sem nenhum
tipo de indenização
ou reconstrução;
e assim Mariana
escorreu entre
os dedos
e o lucro
falou mais alto
do que tudo,
e em Brumadinho
eles repetiram
os mesmos erros
soterrando o povo
de rejeitos e fazendo
o Governo correr
sem parar para
tentar nos salvar.
Os estragos foram
feitos e já era
tempo dessa cultura
de desleixo mudar.
Porque quem mexe
com mineração
tem a obrigação
de fazer um plano
de contingência
para não mergulhar
a população na
lama por causa
da incompetência.
Da América do Sul
eu sou o último
soldado da trincheira,
Poema de sete
assentamentos,
Letras de sete
indomáveis ventos
agitando o mar
para a memória
jamais se apagar.
A ironia orquestrada
a palavra descumprida,
não serão ultimatos,
porque o justo sempre
há de ser irrenunciável,
a história, a verdade
e os fatos jamais
serão apagados.
Neste oceânico
poemário altivo
como o vale
e de uma história
que envolve
uma questão
não honrada,
e uma injustiça
cometida no dia
primeiro que por
haverá sempre
de ser relembrada.
É noite
tempestade,
Nossa
Senhora
de Guadalupe
nos proteja,
e de todo
o mal do
mundo
nos guarde.
Manifestantes
tocaram
fogo
no tribunal,
porque
na vida não
aprenderam
a dialogar,
não sei aonde
essa gente
pretende
na vida chegar.
Porque
democracia
não se faz
as custas
da destruição,
e nem
tripudiando
da humilde
população.
Nunca será demais
sonhar com mil
e uma noites de luar,
quero ser capaz
de inspirar poetas
melhores que eu
na América Latina:
para que a poesia
da espera venha
de fato valer a pena.
Para juntos nunca
mais padecermos
do desamparo
em meio ao frio
do mundo que pelas
mãos de muitos
o amor foi perdido.
Para a vida nunca
mais ser a mesma,
ser inconsequência
em total entrega
do meu coração
além da conjunção
entre Mercúrio,
Júpiter e Saturno,
longe do soturno
e dentro do fortuito.
Quero com você
não ter mais hora
de ir embora,
tocar as estrelas,
e ver o sol raiar
tendo os teus
braços como lar.
Quero amar você
e viver a poesia
sem linhas e sem
temer o futuro,
manter a chama
e embalar a paixão
além da solene
conjunção entre
a Lua, Mercúrio,
Júpiter e Saturno.
Viver a me derreter
por estes rítmicos
lábios de merengue,
não vou desistir
e nem deixar perder:
eu sei bem o quê
quero na vida com você.
Longe dos teus olhos
vivo no teu coração
como a tua Lua lírica
em meio a escuridão.
As estrelas instruíram
que as noites seriam
longas como todos
estão testemunhando.
Rocha em silêncio
inabalável no peito,
ciente que a paixão
nasceu anunciada.
Lua junto a Mercúrio
Júpiter e Saturno,
a tua espera no porvir
do Equinócio de Outono.
Do sequestro das meninas
da Nigéria o mundo cala
o nó na garganta sufoca,
e sem nada saber: tudo desespera.
"Xinjiang Uyghur"
Onde o presente tem
reinventado o capítulo
mais cruel do passado,
Todo e qualquer cuidado
é sempre muito pouco,
e ter esperança também;
Campos de concentração
em Xinjiang os pérfidos
fingem que nunca veem.
Querem cordilheiras além
das plantações cordiais
de algodão e de lavanda
para o seu próprio bem.
As cercas elétricas gritam
devastação cultural e étnica,
demoliram os sinais de fé
e incineraram toda a poética.
Querem aquilo que não
se pode ao autoritarismo dar:
o silêncio como palanque
para a voz da História se calar.
Para se ter um romance
verdadeiro não é preciso
ter alguém por perto,
é deixar livre o coração
com a paz das pétalas
das papoulas esvoaçantes
pelos prados e estradas.
Caminhando no rumo,
rastreando o teu aroma,
alcançando o destino
que permita te encontrar
e nas tuas mãos colocar
a fortaleza do meu amor.
Para viver um romance
é sentir estando distante
com esperança papoula
superando em primavera
as memórias da guerra,
ter a bênção de ser louca
e a valentia de ser poeta.
Dançando no abismo,
sendo a tua galáxia,
teu Sol e dama absoluta
das tuas noites de Lua,
tomei a tua bandeira,
ocupei terreno e fiz-me tua.
Para ser o romance
é um inequívoco silêncio
em acordo com o tempo
sem quebrar internamente
a discrição do juramento
de entregar a existência
assim que passar a tempestade.
Este mundo sendo
virado do avesso,
sem medo confesso
que sonho o tempo
inteiro com você,
e assim te carrego.
Na janela da sala
o infinito da espera,
meditando a entrega,
o aroma das rosas
beijou o meu rosto:
não escondi o jogo.
As adagas da Lua
imortalizando sinais,
o céu rompendo
com o impossível
e abrindo caminhos
para o amor possível.
No jardim secreto
das noites de seda
as estrelas como
centáureas brancas
soltas na Via Láctea,
e eu hipnótica e nívea.
Os quadris no ritmo
do vento ao encontro
do teu como destino,
em festivo encanto
celebrando morada
e canção sussurrada.
Não temendo nada,
trazendo à tona
a vontade represada,
como uma pagã
convertida a religião
entreguei o coração.
em meio aos nada
tão sutis intuitos,
o arco posicionado
nas mãos do arqueiro
e a flecha que rompe
com o pesado nevoeiro
só consigo desejar
em abraçar a emoção
no teu lindo peito
quando você chegar,
escutar o teu coração
e só de amor falar
acendendo o candeeiro
do Universo para sê inteiro,
olhando para trás
que por mais que queiram
insistir num tempo:
ele não volta nunca mais
não consigo imaginar
mais nada a não ser
naquilo que juntos
somos e podemos viver
neste amor que requer
mais amor do que poder
com razão e em suficiente
silêncio nesta terra
que os homens do passado
caminharam para frente
e os homens do futuro
remam para o passado
nunca por covardia,
e sim para salvar o melhor:
opto o sonho não entregar,
em nenhum jogo entrar,
deixar a tempestade passar
e esperar você chegar
assim olhando para todos
no abismo do destino
deste alto para baixo
virei silêncio e o raio
desta Lua Cheia onde
nunca quiseram me ouvir.
Os engraçadinhos encontram no mundo digital plantar falsas parcerias e co-autorias utilizando a expressão "poetizando" que quer dizer versejando, se você aceita isso
estará aceitando que ele escreveu o seu poema junto com você.
Para combater este tipo de assédio virtual comente no compartilhamento esclarecendo que você escreveu dando data e hora que você postou, enaltecendo a sua própria escrita e algum elemento do poema para dar uma amenizada, ou seja, escreva de uma maneira bem clara e elegante que deixe esclarecido para todos que o espertinho generoso que compartilhou o seu poema nada tem a ver com ele.
Em seguida ou um dia depois deixe esclarecido nas suas redes sociais que você não aceita parceria para escrever os seus poemas, mesmo que mais lá para frente, você mude de idéia, mas por causa desse tipo de internauta, faça o seu cerco público de autoproteção autoral para o conhecimento dos internautas.
Onde a Lua, Júpiter
e a graça da Aurora
dançam no Universo,
De minha mão própria
eu confesso que quero
na vida só o teu amor;
E sem temer pestes,
guerras ou temporais
sem possuir nada,
sem data e hora marcadas,
No meu canto quieto
é que eu te espero,
até tolerando o intolerável;
Porque nós sabemos
que é questão de tempo,
a História e o mundo nossos.
