Poemas quando eu me Amei de Verdade
Vírgula
Moça,
Que eu seja vírgula na poesia da tua vida,
Melodia nas canções que entoa,
Cor nos desenhos que dá traço,
Eterno enquanto seu abraço,
Que eu seja calor na luz que banha a cena em que brilhas,
Lugar tão firme quanto as tábuas em que voa,
Tão suave como as palavras que pronuncia,
Tão desejável quanto a vida leve soa,
Que eu seja carinho enquanto houver saudade,
Proteção enquanto houver maldade,
Sonho bom que mata o pesadelo,
Beleza nua através do
espelho,
Que eu seja incerto como teu horário,
Cheiro bom no seu incensário,
Fogo no olho, improviso no ensaio,
Dramaturgia que leio ao contrário,
Que eu seja paz em tua jovem vida artista,
E vírgula em tua poesia,
Porém, que não seja modernista,
Só assim talvez me exista
E não te perco de vista,
Que eu seja vírgula só para sentir o seu respirar ,,,
A minha versão
A minha versão que vale a pena não é aquela que te apraz
Eu não sou feito de puro equilíbrio
Essa minha versão chora todas as noites
A minha versão que vale a pena é o avesso da minha impressão carnal
Está tudo aqui dentro, na flor da pele não transpassa nada do meu submundo interior
Eu não concebo poemas com a minha versão rude, nem digo que te amo
Mas minha versão interior grita como um leão selvagem e só diz:
“te amo, te amo, te amo...” Essa voz que vem lá de dentro ecoa dessa forma.
Eu choro sim, mas não se preocupe, nem tudo em minha vida são lágrimas
Às vezes choro por prazer, choro de saudade, de emoção, de êxtase
Até esses versinhos simplórios são uma forma de chorar pra mim.
E essa minha versão é inacessível.
A minha versão louco, embasbacado, apaixonado pela Vida mas de pouco verbo
É a versão mais fácil de ver. Mas é uma versão feia. Eu gosto mais de ser bonito
Assim como eu sou por dentro. Portanto não me julgue pelo o que eu sou por fora
Eu só sou o que sou por dentro graças ao que toco por fora
E fora dos limites do meu corpo bate um coração que não é meu
Faz parte do que sou por dentro e amo por fora
Essa é a minha melhor versão, a que te venera e te contempla
A que te bebe no escuro, apalpa no claro e sente falta a todo momento
A que te lê nas entrelinhas.
A que atravessa à nado essa sua paz vermelha
Se pendura firme nos teus fios rubros de cabelo
Morre no incêndio que é teu olhar.
Minha versão débil não se parece em nada com o cara da propaganda de toalhas que você adora
Nem tem os mesmos atributos dos príncipes tal qual previu Walt Disney
Essa versão morre a cada dia em que subsiste, não quero que olhe pra ela.
Minha versão canalha, é a versão que espera que tudo venha daí
Mas que arquiteta o que há de vir e sonha desse lado
Sonha contigo a todo momento
Quero a sua versão comigo.
Aleksandro Silva
"Vai, vai lá, não tenha medo do pior
Eu sei que tudo vai mudar
Você vai transformar o mundo ao seu redor
Mas não vacila, muleque de vila, muleque de vila, muleque de vila
Não vacila, muleque de vila, muleque de vila, muleque de vila"
Se
Se eu pudesse voltar
Voltaria no tempo
Para aquele lugar
Que não este lamento
Se eu pudesse escolher
Escolheria no tempo
Aquele lugar
Que gozava o momento
Se eu pudesse mudar
Mudaria o sentimento
Para sentir menos
E com ela ficar
Se eu pudesse falar
Não falaria
Para que no silêncio
Eu pudesse te amar
Se eu pudesse lutar
Lutaria
Para qualquer dia
A Vitoria encontrar
"Es Jesus e PONTO.
O PONTO que eu não preciso ver,
o PONTO que eu não preciso tocar,
o PONTO que eu não preciso entender.
És Jesus e PONTO.
Minha alma se alegra,
meu coração se anima,
meu espirito se rejubila.
És Jesus e PONTO!"
Hoje quero um Sorriso
Há, o dia é belo, e tem momentos para tudo. Eu quero um sorriso, sincero, que me alegre, que me traga segurança, que só você sabe dar. Sempre ensinastes que sorrir não custa nada, dura fração de segundos, mas deixam marcas que são indecifráveis e duram para toda a vida.
A super lua
Ao anoitecer algo chamou minha atenção
Eu vi uma super lua clareando a escuridão
Era meio diferenciada das que vi no meu Sertão
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Tinha capa de heroi com brilho de superação
Até pensei que vinha salvar a população
Que anda agoniada com tanta corrupção
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Fiquei impressionado com muita adimiração
Bati até um retrato para comprovar minha visão
Para depois não dizer que é tudo minha invenção
Eu sempre critiquei suas poesias
Disse que achava brega, que era mecânico demais pra falar de amor
Infelizmente, cai nas garras de uma heresia
Daquilo que eu mesma acreditava
Talvez porque eu jamais amava
Ao ponto de querer escrever
Ao ponto de sentir e querer transcrever
Em palavras soltas um amor tão grandioso, um sentimento tão intenso que aflora dentro de mim.
Não quero ligar pra regras
Quando se trata de expressar essa paixão grandiosa que sinto por você
Não quero que exista um padrão, quando for pra falar de amor
Quero que tudo seja leve como teu calor
Numa noite fria de agosto
Debaixo de um cobertor
Quero ser sua, por inteiro, pra sempre, até a próxima vida
Farei outra rima
Pra dizer ao mundo o quanto sou agradecida
Por ter você como alma
Que cura um trauma
Que preenche meu vazio
Acalenta meu coração
Me faz me sentir a mulher mais amada do Brasil
– Eu não estaria aqui agora não fosse alguém se ter posicionado contra os seus para livrar-me do abismo em que eu mergulhara.
– Alguém que se coloca contra a própria família para defender um estranho não me parece uma pessoa confiável!
– E você supõe confiável quem se apóia no sangue para fechar-se à constatação da ignomínia?
Oração Quântica
Energia Primordial do Cosmos
que permeia o visível e o invisível,
Que eu possa sentir-te em todas as tuas nuances
integrado ao todo do teu Eu sistêmico.
E que assim me acolhas, sem bordas ou arestas,
Na absoluta harmonia do teu multiverso.
Que eu me faça alimento e me sacie
Desse todo único do qual faça parte,
Célula cósmica do mecanismo vivo
Em moto contínuo que fazes girar.
Cuida que dele não nos desprendamos
Ou o possamos emperrar por lassidão.
Que assim seja.
Ato I: O Juramento de Julgamento
No silêncio do templo, eu me prostro,
Perdido entre o martelo e a luz,
Devo ser a mão que pesa a balança,
Ou o coração que busca a verdade?
Por onde anda a justiça dos homens?
Nas sombras, ela se esconde com medo,
E eu, seu servo, me vejo entre almas,
Vendo pecadores em cada suspiro de vento.
Eles me pedem a espada e o fogo,
Que eu decida quem viverá ou cairá,
Mas não sou deus, nem demônio,
Sou apenas a sombra de uma vontade distante."*
Julga com mãos de ferro,
Silencia a chama do espírito.
A lei é o que nos guia,
E a dúvida é tua queda."
Mas como posso ser o algoz,
Quando a própria verdade se esconde de mim?
Seremos todos sombras perdidas,
Caminhando entre o nevoeiro da incerteza?
Ó, destino cruel, que nos amarra,
A um ciclo de dor e traição.
Não há paz no julgamento do inocente,
Nem redenção no cair do malho.
"Na balança da vida, a verdadeira justiça se perde entre as sombras; somos todos prisioneiros de um destino que nos desafia a encontrar luz na incerteza."
Ato II: O Julgamento das Almas
Nas trevas profundas, eu os vejo,
Aqueles que suplicam por um vislumbre de luz.
Mas o que é luz neste abismo de medo,
Onde o destino de todos é cinza?
Bruxas, dizem, bruxas condenadas,
Mas onde estão as marcas do mal?
Quem entre nós não carrega pecado?
Quem pode julgar o inferno nas almas?
O malho está em minhas mãos,
Mas meu coração arde com dúvidas,
Eu, que sou o carcereiro,
Sou também prisioneiro das sombras.
Inocente sou, mas culpada estou,
Aos olhos que veem sombras nas estrelas.
Minha vida, presa a um fio de mentiras,
Minha alma, à beira do abismo da loucura.
Eles dizem que sou filha da noite,
Que meus feitiços dobram o vento e a lua,
Mas sou apenas uma alma perdida,
Afastada da luz que se esvaiu.
Não sou eu a bruxa,
Sou a chama que implora por redenção,
E, em ti, vejo a última esperança,
Será que me condenarás também?"*
Teus olhos me atravessam como lâminas,
Tu imploras por justiça, mas que justiça posso dar?
Sou eu, também, uma vítima da lei,
E na minha fraqueza, sou prisioneiro de ferro."
Sou a flor no inverno,
Cortada pelo gelo da noite.
Meu destino é frio, é morte,
A menos que tua compaixão me salve."
Nas tuas palavras vejo verdade,
Mas a verdade é sempre um espelho quebrado.
Como posso salvar uma alma,
Quando minha própria está presa ao abismo?"
"No abismo do julgamento, a luz e as trevas se entrelaçam, e aqueles que condenam são tão perdidos quanto aqueles que suplicam por redenção."
Ato III: A Ira dos Céus e dos Homens
Eu sou o carrasco de minha própria alma,
Perdido no labirinto de meus medos.
Busquei justiça, mas encontrei dor,
E agora, o peso do julgamento me destrói.
Anneliese, tua inocência queima meus olhos,
E a chama que me acende é a vergonha.
Deverei continuar a cegar-me,
Ou abrir os portões da verdade, onde a luz e a sombra colidem?"*
O julgamento foi selado,
O fogo clama sua vítima.
E tu, Johann, és agora
Aquele que será julgado."
Em cinzas, todos nos encontramos,
No silêncio, todos cairemos.
Eu pensei ser o justo, o portador da luz,
Mas a escuridão me tomou, enfim.
"Nos ecos da minha justiça cega, descobri que o verdadeiro julgamento não vem do céu ou da terra, mas daquilo que sou incapaz de perdoar em mim mesmo."
No Labirinto do Eu
Despedaçar-se para reencontrar-se,
Sucumbir para ressurgir.
Nas penumbras de um cosmo interior,
Onde os pensamentos se dilaceram,
Na candura de um ciclo inexorável.
Sou fragmento de um mundo arcano,
Que germina e se desfaz em meio à tormenta.
Nas trincheiras do tempo,
Quem sou eu, senão uma sombra errante?
As certezas se esfacelam como um delírio divino,
E no embate, a verdade oscila.
Sou uma alma subjugada pelos ventos,
Uma prece olvidada no vácuo.
Sou fragmento de um mundo arcano,
Que germina e se desfaz em meio à tormenta.
Nas trincheiras do tempo,
Quem sou eu, senão um espectro distante?
Sou apenas um sussurro,
Ressoando no vasto labirinto da mente.
Um teatro espectral e efêmero,
Serei eu mesmo ou um mero eco?
Eu, tu, Deus e nossos piás.
No rancho mateando e proseando,
Fortalecendo o nosso amar.
No galpão o cusco e o baio
estão a nos esperar,
Querem juntos pelo campo andar
E a nossa companhia poder desfrutar.
Pois sabem eles que amor e união assim tão sincera
No mundo hoje é difícil de se encontrar.
Eu não tenho muito,
mas o que eu tenho eu te dou.
Meu mate, meu colo, meu amor,
e o meu sobrenome, se tu quiser.
