Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Olhos castanhos


Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...


Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,


Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.


Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...




Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos

Meu bem
eu tava indo embora
Agora estou olhando a lua com voce do meu lado
Me sinto realizada de ter voce comigo
As vezes nao me dou tao bem assim com as palavras
É por que realmente
Nao da pra explicar a sensação de te olhar
Pois vejo outras constelações
É como se saisse por alguns minutos ou segundos
Do meu próprio corpo
E fosse teletransportada para outra dimensão
Ao te beijar
Desejo nunca mais sair do momento
E quando me abraca
Me sinto tão única
Que sinto a necessidade de de novo te falar o quao apaixonada sou por voce
Pelo seu jeito iluminado
Pela sua fe
Sua fe move montanhas
Moveu a minha
Voce e LUZ
amo quando deixa eu te cuidar
E te acarinhar
Me sinto rica.
Te quero todos os dias
Te quero em paz
Me quero em paz
Quero a gente em paz
Voce apagou na massagem
Amo essa sensação.
Que estou fazendo parte do seu descanso
E contribuindo para que ele aconteça
Meu bem
Te amo tanto
E te quero tanto
Estou com voce para o que der e vier.
Sou sua fortaleza
Sua âncora
Sua gata
Sua paixão eterna
Sua
Só sua
E de mais ninguém.
2026

Gênese Moral


As escolhas e mudanças almejadas
devem ser todas engendradas
ante o eu primordial
e no silêncio total
de nossa vasta escuridão.

Eu que pensei:
" hoje não é dia de poesia"
bastou lembrar de ti
musa de apolo
amarga inspiração
medula óssea
costela mitológica de Deus
mulher inconformada
por ser feita de carne
e não de barro
como é feita
a poesia de Adão.

UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ

⁠Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...

⁠Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.

ELA FINGIA

Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar

o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.

Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.

Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.

Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.

eu tenho medo. muito medo.
medo de tudo, medo de respirar, medo de sair de casa, medo de ficar sozinha, medo de estar com muita gente, medo de ser amada, medo de ser odiada.

mas o meu maior medo eh que ele me deixe, que ele me olhe da mesma forma que eu me olho e perceba que não vale a pena. que não vale o esforço.

eu sou quebrada, sou traumatizada, sou louca, paranoica, imatura, descontrolada, desequilibrada e mesmo assim ele segue comigo, mas ate quando? ate a que ponto esse amor vai?

um dia, ele vai acordar, vai olhar pra mim e pensar "o que eu to fazendo aqui?" porque eh a mesma pergunta que eu me faço todos os dias.

Por que mudei?
Ahhh…
me perguntam por que mudei.


E eu simplesmente digo:
mudei porque já não cabia
dentro das minhas antigas versões.


A pele que um dia me serviu
começou a apertar,
os caminhos que antes me encantavam
já não levavam para onde eu queria chegar.


Então, precisei me despir
de algumas certezas,
de velhos medos,
de quem eu achava que deveria ser.


Não foi de repente.
Foi aos poucos,
como quem aprende a respirar
depois de passar muito tempo
tentando caber em espaços pequenos demais.


Mudei porque cresci.
Porque me ouvi.
Porque descobri que permanecer a mesma
só para não incomodar os outros
também é uma forma de se abandonar.


Hoje, não sou quem fui.
E ainda bem.


Carrego minhas antigas versões comigo,
não como arrependimento,
mas como raízes.


Afinal,
foi preciso ser todas elas
para chegar até aqui.


Não mudei para ser outra pessoa.
Mudei para, finalmente,
caber inteira dentro de mim.

Cristo vai voltar e perguntar
Quantas almas você evangelizou?
Cadê os dons que eu te emprestei?
Quantas caridades você praticou?
A pessoa Dirá: Toma o dinheiro que eu ganhei
e as almas que eu enganei!

"Eu vivo nesse
mundo com focono
Reino de Deus
Pois essa será a minha
maior Vitória na Vida"

Eu não preciso de muito para viver...
Eu preciso apenas de Jesus!
O resto é troco na vida...

Eu era jovem.
Eu era louco.
Era ousado.
E sei que não era pouco.
Não sou mais o que ja fui
Me esqueci onde estava
E nem sei pra onde vou

"Nessas idas e vindas
da vida muito de mim
eu levei e muito eu
trouxe pra mim "

“Se eu sonho, se eu sinto, eu sou.
Mas, se eu sou e já não sinto, e menos ainda sonho… será que ainda sou?”
— Augusto Martins

⁠eu te amo muito,tu sempre irás ser a minha monn quenn.
e
O meu coração sempre terá espaço para ti.

Talvez eu deva ficar aqui
Isolada, trancada, amuada.

Talvez eu deva ser assim:
Ser o que eu nunca fui em mim.

Ou talvez eu deva fazer isto:
No meu viver dar um sumiço.