Poemas quando eu me Amei de Verdade
Tem dores que não fazem barulho…
mas mudam tudo por dentro.
Foi no silêncio que eu me refiz.
— Lene Dantas
Hoje eu sonhei com a reconstrução
Mas tinha algo errado com ela
Ela também tinha sonhado com a reconstrução e, em seu semblante a reconstrução estava destruída.
"Tenho horror ao pessimismo!
Minha ojeriza é tal, que nunca pergunto:
' - SERÁ QUE EU VOU?'
Ao invés disso, afirmo:
' - JÁ ESTOU LÁ!'"
Eu não viajei sozinha…
mas só eu conheço esse lugar.
E na certeza do quanto ele é meu,
eu decido fazer dele casa.
Casa de se morar.
De se cuidar.
De se escolher.
Eu me liberto da pressa de um estalar de dedos.
E me liberto da ideia de perfeição.
Eu escolho caminhar o caminho…
com verdade,
e intenção.
Eu escolho dar um passo novo,
com meus sapatos empoeirados…
protegendo meus lindos pés calejados.
Porque eu já entendi uma coisa:
não é sobre chegar perfeita.
É sobre seguir inteira.
E hoje…
eu escolho me presentear com uma nova viagem.
Mesmo sabendo que já conheci o melhor lugar do mundo:
eu tenho um lar dentro de mim.
E ele… é lindo.
Eu tenho muitos medos...
Mas não me falta coragem
E eu sei o quanto eu tenho a perder
Eu escolho
Olhar para o repertório
E ver beleza e força na história que se descortina
No melhor lugar do mundo
(dentro)
Oração de proteção
Eu sou invisível para todos os meus inimigos. Os olhos do mal não me veem. Ouço a voz de Deus, quando diz sim e quando diz não. As chagas de cristo são para minha proteção.
Kaw Lima
Pra ser quem eu sou hoje
Eu paguei um preço muito alto
Perdi muitas coisas perdi caminhos perdi pessoas.
Perdi até a mim mesmo!
Mas eu me refiz em silêncio carregando dores que ninguém viu vencendo batalhas que ninguém nunca soube
Então por favor não venha me dizer: Há você não era assim?
Você não sabe o que eu vivi
Cada mudança em mim tem uma cicatriz
Eu não mudei por escolha eu mudei por necessidade
A vida me moldou na marra no impacto na perda.
E hoje eu sou o que restou depois de muito me despedaçar e mesmo assim eu sigo em frente com a cabeça erguida.
Eu nunca quis amar você, mas tudo bem.
Eu sempre soube que você me abandonaria, de qualquer modo. Eles sempre disseram que você me machucaria.
Você sempre parecia como se tivesse mais alguma coisa na mente, mas quando eu tentei dizer a você, você me disse 'deixa pra lá'.Mas, querido, quando eu te vejo, eu me vejo.
Toma cuidado!
O teu corpo é imune ao açúcar,
mas o meu não é.
Com essa tua paixão por doces,
eu logo morrerei de diabetes.
Se o tempo esquecesse meu nome, eu continuaria anônima, fumando um cigarro de hortelã dentro de uma caverna onde constelações respiram entre morcegos e uma estrela cadente cai lentamente sem fazer barulho, lembrando que o belo é breve como a vida das borboletas que vivem apenas o suficiente para ensinar o amarelo ao girassol e o azul ao céu.
No meio do mar existe uma porta aberta, e eu entro nela como Alice atrás do coelho, atravessando algas coloridas e peixes alienígenas que guardam civilizações antigas, onde talvez eu me afogue e minha alma se dissolva na fórmula da água cintilante que colore o invisível e abriga um pássaro que nunca nasceu.
A estrela que caiu antes de nascer germina como um vaga-lume verde piscando na galáxia com altivez silenciosa, porque dois elefantes não fazem uma girafa e dois e dois são quatro apenas quando a vida vale a pena e o humor permite respirar dentro do absurdo; então guardo essa estrela no frasco do perfume da minha alma sinuosa.
Se uma palavra pudesse sangrar, eu protegeria a palavra vida para que as sementes continuassem sonhando em brotar entre arranha-céus de vidro impecável nas cidades cinzentas onde as línguas mastigam fel e o silêncio dos poetas transfunde sangue nas bocas numerosas que esqueceram como se conter diante do abismo.
Antes de eu nascer, um espelho já lembrava a avidez fatal do óvulo e do espermatozoide que decidiram minha existência no deserto concorrido dos poetas, onde a escravidão mata a racionalidade enquanto o azul permanece celeste e os pássaros planam com a tranquilidade de um homem que se debate entre o amor e a embriaguez.
E assim continuo atravessando portas abertas no oceano invisível, carregando estrelas em frascos de perfume, protegendo palavras feridas, enquanto um pássaro que nunca nasceu aprende lentamente a respirar dentro da água que lembra meu nome antes do tempo existir.
Quanto mais me esforço em esquecer, mais eu sinto.
E por querer dolorosamente, mais eu penso, resisto.
No pensar eu repito, todo esse ciclo.
Me pego voltando de onde nunca sai.
Neste ponto percebo que nunca fui, não realmente.
Sempre estive e assim fiquei, somente afundei.
Ao afundar recomeço esse vício, sinto tudo como no início.
Me viciei em tentar esquecer.
EU SOU MULHER
“Ele compara para ferir.”
Mas eu não me deixo quebrar.
Sou feita de dor e força,
de queda e de recomeçar.
“Me deixa no chão — como se eu não valesse.”
Mas do chão eu criei asas.
Não sou falta, nem resto —
sou presença que não disfarça.
“Mulher inteira.”
É o que sou, sem precisar me calar.
Com alma que sente,
com voz que escolhe lutar.
Eu sou mulher —
não para caber em padrões,
mas para transbordar coragens
e romper comparações.
Eu Quiseras
Eu quiseras amar, sem medo, sem fim,
Mergulhar no abismo que leva a ti.
Eu quiseras voar, tocar o luar,
No brilho dos sonhos, contigo estar.
Eu quiseras me entregar ao teu calor,
Perder-me inteira no teu amor.
Eu quiseras delirar, me dissolver,
Ser tua sombra, teu ar, teu ser.
Eu quiseras morrer no infinito,
Ser brisa leve no teu suspiro.
Eu quiseras, eu quiseras sem temer,
Ser tua, ser nós, ser só prazer.
Um pouco louco
Um louco completo
Um pouquinho louco
Um louco e meio
Não sei
Só sei que eu não nasci pra ser normal.
Eu faço a minha vida
Eu faço o meu futuro
Se eu quiser chorar eu choro
Se eu quiser sorrir eu sorrio
Os outros que chorem
Mas não deixei que o chorem dentro do seu sorriso
O Senhor é a nossa Bandeira.
Deus tu és tudo que eu tenho.
Bom dia Bahia, bom dia Brasil.
Por mais que tentem nos calar,
o Senhor é, e sempre será a nossa
Bandeira.
Eu nasci pra capoeira.
Eu nasci pra capoeira,
Ela para mim nasceu,
Mas a minha gratidão,
Vai para o mestre Tadeu.
No congresso de varões,
Foi que ele apresentou
o Grupo de capoeira,
que então mim conquistou.
Eu nasci pra capoeira,
Ela para mim nasceu,
Quem não ama a capoeira,
Não valoriza o que é seu.
Sou da Tribo de Judá,
Me alegro em dizer:
Tenho Cristo no coração,
E a capoeira é o meu lazer.
Quem não ama a capoeira,
Não sabe o que está perdendo,
Pois quem treina capoeira,
Cada vez mais vai aprendendo.
Capoeira não é luta,
É uma ginga genial,
Quem treina capoeira,
Entra em qualquer lugar,
De cabeça erguida e sem medo de apanhar, porque sempre estar.
Amor!
Amor é linda expressão, mas só é real se sair do coração.
Eu te amo, da boca pra fora não existe sentimento; para mim é uma brisa no ar conduzida pelo vento.
Deus do Universo!
Deus do Universo!
Ho! Meu Criador !
A ti eu mim rendo!
Ho! Meu Redentor!
A ti eu me rendo!
De coração!
Ho! Deus do Universo!
Ho! Deus de Abraão!
As tuas promessas nunca vão falhar!
E neste Mundo, ao germinar!
Eu sei que és digno de adoração!
Me rendo aos teus pés!
Ho! Deus de Abraão!
Ho! Jesus, eu te louvo, de coração!
Te agradeço, meu querido irmão!
Deixar-te tua glória, pra morrer na cruz!
Por meus pecados, meu amado Jesus!
Meu Cristo, eu te louvo!
Enquanto aqui viver!
E após a morte, vou permanecer!
Contigo na glória, e irei me encontrar!
E pra sempre Jesus!
Irei te louvoar!
E pra sempre Jesus!
Irei te louvoar!
E pra sempre Jesus!
Irei te louvar!
Senhor estou aqui.
Senhor estou aqui,
preciso te ouvir;
Senhor vem me falar,
eu quero te escutar.
Ó vem meu Senhor,
Ó vem mim falar.
Que devo eu fazer?
Para te agradecer?
Estou aqui Senhor,
Preciso te ouvir;
Já madrugada,
porque não me diz nada?
Eu me rendo a te Senhor,
Meu grande Salvador.
Ao Mundo eu vou falar,
Que Cristo as portas está.
