Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quando alguém lembra de você, é porque você deixou marcas por onde passou.
Portanto, ao passar escreva sua história da forma que quer ser lembrado.
Quando está bom, você acha que não poderá ficar melhor.
Quando está ruim, você acha que não poderá piorar.
Portanto, não ache. Viva e curta seu momento.
Manuscritos para meu grande amor
Ao meu grande amor
Esse que quando me encontrar
Não me deixe passar
Segure firme minhas mãos
E ao aconchegar-me em seu peito
Sinta a entrega do meu coração
Meu querido
Quando você finalmente me achar
Eu te peço, me liberte da solidão
Por favor, sinta esse corpo carregado de paixão
Perceba a mulher que arde em calor
E que gentilmente implora por seu amor
Meu amado
Resgate-me dessa torre de súplica
Quebre as algemas, e me obrigue a ser sua
Ao se perder em meu olhar
Perceba meu clamor
Arranque minha dor
Amor que tanto aguardo
Leve-me para perto de você
Em um campo aerado.
Me abrace sem que aja partida
Me ame por mais de um dia
Me ame por toda vida.
Meu grande amor
Te espero desesperadamente
Minha pele treme e minha boca geme
Tenho urgência, e fome incessante
O meu choro é constante
E meu furor é delirante
Amor da minha vida
Não demore mais, se apresse
Estou em febre te gritando
Com meu nobre amor,
Estou te esperando.
Apesar de tudo e de todos, viva.
Viva quando estiver feliz,
Viva quando a tristeza chegar,
Viva quando o vento vier forte
E te tirar do seu lugar.
Apesar de tudo e de todos, viva.
E surpreenda-te contigo mesmo,
Descubra a tua força,
Pra que quando chegar a tua hora,
Tu possas dizer
Apesar de tudo e de todos, vivi.
A gente pode sonhar.
A gente sonha até quando não quer,
Até quando não se lembra.
E, sabendo que os sonhos vem de nós mesmos,
Do que sentimos, do que vivemos, do que tememos,
Somos nossos sonhos.
Somos o paraíso, e também o inferno;
Somos a bondade, e também a maldade;
Somos a verdade, e também a mentira.
A dúvida que fica é quais sonhos queremos que virem realidade?
QUANDO O MONGE FAZ O HÁBITO
Estiro-me em manchetes...
Estendo-me em crimes...
E morro tentando mostrar
À mim mesmo que existo.
RELEVE
Sei no que pensa
Quando a noite tensa te envolve,
Quando os versículos te comovem,
Quando a vesícula explode,
.Quando a epiglote se recolhe,
E você se engasga com a saliva,
Sei no que você pensa quando é manhã,
.E os vestígios da noite passada,
Na cama desarrumada,
Manchas na coberta, marcas na pele.
Releve: Pelé disse: Love, Love, Love...
Para os ianques num estádio lotado na despedida,
Isso me comove, não somente pela cor da pele...
Mas por ser ele quem é
Mas o que diria pra sua filha
Que só queria ser reconhecida...
Minha nossa senhora aparecida!
Cida abrace Sandra agora, adote
Essa alma e perdoe nossos deuses...
Tão orfãos de consciência...
Tenha paciência,
Pelé disse: Love, Love,Love...
OLHAR ESTRELAS
Quando chegar a noite,
Deixa-me sozinho por instantes
A olhar estrelas, incrédulo e abobalhado
Como se eu fosse um espantalho
E o universo fosse plantações...
Deixa me olhar estrelas,
Como se eu fosse um pirilampo
Diante de tanta luz,
Deixa me olhar estrelas,
Como se eu fosse poeta
Buscando a rima certa,
Quando chegar a noite,
Deixa-me sozinho,
A olhar estrelas
Como se eu fosse o jumento,
Que conduzia Jesus,
Deixa me tentar entender tanta luz,
Quando chegar a noite,
Deixa eu entender ursas,
Capricórnio, cruzeiro do sul...
Deixa me pensar que protejo
Aquele que semeou com seu arado...
Todos os astros que pontilham as tuas pupilas...
ENQUANTO O CIRCO PEGA FOGO
Já fui palhaço em algum carnaval
E aprendi a sorrir quando o circo pegava fogo,
Descobri que os palhaços não são felizes,
Descobri que os palhaços não são engraçados,
Descobri que são solitários
E se escondem atrás de um sorriso,
Descobri que se arrependem
Do que dizem e do que deixam de dizer,
Descobri que se arrependem,
Do que fazem e do que deixam de fazer
Descobri que também já fui palhaço...
LEVE NOÇÃO
Tenho a leve noção de como
Deus se sente quando escrevo um poema...
E se chove meteoros,
Eu os transformo em pétalas de açucena,
E se formam tsunamis,
Eu já velejei por vagas abismais,
Américo, descobrindo continentes,
Meus versos as vezes plácidos,
As vezes impertinentes ,
Minhas estrofes perversas,
Sádicas, de verbos ateus,
O que eu não sei de Deus?
Não saberia de mim mesmo,
Conheço o Pai, o Filho e o Santo Espírito,
Sou feito imagem sua e semelhança,
As vezes nasço criança em Belém,
As vezes me crucifico em Manaus,
As vezes pensamentos maus,
Me fazem Herodes e Judas,
Trucidam recém-nascidos,
Entregam seus amigos,
Condenam inocente, crucificam um santo...
Até que esta criação me dá a leve noção
De ser um pouquinho Deus...
BRISA SUAVE
Quando o fogo consumiu
O corpo de Joana D’Arc
Uma brisa suave soprou
Para aliviar todos os espíritos,
A dor de todas as almas,
Que viram suas glórias
Nos campos de batalhas...
Aquela cinza se espalhou
Sobre o solo francês,
Germinando bravos guerreiros...
Sua espada brandiu em outras mãos,
Venceram outras batalhas,
Fazendo surgir uma França
Justa e gloriosa...
MAIS DE MIL ANOS
Quando ela se nivela ao horizonte,
Como se o seu corpo
fosse uma gangorra, sob as luzes solar
eu penso que as cores do crepúsculo,
são adornos divinos,
para momentos bem íntimos
quando ela se espreguiçou
como se o mundo dormisse mil séculos
meu latim perdeu o sentido
meus músculos dormentes
meus ósculos dementes
pediam seus cálidos lábios
usei de meios espúrios
fiz promessas lhe ofereci a penha
com o templo lá em cima
e todos os sacramentos,
seus cálices de ouro e pedras preciosas
transbordando de um amor sublime
então ela se inclinou
e tingiu tons de pink e lilases
nos travesseiros de nuvens
e nos balançamos por mais de mil anos...
RELEVE
Sei no que pensa
Quando a noite tensa te envolve,
Quando os versículos te comovem,
Quando a vesícula explode,
.Quando a epiglote se recolhe,
E você se engasga com a saliva,
Sei no que você pensa quando é manhã,
.E os vestígios da noite passada,
Na cama desarrumada,
Manchas na coberta, marcas na pele.
Releve: Pelé disse: Love, Love, Love...
Para os ianques num estádio lotado na despedida,
Isso me comove, não somente pela cor da pele...
Mas por ser ele quem é
Mas o que diria pra sua filha
Que só queria ser reconhecida...
Minha nossa senhora aparecida!
Cida abrace Sandra agora, adote
Essa alma e perdoe nossos deuses...
Tão órfãos de consciência...
Tenha paciência,
Pelé disse: Love, Love,Love...
Mais verde que a esmeralda é o olhar de jade…
Quando a tarde vem é verde oliva
Quando a noite já chegou é verde musgo
Quando chega o trem pela manhã é esperança
É um trem de abstração, paixão que arrasta um trem
Esverdeando bem alem, dos pinhais
Silenciosa como um trem acordando as manadas
Afugentando a passarada
Mais verde que a esmeralda é o olhar de jade
Mais tarde minhalma se perde
Verde como a vegetação no verde oliva
Que sobe as montanhas no olhar de Jade...
Sapo
Quando o meteoro riscou o universo
O sapo e o inseto se olhavam fixamente
Foi de repente
A língua do batráquio engoliu capricórnio...
Mimi sorriu pra mim meio displicente
E num bocejo o mosquito invadiu seu coração
a emoção que eu tinha
Morreu com sua tosse
Não tomei posse
calei meu grito
no infinito catei constelação.
No coaxar do sapo tem a história do universo,
Na sua língua morre o inseto
E o meteoro que viaja na imensidão,
Reluz tal qual estrelas a satisfazer desejos...
COMO ÍNDIO
O que acontece de repente
Quando ela se pinta diante do espelho,
Batom, sobrancelhas e cílios...
Tomara que caia justinho,
Cambraia estampada,
Nem lembra dos filhos
O que fantasia, tão bela diante do espelho
Com poses e closes pra postar no face,
O marido disfarça, fingindo reler um jornal antigo,
Mas instiga, seus risos e bicos,
Meu amigo malandro metido a filósofo
Dizia que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra
E a vejo tão bela com a escova
E um decote generoso
Falando em lift e massagem
E uma taruagem na coxa,
Poxa ninguém é de ferro e parece provocação,
Mas tem a tal “maria da penha”
O que fazer com o ciúme
Se trejeitos e excesso de perfume
Me fizerem perder a cabeça?
Meu amigo dizia por experiencia própria
Que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra...
CAPITAL DO MUNDO
Quando olhei as escadarias da penha,
Nos meus delírios
O mundo lá de cima seria meu
Os lírios do campo e todos os lírios da minha rima
A contemplar o mundo como um deus
Meu Deus que povo feliz,
Que vê o mundo sempre de cima
Da Penha, dos olhos do Cristo,
Da Tijuca, do Pão de Açúcar
E todos os manjares que a gente degusta...
Por isso bahias, paraíbas, e pernambucos
Sejam brancos ou mamelucos
Falam como eles, se vestem como eles...
O Rio é a capital do mundo,
O mundo quer ser carioca
Esse povo relaxado e feliz
Que manga das dificuldades
Gargalha com as necessidades
E brinca de guerra nas favelas
Morre de balas perdidas
Ou se suicida mas vai pro céu...
