Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Quando, porventura, estiver na escuridão não saia dela com os olhos abertos e acreditando em todo facho de luz.
Os sinais luminosos, em excesso, embaralham os olhos e o coração.
Permita-se se reinserir calmamente e siga sem pressa.
A luz natural da vida nos oferece a lupa adequada para o rumo certo.

Inserida por BALSAMELO

Hão indivíduos que creem na sua onipresença.
Talvez, por isso, nunca aparecem e
quando surgem tentam ocupar os espaços que imaginam ser donos.
Lamentavelmente, são vítimas das suas próprias sinas.

Inserida por BALSAMELO

A vida é a oferenda dos detalhes mais singelos quando as sutilezas do afago clareia a noite escura pintando as estrelas com os seus olhos que desnudam a minha alma nesta entrega verdadeira.

Leve o suave cântico dos céus para ninar a sua noite confortando-a num sono amorável e repleto de sonhos já vividos para continuar o seu sorriso que tanto afaga.

Inserida por BALSAMELO

Quando o cansaço se instalar em sua vida anunciando uma profunda necessidade de tudo!.. não se sinta sozinha(o) e, tampouco, deixe nascer aquela solidão sem descrição.
O choro, neste momento irá ferir a sua face, a sua alma
e, com isso, você será pura racionalidade com a tendência de ficar igual à grande maioria: fria(o) e calculista... um gelo sentimental ambulante.
Então... não sofra duplamente com a irracionalidade do fato e nem se pergunte se você está ou é o equívoco da caminhada, pois quem ama sempre encontra resposta para a alegria .

Inserida por BALSAMELO

⁠#CALÇADA

Quando o vento sopra aqui...
Sentado na calçada, sozinho...
Sem ninguém, além de várias lembranças...
Coisas que me fazem sentir uma saudade...
Um tempo em que havia mais estrelas...
Respiro bem fundo e vejo que nada mais é igual...
Procuro um caminho...
Talvez sem direção...
Entro por mim a dentro...
E na emoção do momento...
Do meu sonho desacordado...
No meu bolso guardo versos...
Sempre fui assim...
Sonhador de mundos...
Perguntas sem respostas...
Logo vai passar...
Vivo na esperança de talvez...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quando adolescente...
De tudo, na vida, já fiz um pouco...
Até permente...

Fiz coisas do arco da velha...
Que até Deus duvida...
Nessa vida pregressa e já ida...

Agora quero paz...
Bem quieto em meu recanto...
Vestir e comer bem...
Uma tv...
Um filme...
Seriado...

Sozinho ou com alguém ao meu lado...
Tanto faz...
Pouco importa...
Mas que não me falte...
Um pouco de charme....
E uma boa pipoca...

Dormir de conchinha...
Me incomoda...
Um capuccino cai bem...
E assim passo adiante...
Sabe?
Sou um rapaz...
Fino e elegante...

Tem gente que de mim fala mal...
Praga de urubu magro ...
Não pega em cavalo gordo...
Meu burro está na sombra...
Já pouco me importo...

Vivo feliz...
Por Deus abençoado...
Chic Chic...
Bem obrigado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ADIANTE

Só compreendo quando olho para trás...
Só vivo quando sigo em frente...
Entre o já e o jamais...
Nascente e poente...
Pouco quero ou quero mais...

Sempre prudente olhar adiante...
Até onde a vista alcança o horizonte...
Mas tão difícil é passar do além...
Sonhar então se faz necessário...
Superar é preciso...
Esconder as lágrimas ou o sorriso...

Na vida é assim...
Cada um tem a idade do seu coração...
E agora eu decidi...
Afogar a traição...
E prosseguir...

Provavelmente vou, olhar para trás...
Faz parte...
Um sorriso levado no rosto...
Sem medo de mudar...
Sem medo de ser feliz...
Como sempre eu quis...

Quando tudo parece escuro ao nosso redor...
É que percebemos a luz...
Uma hora a gente tem que olhar nos olhos dos medos...
E sem receio...enfrentar...

Admito que me consumiu, que me despedaçou...
Mas agora aqui estou...
Juntei os cacos do que sobrou...
Reparei minha dor...

Faço tudo o que posso...
Um pouco a cada dia...
Em pequenos momentos...
Navegando em maresia...

Verei, na verdade, já vejo...
Que você foi um adereço...
Uma fantasia...
Em tempo perdido de falsa alegria...

Deixar o vento agora bater...
A brisa levar pra longe os pesares...
Já não quero mais seus olhares...

Minha caminhada nunca termina...
Há uma longa e infinita estrada a ser vencida.

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠A #ROSA #VERMELHA

Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...

Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...

Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...

Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...

Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...

Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...

Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...

Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...

- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...

-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#O #GALO

E quando o cantar na madrugada...
Precede a aurora que se avizinha..
Tece solto suas melodias...
Ouço bem ao longe e me dou por satisfeito...
Surge mais um dia...

Em minha rude e grata sinceridade...
Abro os olhos e agradeço...
Mais bate feliz meu peito...

Comungo com a terra...
Onde meus pais nasceram...
Tenho agora na lucidez da saudade...
Dado mais valor à sinceridade...

E seu canto muito me lembra...
Madrugadas frias que já foram...
Também já escoaram...
Tempos longínquos tão queridos...
Mas não por mim esquecidos...

Afagos de mãos trêmulas porém decididas ainda sinto...
Meu coração mais belo no silêncio e mais forte na espera...
Alegra-se todas as manhãs...
Todos os dias são de primavera...

Pelo menos envelhecer não é problema...
E de olhos fechados me entrego...
Sem amarras, sem algemas...
Sem constrangimentos ou dilemas..

Muito além do infinito azul...
Sonho, vivo, sinto...
Entre tudo que já foi amado...
Estar vivo é bom de fato...

E no acaso que se perde...
Onde nunca mais será achado...
Às vezes sofro do mal sem saber onde...
No amor que fala e me encanta...
Não é tão bom viver?
Me responde...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#APRENDIZ

Quando sentiu-se só...
E tudo ruiu ao seu redor...
Não pôde dar mais do que tinha...
No olhar já perdido...
Tão difícil de encontrar...
Vagou...

Em meio aos sonhos...
Clamou na solidão...
Na vida regulada pelos ventos...
Sentiu oco seu coração...

No descaso do acaso...
De si mesmo fugindo...
A noite existe...
E a vida vale todos os momentos...

Então simplesmente esperou...
Que de longe viria...
Enquanto nada acaba de todo ainda...
Um deslize em seu destino...
Para mudar sua sina...

Voltou a contemplar as velhas coisas como novas...
Deixando de desaguar seu olhar...
O que na tormenta se perdeu...
Pôs-se a replantar...

Nas manhãs de domingos...
Novas estradas na vida foi adiante...
No límpido azul do céu...
Descortinou um novo horizonte...

Por um tempo...
Por uns tempos...
Por mais tempo...
Cessaram os lamentos...

Restou apenas a saudade...
De que lhe fez mais forte...
E entre tantas riquezas que tem...
Sente com mais ardor...
A natureza que só em si viveu...
E está bem...
Sim senhor...

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#AMOR #BANDIDO

No fim do rio e início do mar...
O caminho foi esse...
Quando o céu se fez mais bonito...
Eu o encontrei por lá...

Há muita chama no amor bandido...
Não pensamos no que passamos ou no que se passará...

Vivendo a vida de um bandido...
Até o dia que morrer...
Só Deus é que pode saber...

Homem sem juízo...
Que não tem pena de mim...
Tanto me faz sofrer...
Por esse amor sem fim...

Me enganei...
Achei que ia ser diferente...
Cai em sua armadilha...
Presa em seu jogo...

Dizer-lhe não, não me atrevo...

Nunca vi tanta maldade...
Seus abraços...
Minha prisão...
Minha loucura...
Perdição...

Não fique longe de mim...
Não me deixe na solidão...
Diga sim ao meu carinho...
Acolhe meu coração...

Seu toque secreto...
Atiça meus desejos...
Tão bom sentir o calor de seu corpo junto ao meu...

És o meu bem-querer...
És meu bem e meu mal...
Basta me olhar assim...
Que me entrego afinal...

Brincas com meu corpo...
Se diverte com minha alma...
Em nada me importa...
Em cada pedaço do meu ser...
Em delírios...
Viola-me...

Sempre terá de mim o que quiser...
Seu cheiro é tão bom...
Exala sedução...
Tem poder...
Ah... essas suas mãos...

Na proporção em que as estrelas escalam o céu noturno...
Serei sempre sua...
Enquanto o mundo for mundo...
Já não sei mais o que fazer...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#INTEIRO

Quando lhe vejo...
Os meus olhos não disfarçam...
Da alma o espelho...
Remoça em mim sonhos e desejos...

Amor é troca ou uma entrega louca?
Onde começa o acaso?
Onde acaba o propósito?
Será a espera pouca?

Nessa quimera...
Entrego-me de coração...
Quando os olhares se cruzam...
Quando toco sua mão...

Já não olho ao redor...
Nada mais me interessa...
Transbordo minha alma...
Em um oceano de paixão...

Pega meu coração e guarda com você...
Cada um dá o que tem...
Quem é inteiro jamais pela metade se entrega...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#CONSERVATÓRIA

Sei muito bem do que esse sonho fala...
Quando a moça da cidade...
Veste-se de prata...

E pelas ruas vai seguindo formosa...
Fazendo a todos esquecer do balanço das horas...

As estrelas audaciosas...
Põe-se mais à brilhar...
As miríades fazem festa para lhe acompanhar...
Pouco importa estarem distante ou próximas...
Aos amantes, só amar...

E o menino, cheio da lembrança...
Também a segue pelas ruas...
A magia está no ar...

Um lampião aceso...
A cadeira se faz vaga...
Uma porta que bate...
E o vento assovia...
Põe-se a cantarolar...

A beleza que está guardada...
Que de todos se escondeu...
Também vem à rua...
Perfumando o sonho meu...

Minha alma então viaja...
E volta para o mesmo lugar...
Na velocidade do pensamento...
Sob esse magnífico luar...

Isso é Conservatória...
A Vila das Ruas Sonoras...
Um pedacinho do céu...
Um cantinho meu e todo seu...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠#CRIANÇA

Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...

E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...

Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...

À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...

As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?

Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...

Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#JANE

Quando a noite se encanta ...
E os corações se encontram...
Basta um olhar...

Chorei por tanto e tanto...
De todos escondendo meu pranto...
Meu último afeto...
Digo a você, bem sincero...
A saudade em mim restou...

Na alma que vaga sozinho...
Beijando a dor com carinho...
Sem amor...desabitado...
Querendo lhe encontrar...

Um abraço apertado com carinho...
Hoje meu dilema persiste...
Viver sem você é tão triste...
Onde está?

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatória.poemas

⁠#AFLIÇÃO

Quando o céu em pranto derrama tuas estrelas...
Em que céu ou abismo tarda?
Onde fazes tua morada?

Quem com correntes tão fortes e sutis prenderá teu coração?
O fogo que dentro de ti arde é um profundo e sincero amor?
Poderá dedicar-me um pouco de ti tirando-me o langor?

Nunca saberás o quanto me é importante...
Não tenho como medir e expressar meus sentimentos...

Se reprimo meus impulsos e desejos...
Afogo meus sonhos...
E choro nos leitos...
É porque sou fraco...
E a morte já fez morada em meu peito...

Rasgo as asas da vida...
E a eternidade confronto com alegria...

Não serás tu homem como eu?
Eu canto...
Eu bebo...
Eu danço...
Ah, sei que também me amas...
Como eu te amo...

Todos clamam na aflição...
E por ela juram gratidão...
A ti não clamo...
Só peço que me estenda a mão...

Ame-me agora então...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠Quando o vento adormece e surge a lua...
Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas...

E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas...
Elevam minha alma a tão doce e puro encanto...
Fazendo-me lembrar dos amores esquecidos...
Por mim, tão vividos...

A saudade então me abraça...
Que a delirar então me obriga...
Enquanto a mim murmura...
A sonhar na vida...

Minhas partidas...
Minhas chegadas...
Noites vividas...
Alvoradas...

Ah doce amor...
Que agora beijas minh'alma...
É noite...
E é tão escura...
Nem o brilho das estrelas...
Nem o brilho da lua...
Esconde essa minha angústia...
De não ter minhas mãos junto às suas...

Tudo dorme...
Só eu velo...
Desejando você...

Que é feito de tudo?
Por que tudo assim?
Dormir, sonhar e sorrir...
Ronda rotineira...
Toda noite é assim...
A lhe buscar pra mim...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...

Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...

Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...

Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...

Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...

Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...

Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...

Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...

Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Nada passa mais depressa que os anos...

Quando mais jovem dizia...
Que ao chegar aos vintes livre seria...
Dali pulei para os trinta...
Já aos quarenta e nada sentia...
Cheguei aos cinquenta...
Sem fazer muito esforço...
Quem diria...
Deus me permita chegar aos noventa...
E ainda ter um coração de moço...

Pensava antes que os velhos eram bobos...
E disso eu ria...
Agora bem sei e compreendo...
Os mais jovens é que o são e não se dão conta...
Assim sigo aprendendo...
Poucas coisas me surpreendem...
E outras tantas ainda me amedrontam...

O tempo risca meu rosto...
Isso é fato...
Diante o espelho...
Ocasionalmente me embaraço...

E ainda que o destino seja cruel...
Já não me engana tanto a ilusão desse véu...

Meus cabelos ficarão brancos...
Minha pele perderá o viço...
O corpo, o vigor...
Estranho esse feitiço...
De tamanho rigor...

A sabedoria, quem diria...
Torna-se minha companhia...
Lentamente...
A cada dia...
E a cada noite que se anuncia...

Nem sempre escuto o que as pessoas dizem...
Geralmente não me interessam...
Às vezes me magoam...
Agora prefiro prestar atenção no que fazem...
E não no que apregoam...

O amor nos faz envelhecer antes da hora...
Mas também nos torna jovens quando a juventude passa...
Mas a paz...
Ah a paz...
É tão acolhedora...

Qualquer um pode ser jovem...
Envelhecer é um mérito...
Tudo é questão de espírito...
E de tudo que nos envolvem...

Embora tenha Deus como companheiro...
Que amanhã não seja ainda o dia de estar ao seu lado...
Mas na derradeira hora...
Farei parte desse céu estrelado...
E desde já ao Criador agradeço ...
Envelhecer é aprender a tudo ser muito grato...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...

Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...

Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...

E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...

Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...

Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...

Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira