Poemas quando eu me Amei de Verdade
A Grande Pintura
Há noites em que a terra se cala
para o tempo ver o traço nascer.
Não é qualquer escultura que se faz:
há almas moldadas para florescer.
Mistura-se o sopro de uma luz antiga
ao barro macio de um chão sagrado;
desenha-se a curva, a força e a pausa,
num gesto paciente e demorado.
O olhar carrega o tom das manhãs,
o passo guarda o peso da terra;
é a criação que se fez poesia,
sem o alarde que a vida carrega.
Assim se revela quem traz no peito
o cuidado do mestre que a desenhou:
uma presença que apenas existe,
e abençoa o mundo por onde passou.
A Leveza Guardada
Ela cumpre as tarefas que o dia exige,
conhece as calçadas e o peso do chão,
mas guarda no olhar a janela aberta
onde o mundo ainda tem poesia e canção.
Não há fuga da vida nem sobra de ontem,
há a escolha bonita de não se endurecer:
gostar da flor singela, da forma suave,
do sopro macio que o vento faz ver.
O caminho dos anos não toca o mistério
de quem traz a leveza guardada por dentro;
é mulher inteira, dona de seu passo,
que faz da delicadeza o seu centro.
Aprecia o pequeno sem perder a grandeza,
sabe que a alma não precisa envelhecer:
ser adulta é sustentar o próprio destino,
ser delicada é o modo de viver.
O Templo do Silêncio
O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.
O Mar Interior
Há quem busque a vastidão das praias
ou o topo das serras para poetizar,
mas a alma que cuida e carrega o mundo
aprende na sombra a se recolher e amar.
A chuva bate suave na janela,
o frio lá fora convida ao abrigo;
no leito aquecido, a mente se solta
e o tempo da noite se torna amigo.
Não há pressa, não há cobrança de estrada,
nem a busca por um cenário perfeito:
a beleza mais pura e descansada
é esta que brota deitada no peito.
As mãos repousam do dever cumprido,
o pensamento voa para onde quer;
no silêncio do quarto renasce a graça,
o verso sereno da própria mulher.
Essa ideia de acolher o momento presente, exatamente onde você está deitada agora sob o som da chuva, traz uma paz muito bonita para o verso, não traz?
A Viagem Sem Passo
Não é preciso arrumar as malas
nem cruzar a fronteira do mar;
a alma que sabe ler e compor
tem o mundo inteiro sem sair do lugar.
Entre as quatro paredes do quarto,
sob o som da chuva a cair,
a mente abre asas suaves
para onde o corpo não pode ir.
Caminha por campos distantes,
visita a montanha, a praia, o luar,
desenha no escuro a paisagem
que o coração escolheu habitar.
Pois o livro e o verso bem feito
são caminhos que não têm fim:
a maior e mais bela viagem
é essa que a gente faz dentro de si.
A escrita e a leitura são exatamente essa alforria bonita: uma travessia sem cansaço, onde o pensamento voa livre enquanto o corpo descansa.
A Vontade e a Raiz
O mundo pede a praia aberta e o topo da serra,
pede a mala pronta e o horizonte distante,
mas a poesia verdadeira finca a sua garra
é na terra da casa, no minuto presente.
Há um olhar curioso que não passa batido:
repara na planta que finca a raiz no chão,
busca saber como a vida se tece por baixo,
vê a força invisível que sustenta a criação.
E no fim da lida, quando o dia se entrega,
o banho quente acolhe a mulher que lutou;
a água desce, o cabelo se esparrama em cascata,
lavando o cansaço do mundo que ela carregou.
Deitada no escuro, ouvindo a chuva na telha,
o corpo finalmente encontra o seu descanso,
mas a mente acesa não aceita o silêncio:
transforma a vivência em conselho e remanso.
Não escrevo por vaidade, por status ou aplauso,
nem para enfeitar a frase com falso valor;
escrevo pelo chão que eu pisei e venci,
para deixar uma luz no caminho do outro.
E se a voz se cala por medo, cultura ou guerra,
se o corpo não pode ir onde o mundo sufoca,
a palavra escrita atravessa qualquer portão,
entra na casa remota e a alma toca.
Sem sair do leito, a leitura faz a travessia,
o texto vira farol, mapa e libertação:
a maior viagem é essa que a gente faz
com a força da vida guardada no peito.
Muralhas de Ferro
Erguem-se altos os muros da estrada,
Pedra usinada pelo tempo e pela dor.
A vida, às vezes, é fortaleza fechada,
Onde a esperança hesita em compor.
Os portões são de bronze e chumbo pesado,
Com ferrolhos gigantes que ranger nos fazem temor.
E encaramos o fosso, de um lado isolado,
Perguntando se existe passagem ao amor.
Mas até o castelo de pedra mais dura
Guarda uma fresta por onde entra a luz.
Não há ponte levadiça que dure a amargura,
Nem ferro que vença a coragem que conduz.
Pois a mão que moldou a pesada tranca
É a mesma que aprende a encontrar a saída.
E a muralha mais alta, por mais que imponha a banca,
Cede ao passo constante de quem vive a vida.
BFé Que Liberta, Rito Que Prende
Queriam vender o espaço no céu,
Em troca de moedas, de medo e de dor.
Transformaram o sagrado em um pesado véu,
Dizendo que a culpa era prova de amor.
Apagaram a alma, moldaram o pensar,
Fizeram do dogma uma escura prisão.
Diziam que para o divino alcançar,
Era preciso anular o próprio coração.
Mas Deus não habita em barganha de templo,
Nem cobra pedágio na porta da luz.
A fé de verdade se mostra no exemplo,
É o amor sem algemas que o homem conduz.
A fé que constrói traz asas nos pés,
Não força o espírito a se ajoelhar no chão.
Se a religião só traz correntes e viés,
Não vem do divino... é só invenção.
Pois o Pai da existência não quer servidão,
Quer mentes despertas, o peito altivo.
A fé que é real não vende salvação:
Ela liberta a alma e nos mantém vivos.
V Religião Não É Algema
A religiosidade enrijecida adoece.
Mata o riso, julga a dor,
Cria um Deus que só cobra e cobra,
E esquece que a essência é o amor.
Se o seu dogma te faz olhar com desprezo,
Se o seu templo exige o seu próprio fim,
Isso não é fé, é cativeiro de pedra.
Deus nunca quis ninguém assim.
A verdadeira luz não pesa.
Ela não humilha, não sufoca, não fere.
A fé que vem do alto liberta a alma,
Cura a vida e o bem prefere.
Rasgue a culpa, abra a mão,
Deixe o peito voltar a respirar.
Quem aprendeu a amar de verdade
Não precisa de medo para se salvar.
. A Religiosidade Que Mata
A religiosidade virou uma prisão.
Em vez de salvar, ela tem tirado a vida,
Pesa nos ombros, sufoca o coração,
E deixa a alma ferida.
Deus não habita no julgamento,
Nem no olhar duro de quem se acha puro.
Se a sua religião só produz tormento,
Ela não é luz, é muro.
A verdadeira fé não mata, ela cura.
Não exige fardo, traz leveza e paz.
Quem ama de verdade não condena a estrutura:
Abraça, acolhe e o bem refaz.
Mude o passo, abandone a rigidez.
Se a religião não te faz mais humano,
Ela perdeu a razão de ser.
A Casa do Pai
O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.
A Fé Não Mata
A religiosidade virou arma,
Virou tribunal, virou prisão.
Matam a alegria em nome do céu
E fecham a porta do coração.
Mas Jesus não veio trazer algemas,
Não veio impor peso, nem olhar de fel.
Ele veio ensinar a abraçar a vida,
Pois o amor é a única ponte pro céu.
Se o seu rito te faz mais duro,
Se a sua igreja te faz julgar,
Sua religião virou um veneno
Que você insiste em beber e pregar.
Volte à essência. Seja humano.
Deus é o alívio de quem se cansa.
Luz de verdade não apaga o outro:
Ela acende o mundo de esperança.
O Veneno do Dogma
Usam o nome do Sagrado
Para erguer muros, ditar a dor,
Transformaram a graça em tribunal
E esqueceram o som do amor.
Gente de rosto fechado e bíblia na mão,
Pronta para condenar quem passa,
Adoecendo a si e ao irmão,
Confundindo veneno com graça.
Mas o Divino não mora na opressão.
Não habita no medo, na culpa, na dor.
Se a sua religião sufoca o seu peito,
Ela é só regra de homem, não é amor.
Desarme a mente, acolha o mundo,
Seja a leveza que o céu pediu.
A fé real não destrói ninguém:
Ela resgata o que a rigidez feriu.
A Janela e o Silêncio
A vida entre nós tinha muros, limites e chão,
Um respeito guardado no fundo do meu coração.
Fomos o que foi possível, com o peso que a vida nos deu,
Entre conversas difíceis e o que o tempo acolheu.
A notícia chegou num sopro, num dia qualquer,
Sem aviso, sem hora, sem o tempo que a gente quer.
E eu fiquei ali, no silêncio daquele salão,
Sem saída, sem pranto, presa na minha própria mão.
Ao teu lado o tempo todo, como quem guarda um altar,
Na anestesia do peito que ainda não sabe chorar.
Parecia um sonho distante, um filme sem cor,
Onde a dor não tinha nome, não era nem raiva nem amor.
Mas na hora da despedida, olhando além da janela,
Entre flores e pedras, na paisagem fria e singela,
Um choro prendeu na garganta, abafado e profundo,
Um choro pra dentro, teu gesto, despedida do mundo.
Olhei para o fim sem sentir que era o fim de verdade,
Pois o que se viveu não se apaga na eternidade.
Fica a paz do respeito, a história que a vida escreveu...
A tua alma partiu, e a minha, em silêncio, entendeu.
Nossa História, Nosso Amor
Não foi o acaso que nos uniu,
foi a vida pedindo recomeço.
A dor de lá encontrou a dor de cá,
e no meio da tempestade
a gente descobriu o nosso abrigo.
Ele veio lá do Sul,
com o vento frio e o peito ferido.
Eu, aqui no asfalto paulistano,
com a alma aflita, cuidando dos meus.
A vida nos testou com força,
mas do meio dos espinhos
nasceu o carinho mais bonito
que o coração humano pode ter.
O tempo olhou para nós dois
e contou trinta anos no relógio,
mas o amor não sabe contar anos.
O amor só sabe contar abraços,
só sabe contar o desejo, a entrega,
o arrepio na pele ao segurar a mão.
A Avenida Paulista parou para ver
o nosso primeiro encontro.
Enfrentei o vento forte das terras dele,
o frio gelado que assusta a gente,
mas o calor que recebi no peito
deixou a vida quente de novo.
Que não seja eterno posto que é chama,
mas que seja infinito enquanto dure.
Hoje a gente vive assim:
corpo, alma, paixão e verdade.
Ele é meu porto seguro, meu homem,
meu presente e meu futuro.
A prova viva e bonita
de que o amor de verdade
sempre vale a pena.
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🌸 Tesouros na Calçada 🌸
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🎼 Ando pela rua com o olhar atento, 🎼
🐦 Reparo na vida que nasce do chão. 🐦
🌸 Florzinhas miúdas, presente do vento, 🌸
🌹 Nascendo nas pedras do meu calçadão. 🌹
🌿 🌿
🍃 Borboletas leves vêm dançar no ar, 🍃
🎼 Chegam tão perto, quase me tocar. 🎼
🐦 Trazem tantas cores pra minha jornada, 🐦
🌸 Enchendo de graça a minha caminhada. 🌸
🌹 🌹
🌿 E as asas mais escuras, tom de mistério, 🌿
🍃 Pousam no silêncio do meu caminho. 🍃
🎼 Mostram que a beleza exige um critério: 🎼
🐦 Ver a poesia em cada detalhinho. 🐦
🌸 🌸
🌹 Seguro no peito essa doce alegria, 🌹
🌿 De ver o milagre que a rua nos traz. 🌿
🍃 Flor que nasce em pedra se faz poesia, 🍃
🎼 E o voo do encanto me devolve a paz. 🎼
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🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹
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🌸 Na Paz da Minha Noite 🌸
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🎼 O dia correu leve, o dever foi cumprido, 🎼
🐦 A casa em ordem, o descanso chegou. 🐦
🌸 Na paz da minha noite, o peito acolhido, 🌸
🌹 Agradeço por tudo que o tempo me deu. 🌹
🌿 🌿
🍃 Agora é o momento de olhar pra frente, 🍃
🎼 Preparar a mente pro que está por vir. 🎼
🐦 A dignidade financeira vem no tempo certo, 🐦
🌸 Pra dar estrutura pra quem me faz sorrir. 🌸
🌹 🌹
🌿 Quero do mundo o que ele tem pra oferecer, 🌿
🍃 Pra repartir com os meus e proteger quem ama. 🍃
🎼 Guardo os meus no alto, em lugar seguro, 🎼
🐦 Onde o mal não alcança e nem se aproxima. 🐦
🌸 🌸
🌹 Nenhum inimigo vai ver o nosso canto, 🌹
🌿 Pois Deus é o escudo que nos cobre de luz. 🌿
🍃 O Criador me sustenta e ilumina o rumo, 🍃
🎼 E na graça D'ele, o meu povo segue a salvo. 🎼
🐦 🐦
🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹
Meu Pai Terreno
Você foi a presença e a saudade,
Um enigma difícil de decifrar.
Às vezes lendo a sua alma inteira,
Outras vezes vendo você se distanciar.
A vida foi curta, o tempo foi pouco,
E as sombras do mundo quiseram levar
O homem que trazia nos olhos um sonho:
O desejo bonito de me ver voar.
Mas guardo no peito o seu melhor gesto,
A lembrança mais pura que não vai partir:
Suas mãos no meu cabelo, o cuidado no banho,
Arrumando a pequena pra o mundo florir.
Você queria me mostrar um lugar lindo,
Passear em família, nos dar o melhor,
E mesmo nas lutas que travou sozinho,
Seu amor de pai quis me fazer maior.
Pai terreno, de marcas e afetos,
Ficou a memória do que foi amor.
O tempo foi breve, mas foi intenso,
E na minha história, o seu cuidado ficou.
🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹
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🌸 Luzes na Mão, Luzes na Memória 🌸
🌹 🌹
🎼 Na juventude eu ouvia falar, 🎼
🐦 Mas não entendia o mistério da luz. 🐦
🌸 Passava o tempo sem reparar 🌸
🌹 No brilho discreto que a noite produz. 🌹
🌿 🌿
🍃 Vi num cinema a fogueira a queimar, 🍃
🎼 Um pote de vidro guardando a magia, 🎼
🐦 Pais e crianças no escuro a olhar 🐦
🌸 Aquela lanterna que o céu acendia. 🌸
🌹 🌹
🌿 Hoje guardo uma doce lembrança no olhar, 🌿
🍃 Sei que eles brilham em outro lugar, 🍃
🎼 Lá no sertão, onde a noite é serena, 🎼
🐦 Pela mata adentro, longe da nossa cena. 🐦
🌸 🌸
🌹 Fica no peito essa memória afetiva, 🌹
🌿 De ver na natureza essa chama viva. 🌿
🍃 Um agradecimento por cada ponto a piscar, 🍃
🎼 Guardando essa poesia que o tempo nos dá. 🎼
🐦 🐦
🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🎼 🐦 🌸 🌹
🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🍃 🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🍃 🎼 🐦 🌸 🌹
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🌸 Cadê as Joaninhas? 🌸
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🎼 Olho pro vaso, procuro no jardim, 🎼
🐦 Reparo na folha onde o sol costumava bater. 🐦
🌸 Lembro do tempo em que era fácil assim: 🌸
🌹 Ver uma joaninha bem perto de mim nascer. 🌹
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🍃 Ela entrava em casa sem pedir licença, 🍃
🎼 Pousava na mesa, no meu avental. 🎼
🐦 Trazia uma sorte singela e intensa, 🐦
🌸 Um pingo vermelho no meu quintal. 🌸
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🌿 Hoje procurei entre as pétalas da flor, 🌿
🍃 Caminhei no gramado com todo o cuidado. 🍃
🎼 Senti tanta falta daquele pequeno amor, 🎼
🐦 Do vestido de bolinhas que ficou no passado.🐦
🌸 🌸
🌹 Onde foi parar a joaninha do meu lar? 🌹
🌿 Aonde voou esse pedaço de encanto? 🌿
🍃 Guardo a saudade e a esperança no olhar, 🍃
🎼 De ver seu vermelho florir no meu canto. 🎼
🐦 🐦
🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🍃 🎼 🐦 🌸 🌹 🌿 🍃 🎼 🐦 🌸 🌹
