Poemas quando eu me Amei de Verdade
A felicidade é um momento que deve ser eternizado todos os dias.
"Reflexões". Resende, 22 de Janeiro de 2016.
O TEMPO PASSOU POR MIM
--------------
Às horas, os anos!...Ah! Os anos!...O tempo não se cansa nem se fadiga do seu trote sem fim!
Enquanto penso o tempo passa por mim. E somente o vejo pelas costas! Parece que não gosta de mostrar a sua face e olhar em meus olhos.
O tempo é uma coisa difícil de administrar! É um bicho bruto demais!... Nunca tive traquejo para lidar com ele ou mesmo domá-lo! Por isso ele passou, e eu não o vi! Nem vivi com a intensidade que devia, sob seu domínio.
Se o tenho, o gasto aleatoriamente; e se não o tenho, me ponho a correr atrás dele... Feito menino correndo atrás da Lua. Expondo-me ao risco de morte,dando sorte pro azar.
O tempo continua a passar por mim, o tempo todo; e sempre tomo rasteiras e tombos, quando ele passa! Já foram tantos os deslizes, as quedas... Que nem me lembro mais quantas foram!
Hoje com as forças minadas pelo tempo, fragilizado e com pouca resistência para o trabalho, resta-me recorrer à leitura das últimas páginas do livro que sou eu mesmo; - minha vida é um livro aberto.
Quem sabe assim tirarei as últimas lições de vida, que me serão úteis para o restante da viagem,no tempo que ainda me resta!
02.12.15
“Não se deixe alimentar por sensação de poder e por influências externas. Principalmente da mídia falada e escrita.
Seja você mesmo.
Nunca gaste mais do que ganha.”
Rui de Souza Cunha
Wanna talk Mexican? Find another tank. A Mexican tank. This is an American tank. We talk American.
Wardaddy - Brad Pitt
“Quanto mais honesta é a cara de determinadas pessoas votadas pelo povo, mais desonesta ela é.
Não deixemos levar pelas aparências.”
Rui de Souza Cunha
“Uma árvore pequena, tinha ao seu lado uma grande e frondosa árvore.
Morria de inveja do tamanho dela.
O céu nublou, e caiu uma tempestade daquelas. Ventanias e mais ventanias. A árvore grande resistia bravamente, e o vento a derrubou.
Ao cair, ela disse a árvore pequena, que se dobrou à ventania.
-A vida inteira te invejei.”
Cada passo um clique
No tique e taque do relógio
Na hora do selfie
A vida passando
Para o momento registrar
Ganhando o ponto
E perdendo a partida
No meio do momento
A dúvida sobre o tempo
Do ato de registrar
Do instante a passar
Sem se perguntar
A quem devemos enganar,
O vizinho a observar,
O amigo a fuxicar
Ou a nós mesmos, no flash
Congelados vendo sem enxergar
A areia da ampulheta da vida derramar.
Um rosto sem face,
Um mundo que não é planeta,
Uma terra de ninguém,
Ouvi no silêncio ortográfico
De caligrafia congelada,
Ortografia condenada,
Concordância esquartejada
Uma muda voz a me dizer
Sobre o meu sumiço
E eu a tentar entender
De qual deles,
Do real ou do virtual?
Então eu disse
Que estava sempre presente
Nessa ausência virtual coexistente.
As vezes temos que afundar a cabeça na água para esmorecer o raciocínio e meditarmos em tudo o que fizemos durante toda a vida.
E quanto mais pensamos, mais fundo mergulhamos, talvez em busca de explicações que nem exista respostas.
Então me pego a imaginar, será que foi por omissão, medo de errar, ou se aventurar demais achando ser o dono da razão, que deixei a vida tomar tais proporções, não sabendo muitas das vezes discernir o certo do errado? Ou será que estou no caminho certo, mas que diante tantos obstáculos me faz sentir a dúvida?
É hora de fazer uma pré - avaliação, deixar a vida agitada do cotidiano de lado um pouco e mergulhar de corpo e alma na imaginação, refletir sobre tudo, e ver se ainda vale a pena percorrer esse caminho. Ou se já está na hora de mudar de trajeto. Tenho que buscar a minha felicidade, fazer valer a pena o meu dia-a-dia, pois ninguém poderá fazer isso por mim, exceto DEUS.
Pois somente Ele nos conduzirá ao paraíso e nos fará verdadeiramente feliz!!!!
"H.A.A".
Boa tarde,DEUS não está morto! Ele é bom todo tempo e em todo o tempo Ele é bom!!!!
Você nasce vazio e as expectativas vão te preenchendo pouco a pouco. E com elas tantos outros sentimentos.
Vivemos, simplesmente porque temos que viver e, quando a morte se torna um opção, desejamos viver. E nesse aparente simplismo convivemos com a despercebida complexidade que é o tempo. Este transforma a expectativa em agora, o agora em já passou e o já passou vira passado e azar de quem não foi o sujeito ativo da oração.
Nesse cenário vamos acumulando muitas coisas, vitórias, derrotas, alegrias, tristezas, admiração, decepções, riquezas, dívidas e passamos a acreditar em seus valores e valoriza-los muito além do que deveríamos. Diante disso tudo, de tudo que vira passado, eu afirmo que o agora e as recordações são duas das maiores riquezas reais, ainda que subjetivas,pois elas são exclusivamente de cada um e ninguém pôde, pode ou poderá mudar isso.
Estou feliz por estar vivo.
Não é normal essa alegria, pois viver é uma grande rotina que faz muitas vezes a vida perder o seu colorido. Respiro, rotineiramente, o mesmo ar sem perceber o quanto ele é importante para me manter vivo.
Não me lembro de já ter morrido, então não sinto saudades nem anseio por isso, já me basta saber o quanto é inevitável.
Hoje estou feliz, simplesmente por estar vivo e poder fazer as mesmas coisas e algumas diferentes, e rever as pessoas que eu amo, onde até o amor, na rotina, parece perder o seu esplendor. Se fosse o meu último dia eu não gostaria de saber, nunca gostei de despedidas, e eu apenas o viveria com essa alegria de estar vivo. A vida é assim para alguns, ela simplesmente parte sem aviso ou despedidas, e nós simplesmente esquecemos o quanto ela é importante por achar que sempre haverá um novo dia, um novo segundo, uma segunda chance, um próximo suspiro.
Existe um improviso em cada suspiro. Até o coração não segue o “script” e saí do ritmo.
Vivemos um teatro cuja peça se desenvolve assim, a cada momento, a próxima cena, o próximo capítulo desbravado a cada acontecer.
E o que pode parecer um tremendo fiasco teatral é a mais perfeita peça que não permite ensaios.
Quando comecei a escrever não imaginava o que escreveria, muito menos como terminaria, apenas aconteceu, de improviso, como de costume, tudo se desenvolveu, nasceu, aconteceu a cada letra, a cada palavra, a cada frase, a cada ideia que não pôde ficar parada para não ser atropelada pela próxima que vinha logo atrás.
Então, não fiquemos parados, existe um improviso esperando por cada um de nós, e tantos outros acontecendo agora mesmo. Agora? Já passou! Pegue o próximo segundo e improvise!
DIÁLOGO ENTRE SOLTEIROS
Em uma conversa, a moça perguntou ao rapaz:
- Você está solteiro por opção? To curiosa porque você é um cara muito legal, inteligente, bonito, educado, bem humorado…
O rapaz sem pestanejar respondeu:
- Não por opção e sim por sua falta. Tem muito barulho no mundo e ninguém mais ouve ninguém, não escutamos o coração alheio, olhamos cada vez menos nos olhos uns dos outros por medo do vazio que carregamos.
Nesse barulho ganhamos o receio do silêncio por medo do que vai gritar dentro de nós.
Está cheio de gente a minha volta, toco agora mesmo, sem tocar, uma pessoa do outro lado do mundo, e permaneço só e assim como eu, a maioria.
Ass: Rapaz.
O palhaço sorriu e ninguém percebeu o seu choro,
O palhaço chorou e todos riram,
O palhaço falou verdades brincando e ninguém acreditou.
O palhaço rolou, correu, pulou e gesticulou mas ninguém entendeu o seu pedido de socorro.
O palhaço foi o único que não achou graça por assistir uma agonizante platéia incapaz de compreender que suas brincadeiras falavam de uma triste realidade e que suas verdades eram brincadeiras sem a mínima graça.
És um culpado sem direito a defesa,
um verbo mal conjugado,
uma conjugação mal interpretada.
És a areia que o vento não leva,
o indefinível que teimamos definir.
Apenas sei que o teu preço,
poucos conseguem pagar.
Como transitamos
no intransitivo AMAR.
Esmeralda
Minhas lembranças desbotam com o tempo, elas murcham e morrem como meras rosas no jardim. Mas a esperança não, ela ascende e se expande como a reluzente luz do crepúsculo, cegando todos aqueles que ousam contemplá-la. É um sino que não cessa de soprar, mesmo quando todos já estão surdos e mal podem respirar.
E embora as minhas memórias estejam perdidas no inesgotável alfabeto de Hipnos, jamais serei capaz de arrancá-las, pois uma vez sendo morada do coração, a ternura torna-se um hospedeiro eterno, tal qual céu e estrelas, chuvas e trovões, relâmpagos e clarões, desejos e sensações.
E nada hei de fazer para esquecer a beleza do imaculado quadro da aurora , cujas letras escarlates e esverdeadas fizeram os anjos silenciar e os montes e ventos perderem seu etéreo resplendor, como um culto épico e soberano a beleza materializada em forma de uma simples mulher: a fada esmeralda dos sagrados vales do amanhã.
A paz?
Qual o preço da paz?
Na evasiva acima de qualquer suspeita,
Abaixo de toda retidão,
sobre alguma razão,
Sob qualquer emoção,
Perdida na ação
Ou asfixiada na omissão,
Mal diluída em verdades e mentiras,
De meias verdades à verdadeiras mentiras,
Em overdoses homeopáticas de sinceridade
Ou em doses alopáticas de endrômina,
Enfim, qual o seu lugar?
Não tem preço
E vale o quanto se quer pagar,
Paga-se o quanto se quer ter
E ainda assim, em meio ao conflito
Eu pergunto: qual o preço da paz?
Toda mulher tem o seu valor,
toda mulher tem o seu jeito de ser,
toda mulher deve ser amada
e principalmente valorizada
e respeitada porque uma
mulher não é definida
apenas por uma palavra.
“Um discípulo perguntou ao mestre.
Onde fica o tão famoso e encantador eldorado?
Ao que o mestre respondeu:
-Se eu soubesse estaria lá.Faça da sua morada o eldorado.Jesus nosso verdadeiro mestre, nasceu em uma simples manjedoura”.
