Poemas quando eu me Amei de Verdade
UMA VISÃO, PESADELO
Ela era velha, simples e horrenda.
Unhas compridas, cabelos grisalhos,
Voz semi-rouca, veste em frangalhos.
Tinha um olhar temível e frio,
Da boca, gemidos qual foz de um rio,
Amedrontavam, distantes pássaros no ninho.
Sua cabana agreste e escura,
Coberta de palha, escorada por lenha,
Ao centro de uma sala, uma mesa jazia.
Por cima, um signo: a serpente da magia.
Ao lado, um quarto, um altar e esteira,
Onde suas preces não eram de uma freira.
Falou-me tudo, de tudo:
Do nascer, do morrer.
Do homem, a ignorância
Haveria de sofrer.
Meu presente e meu futuro,
Sim! Um pouco eu pude crer.
Falou-me, ainda, sua voz sempre rouca,
Das provas que eu um dia iria sofrer,
Das lágrimas que eu chorei por tudo,
De momentos que eu vivi por nada.
Meu futuro... prometeu
A felicidade que eu a conheceria.
Doze badaladas ouvi tocar;
Gargalhadas, gemidos, árvore a se agitar.
Já se foram os espíritos – disse;
Só resta um altar.
Nele uma velha que o mundo desconhece
Flertou comigo por um tempo
E fez o meu sonho despertar...
CAMINHO INVERSO
Outro dia estive refletindo sobre o caminho inverso, a minha cidade de origem.Avaliei o risco desse projeto,pela ótica das variáveis - probabilidade e impacto.
E cheguei a uma conclusão:A probabilidade - as chances disso acontecer.
É alta;
E o impacto - o que essa decisão pode causar.
É baixo;
Partindo desse princípio,posso comprar a passagem e fazer o caminho inverso,ao lugar que nunca deveria ter saído: - Campos Belos - GO.
(22.03.15)
A obsessão da paixão leva ao descontrole mental fazendo com que o apaixonado se torne completamente irracional a ponto de fazer coisas imbecis pelo outro. Já o amor comete a grande loucura de perdoar muitas vezes aquela pessoa que não merece, mesmo que em um certo momento do relacionamento este provou que não ama.
Somente aqueles que se entregam à loucura chamada amor conseguem perdoar aqueles que não merecem. A obsessão da paixão não consegue perdoar, pelo contrário, procura obter todos os benefícios possíveis daquele que corresponde a essa paixão.
A paixão é uma obsessão e o amor é uma loucura!
ALMEIDA, Bruno de Souza. "Reflexões". Resende, 27 de Novembro de 2015.
As preposições de um acontecimento nos remete à uma indagação profunda e pessoal.
As coisas acontecem sem ao menos termos o controle da forma com que acontecem.
Seria algo incompreensível talvez, ou não teria sentido algum com certeza.
Por mais que tentamos manipular a nossa vida, ela própria nos conduz a becos escuros e admiráveis arco íris.
Temos que ter o domínio da exatidão das coisas, conhecer profundamente cada detalhe de um ícone.
Precisamos nos conhecer mais do que qualquer um antes de questionar o que nos tornamos por responsabilidade do nosso próprio destino.
Compreender o que se passa em si é transparecer um caminho de grandes descobertas e surpresas, que nos remete a lembranças que jamais queremos esquecer.
"No Brasil de então
Nada mais é imoral
Tudo se tornou banal
Para o alienado cidadão
Que acha ser normal
Viver de esmola, violência e corrupção."
Celso de Freitas-24/03/2013
Estrada para o interior:
A via que me leva leva ao passado é a mesma que projeta o futuro.
Aqui, compreendo a influência do caminho e sua relação com a jornada.
Percebo como os trajetos escolhidos se transformam no próprio destino que trilha a passagem para a próxima estada.
E, nesta esteira que se auto alimenta, já não sei mais separar a causa do efeito.
Afinal, sou eu que percorro a estrada ou é a estrada que transita em mim?
A maior riqueza é aquela que não pode ser tomada, pois nasceu em um raio de águas eternas. Não se engane, as melhores coisas desta vida são de graça e acredite: a maioria das pessoas não as quer.
Olhe a sua volta: grande parte dos homens age pelos seus interesses, não pelos seus ideais, mentem para esconder a verdade e nem ao menos sabem quem são e pior ainda do que todas essas coisas expostas: possuem muitos bens, mas nenhum deles é capaz de lhes completar, visto que são absolutamente secos, vazios, ignorantes e desprovidos do maior de todos os atributos: o amor.
Para subjugar o desejo pecaminoso, presente na originalidade da raça humana, precisamos ter o conhecimento de Deus e o compromisso de amá-lo.
- (19.03.15)
A velocidade para fugir da prática pecaminosa determina o grau de resistência do cristão para conduzir a sua cruz.
- (19.03.15)
Quando expomos nossas idéias temos necessariamente que assumirmos as nossas irresponsabilidades.
- (19.03.15)
Exausto, desmaia o dia
Debruça o sol no horizonte
Sem palidez, ruborizado
Crepúsculo enamorado
Relaxando-se no poente
Aguarda a chegada dela
Da lua, sua eterna amada
Enquanto o céu plúmbeo
Anuncia as gotas brilhantes
Lágrimas do pranto estelar
Espalhadas timidamente
Compadecidas, cúmplices
Escondem o rubor do sol
Que esmaece, minguante
Pois, sabem-no condenado
Da lua viver distante.
GEMINIANO,
GEMINIANO,
terra de diversidades,
muitas comunidades,
povos de famílias simples,
iguais e desiguais,
classes sociais que se formam,
se informam e
se transformam.
Cidade pacata,
festeira, forrozeira
e por que não pagodeira?
Terra de tradições que se desfazem,
como: Reisado, São Gonçalo dentre tantas
que se vão pelo tempo.
Sonhando Com Meus Amigos
Aqui estamos, falando dos nossos sonhos
E nós podemos falar tão bem sobre isso
Mas o mundo em que vivemos não se encaixa nesses sonhos como um disco
E aqui estou, sonhando com meus amigos
Nós não precisamos de muitas coisas para sermos felizes
Falo sobre uma viagem com meus amigos
E nossa felicidade não depende só de dinheiro
Tornamos isso tão maneiro
Andamos nas ruas como se tivéssemos um lugar para ir
Falamos sobre isso e começamos a rir
Eles acham que as pessoas deveriam saber como nós vivemos
Mas nem mesmo nós sabemos
Sem Graça
Sinto o cheiro de hipocrisia
Vejo uma fumaça
Ouço risadas constantes
Outro pseudo fumante
Sem graça...
Fé Em Si
Não importa o tempo que se passe
Anos, décadas, séculos...
Perca tudo o que tens
Ruins ou bens
Só não perca a fé ém si
Continue caminhando
No fim há de sorrir
A literatura nunca deixará de ser um aporte estruturante para as demais aprendizagens da vida.
- (01.04.16)
NÃO ME CANSO DE TE OLHAR
NÃO ME CANSO DE TE OLHAR...
DE TANTO COMPARTILHAR A TUA IMAGEM COMIGO MESMO NÃO CONSIGO MAIS DESFAZÊ-LA DO MEU CONSCIENTE; ELA INTERNALIZOU EM MIM PARA SEMPRE.
AGORA NÃO TEREI MAIS CARÊNCIA DE SENÁRIOS QUE TRADUZEM O AMOR.
O TEU SEMBLANTE TRANSMITE ALGO BOM, SUBLIME E DIVINO QUE NÃO ENCONTREI UMA PALAVRA SUFICIENTE PARA EXPRIMIR, A MAGNITUDE DO ESTADO DE ESPIRITO, QUE ELE TRANSMITE.
ESSE TEU JEITO DE SER SOMADO À MAGIA DO TEU OLHAR ME CONTAGIA. E ELEVA A MINHA ALMA A PATAMARES SUBLIMES DE DESEJO E DE PRAZER DE ESTAR BEM JUNTO A TI.
NÃO ME CANSO DE TE OLHAR...
- (04/2014
Refletindo ...
Raros momentos,
perplexidade no olhar,
uma folha que cai,
um grito de ai,
aquela folha desfaz e,
fecha seu ciclo.
Banal é,
não banalizar,
o que fora,
banalizado,
a folha que cai,
não tocou o solo,
está caindo,
juntando-se as outras,
juntando-se ao todo,
retornando para
a alma-máter
natural.
O AMOR PASSOU POR MIM
O amor nasceu e não cresceu
No solo árido que não cuidei;
Não rompeu, não frutificou...
E ao murchar deixou-me
O remorso de não o ter vivido.
04.04.16
UM NOVO RUMO
HÁ MOMENTOS EM QUE É NECESSÁRIO MUDAR DE DIREÇÃO:
INSISTIR, MUITAS VEZES,É "DÁ MURROS EM PONTAS DE FACA";
É "SALTAR NO ESCURO”; É "MALHAR EM FERRO FRIO"; É ANDAR COMO O CARANGUEJO...
OUTRAS PRIORIDADES NOS VÃO SURGINDO AO LONGO DA JORNADA; ÀS VEZES SIMPLES,
MAS, NÃO MENOS IMPORTANTES.
DESPREZÍVEIS, MAS CAPAZES DE NOS TORNAR MAIS FELIZES E REALIZADOS.
DEPOIS DA DECISÃO DE UM NOVO PERCURSO,
UM SONHO DÁ LUGAR A OUTRO SONHO. E AS FORÇAS SE REFAZEM EM CADA GOTA DE ESPERANÇA QUE MANTIVERMOS.
HÁ COISAS QUE A GENTE CONSEGUE
E HÁ COISAS QUE A GENTE NÃO CONSEGUE.
O QUE PRECISAMOS ENTENDER É QUE SE ALGO NÃO SAIR COMO GOSTARÍAMOS, AINDA NÃO É O FIM:
O INÍCIO DE NOVAS POSSIBILIDADES COM MAIS ACERTOS PODE TER COMEÇADO, E AINDA NÃO PERCEBEMOS.
NEM POR ISSO, DEVEMOS VIVER NOS LAMURIANDO OU ATÉ MESMO PERDENDO A RAZÃO DE VIVER.
COMO ACONTECE COM MUITOS DE NÓS.
O DESEJO DE CONTINUAR LUTANDO PARA VENCERMOS NOVOS DESAFIOS, É QUE DEVE NOS MOVER.
- ( 2014)
