Poemas quando eu me Amei de Verdade
Deus é uma construção intelectual abstrata da consciência, que busca encontrar o senso da causa primordial que justifique a própria existência da auto-consciência e da realidade. Ou seja: EU SOU! (YHWH)
Quem sou? Nem eu mesma sei. Ainda não tive tempo de me conhecer, estava muito preocupada em agradar os outros, sendo quem eles queriam que eu fosse. Fui boa filha, boa aluna, boa sobrinha, boa irmã, submissa, a mulher dos sonhos de qualquer homem, quieta que não reclama somente obedece. Até que me sufoquei com tantas mentiras sobre eu mesma, agora não quero agradar ninguém, quero me conhecer de verdade, saber do que gosto e o que quero ser de verdade.
O mundo do eu só tem espaço para um. O mundo do nós para muitos. Mas o mundo de Deus tem espaço para todos.
Eu sinto que preciso me amar agora. Eu preciso gostar mais de mim mesma, eu preciso investir em mim e gostar de tudo que eu vejo no espelho. É, chegou a hora de me colocar em primeiro lugar. Em se preocupar mais comigo. De deixar os outros pra lá e cuidar de mim mesma. De ser a minha princesa, a minha mulher menina, de ser a minha salvação e de ser o meu próprio porto-seguro. Chega de jogar limpo, de colocar os outros em cima de mim mesma. E eu acho que perdi tempo demais, chegou a grande hora de praticar o amor próprio e de pensar como eu sou importante. Eu sou uma maravilha e dessa vez, eu sou muito mais importante e não me importo com o que você vai dizer. Antes eu ligava, agora eu ligo, mas só pra mim.
Se você tem capacidade para me julgar pelo o que você vê, provavelmente tenha capacidade para me julgar pelo o que realmente sou.
Não acredite no: Eu te Amo da boca pra fora... Observe o: Eu te Amo nas atitudes... Esse sim é o Verdadeiro...
Talvez, alguém me faça sorrir, talvez me faça feliz por um minutinho bem rápido, mas ninguém, de verdade, pode me fazer feliz pra vida inteira: O dever de me fazer feliz é meu!!!
Explosão de Átomos
Andei pensando no porque de eu ser assim tão alto destrutivo e inseguro. Tão feliz e triste ao mesmo tempo. Tão forte e tão fraco. Tão ogro e tão gentil. Como pode isso? Para os outros não deve ser fácil conviver comigo. Nossa tadinho dos meus amigos. Da minha mãe. As vezes nem mesmo EU me aturo. Sei lá devo ter nascido na época errada, vindo de uma outra galáxia, só sei que a este mundo nunca achei me pertencer. Mas nunca fui assim tão frio e com tendencia a afastar as pessoas de mim. Na verdade quando ainda criança, meu pai saiu de casa. Eu sei, isso não é tão incomum ou o fim do mundo, mas no meu caso foi aí que tudo mudou. Algo se quebrou dentro de mim e um escudo emocional se criou ao meu redor. Depois disso passei a questionar aqueles que demostravam carinho por mim ou diziam me amar. Não foi proposital sabe, apenas acontecia. E gradativamente tudo havia mudado em mim. Não sei, parece que os átomo de todas aquelas lembranças e coisas felizes que eu tinha com meu pai haviam explodido não restando cinzas se quer. Foi num piscar de olhos, e plim, um novo ser ali surgia. Não mais alto, forte ou bonito. Apenas diferente internamente. Mais cauteloso e desconfiado e menos amigável ou solicito. Não e que eu não me importe, mas sim que passei a ver que as aparências enganam, pois quanto mais você vê, menos sabe de fato algo sobre alguém próximo a você. Muitos de nós levamos conosco cicatrizes tão profundas que se vierem a tona nunca poderíamos no recuperar de tal dor. Um simples toque e tudo voltaria ao pó. O tudo seria o novo nada.
A não-dualidade faz-me perceber inteira divina, ao menor sinal de percepção: Sou luz, verdade e leveza em ação.
Não há o que controlar. Nem mesmo o "não querer controlar".
Pois tudo é automático. Com exceção do Eu que percebe essa verdade.
Me encante da maneira que você quiser, como você souber. Me encante, para que eu possa me dar. Me encante nos mínimos detalhes. Me encante com uma certa calma, não tenha pressa, tente entender a minha alma.
Nota: Trecho de "Me encante" de Silvana Duboc
Às vezes eu gostaria que a vida nunca tivesse um fim. Tudo que é bom, dizem, nunca dura.
Os baianos invadiram o Rio para cantar "Ó, que saudades eu tenho da Bahia...". Bem, se é por falta de adeus, PT saudações.
O Eu procura libertar-se eliminando todos os obstáculos à sua passagem. Em parte é livre, em parte é determinado. Numa palavra a vida é um esforço no sentido da liberdade.
