Poemas para uma pessoa que te feriu
Uma ferida não fecha assim tão rápido. E, se não for tratada corretamente, pode infeccionar e contaminar o resto do corpo. Pode ser tarde até que se note a infecção.
Eu perdoo o passado na maioria dos dias. Em alguns, não. Cada pequena ocorrência ativa minha memória, e os meus sentimentos logo assumem o controle.
Ainda estou me curando.
Persistir é uma tarefa árdua porque você não sabe até quando vai ter que aguentar. Não somos invencíveis. Não damos conta de tudo. Parece que nada está mudando realmente.
Estou cicatrizando, eu acredito.
"Siga em frente." Deixe a ferida se fechar e não fique cutucando, não vai mudar o que aconteceu. Pegue todo aquele amor e cuidado que você tem e aplique em si próprio. É hora de desacelerar, olhar para si e passar a se enxergar. Esse processo é só seu.
VERSOS COM SAUDADE
No verso magoadíssimo de saudade
Quase privado de aparato, de alegria
Tão sofridamente a sensação invade
Que nem a emoção, o agrado, sentia
Na poesia, o suspiro de infelicidade
Nas rimas o sentimento que morria
E, no ritmo da poética a banalidade
Cantando, nem eu sei que cantoria
Pranto... sei lá que tanto, apodera
Da solidão, que o coração dilacera
E a nostalgia vem forte na carência
Nem sei se sei onde está o alguém
Apenas sei que dói, vai muito além
Quando se tem uma vital ausência.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/09/2024, 18’45” – Araguari, MG
Eu sei que o amor existe, porque eu amo quem me feriu.
Então quando me perguntam se o amor existe, eu respondo que com certeza sim.
Mas o amor nem sempre é uma realidade alcançável.
1. As duas dores emocionais mais insuportáveis para o ser humano são: a rejeição e a traição.
2. As maiores agressões morais/sensoriais são: a ameaça e a manipulação.
3. Dores físicas são ilimitadas, dependem de cada um.
O vento sopra enquanto ardem as feridas
E o que foi mesmo que você fez com a sua vida
Sentado e só, aguardando na sua ilusão
Eles não vão vir pra te pedir perdão
Perder alguém
Perder uma pessoa amada ,
É como uma espada que ultrapassa a alma .
É uma ferida que não cicatriza mesmo com o passar dos anos.
E como algo que queima e arde na alma ,
Deixando um vazio no coração.
E o pior que ao passar dos anos essa dor esse vazio vira parte de você .
Por mais que queira preencher esse vazio ele é insubstituível.
Toda raiva vem do coração e toda mágoa vem da lembrar alguma procrastinacão.
Esqueça de verdade colocando boa ressignificação, as pessoas falam do que não sabem
e vivem sem conhecimento
Tenha confiança e não arrogância!
De todos os membros do nosso corpo a língua
é o mais perigoso, vigia com a sua ela pode
feri a sua dignidade.
Aprende a amar, a amar com a força da pedra,
Sem medo de ser ferido, sem medo de sofrer.
Aprende a ser forte, a ser um gigante de pedra,
Protegido contra o amor, que tanto te pode machucar.
Minha alma está ferida
Meu coração tomou um tiro da vida
A hemorragia as vezes quase me traz a despedida
Mortalmente caminho com dificuldade
Aguardando a cura
Uma voz me diz
Respira.
o amor é um vigarista.
Envolve um sentimento horrível de confiança e traição, mentiras e machucados.
Mas o amor, também, é um policial.
Salva seu frágil coração de um ataque indevido, cura seus machucados e o transforma completamente.
O amor não é ruim, é só saber escolher a quem amar. Mesmo que seja impossível distinguir quem realmente se importa.
“Viva sua vida hoje!
Não deixe nada e nem espere nada para quando...
- As férias chegarem;
- Para o feriado prolongado;
- Se aposentar, e por aí vai...
Viva bem cada dia, pois ele é único e nunca vai se repetir!
Adiar oportunidades não é sua melhor escolha!”
Dor que retorna
Ferir sem querer é lançar mão
de uma lâmina sem ver o fio,
e, no ato de se proteger,
cravamos cortes que escorrem silêncio.
Há uma tristeza que é faca cega,
um espinho oculto sob a pele.
E é só depois, ao sentir o eco
do que fizemos, que a dor se revela.
Nosso coração sabe o que é errado,
mas às vezes se debate, erra os olhos,
e atinge quem mais amamos,
num reflexo triste de autoproteção.
E então, o peso nos volta —
o corte que causamos abre-se em nós.
É a dor que revira, rasga por dentro,
e ninguém vê, mas em nós lateja.
Quis apenas me defender,
mas na pressa fui flecha cega.
E, agora, o arrependimento sussurra,
ferindo-me na ferida que deixei.
Democracia ferida
Democracia é flor que desabrocha,
no campo onde todos têm voz e vez.
É o sonho de muitos que ergue e abraça,
um canto de paz, liberdade e altivez.
É voto que ecoa, escolha que é justa,
é a mão de quem serve e ouve o clamor,
de um povo que luta, de um povo que busca
um mundo mais pleno, repleto de amor.
Mas então vem a sombra, sutil e voraz,
corrompendo o que é puro com ganância feroz.
A corrupção se infiltra, espalha-se, trai,
e aos poucos, desonra o que a justiça faz.
O poder que era leve, que era para o povo,
vira jogo sombrio, um lucro só seu.
E o sonho se quebra, o campo é tomado,
e a flor da verdade, esmagada, morreu.
Mas mesmo ferida, a flor ainda insiste;
renasce na luta, ressurge na fé.
Pois a beleza da democracia é eterna,
enquanto houver quem por ela se ergue de pé.
Você em mim
Tudo que eu queria era acabar com essa briga,
silenciar essa mágoa, abrir mão da intriga.
Desculpar e te abraçar sem demora,
te beijar, como se tudo fosse só agora.
Tudo que eu queria era um momento só nosso,
perder-me em você, sem pensar no que é certo ou no que posso.
Sentir teu cheiro bom, tão perto de mim,
tão quente, tão firme, me envolvendo enfim.
Tudo que eu queria era te ver entregue,
de olhos fechados, enquanto o desejo segue.
Te ver babando de prazer ao me sentir,
te tocar, te fazer sorrir.
Tudo que eu queria era te ter aqui,
sem passado ou futuro, só o agora pra existir.
Eu queria te sentir, sem medo, sem fim.
Tudo que eu queria... era você em mim.
Era uma vez
Era uma vez a tristeza
pura melancolia.
Eram frustrações e mágoas,
hoje é alegria.
Era uma vez a saudade
que um dia passou.
Eram cicatrizes e marcas
que com o tempo fechou.
Era uma vez um jardim
que com o tempo cessou.
Era uma vez a esperança,
que do nada voou.
Era uma vez um oceano
que um dia secou.
Eram simplesmente lágrimas
que se acabou.
Era uma vez o sol
que iluminava o dia.
Eram apenas palavras
simplesmente poesia.
milímetro de mágoa
foi uma dor cruel
pior que corte feito por papel
pequena, constante
e até revoltante
não era para acontecer.
e a gente vê
que o detalhe pode ser, então
imensidão.
Menti para você,
disse que te traí,
só para te afastar — nunca foi verdade.
Eu menti,
mas foi para meu coração se curar,
para essa ferida cicatrizar.
Pensei apenas em mim...
Eu menti.
Fui traída,
jogada fora, esquecida,
mas nada disso me abalou.
Seus olhos dissimulados
nunca me enganaram.
Será que algum dia,
eu realmente te amei?
