Poemas para uma Pessoa Alegre

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E se a mais absurda teoria, não fosse teoria: insiste uma ideia tendenciosa, a de que "só vale a pena começar algo quando tudo estiver completo"!
O que poderia estar vivendo agora, se não esperasse tanto pelo dia perfeito? Mas a verdade, é que "quase nada nasce pronto"!
A busca pelo "bastante" costuma ser apenas uma desculpa, bem disfarçada, do medo de errar e de ser julgado... "os sonhos não tem culpa das escolhas erradas nossas"!
"O perfeccionismo cega a razão diante de evidências"; ter a sensibilidade para aprender, exige, primeiramente, que alguém abandone a necessidade de sempre ter a última palavra em toda discussão!

Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender.
Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito.
Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade:
Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles.
Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.

Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.

Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.

Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.

Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.

Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.

Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.

Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.

Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.

Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.

Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.

Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.

E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.

E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.

Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.

-Victória Licodiedoff Lemos

Voluntariado se trata de uma atividade social que não tem fins remuneratórios, mas sim tem fins reconstrutivos.


Cooperativismo se trata de uma atividade social que não tem fins arrecadatórios, mas sim tem fins distributivos.

⁠*Mulher guerreira.*

Vejo uma mulher guerreira, sem espada e sem nome.
Sua única arma é a coragem, para matar dos filhos a fome.

Ela acorda cedo, deita-se tarde, pega o ônibus lotado.
Mas, com sorriso na alma, beija o filho no colo, que, vencido pelo dia, já não está acordado.

Não tem dor que a segure ou tristeza que a impeça.
Tudo que lhe importa é que seu filho cresça.

Da fraqueza tira força, e da dor faz poesia.
Enxergando o futuro de seus filhos, isto lhe é primazia.

Esqueça os grandes autores, os filmes a que você já assistiu um dia.

Quer conhecer uma guerreira?

Elas estão por aí.

Na rua, no ônibus lotado, nas portas das escolas, nas grandes empresas ou simplesmente na cozinha de sua casa.

Numa comida que exala seu cheiro, num filho que a abraça ou num afago ligeiro.

Cícero Marcos.

A busca

Há uma procura incessante na vida humana.
Um desejo de encontrar o inexistente,
para preencher o inexplicável.

Uma busca de se ter o que não se pode comprar,
para suprir o que não se sabe explicar.

Trabalha se muito para poder descansar,
num futuro distante,
que não se sabe se chegará.

Eu prefiro viver o presente,
este sabor diferente de se provar.
E já me dou por contente,
se amanhã ao sol nascente eu puder despertar.

Autor Cícero Marcos

Não gosto de competir, a dor do derrotado não vale minha vitória. Quem disse que o mundo é uma competição?


Prefiro viver sem disputas, sem a necessidade de "vencer" alguém ou "vencer" na vida. Vivo em paz assim, sem ter que ser o melhor ou superar os outros. Para mim, a verdadeira vitória é viver conforme o que me faz bem e feliz.


A competição é desnecessária quando se vive em harmonia consigo mesmo, no seu próprio ritmo. Não preciso me comparar a ninguém, e viver assim me traz mais leveza e prazer. Apenas vivo.

Hoje em dia, o medo e o mundo viraram uma coisa só.


Medo de ficar pobre;
Medo de perder alguém;
Medo de arriscar;
Medo de sentir dor;
Medo de se magoar;
Medo de ficar sozinho;
Medo de confiar;
Medo de amar;
Medo de ser julgado;
Medo de ser criticado;
Medo de causar má impressão;
Medo de ser mal visto;
Medo de ser a si mesmo;
Medo de andar por aí;
Medo de ser assaltado;
Medo das pessoas;
Medo de morrer;
Medo de viver...!


O medo tomou conta do mundo de tal forma que virou parte da nossa vida. Ele guia nossas escolhas, limita o que fazemos, nos impede de agir. Está em todas as partes, e muitas vezes nem percebemos, mas ele está lá, afetando nossas decisões e, muitas vezes, nos paralisando.


Esse medo, que se disfarça de proteção, nos impede de arriscar, de confiar, de viver de verdade. Ele nos faz viver em um estado constante de preocupação, pensando no que pode dar errado, nos fazendo focar no medo ao invés de aproveitar o momento. A insegurança nos faz esconder quem somos, seguir o que os outros esperam de nós, e nos afasta de nossa verdadeira essência.
Quando não enfrentamos esse medo, ele nos prende em uma rotina de cautela, onde a vida se torna uma série de passos pequenos e seguros, mas sem realmente vivermos. O maior medo que podemos ter é o de não viver, de deixar a vida passar enquanto tentamos evitar o medo. Ao encará-lo, podemos viver com mais autonomia, confiança e espontaneidade.

A realidade é uma só.


O que muda é a forma como você enxerga a perspectiva da realidade, e isso depende da quantidade de mentiras em que você acredita e da quantidade de verdades em que você acredita.


Lembrando: a verdade é uma só, e ela se encaixa perfeitamente dentro da realidade, a realidade que está dentro de você, dentro do seu ser, e ao seu redor.


Por isso, é necessário olhar para dentro de si para conseguir diferenciar o que é mentira e o que é verdade na sua vida e à sua volta. É preciso sentir o que é verdade para poder descartar o que é mentira.


Para entender isso melhor, é importante ter consciência de que a morte é a única garantia que você tem na vida. E que a passagem entre o nascimento e a morte – que é a vida – é muito curta. Por isso, buscar a verdade dentro de si é essencial para ter um entendimento melhor e uma noção mais clara da realidade que o cerca. Isso é o que pode levar a uma vida melhor, baseada no sentido que você escolher seguir.

Estamos vivendo em uma era onde o sentimento se tornou refém da mente, e a mente, por sua vez, está refém de outras mentes que mentem constantemente. Essas mentes manipulam, distorcem e enganam, perpetuando um ciclo onde os sentimentos das pessoas ficam reféns das ideias impostas por essas mentes. O jogo mental acontece o tempo todo, e muitas vezes, sem que sejamos plenamente conscientes disso.


Nessa realidade, as emoções são moldadas por influências externas, muitas vezes contraditórias, fazendo com que as pessoas vivam em um estado de confusão e incerteza. A mente, sem um olhar crítico, absorve essas distorções e se torna prisioneira de falsas verdades, alimentando sentimentos que não são verdadeiros nem reais.


Exemplos disso estão por toda parte: em redes sociais, onde padrões de felicidade e sucesso são constantemente apresentados, mas raramente refletidos de maneira verdadeira. Ou na mídia, que molda a forma como vemos o mundo, manipulando a percepção das massas, criando ansiedades e medos artificiais. Essas influências não só distorcem a realidade, mas também escravizam os sentimentos, que deixam de ser reais e passam a ser impulsionados por pressões externas.


Portanto, é necessário perceber o quanto nossas mentes estão sendo manipuladas e como nossos sentimentos podem ser moldados por influências alheias, sem que sequer tenhamos consciência disso. Somente ao questionarmos essas influências e buscarmos uma conexão mais verdadeira com nós mesmos podemos libertar nossos sentimentos da prisão que a mente impôs a eles.

O universo não gira em torno do espaço físico de uma única vida.


Quanto mais você se ilude com a ideia de ser "alguém importante" para o mundo, mais vai se afastando da verdadeira importância que tem para o seu próprio mundo interior. A busca constante por reconhecimento externo acaba fazendo você esquecer o que realmente importa: o que você sente, pensa e vive dentro de si.


A verdadeira evolução começa de dentro para fora. O processo de transformação começa em seu interior, na maneira como você enxerga a si mesmo, como lida com suas emoções, suas crenças e seus pensamentos.


Pretensão é tentar mudar o mundo ao seu redor sem antes mudar a si mesmo. Queremos que o mundo seja diferente, que as pessoas se comportem de outra forma, que a vida nos trate de maneira mais justa, mas esquecemos que, se não houver uma mudança interna, nada disso será possível de verdade.


Quando mudamos de dentro, naturalmente começamos a perceber transformações no mundo ao nosso redor. Não é preciso forçar, criar expectativas ou agir com vaidade, querendo ser reconhecido por nossa mudança. O mundo já está em constante mudança, e o que vale, no fim das contas, é participar dessa transformação através da própria evolução. Ao mudar a si mesmo, você se torna parte da mudança do mundo.

Precisamos parar de acreditar na ilusão de que vivemos em uma verdadeira democracia. Na realidade, nunca fomos verdadeiramente uma democracia. O que temos é uma ditadura que favorece banqueiros e grandes empresários, onde somos, na prática, escravizados pelo trabalho. Trabalhamos por necessidade, porque, sem um emprego, não temos como garantir nossa sobrevivência. Uma verdadeira democracia, que realmente merecesse esse nome, não permitiria que qualquer pessoa passasse fome, vivesse sem abrigo, ou ficasse sem acesso à educação e saúde. As necessidades básicas de todos deveriam ser atendidas pelo estado, mas, em vez disso, somos forçados a trabalhar incessantemente para sobreviver.


Existem alguns privilegiados que, por sorte, conseguem trabalhar em algo que realmente gostam, mas a maioria de nós trabalha apenas por necessidade, para garantir o mínimo para a nossa sobrevivência. Nos tornamos meras engrenagens de um sistema que nos usa como escravos para sustentar banqueiros, mega-empresários e investidores — pessoas que controlam os bancos e as grandes corporações. Eles dependem de nosso trabalho para se manterem ricos, ostentando uma vida de luxo às nossas custas, enquanto nós, que sustentamos o sistema, vivemos na pobreza.

Quem vive apenas com facilidades na vida acaba se tornando fraco e frágil. Quando uma dificuldade surge, a pessoa entra em desespero, pois não tem experiência em lidar com problemas.


Por outro lado, quem está acostumado a lidar com dificuldades frequentemente se torna mais forte. Para essa pessoa, cada dificuldade que aparece é apenas mais uma a ser superada, algo a ser enfrentado.

Pra mim,


Parente não é necessariamente uma família;

família é um conjunto de pessoas com as quais me sinto bem.


Minha família pode estar espalhada por onde eu for, em qualquer lugar onde eu seja bem recebido.


Família está onde há pessoas de bom coração, onde há acolhimento, respeito e amor.

Vejo o dinheiro como uma consequência, e não como um desejo em si.


Prefiro trabalhar no que eu realmente desejo, no que escolho, no que me faz bem, independentemente de ser considerado "impossível" ou não, e ter o dinheiro como uma consequência disso, do que simplesmente desejar o dinheiro e, como resultado, enfrentar o estresse, o desânimo e o desgaste de trabalhar em algo que não me satisfaz.


Para mim, o verdadeiro valor está em fazer o que amo, e o dinheiro surge como uma consequência natural desse processo. Trabalhar apenas pelo dinheiro pode levar a uma vida de frustração e exaustão, enquanto buscar o que realmente traz satisfação gera um bem-estar contínuo.

Vivemos apenas no presente, no agora. O futuro é uma ilusão, e o presente é a transformação contínua. Os dias se transformam dentro do agora. O amanhã não existe, porque o amanhã é, na verdade, o agora. Criamos datas para nos organizar, mas isso não reflete a realidade, porque o tempo, como o entendemos, não existe. O que existe é a transformação constante – do recém nascido ao idoso, passamos por mudanças contínuas. Nascemos depois da morte, e nascemos para morrer. A vida está sempre no presente, no agora. Por isso, só podemos viver o presente, pois o antes e o depois são apenas interpretações do que está acontecendo agora.


A maior prova de que o ontem e o amanhã não existem é o simples fato de que estamos aqui hoje.

O Triunfo de uma Estrela — Sabrina M. Augusto
Num mundo de sombras, vaidades e falsidades,
onde a inveja vigia e a maldade espia,
ergue-se uma alma de brilho augusto:
força e ternura — Sabrina M. Augusto.
Por trilhas de espinhos que o tempo traçou,
sua essência jamais se ajoelhou.
Mesmo sob golpes de um juízo injusto,
venceu com nobreza Sabrina M. Augusto.
Enfermeira de mãos que devolvem razão,
onde o pulso se cala, renasce a canção.
Se a vida vacila, ela paga o custo:
sopro divino em Sabrina M. Augusto.
Das crianças esquecidas nasceu o primeiro amor,
sorrisos pequenos curando antiga dor.
Dos bichos e plantas, cuidado robusto
habita o peito de Sabrina M. Augusto.
Ouvinte sensível, de conselhos fiéis,
enxerga verdades além dos papéis.
Cresce com ética, sem truque ou susto,
pois honra é caminho de Sabrina M. Augusto.
Se a origem foi dura e a perda foi tamanha,
na falta materna que a alma acompanha,
o Criador, justo, mudou-lhe o arbusto
e ofertou novo colo a Sabrina Augusto.
Quando a mãe Rosa não pôde ficar,
um anjo na Terra veio para amar.
De mãos de ternura e amor por inteiro,
surgiu Cacilda Sarah de Oliveira.
Sem letras nos livros, mas sábia na vida,
fez da educação sua causa erguida.
Criou como filha, com luz verdadeira,
semeando eternidade: Cacilda Sarah de Oliveira.
Hoje repousa nos braços do Pai Celestial, no além,
pois quem planta o amor colhe o bem que vem.
Deixou seu legado, firme e certeiro,
guardiã de Sabrina — Cacilda Sarah de Oliveira.
Sabrina, prossiga: tua fé é teu norte.
DEUS te sustenta, te faz grande e forte.
Que o mundo reconheça teu brilho augusto,
pois o céu caminha com Sabrina Mendonça Augusto.

Dente de Leite

Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente

Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente

Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Um Antigo Piano Novo


Era uma vez um piano. Um erudito piano
Que adorava espalhar seus sons e alegrar o povo cantando
Suas antigas teclas. De marfim amareladas
Já conhecia os tons. Das mãos que as dedilhava


E da cartola do tempo. As melodias tirava
De belíssimas ladainhas. Que o povo todo cantava
Mas lentamente como a brisa viaja o oceano
O tempo corroía as cordas e emudecia o piano


No domo azul do mundo. Nuvens não ficam paradas
E a voz do piano velho. Logo seria trocada
Por outro piano novinho. De teclas brancas resinadas
Que tocava canções de amor. E o povo compartilhava


Porém não foi esquecido o piano antigo de teclas amareladas
Ele vinha na frente todo orgulhoso. Bem vestido e imponente
Abrindo o caminho para o novo. Que timidamente iniciava
Essa linda jornada sagrada. Que é a vida da gente

Se você calar uma agressão


O agressor vai crescer...crescer...e crescer


Até explodir dentro de você