Poemas para uma Pessoa Alegre
Me encontro preso em uma encruzilhada invisível do tempo.
O relógio marca 2025, mas dentro de mim ainda é fim de 2019...
Uma estação parada, como um trem que nunca anuncia a próxima parada.
Os sonhos parecem ter ficado esquecidos em algum banco de praça, e os planos, esses, dissolveram-se como papéis molhados pela chuva.
Ainda há ecos de 2017: perdas que, mesmo antigas, insistem em deixar cicatrizes frescas.
E a cada lembrança, meu peito se encolhe, como se fosse possível recusar-me a respirar o ar do presente.
Para completar a ruína, 2021 foi um golpe que não cicatrizou...
Um luto que não se fecha, uma ausência que continua presente, como uma cadeira vazia sempre posta à mesa.
No meio de tudo isso, a vida não parece andar, mas também não se entrega ao fim.
É um estado suspenso: um corpo que respira, mas não sonha; um coração que bate, mas hesita em acreditar.
Às vezes, entre um silêncio e outro, surge a pergunta que não se cala:
"O que eu faço agora?"
Mas a resposta nunca vem.
E o tempo segue...
Implacável, indiferente, carregando anos como quem carrega malas pesadas em um corredor sem janelas.
Talvez o que falte não seja um plano, mas o primeiro passo.
E o futuro ainda não tem forma porque, em algum lugar, o passado ainda pede para ser chorado por inteiro.
E esta pessoa, que aqui escreve, mas que poderia ser qualquer um que agora lê, permanece entre o ontem que sangra e o amanhã que não ousa nascer.
Virei a página.
Deixei lá na página anterior.
Agora tenho uma nova história para escrever.
Aqui nesta página em Branco que você vê.
Deixei lá no passado as mágoas, os rancores e tudo que for de ruim.
estou bem melhor assim.
Simplesmente não volto lá naquela página dolorosa, tão difícil de lembrar.
Aquelas letras demonstravam toda a minha melancolia.
Vivia sempre em questionamentos e angústias.
Não esqueci apenas não lembro mais.
E de agora em diante tudo que for ruim eu deixo lá atrás.
ME AMO
Hoje convidei as minhas inseguranças para dançar uma valsa.
Talvez assim conseguisse enxergar as minhas belezas e meus talentos.
Aos poucos fui aprendendo a lidar comigo mesma.
Joguei todos os comentários aos ares.
Deixei de lado meu medo de brilhar.
Hoje sou feliz como sou.
Atualmente vejo o que sou, e só isso que importa.
Reconheço meus limites.
Infelizmente tive que fazer uma limonada com os limões que a vida me deu.
Hoje sinto que sou eu muito mas que ontem.
E raramente me pego presa aos padrões dito como meus.
Agora sou eu que me padronizo.
Hoje sou eu que me amo.
E convido você a se amar também
👉🏼 Sereno por Dentro, Invencível por Fora: O Poder da Calma Interior
"Uma das maiores sabedorias do ser humano é preservar a calma da alma. Não se trata de ignorar o mundo externo, mas de aceitar de coração aquilo que não podemos controlar — acontecimentos, atitudes, palavras e olhares alheios. É nessa aceitação que a paz interior se torna um refúgio inabalável, fortalecendo o espírito diante de qualquer tempestade."
O silêncio que corrói aos poucos,
Como uma uma carne deixada aos abutres.
Você sabe que está ali, mas está só!
Não tem barulho, não tem um toque, é só o vazio. Vazio esse que antes florescia com um simples “oi”, mas o abismo que separa é o orgulho com o medo de não machucar e acaba machucando.. e assim vamos vivendo
Amor é uma escolha
O amor não é um sentimento,
é a escolha de ficar.
Ficar quando for monótono
E quando alguns dias a tempestade chegar.
É dançar sem ouvir a musica
é ser cura, amigo e colo.
Oportunizar e conduzi-lo ao crescimento,
Sem interesse do retorno.
A vida é como uma estrada de mão única. Sem retorno. E por mais que a gente queira, não há como voltar no tempo.
A sabedoria está justamente em aceitar essa jornada e em aprender a valorizar o presente.
O hoje é nosso maior presente. E é nele que a gente encontra instantes que se tornam eternos.
A gente vive correndo, mas é nos pequenos momentos que a verdadeira magia acontece. Há aqueles dias que valem a pena por um instante... E há aqueles momentos que valem a vida inteira.
Porque no final das contas, o que levamos não é o tempo, mas a coleção de instantes que nos marcam para sempre.
Liberdade é uma coisa. Libertinagem é outra. Ser um espírito livre nada tem a ver com viver desenfreadamente. Limites são necessários em todos os tipos de relações, a começar consigo mesmo. Não há liberdade sem respeito, caso contrário, você se torna só mais um escravo dos próprios impulsos.
Sâmara Câmara
A relação entre psicanálise e semiologia pode ser delineada a partir de uma interrogação central: como os signos revelam dimensões ocultas da subjetividade? Para Freud (2010), o sintoma é um substituto de algo recalcado, um signo que aponta para um conteúdo inconsciente. Do lado da linguística, Saussure (2006) inaugura a semiologia como ciência geral dos signos, compreendendo o signo como a união entre significante e significado. A articulação entre esses dois campos demonstra que a subjetividade se constrói na e pela linguagem, e que toda manifestação sintomática pode ser lida como signo.
Do artigo :A Linguagem do Inconsciente: Interfaces entre Psicanálise e Semiologia
- A ideia central é que sem uma experiência pessoal com Deus, é difícil falar adequadamente sobre Ele.
- A fé necessária é descrita como inabalável e envolve a compreensão de que tudo e todos somos deuses e que tudo foi criado por Deus.
- A noção aqui é que a experiência pessoal com Deus é um pilar central para a genuína compreensão e discurso sobre o divino.
- Sem essa experiência, a fala sobre Deus pode se tornar teórica e desprovida de vivência real.
Do livro: O poder da criação, de Nina Lee Magalhães de Sá
A política é igual uma pizza!
Mudam-se os recheios mas, a massa é feita sempre pelos mesmos ingredientes.
Danilo Strada
*
"Queria
que o meu coração
tivesse um lugar secreto, uma gaveta pra guardar a poesia
que um poeta
deixa escapar nos seus devaneios."
***
Viver é uma arte, a arte de se movimentar.
Criar, dançar, sorrir, brincar amar e sentir.
É preciso deixa a arte falar.
Falar de amar.
O amor é inspiração, respiração, acalento, alento.
É preciso saber amar,
É preciso saber cuidar,
É preciso se dedicar.
A música é a conexão entre a emoção e a imaginação.
Cada nota é uma expressão da alma transformada em som.
Na pausa das palavras, a melodia responde.
Nunca tome uma atitude na incerteza...
Perigos acontece.
Mesmo que seja lento a caminhada, desistir agora, seria mais um erro.
Poema do solito.
Sou assim, tenho muy pouco,
por sinal, quase nada;
me basta uma payada
num galpão ao anoitecer,
vendo uma estrela se perder,
quase se apagar na coxilha.
Eu, deitado na encilha,
com cheiro do colorado,
o candeeiro enfumaçado,
pendurado no travessão,
que sustenta a velha quincha,
apertada como sincha
na coberta do galpão.
Minha cama é um catre,
pelego é o meu colchão;
e nas noites de invernada
tenho a alma abrigada
e amadrinhada no xergão.
Por vezes, no imaginário,
nessa coisa de solidão,
penso em outros tempos
enquanto sopra o vento,
assoviando no oitão.
Nesse silêncio velado
de campo e alambrado,
quase no fim da pampa,
donde o gaúcho é estampa
que mantém a tradição.
Quis assim o destino:
que eu, paisano e fronteiriço,
índio, guasca mestiço,
fosse guardião destas terras.
A tropilha, o gado que berra,
o tarrã no banhado,
o quero-quero entonado
no ofício de posteiro,
desconfiado do orneiro
que segue barreando o ninho,
pra não terminar sozinho
igual este rude peão.
Não quis china nem cria,
mas me contento solito:
companheiro, o mate, o pito
e o colorado que fiz pra mim.
Enfrenei, domei e, por fim,
vivo nele enfurquilhado.
Às vezes vou ao povoado
ou no bolicho da ramada,
onde se junta a indiada
pra carpeta, algum bichinho…
E o meu pingo, ao relincho,
me espera na madrugada.
Renato Jaguarão
Que o seu dia seja lindo como esse lindo buquê!
Apesar de ser virtual eu dedico a você!
Pra uma mulher linda e poderosa, + cheia de espinhos,
Charmosa como uma rosa merece todos os meus Carinhos!
Tu que transmutas o veneno em cura,
O ódio em paz, o peso em leveza,
Faz de mim uma torre tão pura
Que a maldade desista, por fraqueza.
Rodeia-me, chama sagrada,
Com tua dança silenciosa e viva,
Queima o rancor, a palavra lançada,
Purifica cada alma que me cativa.
Purifica o que chega de fora,
Antes que fira, que brilhe, que mude.
Faz de nós a chama que ora
E não esquece da própria virtude.
Aqui e Agora
Uma melodia antiga, suave,
traz de volta a infância:
o tênis da moda,
a mochila que brilhava no recreio.
Dizem que já vivemos
o melhor da vida—
e hoje, por um instante,
isso quase faz sentido.
Mas talvez seja só o olhar
que mudou de lugar,
o mundo continua,
nós é que crescemos.
Resta o presente,
esse instante que pulsa.
Futuro, passado?
Deixo ao vento.
Só importa este agora,
e o que os outros pensam
eu jogo fora.
