Poemas para um Amigo Passando por Dificuldades
O episódio de 8 de janeiro foi amplamente rotulado como um crime, mas há quem sustente que ele também serviu como instrumento de exemplaridade seletiva. Sob essa ótica, o processo levanta questionamentos sobre a consistência dos julgamentos, a precisão das declarações apresentadas e a solidez das provas utilizadas.
Chama atenção o fato de que nem todos os envolvidos receberam o mesmo tratamento, o que alimenta a percepção de que a punição recaiu de forma desigual. Essa assimetria, por si só, fragiliza a confiança em qualquer narrativa que se pretenda absoluta.
No pano de fundo, permanece uma realidade social persistente: a desigualdade estrutural. A população mais vulnerável continua dependente de políticas públicas para suprir necessidades básicas. Programas assistenciais, como o auxílio ao gás, evidenciam não apenas a atuação do Estado, mas também a permanência de condições que impedem a autonomia plena de grande parte dos cidadãos.
Nem todo ‘vida que segue’ é recomeço…
às vezes é só fuga...
Um fim que não se teve coragem...
De assumir.
Quando você olha pra dentro,
descobre que não está só.
Tem um amor aí… quietinho,
que sustenta e acolhe.
Até na solidão,
existe encontro.
E, quando você aprende a ficar bem com você,
o amor floresce ao redor.
- Edna de Andrade
No meio dos dias difíceis,
a gente pode ser abrigo.
Um gesto simples, um “tô aqui”,
já acalma o que pesa.
Às vezes, é só isso:
presença que cuida.
E, quando o amor chega assim…
faz luz no caminho de alguém.
Edna de Andrade
No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.
“Tem gente que chega bagunçando tudo… mas de um jeito bonito.
Ele é meio doido, meio riso solto, meio caos bom — desses que iluminam sem pedir licença.
E no meio das brincadeiras, ele me lembra quem eu sou, como se enxergasse em mim um brilho que às vezes eu esqueço de ver.
Com ele, tudo fica leve… tão leve que até os problemas parecem perder o peso.
E é estranho perceber que, no meio da loucura dele, é onde eu mais encontro paz.”
Errei.
Como errei.
Há um marco na vida de todos homem.
Um marco onde descobrimos que há decisões impossíveis de se alterar.
Quando percebemos o impacto das decisões.
Quando percebemos o que causamos.
Quando vemos lágrimas irreparáveis.
Quando sabemos que ferimos pessoas as quais já não podemos mais nos desculpar.
Quando percebemos que abandonamos alguém quando essa pessoa mais precisava de nós.
Quando falhamos.
Quando não soubemos cuidar.
No dia em que tomamos a pior decisão.
Eu passei por isso.
E feri alguém que esperava meu cuidado.
Feri alguém a quem prometi cuidar.
Como miserável homem que sou, falhei.
E nunca mais a vi.
FEMINICÍDIO
Agressão contra a mulher
É um crime sem pudor
Que deve ser combatido
Com o máximo rigor
Denunciem, minha gente
O silêncio é um presente
Que se dá ao agressor
Um velório sem um caixão,
O enterro sem uma decepção.
Apenas um coração,
Bombardeando sob pressão.
Ecoa um silêncio,
Um cheiro estranho,
Apenas um cadáver,
Morto por dentro.
Benquerer
Amar você é ter a certeza de um amor puro e tranquilo, sentindo prazer nos pequenos momentos compartilhados diariamente.
Amar você é como ouvir uma linda canção, daquelas que tocam a alma, ou flutuar enquanto dança uma belíssima valsa.
Amar você é experimentar um pedaço do céu no dia mais ensolarado, admirando os raios solares e toda a sua grandeza.
Amar você é ter o mundo em um abraço, realizando o sonho mais distante e vivendo o inimaginável!
Mire nos seus sonhos e foque no processo! Todos os dias faça algo que te aproxime de um amanhã melhor, mais próspero e mais saudável. O resto é consequência.
(Aline M. Abdalah)
A vida e como dois ônibus, cada um tem um destino diferente, seja sábio nas suas escolhas e inteligente nas decisões.
E sempre lembre-se você é responsável pelas consequências!
O Bom Dia Durante a Noite 2
Mas o tique-taque é um carrasco,
lembrando que o tempo não para.
O nosso brilho é apenas um lasco
de um sol que o destino nos nega a cara.
Dizemos "bom dia" com o peso do adeus,
num quarto onde a lua é a única espia.
Teus dedos traçam nos ombros meus
a aurora que a lógica nunca veria.
Se o mundo lá fora condena o agora,
e exige que a noite seja o fim,
eu nego o relógio, eu jogo-o fora,
contanto que amanheças dentro de mim.
Pois que venha o abismo, o silêncio, a saudade,
e que a sorte nos cobre o que for.
Morrer no teu abraço é a única verdade
de quem fez da treva o seu dia de amor.
Olhos de jabuticaba, um olhar sereno.
Olhos negros, redondos e brilhantes,
Como jabuticabas colhidas no pé,
Guardam mistérios de instantes,
E uma doçura que a gente até crê.
É um olhar que descansa a alma,
Sereno como um fim de tarde,
Traz o silêncio, traz a calma,
Sem que nenhuma pressa alarde.
Nessas esferas de puro cetim,
O mundo parece encontrar seu lugar,
Um brilho profundo, que não tem fim,
E faz a gente querer apenas olhar.
O invasor
Olhares de fúria e perplexidade...
Um menear de cabeças, não o queriam ali...
Que desrespeito!, ele tem que sair!
Absurdo! respeitem nossa identidade!
Faces que exalam ódio... E a verdade
que pulsa é a vontade de lhe agredir,
em ação rápida, o foragido estás a partir,
envolve a prole e parte em velocidade...
Encara a vergonha, suporta o fadário...
Mais uma daquelas dores que ninguém vê,
um rito comum, um desprezo diário...
No banheiro feminino, acabou de suceder,
um pai usando o espaço do fraldário
hostilizado ao trocar a fralda do seu bebê.
Há um discurso recorrente que se apresenta como defensor da democracia, mas que, para muitos críticos, encobre práticas de concentração de poder e limitação de liberdades. Sob essa ótica, o que se vende como ampliação de direitos pode, na prática, resultar em maior controle sobre a sociedade, com decisões centralizadas e pouca margem para divergência.
Nesse contexto, argumenta-se que diferentes setores da sociedade teriam sido gradualmente influenciados: a educação, por meio da formação de narrativas específicas; as camadas mais vulneráveis, por políticas que, embora necessárias, também podem gerar dependência; e o debate público, por mecanismos que restringem vozes dissidentes. A recente discussão sobre regulação e limites no ambiente digital intensifica essa percepção, levantando questionamentos sobre os limites entre organização do espaço público e cerceamento da liberdade de expressão.
Para os que defendem essa leitura, a ausência de reação mais ampla estaria ligada aos benefícios obtidos por grupos que se adaptam ou prosperam dentro desse modelo. Ainda assim, o calendário eleitoral surge como um momento decisivo: é quando a sociedade tem a oportunidade de reavaliar seus representantes e redefinir os rumos do país por meio do voto, instrumento central de qualquer sistema democrático.
Cresce, em diferentes setores da sociedade, um sentimento de descrença em relação ao futuro da justiça no Brasil. A percepção de que nomeações e composições institucionais possam ser influenciadas por critérios políticos, e não estritamente técnicos ou legais, alimenta dúvidas sobre a imparcialidade de decisões que deveriam se pautar exclusivamente pelo cumprimento da lei.
Nesse contexto, ganha força a crítica de que vínculos pessoais e redes de proximidade acabam pesando mais do que o interesse público. Para muitos, instala-se a impressão de que a lógica da conveniência substitui a da justiça, como se a prioridade fosse preservar alianças em vez de assegurar equidade.
Se já há, hoje, questionamentos sobre a capacidade de identificar e corrigir irregularidades em determinados círculos, o receio é que, uma vez investidos de maior autoridade, esses mesmos atores reforcem práticas que fragilizam ainda mais a credibilidade do sistema. Assim, a ideia de uma justiça verdadeiramente “cega”, no sentido de imparcial, corre o risco de se tornar apenas retórica, distante da experiência concreta vivida por grande parte da população.
É tão lindo o voou de um
Beija flor, assim como o
Amanhecer e o entardecer.
O desabrochar de uma rosa,
Ou o cheiro de várias rosas.
É tão puro andar com os pé
Descalços na terra molhada,
Tão puro como uma bela infância.
Sentar em uma roda de amigos
E nem se dar conta das horas
A passar, momentos puros...
Em um dia nublado, em um belo
Lugar, sentado com aconchego
Cercado de livros é uma dose de café.
Coisas puras que apenas a natureza
Pode nos dar, coisas simples da vida
Que dinheiro algum pode comprar.
Ficamos tão presos em nossas
Privações, gastamos tanto tempo
Em nossos empregos, tantas horas, alegrias e até mesmo disposição,
Que esquecemos que oque realmente queremos é algo simples,
Algo que só precisamos observar
Para apreciar, mas nossos dias
Rouba nossa alegria.
Deixamos de aproveitar nossos
Filhos, ou, nossa família para
Tentar buscar um bom futuro a eles
E isso rouba nossa alegria.
Não tente comprar o futuro para
Sua família.
Aproveite seu tempo e desenhe um bom presente...
Dê o seu melhor a todos...
Muitas vezes o seu melhor é só
O seu tempo... pare... aprecie...
Viva para ser feliz
Seu corpo é fruto proibido
É a chave de todo pecado
E da libido, e pra um garoto introvertido
Como eu, é a pura perdição.
A Volta do Poeta Lunático
Estive perdido por um tempo,
tentando me encaixar em espaços que não me cabiam. Me matei por dentro por isso, me permiti sangrar para o benefício de outra pessoa.
As minhas muitas escolhas erradas me levaram à beira da loucura emocional. Logo já não era eu. Por pouco não me sucumbi à loucura dos sensatos, por pouco já não era eu.
A escuridão da solitude foi, por muito tempo, meu lar, mas nesse momento de loucura emocional não conseguia mais me encaixar também na solidão.
Não me encaixei no lugar onde jurei que era o meu, e a solidão não me permitia voltar. Foi estranho estar preso em alguém, mas se sentir sozinho e não poder desfrutar da solidão que tanto amei.
Logo vi que muitas decisões erradas eu tomei, inclusive a que fiz diante de promessas eternas, mas estava prestes a tomar mais uma. Mas essa era romper o laço que eu mesmo escolhi apertar.
A decisão errada, porém certa, que me traria de volta do caos em que vivi. Tenho novamente a virtude da solidão e a contemplo melhor agora, graças à maturidade das experiências com escolhas ruins e caminhos tortuosos.
O poeta lunático, o grande lobo solitário, está de volta ao lar.
