Poemas para um Amigo Passando por Dificuldades

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VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.

"O Inventário das Portas Mudas"


Sou um currículo escrito em tinta invisível,
lançado ao vento de uma cidade de ferro.
Minhas mãos, prontas para o ofício e o zelo,
hoje apenas seguram o vácuo de um desterro.
O calendário é um carrasco de folhas secas,
onde o "amanhã" se veste de "ontem" outra vez.
Bato em portais que não possuem ouvidos,
enquanto o estômago conta o que a sorte não fez.
A fé é uma vela esquecida na chuva,
noventa por cento de sombra e de pavio.
O espelho me olha com olhos de estranho:
um barco ancorado no leito de um rio vazio.
Não sou mais o nome, nem o sonho, nem o plano;
sou o cansaço que aprendeu a caminhar.
Uma jornada de passos que não saem do canto,
sob um céu que desaprendeu a me olhar.

O peso da paixão


Deleito-me nas memórias de um tempo,
Tal conjuntura em que me abordaste,
Nu de feições, ao relento,
Um clima de chuva sem contraste.


Percebo a tolice em minh’alma:
Amar-te-ei todos os dias, sem cessar.
Tirarei toda a minha calma,
Afagando-me em memórias, a perdoar.


Assim que me esqueceres,
Farei orações aos céus pelo nosso amor,
Da lembrança do beijo restará apenas dor.


Até o dia em que fores e saíres do jardim,
Da forma mais abstrata da emoção,
Ainda serás minha eterna paixão.

Hoje, pintaria um lindo quadro sobre seu dia,
Talvez não tenha a devida capacidade,
Talvez não tenha a devida honraria,
Pois, pintar sua vida, Marcele,
Requer a atenção e maestria
Dos grandes olhares da poesia,
Sem se preocupar com a vida acelerada,
Usar a mesma concentração de Van Gogh,
Quando pintou a "Noite estrelada,"
De da Vinci, quando pintou" Monalisa",
De Velasquez, quando pintou as ""As meninas"".
Porque você, preciosa filha,
É minha obra de arte,
É assim que te vejo,
Exatamente como Klint,
Quanto pintou o "Beijo".

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.

É tão lindo o voou de um
Beija flor, assim como o
Amanhecer e o entardecer.
O desabrochar de uma rosa,
Ou o cheiro de várias rosas.

É tão puro andar com os pé
Descalços na terra molhada,
Tão puro como uma bela infância.
Sentar em uma roda de amigos
E nem se dar conta das horas
A passar, momentos puros...

Em um dia nublado, em um belo
Lugar, sentado com aconchego
Cercado de livros é uma dose de café.
Coisas puras que apenas a natureza
Pode nos dar, coisas simples da vida
Que dinheiro algum pode comprar.

Ficamos tão presos em nossas
Privações, gastamos tanto tempo
Em nossos empregos, tantas horas, alegrias e até mesmo disposição,
Que esquecemos que oque realmente queremos é algo simples,
Algo que só precisamos observar
Para apreciar, mas nossos dias
Rouba nossa alegria.

Deixamos de aproveitar nossos
Filhos, ou, nossa família para
Tentar buscar um bom futuro a eles
E isso rouba nossa alegria.
Não tente comprar o futuro para
Sua família.
Aproveite seu tempo e desenhe um bom presente...
Dê o seu melhor a todos...
Muitas vezes o seu melhor é só
O seu tempo... pare... aprecie...
Viva para ser feliz

A chuva lá fora
não pede licença,
desmancha a pressa
em pura presença.
O dia é um hiato,
um café, um abrigo;
o céu cinza hoje
veio morar comigo.
No ritmo do teto,
o tempo se atrasa:
domingo é a chuva
batendo na casa.

Eu me deparei com um pensamento hoje, e o que podia dizer, só podia dizer: "sinto muito amor"!
"Uma ingratidão cobiça até uma cruz, sem saber do peso que alguém carrega nela"; os vínculos durante a vida são finitos e inconstantes, devo investir em relacionamentos genuínos e mais duradouros!
Apenas os momentos são eternos para a vida, lembrando das pessoas queridas que partiram e das que estão no alcance; elevo os meus olhos para o céu, que acolhe um pedido e atende o clamor!
Que surpresas posso encontrar, a vida é curta demais, para correr o "risco dos riscos"... "a falta de tempo para mim"!

Você não está fraca.
Você está esgotada.
Burnout não é drama.
É um grito da alma cansada.
Tem mulheres funcionando…
mas por dentro já pararam.
Mulheres produtivas por fora.
Exaustas por dentro.
Mulheres fortes que também colapsam.
E está tudo bem pedir ajuda.
E se você anda chorando sem saber por quê, talvez não seja fraqueza.
Você chama de cansaço. Seu corpo chama de limite.
É preciso reorganizar!
Eu já passei por isso e cada vez mais isso se repete nesse mundo desafiador e robótico!

O ano se despede em silêncio,
mas dentro de mim ecoa a certeza...
cada fim é apenas um convite
para o infinito dos começos.

Se a vida fosse um processo,
2025 seria a fase de instrução...
Em 2026, quero alegações finais
cheias de amor, esperança, fé e coragem.

Quem aprende a respeitar um ninho
jamais achará normal destruir um lar.
Quem entende o silêncio de um cão
reconhece a dor antes do grito.

É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.


É Carnaval!


Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...


Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...


Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...


Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...


O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...


É invisível aos olhos encantados
pela superfície...


Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...


É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...


Que essa mesma liberdade
não seja descuido...


Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.


Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...


O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.


Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta

O mundo lá fora é um palco aceso,
Enquanto aqui dentro o tempo descansa.
Os grilos, em coro, num ritmo preso,
Regem a noite com sua constância.
Ouço o motor que na estrada se apressa,
Levando destinos pra longe de mim,
E a fala das crianças, que nunca tem pressa,
Brincando no eco de um tempo sem fim.
Um cão ao longe reclama da lua,
Um som solitário que corta o sereno,
Enquanto a paz se faz toda nua,
Neste meu canto, tão meu e pequeno.
Sou apenas silêncio, sou só audição,
Ouvindo o pulsar que a noite revela:
O grilo cantando pro meu coração,
E a vida passando além da janela.

Quem fica, Quem vai embora.

A felicidade é
Como um feixe de luz que passa por entre
As árvores.

Ela passa, vai embora
Desaparece.

A tristeza não.
Ela fica.
E é isso que me torna resignada,
Pois sei ao que, eventualmente,
Estarei fadada.

Em nossas vidas, a tristeza é
Companheira –
Não é atoa que já nascemos
Com os olhos embotados de
Lágrimas.

É ela quem, desde cedo,
Senta-se ao nosso lado.
Ficando conosco
Até no dia mais solitário.
Ela quem aparece, quando
Me olho no espelho,
E só vejo vidro quebrado.

Mas não se enganem –
Não sou quem à quer.
Ela quem me deseja.

E é por ela, que
Não vivo mais em paz.
Tudo me sufoca.
O passado,
O presente –
Até mesmo o futuro.

Meu coração aperta,
E minha garganta se fecha –
Por coisas que
Nem sequer
Cheguei a viver.

Sinto falta de momentos que
Não existiram,
Sinto a dor
dos que nunca vão
Existir.

E isso foi a tristeza
Que me ensinou.

E é por isso que hoje,
Quando a felicidade passa,
Já não me preocupo
Em estender a mão.

Pois lá no fundo desse meu imenso coração,
Eu já aprendi que a tristeza
É a única que fica.

Não se decepcione com o Dia de São Valentim.
É um dia normal como todos os outros.
Alguns são felizes enquanto estão solteiros,
outros são felizes enquanto estão em um relacionamento.

⁠Mãe, mulher, exçressâo de amor.

Em seus afetuosos e ternos abraços adormeci,
em um longo sonho de sono infantil, do qual só me despertei ao contemplar que na poeira do tempo, esquecida no vácuo do infinito, ficara a minha infância.

Olho para você e... Há como tudo mudou!
Retratas em tua face o Império do tempo, que escureceu os teus olhos, marcou sua pele, mas ele não lhe enfadas.
És fonte de valor inexorável, mamãe, fonte da vida.

Perto de ti, o mais rude dos homens se emociona, extremesse, a alma infantil adormece com apenas um cicil suave e tranquilo de seus labios.

Quizera eu não despertar deste sono de amor que um dia vivi em teu seio,mas o tempo forçou-me a acompanha-lo pela estrada da vida e tornei-me homem.

Porém, roubo a sinceridade existente no expressivo sentimento infantil para dizer-te: És mãe, a expressão viva do amor de Deus aos homem, refletido na terra em forma de mulher.

Autor: Cicero Marcos

ESTE MUNDO NÃO ME CABE MAIS

Este mundo não me cabe mais.

É o trânsito interrompido, um barulho, um estampido de um tiro que ecoou.
Vejo sangue escorrendo pelo chão, tristeza e comoção. Tudo seria resolvido com um belo sorriso, pois o carro nem arranhou.

Este mundo não me cabe mais.

Às vezes encontro um amigo, com um largo sorriso, relembrando o paraíso que nossa infância nos legou.
Hoje tudo é diferente; as crianças estão carentes daquilo que seus pais um dia presenciaram.

Este mundo não me cabe mais.

A dor me aperta o peito.
Bullying?... O que é isto, sujeito?
Era apelido mesmo. A gente resolvia no empurrão, rolava na poeira e, no outro dia... que zoeira! Continuávamos sendo irmãos.

Este mundo não me cabe mais.

Se fizesse algo errado, ficava sabendo logo, o coitado, que o pau ia comer.
E os meninos da vizinhança, já sabendo da besteira, ficavam de orelha em pé pra, no outro dia, bem cedinho, cochichar com carinho: “Meu amigo... lá de casa eu ouvi a zoeira.”

Este mundo não me cabe mais.

Professor... era pai e mãe disfarçado.
Se não aprendesse a lição ou fizesse algo errado... entrávamos de mansinho, na ponta do pé, pois já sabíamos como era o castigo encomendado.

Este mundo não me cabe mais.

Vejo jovens revoltados com a vida que escolheram, matando o pai e a mãe pra tomar um dinheiro, sendo ele o herdeiro, pois já era tudo seu.

Este mundo não me cabe mais.

Repouso a cabeça sobre as mãos, como quem pesa na balança os pensamentos, buscando, na esperança do meu Deus, essa vida de criança que o nosso mundo perdeu.

Cicero Marcos

FILHOS DE UM MESMO TORRÃO

Que importa se és branco ou negro, gordo ou magro?

Pra que tanta distinção?

Se viemos de um mesmo canto, arrancados de um mesmo barranco, filhos de um mesmo torrão?

Pra que tanta distinção?

Vejo uns assentados ao alto, enquanto outros se assentam ao chão.

Uns se achando tão nobres no seu eu,

Olhando o irmão mais pobre, julgando-lhe um plebeu.

Pra que tanta distinção?

A vida é para ser vivida com amor e compaixão.

Afinal, quando os olhos se fecham,

Não importará tua veste; se vivias em choupana ou mansão, voltarás de onde vieste, repousarás tua fina veste sob o mesmo torrão.

Pra que tanta distinção?

Recebeste o mesmo sopro, tal qual o de Adão, amassado do mesmo barro no dia da criação.

Pra que tanta distinção?

Quando teus dias terminarem, em uma só fração, recolherá o teu fôlego Aquele que não te deu distinção.