Poemas para Desejar um Feliz Aniversario
O GRITO
No caminho que passo
ouço um grito mecânico
dum anônimo percalço
metálico ato anímico
das cordas vocais de aço
daquele outro Eu andante
no morno dia terroso
ante aquela semana ambígua
do mesmo mês afoito
havia uma pedra no meio do caminho
e tantos outros sólidos
que descalço percorria
o outro Eu errante
nesse universo interior
que transpasso todo dia
Quem sabe minha flor quem sabe um dia se entrega a mim seu amor minha flor como um bom e paciente amante que sou vou esperar apaixonado por você que beleza seria maior que a da minha flor por você vale a pena esperar até tê-la em meus braços para te abraçar minha flor minha linda meu amor é você.
Minha flor
A Trapezista
Tua presença sempre foi de altura,
leveza que desafia a gravidade,
um salto no vazio —
sem medo,
sem rede,
como quem nasceu para voar.
E eu, aqui embaixo,
no chão firme das palavras,
apenas te assisti:
dançar entre os arcos do ar,
girar entre os cabos invisíveis,
flutuar como quem não pertence a lugar nenhum.
Teu nome, nome de trapezista,
já anunciava a tua sina:
voar, encantar, desaparecer.
Fui plateia e fui aplauso,
fui silêncio e fui espera.
Olhei teus saltos,
teus riscos,
tua beleza suspensa,
sabendo que, um dia,
o espetáculo acabaria.
E acabou…
mas o picadeiro da memória permanece armado,
as luzes seguem acesas,
e teu vulto, tão etéreo,
ainda atravessa os meus pensamentos
num voo perfeito,
num giro interminável.
Se um dia voltares,
não precisas de rede,
nem de cordas,
basta o espaço entre meus braços
pronto,
aberto,
para te acolher no pouso
ou te lançar,
outra vez,
ao céu.
A Trapezista que Voou
Havia em ti um ímpeto raro,
um desejo insaciável de subir mais alto,
de lançar o corpo e a alma aos ares,
como quem nasceu para cruzar o mundo
sem pedir licença ao chão.
Foste trapezista da própria vida:
voaste, saltaste,
atravessaste oceanos,
colecionaste cidades, diplomas, histórias —
cada passo teu foi um risco,
cada vitória, um voo certeiro.
Enquanto eu te olhava,
meus pés cravados na terra,
tu dançavas lá no alto,
livre, bela, intrépida,
desenhando no ar caminhos que nunca ousei seguir.
E um dia…
sim, um dia,
quando percebi,
tinhas ido tão longe,
tão além do meu alcance,
que só me restou a lembrança desse espetáculo teu,
desse número perfeito e irrepetível.
Ainda guardo o momento,
aquele instante silencioso em que percebi teu destino:
não eras feita para ficar,
eras feita para ir.
E assim, teu nome ficou suspenso,
oculto, mas vivo,
gravado na memória como num truque secreto:
Jamais esquecerei teu riso ao partir,
Unindo coragem e sonho numa mesma bagagem,
Cruzando fronteiras como quem cruza a linha tênue do trapézio,
Elevando-se, sempre mais,
Lançando-se ao mundo,
Intensa e invencível.
E eu, que te amei e ainda amo,
fiquei no picadeiro vazio,
aplaudindo tua liberdade,
mesmo que ela tenha me levado para longe de ti.
Que bom que soubeste voar,
que bom que soubeste viver —
mesmo que, nesse voo,
eu tenha ficado para trás.
Te celebro, trapezista,
com alegria e com saudade,
sabendo que amores como o nosso
não acabam:
eles apenas aprendem a aplaudir,
em silêncio,
o espetáculo da vida que segue.
Ontem, na faculdade, perguntaram por que eu estava sozinho. Respondi: até um tempo atrás, eu tinha uma namorada, mas acredito que, por ser chato para alguns — pragmático, cético, niilista e misantropo — de todos, sou misantropo.
E se nem eu me aguento, muito menos meus parentes… imagina uma mulher que vê a casca e não a raiz. (Essa é minha resposta agora.)
Sou um analista da razão humana, assim eu acredito. Tento racionalizar meu mundo e as pessoas ao meu redor. Por isso, acho que poucas — ou quase nenhuma — mulheres vão querer ficar com um homem esquisito.
Para quem não compreende o real significado de viver, muitos apenas sobrevivem… sem perceber a verdadeira razão do que é ser racional.
Me disseram para ser menos.
Menos emoção, menos verdade, menos alma.
Mas em um tempo onde tudo é tão vazio, ser intensa é meu grito de existência."
— Jakelini Danielewicz Gomes
No jardim da vida, você é a flor,
Despertando em mim um imenso fervor.
Teus risos são notas de uma doce canção,
E em cada abraço, sinto a conexão.
Teus olhos, estrelas que brilham na noite,
Refletem o amor que nunca se esconde.
Caminhando juntos, lado a lado,
Construindo memórias, um destino sagrado.
Cinco meses de sorrisos e afeto,
Cada momento contigo é puro e repleto.
Em seus braços encontrei meu lar,
Um refúgio seguro onde posso sonhar.
Prometo te amar com toda a intensidade,
Ser teu apoio em qualquer adversidade.
Com você aprendi o que é amar de verdade,
E juntos, escreveremos nossa eternidade.
Regando a planta.
Sozinho me deito.
Na madrugada, me levanto.
Um aperto, uma dor.
Não era frutífera, ainda sim, há uma lagarta me roubando.
Carta aberta de um Lírio machucado por um desconhecido.
Eu sou o Lírio da Paz.
Venho fazer uma pergunta:
o que eu fiz a você que está jogando uma substância oleosa em minhas folhas?
Desde que fui " adotada", água não me faltou para que eu pudesse presentear você com a minha paz .
Então, peço que olhe para mim como se fosse um ser para viver, pois enquanto eu puder, só terei flores para te dar.
E se for para me maltratar, peço encarecidamente um cantinho na sombra, já que não posso viver no sol.
Assina por mim: Ivaneide Henrique.
Poesia de um beijo
Seus olhos fixos nos meus
Sua mão na minha , e derrepente
Seus lábios encostados no meus
O coração acelerado a mais de mil
O gosto da sua boca na minha
A lua e as estrelas como testemunha
E o vento ao redor dançando e celebrando
O nosso amor
Amor em Silêncio
Foi o acaso que te trouxe,
num tempo que não era meu,
mas bastou um olhar apenas
pra acender o que adormeceu.
Teu sorriso veio tarde,
mas em mim fez primavera,
e mesmo sendo de outro alguém,
em ti encontrei a espera.
Teu nome ecoa em pensamento,
mesmo quando tento calar,
pois o coração não mente,
ele insiste em te amar.
E sigo amando em silêncio,
sem saber se vou te ter,
pois há amores que florescem,
mesmo sem poder viver.
Mas se o destino for bondoso,
e um dia nos libertar,
que seja o tempo o nosso cúmplice,
e o amor, o nosso lar.
Certa vez, um homem, perdido entre suas necessidades e esperanças, encontrou abrigo em um trabalho como coveiro na prefeitura. Entre lápides e silêncios, o destino, caprichoso, o presenteou com um encontro improvável: uma mulher belíssima, uma advogada de sorriso sereno e olhar que acalmava a alma. Estar perto dela era como repousar sob a sombra de uma árvore num dia quente um alívio, uma paz que ele nunca soube que precisava.
O tempo, com sua delicadeza invisível, passou. O homem deixou de ser coveiro, mas não deixou de ser amigo daquela mulher que, dia após dia, o encantava ainda mais. Ela tinha algo inexplicável o brilho do olhar, o jeito de falar, o sorriso que iluminava mesmo os cantos mais escuros do seu coração.
Sem que percebesse, dentro dele algo brotou, tímido no início, mas agora florescendo em silêncio, como uma primavera que ninguém anuncia. E ele se vê tomado por pensamentos que não cessam: será que ela está bem? O que estará fazendo agora? Ela invade seus dias, repousa em suas noites, habita seus sonhos.
O tempo segue, impassível, enquanto ele, refém desse sentimento, apenas observa e sente guarda no peito a beleza do que nasceu sem pedir licença. E, quem sabe, um dia, o destino, esse mesmo que os aproximou, possa revelar o desfecho dessa história que, por ora, se alimenta apenas de esperança e ternura.
Teus lábios são o fogo que me incendeia,
Um toque, um sussurro, a noite inteira.
Teu corpo é o meu desejo, minha canção,
Em cada curva, encontro a minha paixão.
Teus olhos me hipnotizam, são pura sedução,
Cada olhar é um convite à nossa união.
No calor do teu abraço, perco a razão,
E no ritmo dos nossos corpos, dançamos em combinação.
Quero explorar cada canto do teu ser,
Desvendar segredos que só nós podemos conhecer.
Na penumbra da noite, deixemos a luz apagar,
E que o silêncio fale tudo que temos a contar.
Cinco meses de amor e desejo ardente,
A cada instante contigo, sinto-me mais presente.
Prometo te amar com toda a intensidade,
E fazer de cada momento uma deliciosa realidade.
Então vem, minha Sapekinha, vamos nos perder,
Na dança do amor que nos faz renascer.
A vida é breve e o desejo é voraz,
Que cada toque seja um grito de paz.
A nossa história parece trágica.
Adoraria não ser atropelada por um caminhão quando você passa
"Estar embaixo é melhor", eu acho
Eu espero ele sair, o semáforo se abrir
O quê são minutos parecem horas,
a única coisa que resta é o meu batimento acelerado e meu rosto corado
Parece uma tortura estar aqui, mas quem está, sabe que não quer sair
Não posso rir, nem chorar
Muito menos gritar
A única coisa que resta é esperar
Fechar os olhos, enquanto imploro: "venha aqui embaixo me encontrar".
Insólito
Vago por
um tudo
que é
amorfo
Gozo
viagens por
onde não
se toca
É ar
vento e brisa
que esbarra e
passa
Vida
Jorge B. Silva
Segredo na Ponta da Língua
Guardo um segredo na ponta da língua,
quente, doce veneno em calda.
Quem prova, jura que esquece,
mas volta com sede, sempre mais nada.
É beijo sussurrado em orelha alheia,
é riso que escapa sem ser permitido.
Segredo não é pra ser guardado,
é pra dançar pelado, escondido.
Fiz promessa de não contar,
mas sou boca que ama o perigo.
Um deslize, um copo a mais,
e lá vai o coitado, perdido.
Ele jura que é só entre nós,
mas segredos têm pernas e ouvidos.
Deslizam em lençóis e travesseiros,
deixando os lençóis... entretidos.
Então me conte, mas bem baixinho,
não que eu vá espalhar, imagina!
Só deixo escapar, sem querer,
em forma de rima... maldita menina.
Te habito em silêncio
Não fiz promessas,
nem toquei mais do que o acaso permite.
Foi só um sorrisoleve, como quem sabe o poder do quase.
Um abraço,simples,mas ficou em ti como perfume em pele quente,como vinho na lembrança de um beijo não dado.
Desde então, me habitas em pensamentos que nem ousas contar,
fantasias moldadas no escuro dos teus desejos, onde meu nome se desenha sem voz.
Eu sigo, distraída,mas sei… quando a noite cai e o mundo se cala, sou o motivo do teu silêncio inquieto, a imagem que volta, teima, insiste.
Não fiz nada ,e mesmo assim, te desordeno, me tornei a sua imaginação mais fértil e desejada em qualquer momento.
Verdes
Hoje ela me sorri um sorriso,
Me chama de amigo,
E olha pra mim, parecendo um abrigo,
De tanto, de tanto... olhar pra mim.
Vê o sol nascer nos seus olhos verdes,
E quase esquece que já não acende
Aquele amor... que passou por passar.
Flor do jardim, cor de belo, em São Luís eu espero,
Aquele desejo, no breve desespero,
De tanto amar.
Ela é minha gata, minha preferida,
Ela me namora mais do que a minha vida.
Ela é mais do que posso dizer.
À noite, ela vê a lua,
Pois ela é sua,
Porque usa um brinco,
De tanto querer.
Ah, não vá embora...
Ah, espera lá fora...
Ah, não vou agora...
Quero andar, ver as águas jorrar...
Amor...
