Poemas para Desejar um Feliz Aniversario

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Nos dias de chuva, há sempre um olhar
perdido à janela. A vida, lá fora, segue
seu ritmo cinzento, mas, por dentro, o
silêncio é a única voz. É o momento em
que a alma chora sem fazer barulho, e
a chuva apenas lava o que já está
quebrado.

A Volta do Poeta Lunático

Estive perdido por um tempo,
tentando me encaixar em espaços que não me cabiam. Me matei por dentro por isso, me permiti sangrar para o benefício de outra pessoa.

As minhas muitas escolhas erradas me levaram à beira da loucura emocional. Logo já não era eu. Por pouco não me sucumbi à loucura dos sensatos, por pouco já não era eu.

A escuridão da solitude foi, por muito tempo, meu lar, mas nesse momento de loucura emocional não conseguia mais me encaixar também na solidão.

Não me encaixei no lugar onde jurei que era o meu, e a solidão não me permitia voltar. Foi estranho estar preso em alguém, mas se sentir sozinho e não poder desfrutar da solidão que tanto amei.

Logo vi que muitas decisões erradas eu tomei, inclusive a que fiz diante de promessas eternas, mas estava prestes a tomar mais uma. Mas essa era romper o laço que eu mesmo escolhi apertar.

A decisão errada, porém certa, que me traria de volta do caos em que vivi. Tenho novamente a virtude da solidão e a contemplo melhor agora, graças à maturidade das experiências com escolhas ruins e caminhos tortuosos.

O poeta lunático, o grande lobo solitário, está de volta ao lar.

Intensa entrega


Poucas palavras,
pele com pele,
bússola sentimental,
um mapa e o amor descoberto.

O peso da paixão


Deleito-me nas memórias de um tempo,
Tal conjuntura em que me abordaste,
Nu de feições, ao relento,
Um clima de chuva sem contraste.


Percebo a tolice em minh’alma:
Amar-te-ei todos os dias, sem cessar.
Tirarei toda a minha calma,
Afagando-me em memórias, a perdoar.


Assim que me esqueceres,
Farei orações aos céus pelo nosso amor,
Da lembrança do beijo restará apenas dor.


Até o dia em que fores e saíres do jardim,
Da forma mais abstrata da emoção,
Ainda serás minha eterna paixão.

É tão lindo o voou de um
Beija flor, assim como o
Amanhecer e o entardecer.
O desabrochar de uma rosa,
Ou o cheiro de várias rosas.

É tão puro andar com os pé
Descalços na terra molhada,
Tão puro como uma bela infância.
Sentar em uma roda de amigos
E nem se dar conta das horas
A passar, momentos puros...

Em um dia nublado, em um belo
Lugar, sentado com aconchego
Cercado de livros é uma dose de café.
Coisas puras que apenas a natureza
Pode nos dar, coisas simples da vida
Que dinheiro algum pode comprar.

Ficamos tão presos em nossas
Privações, gastamos tanto tempo
Em nossos empregos, tantas horas, alegrias e até mesmo disposição,
Que esquecemos que oque realmente queremos é algo simples,
Algo que só precisamos observar
Para apreciar, mas nossos dias
Rouba nossa alegria.

Deixamos de aproveitar nossos
Filhos, ou, nossa família para
Tentar buscar um bom futuro a eles
E isso rouba nossa alegria.
Não tente comprar o futuro para
Sua família.
Aproveite seu tempo e desenhe um bom presente...
Dê o seu melhor a todos...
Muitas vezes o seu melhor é só
O seu tempo... pare... aprecie...
Viva para ser feliz

Com o mesmo fim de um arco-íris sem ter, esperando na curva de uma vida melhor, sigo meu bom amigo, rio sem destino!
Problemas fazem parte de um curso, e ninguém não é especial... não se preocupe, apenas continue lutando se a intenção revela a verdadeira verdade!
Não se envergonhe, ninguém te dá nada de graça; rio da vida, um dia conheceremos o nosso mar!
"Um grande rio, sou eu, que deságua, em lágrimas e vida"!

Eu me deparei com um pensamento hoje, e o que podia dizer, só podia dizer: "sinto muito amor"!
"Uma ingratidão cobiça até uma cruz, sem saber do peso que alguém carrega nela"; os vínculos durante a vida são finitos e inconstantes, devo investir em relacionamentos genuínos e mais duradouros!
Apenas os momentos são eternos para a vida, lembrando das pessoas queridas que partiram e das que estão no alcance; elevo os meus olhos para o céu, que acolhe um pedido e atende o clamor!
Que surpresas posso encontrar, a vida é curta demais, para correr o "risco dos riscos"... "a falta de tempo para mim"!

Você não está fraca.
Você está esgotada.
Burnout não é drama.
É um grito da alma cansada.
Tem mulheres funcionando…
mas por dentro já pararam.
Mulheres produtivas por fora.
Exaustas por dentro.
Mulheres fortes que também colapsam.
E está tudo bem pedir ajuda.
E se você anda chorando sem saber por quê, talvez não seja fraqueza.
Você chama de cansaço. Seu corpo chama de limite.
É preciso reorganizar!
Eu já passei por isso e cada vez mais isso se repete nesse mundo desafiador e robótico!

Quem fica, Quem vai embora.

A felicidade é
Como um feixe de luz que passa por entre
As árvores.

Ela passa, vai embora
Desaparece.

A tristeza não.
Ela fica.
E é isso que me torna resignada,
Pois sei ao que, eventualmente,
Estarei fadada.

Em nossas vidas, a tristeza é
Companheira –
Não é atoa que já nascemos
Com os olhos embotados de
Lágrimas.

É ela quem, desde cedo,
Senta-se ao nosso lado.
Ficando conosco
Até no dia mais solitário.
Ela quem aparece, quando
Me olho no espelho,
E só vejo vidro quebrado.

Mas não se enganem –
Não sou quem à quer.
Ela quem me deseja.

E é por ela, que
Não vivo mais em paz.
Tudo me sufoca.
O passado,
O presente –
Até mesmo o futuro.

Meu coração aperta,
E minha garganta se fecha –
Por coisas que
Nem sequer
Cheguei a viver.

Sinto falta de momentos que
Não existiram,
Sinto a dor
dos que nunca vão
Existir.

E isso foi a tristeza
Que me ensinou.

E é por isso que hoje,
Quando a felicidade passa,
Já não me preocupo
Em estender a mão.

Pois lá no fundo desse meu imenso coração,
Eu já aprendi que a tristeza
É a única que fica.

Não se decepcione com o Dia de São Valentim.
É um dia normal como todos os outros.
Alguns são felizes enquanto estão solteiros,
outros são felizes enquanto estão em um relacionamento.

⁠Mãe, mulher, exçressâo de amor.

Em seus afetuosos e ternos abraços adormeci,
em um longo sonho de sono infantil, do qual só me despertei ao contemplar que na poeira do tempo, esquecida no vácuo do infinito, ficara a minha infância.

Olho para você e... Há como tudo mudou!
Retratas em tua face o Império do tempo, que escureceu os teus olhos, marcou sua pele, mas ele não lhe enfadas.
És fonte de valor inexorável, mamãe, fonte da vida.

Perto de ti, o mais rude dos homens se emociona, extremesse, a alma infantil adormece com apenas um cicil suave e tranquilo de seus labios.

Quizera eu não despertar deste sono de amor que um dia vivi em teu seio,mas o tempo forçou-me a acompanha-lo pela estrada da vida e tornei-me homem.

Porém, roubo a sinceridade existente no expressivo sentimento infantil para dizer-te: És mãe, a expressão viva do amor de Deus aos homem, refletido na terra em forma de mulher.

Autor: Cicero Marcos

ESTE MUNDO NÃO ME CABE MAIS

Este mundo não me cabe mais.

É o trânsito interrompido, um barulho, um estampido de um tiro que ecoou.
Vejo sangue escorrendo pelo chão, tristeza e comoção. Tudo seria resolvido com um belo sorriso, pois o carro nem arranhou.

Este mundo não me cabe mais.

Às vezes encontro um amigo, com um largo sorriso, relembrando o paraíso que nossa infância nos legou.
Hoje tudo é diferente; as crianças estão carentes daquilo que seus pais um dia presenciaram.

Este mundo não me cabe mais.

A dor me aperta o peito.
Bullying?... O que é isto, sujeito?
Era apelido mesmo. A gente resolvia no empurrão, rolava na poeira e, no outro dia... que zoeira! Continuávamos sendo irmãos.

Este mundo não me cabe mais.

Se fizesse algo errado, ficava sabendo logo, o coitado, que o pau ia comer.
E os meninos da vizinhança, já sabendo da besteira, ficavam de orelha em pé pra, no outro dia, bem cedinho, cochichar com carinho: “Meu amigo... lá de casa eu ouvi a zoeira.”

Este mundo não me cabe mais.

Professor... era pai e mãe disfarçado.
Se não aprendesse a lição ou fizesse algo errado... entrávamos de mansinho, na ponta do pé, pois já sabíamos como era o castigo encomendado.

Este mundo não me cabe mais.

Vejo jovens revoltados com a vida que escolheram, matando o pai e a mãe pra tomar um dinheiro, sendo ele o herdeiro, pois já era tudo seu.

Este mundo não me cabe mais.

Repouso a cabeça sobre as mãos, como quem pesa na balança os pensamentos, buscando, na esperança do meu Deus, essa vida de criança que o nosso mundo perdeu.

Cicero Marcos

FILHOS DE UM MESMO TORRÃO

Que importa se és branco ou negro, gordo ou magro?

Pra que tanta distinção?

Se viemos de um mesmo canto, arrancados de um mesmo barranco, filhos de um mesmo torrão?

Pra que tanta distinção?

Vejo uns assentados ao alto, enquanto outros se assentam ao chão.

Uns se achando tão nobres no seu eu,

Olhando o irmão mais pobre, julgando-lhe um plebeu.

Pra que tanta distinção?

A vida é para ser vivida com amor e compaixão.

Afinal, quando os olhos se fecham,

Não importará tua veste; se vivias em choupana ou mansão, voltarás de onde vieste, repousarás tua fina veste sob o mesmo torrão.

Pra que tanta distinção?

Recebeste o mesmo sopro, tal qual o de Adão, amassado do mesmo barro no dia da criação.

Pra que tanta distinção?

Quando teus dias terminarem, em uma só fração, recolherá o teu fôlego Aquele que não te deu distinção.

MORTE?...


Morremos um pouco a cada dia, quando se perde o sorriso e o doce sabor da alegria.


Então, a morte já não é a separação de alma e corpo; é o prazer da vida que se vai perdendo aos poucos.


A morte é o desprazer que se tem da vida, de observar e descobrir belezas escondidas.


A vida não se resume a andar, falar e respirar.
É o observar contínuo, que me torna homem todos os dias e me mantém menino.


Cícero Marcos

Via crucis

Havia sangue no caminho,
sangue,suor e lágrimas.
na via crucis,
um rei coroado de espinho.

Havia prantos na terra,
silêncio profundo no céus.
na via crucis,
um cordeiro vencendo uma guerra.

O mundo em dor,
Sombras de escuridão permeiam o céus.
Na via crucis,
homens matando o amor.

Ele caminha em dor,
não reprime a quem lhe ofende.
Na via crucis,
a redenção do amor.

o mundo assim escreveu,
Vida e morte na cruz.
Na sepultura,
a morte o conheceu.

O mundo se enche de luz,
numa manhã a romper.
A sepultura explodiu,
a Jesus não pode deter.

Glórias se ouve cantar,
nos portais de Jerusalém.
Arcanjos a receber,
o rei da glória que vem.

Autor. Cícero Marcos

A busca

Há uma procura incessante na vida humana.
Um desejo de encontrar o inexistente,
para preencher o inexplicável.

Uma busca de se ter o que não se pode comprar,
para suprir o que não se sabe explicar.

Trabalha se muito para poder descansar,
num futuro distante,
que não se sabe se chegará.

Eu prefiro viver o presente,
este sabor diferente de se provar.
E já me dou por contente,
se amanhã ao sol nascente eu puder despertar.

Autor Cícero Marcos

O REFLEXO E A METAMORFOSE DA ILUSÃO




A busca por um parceiro ou companheiro é, fundamentalmente, a busca por um espelho. Não um espelho que reflete nossas imperfeições, mas um que ecoa nossos valores, sonhos e a essência de nossa alma. A ideia de que "os opostos se atraem" sugere uma completude por meio da carência, uma visão que rapidamente se mostra insustentável. As pessoas que realmente se conectam descobrem que a verdadeira força está na semelhança, na partilha de visões de mundo. Elas não buscam alguém para preencher um vazio, mas alguém para caminhar na mesma direção. É na igualdade de propósitos que a jornada se torna prazerosa e o destino, alcançável. Juntos, os iguais descobrem um novo horizonte, pois partem do mesmo ponto de entendimento e seguem rumo a um maravilhoso futuro construído em bases sólidas e compartilhadas.

“Não estou apaixonado; estou apenas assistindo a um sonho do qual não quero acordar.
E se for para morrer de desejo, que seja com uma trilha sonora de rock ao fundo…
porque a sanidade sempre foi superestimada. Crazy Train.”

VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.