Poemas para Deixa a Amada Apaixonada

Cerca de 15998 poemas para Deixa a Amada Apaixonada

Cada gestão pública
deixa mais do que obras:
deixa marcas na vida das pessoas
e capítulos permanentes
na história de uma cidade

Malandro tem cheiro de noite,
de rua quente, de tentação.
Não toca, mas deixa nos dedos
a memória da intenção.
✨
Quem olha sente o risco,
quem fica perde a razão.
É calma que acende incêndio
sem pedir permissão.
✨
Ele dança parado,
provoca sem se mover.
O desejo se oferece
só de imaginar o que é.
✨
Não promete eternidade,
mas entrega o agora inteiro.
Quem cruza seu passo lento
nunca sai do mesmo jeito.
✨
Malandro não seduz —
ele deixa acontecer.
E quando você percebe,
já quis sem nem querer.

Sandro Paschoal Nogueira

"A luz divina é o porto da alma.
Quem se deixa iluminar por ela torna-se farol na caminhada de muitos."
@marilene.mesquita2022

Fonte de um rio.


Para a fonte de um rio, que não o deixa secar.
Vejo o que ela escreve, o que ela diz, como está.
Leio a frase, não a vejo mas sua voz está lá,
Penso e respondo, as vezes respondo muito antes do que penso.
Afinal, o que seria o sentimento verdadeiro sem um deslize de momento?
Vigio, não me rendo.
Espero um segundo, um instante, um tempo
Sua resposta vem e me para até o momento.
Sim linda, você é, você está, acredite no que vê.
Você Merece o mar, um lar, e um vinho a beira mar.
Ouvindo as músicas que gosta de escutar.
inclua aquela que gostamos, Deixe-a tocar.
Um dia retorno a ver-te em algum lugar.

Iniciação

Quem quer que sejas: deixa tua alcova,
da qual já sabes tudo que desejas;
teu lar na tarde, longe, se renova,
quem quer que sejas.

Com teus olhos exaustos, que ainda a custo
entre os gastos umbrais logram passar,
ergues inteira a sombra dum arbusto
posto ante o céu - esguio, singular.

E tens já pronto o mundo: estranho assim
como palavra que amadurecesse
no silêncio, e que teu olhar esquece
quando lhe captas o sentido, enfim...

Dizem que um beijo vale mais que mil palavras...
Então vem cá, deixa eu escrever um livro inteiro no seu corpo.
Vou traçar cada linha com a boca,
devagar,
sem pressa,
fazendo você sentir cada capítulo
na pele.
E quando chegar na última página,
vou reler tudo de novo...
bem devagar.
by: ian vioto querubim

Quem tenta controlar todos os caminhos, quase sempre deixa de perceber para onde a vida está querendo levá-lo.

Pepita de Oliveira

Tem pessoas que funciona como terra seca, suga toda a água, guarda para si e não deixa nada transbordar. Vivem acreditando que o mundo precisa caber em uma caixa pequena, onde só o nome delas tem permissão para brilhar.
É gente que planta cercas antes de plantar sementes, com medo de que alguém encoste no jardim. Mas quem vive assim, commesse egoísmo de tudo, esquece que até a flor mais bonita morre se o ar não circular.
O egoísmo é uma raiz que cresce para dentro e acaba sufocando o próprio peito. É a tentativa solitária de ser floresta em um palmo de chão. Só que nada que cresce desse jeito, apertado e egoísta, traz paz de verdade para o coração. Eu me sinto diferente. Meu jeito é semente que não tem medo de rachar a terra para se misturar com o que é de fora. Porque quem se isola é terra doente, vivo mesmo é quem se permite brotar no outro.


DeBrunoParaCarla

Macarronada


É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.

Quando a gente deixa de amar e começa a compreender


Existem momentos na vida em que o amor não acaba — ele se transforma.
E não é porque o outro mudou, se afastou, traiu, perdeu a cor.
É porque, pela primeira vez, a gente abre os olhos de dentro.


Percebe que o que chamava de amor era, na verdade, medo de ficar só.
Que o que chamava de saudade era apego ao que feriu.
Que o que chamava de intensidade era carência fantasiada de destino.


E aí, algo muda.


Já não é mais sobre conquistar, nem sobre provar.
Não é mais sobre ser vista, nem escolhida.
Não é mais sobre ter razão, nem vencer discussão.


É sobre reconhecer os ciclos internos que o corpo já vinha avisando.
É sobre honrar a alma que já estava cansada de ser rebaixada em troca de migalhas.
É sobre olhar no espelho e saber:
“Eu não preciso ser amada pra saber quem sou. Eu preciso ser inteira pra reconhecer o que é amor.”


E então a gente percebe:


Aquele “eu te amo” que mexia com a gente
mexia muito mais com o ego
do que com a essência.


E que a saudade dele ou dela
não era de quem a pessoa era,
mas de quem a gente queria acreditar que ela poderia ser.


E aí vem a virada.


Quando a gente deixa de amar como dependência.
E passa a compreender como consciência.
Quando o desejo deixa de ser “volta pra mim”
e se torna “se encontre, por favor”.


Porque o verdadeiro amor — o amor final —
não é aquele que força reencontros,
mas o que deseja cura.
Mesmo que seja longe daqui.


E quando isso acontece, não dói mais.
Não arde mais.
Não prende mais.


Só devolve paz.


Porque o amor que fica,
depois que o apego vai embora,
não é sobre posse —
é sobre presença.

Maturidade:


"A verdade não deixa de existir só porque alguém decidiu não concordar com ela."
@Suédnaa-Santos

⁠Um a um, eu tive que deixá-los, e eles foram.
Como puderam ser tão bons nisso?
Eu me senti quase imperceptível muitas vezes, quantas dualidades.
Haviam castelos caindo em ruínas quase sempre
Castelos em ruínas, são o preço, em troca de continuar sendo livre

“Homicídio de alma” não deixa marcas no corpo,
mas sangra por dentro em silêncio.
É quando palavras viram lâminas,
e o afeto se transforma em ausência.
É morrer aos poucos em vida,
perdendo a cor, a voz, o brilho,
até esquecer quem se era…
até duvidar de si.
Mas toda alma ferida ainda respira esperança,
e aquilo que tentaram destruir,
Deus sabe reconstruir inteiro
Helaine Machado

Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.

Não quero viver,
mas respiro…
como quem carrega o mundo
sem saber onde deixá-lo.
Helaine machado

"Se não houver risco na vida, ela deixa de existir;
pois é na coragem de enfrentar o desconhecido que a alma aprende a viver."
— Helaine Machado

"Habitar a desconfiança deixa cicatrizes profundas; a maior delas é o medo constante de que a verdade seja apenas uma máscara prestes a cair.


Esse estado de alerta nos rouba a leveza de caminhar desarmados. Esquecemos o prazer de apenas ser, sem o fardo de decifrar o mistério alheio.


Afinal, a paz começa quando compreendemos o limite: as atitudes dos outros pertencem a eles e ao tempo; a nós, cabe apenas o governo do próprio peito."

Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.

Onde dois querem,
dois constroem, dois fazem.
Quando entre dois
um deixa um terceiro opinar,
já não existem dois —
existe um ruído, um corte,
um sabote silencioso.
Amor é pacto,
é acordo sem plateia,
é decisão tomada a portas fechadas,
com respeito e verdade.
Quando a voz de fora pesa mais
do que a mão que está dentro,
o laço enfraquece,
a confiança racha.
Amor é feito de dois,
não de conselhos atravessados,
não de interferências disfarçadas
de cuidado.
Onde há dois que se escolhem,
o resto vira fundo.
E quando o terceiro entra,
o amor sai pela porta dos fundos.

Não manipulo a sorte,
porque a sorte não se deixa tocar.
Ela nasce das escolhas,
dos passos que insistimos em dar.
A vida não é um jogo marcado,
nem cartas lançadas ao acaso.
É um segredo que se revela
a cada coragem, a cada fracasso.
Somos nós que escrevemos o caminho,
entre erros, silêncios e fé.
A sorte é só o nome bonito
do que a alma decide ser.