Poemas para Amigos que Ja Morreram

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Quando já não couber no coração
o que em pergaminho verte paixão,
e não couber mais nos sonhos
o fel antigo da inspiração,


há de a pena romper silêncio
e dos versos o próprio incêndio.

Chega
Chega.
Já extrapolou.
Foram segundos…
mas custaram uma vida.
Uma mulher não perde só o tempo —
perde pedaços de si
cada vez que é calada, ferida, ignorada.
Uma hora passa,
mas o que foi tirado
não volta no relógio.
Há silêncios que gritam,
há dores que ninguém vê,
e há histórias interrompidas
antes mesmo de florescer.
Chega de normalizar o que machuca,
chega de aceitar o que diminui.
Porque quando uma mulher perde,
o mundo inteiro perde com ela.
Helaine machado

Já parou para imaginar a importância do
estímulo para alguém que às vezes está
sobrecarregado de desânimo?
Aproveita para validar pessoas todos os dias, com sentimentos que enriquecem o coração e aliviam a alma. Agindo assim, seus fardos também ficarão leves e fáceis de carregar.

Como é que um produto que nem chegou a pousar na prateleira do mercado já conseguiu subir de preço? Seja banana, tomate ou até uma bicicleta, a regra é simples. Deve ser talento ou magia?

Organização exemplar. O dono vende ou apenas faz de conta que está a vender? Porque o produto é dele, claro, e pode até pôr o preço que quiser… afinal, quem quiser compra. Ou não compra.

Não se pode brincar com a necessidade das pessoas. A sede e a fome não entram em negociações. E não esperam tabelas de preços a serem reinventadas.

Penso que os outros vão me julgar, mas na verdade eu já estou me julgando.


O olhar do outro pode ser na verdade o meu olhar.


Do heterossuporte para o autossuporte.


Não busque lá fora o que deve ser encontrado aqui dentro. Não busque se sentir completo nos outros de todas as formas.


O que importa é o que eu penso, o que eu quero, o que eu julgo, e não o outro.


Sair de mim mesmo. Não há outro caminho. O que eu espero de bom, melhora ou mudança não vai me invadir, me atingir.


Preciso ter a experiência para viver melhor, para amar a mim mesmo.


As trocas são fundamentais.


Conversas


Quanto mais experiências, melhor.


Sem rigidez, me expor.


.
..
...


Os sentimentos, pensamentos, reações, sensações que eu tenho é justamente por permanecer sendo quem eu sou.


Se eu mudar, talvez a dor (meus problemas, o que enfrento diariamente) não aconteça mais.

O Tempo de Agora

Não olhes para trás com pesar ou saudade,
o que passou já escreveu sua história.
Guarda no peito apenas a verdade,
o amor que ficou e a tua memória.

O que foi dor, serve como aprendizado,
mas não deixes que te prenda ou te impeça.
Liberta o que já não está ao teu lado,
o mal se desfaz, o bem permaneça.

Quem partiu deixou sua marca e lição,
seja doce ou amarga, ficou lá atrás.
Hojo tu segues com fé no coração,
fazendo do presente a tua paz.

Tens em tuas mãos o poder da mudança,
a força que vence qualquer batalha.
Crê em Deus, crê em ti, mantém a esperança,
que o futuro se tece com o que hoje trabalha.

Vive intensamente esse momento,
sorrir, amar e florescer.
O mundo responde ao teu sentimento,
e a felicidade... já está em você.

"A minha mente?
Ou a tua mente?
Não sei...
Só a minha mente e o meu coração já não me pertencem de verdade."


"Depois de tudo o que vivi, de tudo o que o tempo levou e de tudo o que absorvi de outras pessoas, já não consigo distinguir mais o que é meu ou o que veio de fora. E no fundo, nem importa mais. Porque até o que restou — meus pensamentos e meus sentimentos — já não têm o mesmo valor, já não são realmente meus, já não trazem alegria ou razão. O tempo tirou tudo o que dava vida a eles."

Frases por vezes complexas, paradoxalmente intrigantes, frutos de uma mente em flagelo que já não distingue o real da fantasia melancólica. É o eco de uma alma cansada que, por vezes jogada ao pedregal, entrega-se aos abutres e corvos necrófagos, onde cada bicar das aves retira um pedaço do que outrora foi esperança. Ali, entre o pó e a pena, a mente finalmente cessa a luta contra o delírio, aceitando que a beleza, ainda que fúnebre e dolorosa, reside na coragem de desintegrar-se diante do próprio destino.


- Tiago Scheimann

Às vezes me parece que nasci com um relógio adiantado. Eu corro para alcançar momentos
que já se foram. O que me resta é aprender a
dançar com o tempo errado. Há ritmo mesmo
na descompassada respiração. E a dança, por
mais torta, me mantém em pé.

– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos
O meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 2004.

*Manual de viagem pra ontem*

Pra que preocupar com o presente
se em dois goles ele já é foto antiga?
Melhor montar acampamento no passado,
lá o futuro ainda tem cara de promessa.

Ontem eu comprei um terreno na lembrança,
construí uma casa sem parede,
só janelas abertas pra que o entregador e sai seja constante
a todo manhã, e o amanhã me serve café sem açúcar.

O relógio anda de ré por teimosia,
os ponteiros dão tchau pro agora
e gritam "volta aqui, seu covarde"
enquanto eu assino um contrato com o já foi.

Se o presente é só fila do passado,
vou furar fila com saudade na mão
e pedir fiado pro tempo:
me devolve um futuro que preste.

Aviso: risco de paradoxo
e de rir sozinho no ônibus
mas quem disse que lógica
é requisito pra viver?
(Saul Beleza)

*O dia depois do campo*

Já me acostumei com o ronco do canhão
e dancei ao som da rajada da metralhadora,
não por gosto, mas porque o corpo
aprende passos até no inferno.

Afiei o sabre pra cortar o catanho do dia,
porque amanhecer também cansa
quando a noite não deixou dormir
só ensinou a sobreviver.

Fingi não ouvir o toque da corneta
anunciando a alvorada que não pedi,
às vezes a guerra acaba lá fora
mas continua batendo no peito

Agora a casa tá limpa, o chá na mesa
e mesmo assim o silêncio vem fardado,
eu tiro o capacete devagar
e lembro que paz também é treino .
(Saul Beleza)

Chega mais,
Já tirei os sapatos na porta da tua frase,
e espalhei meus versos pelo colchão.


Se aqui também é seu lugar,
vou puxar uma cadeira feita de nuvem
e pendurar um quadro torto na parede
com o título: "Casa onde o preciso vira poesia"


Traga um bule de ideias fervendo
aqui tem um barulho de grilo afinado em lá menor
pra gente rir do silêncio quando ele ficar sério demais.
Tô em casa. Qual cômodo a gente bagunça primeiro?
(Saul Beleza)

Já acabou o verão,
mas ainda sinto
no meu peito
os nossos poentes
a derreterem devagar.

Sinto que já vivi tudo que pude viver
Não tenho mais dores para sentir
E não tenho mais esperanças para crer


Tenho memórias para esquecer
Mas elas sempre voltam
Ao anoitecer


Não tenho motivos para ficar aqui
Mesmo que eu procure
Não tem nada aqui que eu possa possuir.

O amigo sussurrou: Posso te ajudar.
O inimigo sorriu: Eu já ajudei.
Um deles mentiu,
não importa qual.
Eu já sabia.
Sempre saberei.

Já nem sei o que fazer
dos sentimentos guardados
distribuir tudo e riscos correr
de ser mal interpretado...

De tudo nos cobra a sociedade
tão pobre e sofredora ela é!
não entende que a realidade
é cada um ser como quer ...

Levo sua imagem por onde vou,
você que tanto já sofreu por mim...
e mesmo sofrendo me perdoou,
eu que não merecia ser perdoada assim !

Sou estrela já sem brilho
muito longe sempre estou
sou trem saído do trilho
que há muito descarrilou

Através da vidraça os olhos já não alcançam
o horizonte em detalhes acinzentados,
descortina-se lá fora a visão da liberdade,
embora ali dentro existam braços acorrentados

Sobre a mesa simples a louça especial,
ornando com a toalha de renda branca e linda,
tingida por pétalas de flores caídas,
apenas lembranças, outra tarde quase finda...

O corpo transpirou e quase dormente
deixou agitar o coração em desarmonia,
n'alma os sonhos, aos poucos, sucumbiram...

Percebeu grande vazio, tão de repente !
flutuando nesse escuro vácuo de agonia,
ao amor que se ausentou, lágrimas surgiram...