Poemas para Amigos que Ja Morreram
Velhice no ponto final
Virgulas, já as perdi no caminho
Onde atalhos vão dar a pontos finais;
Reticências, rezo-as sempre sozinho
Pra escapar a parágrafos canibais!
Aos poucos vislumbro o último vinho
Que beberei não sei de que punhais!
Ter menos tempo é ter mais a perder,
Quase nu e tanto pra escrever!
São horas lentas, frias e demoradas,
Que a velhice aceitou e por onde há
Pouca agitação e muitos nadas;
Estou onde a televisão está
E vejo-a com pálpebras desmaiadas;
Do que lá vejo e oiço, bastará
A minha ruidosa cama
E a visita de quem me ama...
Sou as cruzes e rasgos do desfiladeiro,
Cheio de marcas que contam histórias;
Tenho no bolso um andar batoteiro,
Relógios calcinados, que não dão horas,
Um olhar obsoleto, um falar trapaceiro,
Que pergunta quantas mais memórias
Terei com o meu melhor fato?
Oh, destino ingrato...
Amor, desalento e solidão
Queria, quem já não me quer seu,
Que por sua vez não quer ninguém
E quem me quer eu rejeitei também
Por não ser de quem não é meu!
Quantas portas ao amor eu não dei!
De o querer, quantas se fecharam?
Quantas solas e aparas se gastaram?
Quantas poemas e ruas atravessei?
Mas que desalento chato e redondo,
Que se o tento cantar a um canto,
Ele não os tem, e eu lá vou pondo
Nós engasgados num calado pranto!
Não podendo ao amor cantar então,
Vou indo e dando, espaço à solidão.
Defronte Com O Racismo
Já fui julgado e condenado sob a batuta de um olhar,
Por carregar na cor da pele a negação como afirmação
Já fui citado no silêncio da resposta,
Por carregar na cor da pele a razão reputada na segregação
Já fui vitima do título de vitimismo,
Por carregar na cor da pele a dor da discriminação
O mal que um dia a alguém fizeste,
Independente do tempo de quando for,
De tudo que já foi futuro,
O passado se fará presente.
O pálido ponto azul
A sonda Voyager 1 que já ultrapassou a borda do Sistema Solar e saiu definitivamente da área de influência do Sol, foi a primeira nave espacial lançada ao espaço em 5 de setembro de 1977, há 42 anos, com a missão de descobrir os mistérios, do universo, acabou revelando um fato muito interessante, que o nosso planeta é apenas um mero pálido ponto de luz azul, em uma partícula de poeira suspenso em um raio de Sol. Apenas um grão de areia neste imenso Universo.
O pálido ponto azul
A sonda Voyager 1 que já ultrapassou a borda do Sistema Solar e saiu definitivamente da área de influência do Sol, foi a primeira nave espacial lançada ao espaço em 5 de setembro de 1977, há 42 anos, com a missão de descobrir os mistérios, do universo, acabou revelando um fato muito interessante, que o nosso planeta é apenas um mero pálido ponto de luz azul, em uma partícula de poeira suspenso em um raio de Sol. Apenas um grão de areia neste imenso Universo.
Somos apenas uma chama de luz
Por mais que possamos brilhar intensamente
Na labuta diária naquilo que fazemos
O tempo sempre avisa
Que somos apenas um pequeno ponto de luz
Portanto sonhe, sorria e viva cada momento como se fosse único
Espalhe alegria por onde passar
Supere os momentos tristes e difíceis com fé e esperança
No final de tudo o seu brilho de felicidades vai se espalhar
Viajando no tempo e no espaço
Como uma fórmula mágica guardada em uma capsula do tempo
Para mostrar ao mundo um dia
Que existe sim uma saída
No labirinto da vida.
Já precisei recomeçar muitas vezes e reiniciar quem sou.
Já me perdi pensando estar fazendo o certo.
Já errei pra cacete e acertei bem mais ainda.
Aqui estou, mais uma vez, botando um sorriso na cara, que sem máscaras agora é; pois é melhor assumir minhas imperfeições do que não ter minha verdade escancarada, nua, crua e imperfeitamente, humana🌻.
Nildinha Freitas
Eu já arquivei muita coisa nas gavetas da memória. Apaguei imagens que me faziam sentir dor.
Aqui, dentro de mim, só quero sol e mar, o que machucou estou querendo apagar.
Nildinha Freitas
Eu já escutei "eu te amo", de gente que uma semana depois de ter me dito adeus, como se eu fosse uma peça de roupas que se descarta, já estava jogando outro jogo de cartas.
Eu já acreditei em mentiras que falaram sobre mim, em acusações de que eu seria uma pessoa vazia e ruim, no fim, a história não era bem assim.
Eu já escutei o amor ser banalizado por gente que aprendeu a arte cruel de brincar, de bagunçar a gente, e que faz desse sentimento um representante da dor, mas amor não é isso! Amor é um poema escrito para roubar sorrisos, para levar a gente aos paraísos.
Nildinha Freitas
Em lugares improváveis eu já encontrei o amor. Ontem mesmo vi amor entre o beija-flor e a rosa.
Eu já encontrei um amor nas mãos enrugadas da mulher que tanto lutou para ser quem é.
Eu já encontrei um amor na fila do banco, enquanto todo mundo tava preocupado com o tempo da demora.
Eu já encontrei um amor no meio da rua, em um abraço de saudade que deixou a minha alma nua.
Eu já encontrei um amor no café com bolo na casa da minha mãe e já vi amor nos olhos inocentes das crianças da minha vida.
Eu já encontrei amor até nas marcas deixadas pelas minhas feridas.
Existe em mim uma gigante que já adormeceu por ter sido enganada, traída e vítima de mentiras mal contadas. Existe em mim uma dama que ama à noite, vestida de vermelho, ou a cor que vier na cabeça. Existe em mim uma mulher sóbria, que acorda dos goles que a vida lhe fez engolir forçadamente.
Existe a mulher que sorri, ama e sente.
Nildinha Freitas
Nosso amor
Eu, sendo um Gustavo que já tinha acreditado e desacreditado do amar, encontrei nessa vida a esperança de dias de paz, passei a ver sentido no azul do mar, no querer ir, sem voltar mais.
Eu, que sendo um menino, encontrei o meu ninho num lugar igual a mim. Eu vi no Geovane, não a rosa, mas, um jardim.
A gente se encontrou, mas não foi igual tantas outras vezes, foi encontro de almas, foi reencontro de vidas e no lugar da dor, brotou o sentimento do amor que cura toda ferida.
Hoje, já não somos apenas um, mas somos só um, e inteiramente prontos para espalhar a semente do amor da gente.
Nossa jornada começou, e vamos trilhar sem medo, e sem temer o amanhã. Vamos viver o agora, o acordar toda manhã.
Nildinha Freitas
Em homenagem a Gustavo e Geovane
Se me perguntarem se eu já errei na vida, direi: quem nunca arrancou a casca da própria ferida?!
Eu já falhei, errei, tentei de novo, caí, me cupei, me chicoteei, já carreguei culpas em todo meu corpo, e foi difícil, mas me perdoei.
Sendo quem sou, eu bem sei que ainda errarei, mas juro, que os mesmos erros nunca mais cometerei.
Aprendi do passado a lição, aumentei minha fé em mim e o autoperdão.
Sigo, fazendo o melhor que posso, com o que tenho em minhas mãos.
Nildinha Freitas
A "gente"
Era uma tarde de domingo, de um dia 18. O café já estava coando e o meu coração que há tempos andava sozinho e atravessando desertos, teve a sorte de encontrar você. Foi tipo assim:
Destino!
Elo!
Conexão!
Coisas que a inteligência por si só, não explica.
Aqui estamos nós, sem entender a jornada, mas indo, indo nesta estrada que é só da "gente", só "eu e você", e mesmo quando sigo sem lhe ter por perto, lhe sinto no perfume solto no ar e posso dizer: essa é a viagem mais acompanhada que eu já fiz na vida, porque você se faz presente aqui.
Nildinha Freitas
Eu já pisei em lugares que em meus sonhos jamais imaginei tocar.
Eu já vi gente se matando por quase nada e por egoísmo querendo me matar.
Eu já chorei, mas hoje, sou sorriso, sou rocha, sou mar.
Nildinha Freitas
Renascimento
Dedico para Willie Vilar
Eu já me matei muitas vezes e já me mataram, mas eu levantei do lugar onde me coloquei e que também me colocaram.
Morri, confesso! Mas renasci inteira e sabendo que o que passou ficou lá enterrado, no lugar que um dia eu estive para aprender quem eu sou, e quem são os que acreditei serem e não foram.
Nildinha Freitas
Eu já morri tantas vezes que a morte não me amedronta mais.
Não temo mais o escuro véu que me separa do estar aqui, ou em outro lado.
Eu já morri tantas vezes que já não sinto temor, tremor e nem a sombra que apaga meus olhos e os deixam sem alma.
Eu já morri tantas vezes que a morte essa amiga estranha não me leva mais na hora que bem entende.
Agora, nesse momento exato, já sou eu quem diz se quer ou não morrer.
Vivo!
Viva!
Nildinha Freitas
Era noite quando eu lhe conheci, mas estava quente, feito meio dia.
Eu que já tinha desacreditado de muita coisa na vida, passei a olhar mais a cicatriz do que relembrar a ferida.
E é sol se pondo no mar esse seu sorriso, tipo um paraíso, um lugar de paz, em meio ao caos.
Nildinha Freitas
Eu já plantei muitas sementes, já reguei muito amor, como também já plantei dor. Eu já colhi ingratidão, coisas que doem no coração, mas nada disso foi em vão, se hoje já não sou aquela mulher carregada de preceitos e preconceitos limitantes é porque não limitei meu crescimento, fui aprendendo com cada dor e a cada instante e momento.
Na memória de tudo que sou e já vivi, me perdoei dos erros que cometi e prometi reparar as palavras e atitudes que feriram outras pessoas, acordando toda manhã, decidida a ser sempre uma alma boa.
Sigo, pois sei que ainda não estou pronta, mas com a certeza de que quero evoluir, vou dando passos no caminho, na estrada do existir.
Nildinha Freitas
