Poemas o Beijo Perfeito
A arte postal
em poemóbiles
ágeis é a rima
andaluz que em ti
sempre me seduz,
Vem comigo,
vamos escrevendo,
Somos poetas
nos conhecendo...
Bico-de-arara em flor
seja em São Paulo
ou por onde eu for
me toca com amor
e escreve lindos
Versos Intimistas
infindos com amor.
A Suinã-da-mata
em floração atlântica
em São Paulo faz
de mim outra flor
com Versos Intimistas
de muito amor
por onde a poesia for.
A Lua Nova é a minha
confessora que atalaia
e traz alvíssaras em Rodeio,
nossa joia do verdejante
Médio Vale do Itajaí,
e poeticamente por aqui
embora eu continue
a mesma agora há
uma página que preludia
que só tenho olhos,
desejos e sonhos
todos dedicados para você
que com jeito terá
de me alfabetizar para que
os sinais do seu amor
aprenda sempre a ler,
porque sei que você quer
ensinar e sou disposta
sempre para aprender.
Não duvide de mim
quando estiver próximo
de chegar a primavera
eu estarei no prelúdio
de chegar unida com ela,
E não haverá eflorescência
maior do que a minha com
aroma de Flor de Laranjeira
e meus Versos Intimistas
cobrindo a nossa terra
para vir sempre um novo poeta.
Aurora vespertina que
beija a Roseira-do-mato
e que faz o meu coração
sempre doce e admirado,
Não tenha dúvida que
quero que leve um recado
que toque com carinho
o coração do meu amado.
Uma Tapirica florida
sempre me fascina
do raiar da aurora
matutina ao cair
da aurora vespertina,
Igual ao seu jeito
manso e doce que
sempre me inspira.
Fabulosa aurora vespertina
que a Buganvília amarela
se fascina e me entrega
o romance mais bonito
da minha vida para seguir
tendo motivos para sempre
escreve e fluir no meu
rio de Versos Intimistas.
É noite de Lua Cheia
e alvíssima que
não tem como ser
capturada no céu
da minha gentil Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí
aqui em Santa Catarina,
É fato que o pulmão
da minha amada Pátria
pelo fogo se contorce
porque segue a queima
que de cinzas nos encobre,
e o nosso horror só aumenta
de tal maneira que não cabe
somente num simples poema.
Fazer-te minha propriedade
privada como a Ilha Queimadas
na Baía do Babitonga é uma
ambição que não abro mão.
Algo de muito de Carijó ainda
permanece em nós e brinda,
e sei que não nada que impeça
de todo o coração e os pés na terra.
Tu haverá de ir e sempre
irá para mim regressar porque
de dentro de ti não tirará.
.
Porque não há mais como negar
a absoluta dama das tuas auroras
e a glória do amor do tamanho mar.
Quando a constelação
Cruzeiro do Sul
encontra a posição
no nosso Hemisfério,
Coloco a confiança
sob a Chakana
pelos teus olhos
que tanto enalteço,
e venero acordada
porque não te esqueço.
Cosmos das três Américas
sob o Sol da verdade,
Lembro de uma terra que
há muito tempo o seu
choro ninguém escuta
ou se interessa por sua
luta e o quanto sofre,
Tudo isso faz por um
com que pare, ore
e peça que ao Haiti
alguém traga a liberdade
e a paz que alcance com equidade.
Bumba Meu Boi Canarinho
O Capitão avança, dança
e anuncia levantando
a alegria e a festança
que com ele vem chegando
para fazer a gente sacudida.
Bumba Meu Boi Canarinho
caiu no laço do Vaqueiro,
coitado, pobrezinho,
O Bumba Meu Boi agonizou,
e depois ninguém
mais ouviu se ele suspirou.
O Pai Francisco e a Mãe Catirina
estão preocupados
com o Dono da Fazenda
porque o Bumba Meu Boi Canarinho
era dos bois o preferido.
Pares de indígenas,
eles rapazes e elas meninas,
Junto com os Caiporas
acompanham o ritmo
dos músicos e a direção
que apontam os Caboclos.
O Cazumbá mantém
a ordem entre os Brincantes
enquanto a Burrinha
chora pela perda do querido
Bumba Meu Boi Canarinho.
O Dono da Fazenda foi
com fé atrás do Pajé,
E foi assim que ressuscitou
o Bumba Meu Boi Canarinho,
e todo o mundo pela rua comemorou.
Tenho Lirios
Tenho Lírios nos olhos,
da água ... Os Lindos delírios
e algumas orquídeas
Sobre a mão
Qualquer dia
Uma borboleta
Pousa no meu jardim ou
Talvez nas rosas
Que floresceram
em meu coração.
"Nas brisas suaves, ausentes das rosas,
Faz um tempo que os cheiros não me tocam,
Suas fragrâncias, antes doces e formosas,
Agora ausentes, apenas lembranças invocam.
Seus perfumes, encantados e singelos,
Envolviam-me em carícias perfumadas,
Hoje, a saudade bate com mil apelos,
Dos dias de encanto e memórias amadas.
Ó rosas queridas, que encantam meu ser,
Espero ansioso pelo dia de reencontro,
Para que possamos juntos florescer,
E sentir novamente seu aroma no ar pronto.
Até lá, guardo as lembranças com afeto,
E aguardo o momento do doce reencontro,
Quando os cheiros das rosas, novamente perfeito,
Embelezarão a vida, com todo seu encanto."
By - Márcio Brandão
Oh, doce rosa em desalento,
Que murcha lentamente, num lamento,
Tu, que outrora brilhavas com esplendor,
Agora, aos poucos, perdes a cor.
Teu perfume, antes tão envolvente,
Agora se desvanece, tristemente,
Tuas pétalas, antes vivas e viçosas,
Agora estão murchas, frágeis, dolorosas.
Teu caule, que sustentava a esperança,
Agora se curva em triste dança,
Tuas folhas, antes tão cheias de vida,
Agora se enrugam, perdendo a guarida.
Mas mesmo assim, tua beleza persiste,
Mesmo em tua fraqueza, és triste,
Pois em teu último suspiro, oh, rosa,
Ainda irradias uma beleza grandiosa.
Como um lembrete da efemeridade da vida,
Tuas pétalas caídas, uma despedida,
Mas tua essência perdurará eternamente,
Mesmo quando fores apenas uma lembrança na mente.
Tu, rosa moribunda, és um símbolo de fragilidade,
De que mesmo na morte, há uma sutileza,
E em teu fim, encontra-se a beleza,
Pois até no ocaso, há uma singularidade.
Então, rosa em sua jornada final,
Teu destino, mesmo melancólico, é especial,
Pois lembrar-te-emos com ternura,
Como uma flor que mesmo murcha, ainda tem doçura.
Senhor, deixaste apenas os bons para os bons? Os tristes para a escuridão e o silencio? A verdade para o que restar do amor?
A verdade é dura, triste, solitária e tem nome. Vive sóbria através de todos os entorpecentes, cada qual com seu nome, apelido e endereço.
Todas ou quase todas as pessoas conseguem me ver bem, mas nenhuma delas da forma como você me olha, me nota, observa e conclui.
Não julgo teus olhos, não os posso. Teus olhos vêm tudo, ao mesmo que nada. Sentem e perseguem o que te fere. Seus olhos são como afiadas facas, moldadas através de tempos, muitos e poucos, talvez simultâneos.
É a tua verdade que vejo. Tua verdade que eu quero e espero.
Me sinto estranhamente dentro dela, nela. Com ela.
É a tua verdade que também nos separa e nos reaproxima de forma constante.
Que a tua verdade nunca seja absoluta, se é cortante, amargurada e dura.
Que a minha mentira ao menos engane tua razão e te entorpeça o tempo suficiente e necessário para amar.
Porque, onde seu corpo deitar, querido, repousa lá meu coração também.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
Faxinal do Guedes
Ergueu-se o Astro Rei sobre
as florestas dos faxinais,
E a lembrança que foste
colônia militar veio
à tona e memória te honra.
Esperança erguida no Oeste
dos Rios Chapecozinho e Irani,
cidade profunda, celeste
e de gente catarinense
que sabe abraçar quem vem.
Surgiu a Lua e o céu estrelado
beijando as araucárias
dos nossos destinos,
Faxinal do Guedes é a rota
para quem busca fazer amigos.
